Palestra do Culto Mensal de Agradecimento – Sede Central – Outubro 2021

PALESTRA DO PRESIDENTE DA IGREJA MESSIÂNICA MUNDIAL DE PORTUGAL

REV. CARLOS EDUARDO LUCIOW – OUTUBRO 2021

Bom dia a todos!
Como os senhores estão a passar? Estão todos bem?

Em nome de Deus e Meishu-Sama, agradeço a vossa sincera dedicação que nos possibilita expandir cada vez mais a Obra Divina em toda a Europa! Muito obrigado!

Gostaria de dar as boas-vindas a quem está a assistir a este Culto pela primeira vez e a todos os membros e frequentadores que estão a participar nesta transmissão online, tanto em Portugal, como em outros países. Sejam todos muito bem-vindos!

Entre os dias 16 e 20 do mês passado, após 10 meses de ausência devido às restrições de circulação entre regiões, tive a permissão de visitar as Unidades Religiosas de Milão e Bérgamo, no norte da Itália. Respeitando as normas de higiene e segurança em vigor, com o devido distanciamento, realizámos 5 Cultos Mensais de Agradecimento, Outorgas da Luz Divina – Ohikari e estudámos, como melhor nos prepararmos desde já, para o Culto Anual pela Salvação dos Antepassados. No total, pude encontrar pessoalmente com 55 membros e 10 frequentadores.

Também, do dia 22 ao 26, após 18 meses de ausência pelos mesmos motivos, consegui visitar as Unidades Religiosas de Barcelona e Valência, em Espanha, nas quais realizámos encontros de Johrei, assistência religiosa a pessoas em purificação e grupos de estudo, visando a preparação para o Culto Anual pela Salvação dos Antepassados. No total, pude encontrar com 30 membros, 3 frequentadores e 1 pessoa pela 1ª vez.

Fiquei muito feliz em constatar que, apesar das dificuldades que passaram durante este período de confinamento, todos estão animados e motivados para encaminhar novas pessoas, intensificar a prática do Johrei, a leitura e prática dos Ensinamentos, etc.

Agradeço pela carinhosa hospitalidade com que me receberam e estarei a orar pelo cumprimento das vossas missões, rumo à concretização do Paraíso Terrestre!

Gostaria de dar uma boa notícia a todos os senhores. Já temos disponíveis os áudios da edição portuguesa dos Ensinamentos de Deus revelados a Meishu-Sama, tanto do “Alicerce do Paraíso” – volume 1 ao 4, como do Livro “Os Novos Tempos”, todos registados em português de Portugal. Inicialmente, estarão disponíveis numa pen usb personalizada com o símbolo Izunome, já com as gravações, que poderá ser encomendada aos Ministros Responsáveis, ou então, poderão também gravar os áudios diretamente no vosso próprio dispositivo, sem qualquer custo. Desta forma, poderão ouvir os Ensinamentos a qualquer hora, em qualquer lugar, em viagem, no carro, etc. O que os senhores acham? Excelente ideia? Em breve, serão também disponibilizados online, em outros formatos.

Gostaria de agradecer a todos os que participaram nesta dedicação, que tanto contribuirá para o nosso conhecimento, compreensão e consequente prática dos Divinos Ensinamentos. Muito obrigado!

Por onde tenho passado, independentemente do país, da cultura, da língua, etc., tenho notado que o estado de espírito das pessoas com quem me encontro, é o mesmo. Estão cansadas, desmotivadas, saturadas de toda a situação que vivemos nos últimos tempos e que, de certa forma, ainda continuamos a viver. Muitos me perguntam o que fazer para que acabe definitivamente, porém, o seu término não depende diretamente de nós. Já que não podemos mudar essa situação como desejamos, podemos sim, mudar o nosso modo de vê-la e enfrentá-la.

No Ensinamento do Culto de hoje, “O segredo da felicidade”, do Alicerce do Paraíso vol. III, edição portuguesa, Meishu-Sama orienta-nos como se estivesse a descrever a nossa realidade atual:

(…) “Neste momento, ao observarmos a sociedade, quantas pessoas verdadeiramente felizes podemos encontrar? Talvez nenhuma. Isso mostra que o mundo está, efetivamente, cheio de sofrimento. O facto é que ninguém está livre de fracassos, desemprego, doenças, pobreza, conflito, descrença e pessimismo. A realidade é que as pessoas estão a sofrer como se estivessem numa prisão.” (…)

Apesar de hoje em dia vivermos num estado de liberdade aparente, somos prisioneiros de uma cultura materialista, que através da educação, política, saúde, meios de comunicação, etc., nos tentam condicionar, impondo-nos as suas “verdades”, mesmo que estas não respeitem as Leis da Natureza.

Como as pessoas ficam passivamente à espera que a situação mude e esta não melhora, o seu estado de apatia torna-se cada vez maior, culminando até com a depressão. A prova do que estou a dizer está no aumento exponencial do consumo de ansiolíticos e antidepressivos, desde o início da pandemia. Como agravante para a saúde, está comprovado cientificamente que esse estado mental depressivo debilita o nosso sistema imunitário.

Assim, qual a solução que Meishu-Sama apresenta para este problema?

(…) “O essencial é descobrir o método para alcançar a felicidade e praticá-lo. Como sempre digo, esse método consiste, basicamente, em fazermos os outros felizes. Existe uma excelente prática que tenho vindo a adotar há muitos anos, com resultados maravilhosos. Foi com o desejo de a ensinar que redigi este texto.” (…)

A propósito de descobrirmos o método para alcançarmos a felicidade, hoje ouvimos a maravilhosa Experiência de Fé da jovem Luíza de Oliveira, de apenas 15 anos. Além das dificuldades de adaptação a um novo país, apesar do apoio que recebia da sua mãe, sentia-se desanimada e desamparada. Como nada lhe corria bem na escola, ia ficando cada vez mais triste e deprimida. Este quadro encaixa-se perfeitamente num grande número de pessoas da atualidade, que se encontram nesse estado depressivo.

A sua tia, membro da nossa Igreja, não ficou indiferente ao seu sofrimento e perante essa situação, com amor e gentileza, começou a transmitir-lhe Johrei, inicialmente em sua casa e, posteriormente, acompanhando-a ao Núcleo de Johrei de Braga.

Para sua surpresa, graças ao Johrei recebido, rapidamente deixou de ter ansiedade e tristeza, passou a sentir um incrível bem-estar, começando até a ter disposição para estudar! Desta forma, melhorou os seus resultados escolares, o que a deixou ainda mais entusiasmada.

Graças ao acompanhamento da sua tia na Fé Messiânica, o destino dela mudou, tornando-se feliz, conforme Meishu-Sama nos elucida no Ensinamento de hoje:

(…) “Em suma, essa prática consiste em realizar o maior número possível de boas ações. Sempre que possível, procurar praticar o bem. Por exemplo, propiciar alegria ao próximo, pensando no bem-estar da sociedade.” (…)

Posteriormente, a jovem Luíza mudou-se com a família dos tios para o sul do país, mas, mesmo num clima familiar, onde, apesar de receber muito carinho e atenção, percebeu que estava a voltar ao estado anterior, de tristeza e ansiedade. Acabou por regressar a Braga e assim, ao retomar as dedicações, foi recuperando aos poucos o seu equilíbrio interior. É importante ressaltar que, neste período, o Ministro aconselhou-a a intensificar a leitura e prática dos Ensinamentos de Deus revelados a Meishu-Sama, algo que ela passou a fazer, em média, 30 minutos por dia. Com esta prática, ela relata que aprendeu que precisava de desenvolver o seu sentimento de gratidão, inclusive, pelas situações difíceis do dia a dia. Assim, despertou para o desejo de receber o Ohikari e encaminhou a sua mãe para o Núcleo de Johrei.

Ao participar no estudo de preparação para o Culto Anual pela Salvação dos Antepassados, ainda como frequentadora, criou o objetivo de se tornar a “número um na felicidade de alguém”, conforme a orientação da Sede Central do mês passado.

Nessa mesma semana em que tomou essa decisão, de forma inesperada, numa aula de Português, a professora abordou o tema “religião”, assunto que não constava no programa escolar, perguntando aos alunos qual a sua religião. Quando chegou a sua vez, ela, apesar de ainda não ser membro, falou da Igreja Messiânica Mundial, das Orações, do Johrei, etc., despertando o interesse de todos. A professora fez-lhe várias perguntas que ela respondeu prontamente. Como se não bastasse, na aula seguinte, levou Flores de Luz e o Boletim Informativo, despertando o desejo da professora de vir conhecer a nossa Igreja.

O mais importante de tudo isso é ela ter entendido que quando realmente nos determinamos a ser “o número um na felicidade de alguém”, Deus, Meishu-Sama e os Antepassados, criam as condições favoráveis para que isso se torne possível.

Ela simplesmente pragmatizou o que Meishu-Sama nos orientou no mês passado:

“A melhor maneira de cultivar a virtude é transmitir Johrei e conduzir pessoas à Fé Messiânica.”

Na sociedade materialista de hoje, frequentemente vemos o oposto: as pessoas contagiam-se negativamente, umas às outras, comentando sobre as desgraças, preocupações, críticas destrutivas, incutindo um clima de medo e insegurança. Porém, esta Experiência demonstra uma tendência contrária, ou seja, a sua tia influenciou-a positivamente, encaminhando-a para a Igreja, onde ela, através dos Ensinamentos e do Johrei, conseguiu superar as suas dificuldades, despertando para fazer o mesmo pelas pessoas à sua volta, como se confirmou com a sua mãe, professora e colegas; criou-se, assim, uma reação em cadeia de Luz salvadora.

Esta jovem, de apenas 15 anos, na época, ainda frequentadora, teve este maravilhoso resultado graças à sua pura determinação em desejar vir a ser a “número um na felicidade de alguém”.

É muito comum que, antes de sentirem esse desejo sincero, as pessoas racionalizem e caiam na armadilha do ego, que induz ao julgamento baseado até em experiências negativas do passado, criando assim uma barreira que dificulta a atuação do Mundo Espiritual.

Outra manifestação dessa barreira é que, perante uma pergunta de alguém em público, sobre a nossa religião, quantos de nós apresentaria claramente, sem receio do julgamento alheio, o que é a Igreja Messiânica Mundial, o que é o Johrei, quem foi Meishu-Sama, etc.?

Em todos os momentos que nos deixarmos subjugar pelo medo do que os outros poderão vir a pensar de nós, certamente perderemos inúmeras oportunidades de nos tornarmos o “número um na felicidade de alguém”.

Atualmente, estamos no início do Outono, uma estação um pouco melancólica, mas muito bonita, os senhores não acham? Podemos apreciar a mudança de cor das folhas das árvores, que se tornam amareladas, avermelhadas, etc. É uma época propícia para a renovação, na qual as árvores deixam cair as folhas secas, para que, na próxima Primavera, possam nascer folhas novas.

A esse respeito, Meishu-Sama escreveu o seguinte poema:

“Quando apanho uma folha seca caída no chão, sinto nela a indiscutível Lei do Ciclo da Vida.”

Seguindo o exemplo da Natureza, o primeiro passo para vencermos esse medo do julgamento alheio, é reconhecermos a sua existência dentro de nós, como uma “folha seca” que não deixamos cair, tornando-se parte integrante do nosso ser; medo esse que nos foi incutido desde a mais tenra idade, pela educação, instrução e cultura materialistas.

O segundo passo é desejar com ardor, de dentro para fora, eliminar as “folhas secas” que atrofiam o nosso altruísmo, não nos permitindo crescer e evoluir na fé, tal como o nascimento das novas folhas verdes da Primavera. Certamente, se não o fizermos de dentro para fora, surgirá um elemento externo, como uma “tempestade” na nossa vida, que o fará de fora para dentro, eliminando essas “folhas secas” através da purificação. Na Natureza, todo este processo nos parece normal, correto e até óbvio. Porém, quando se trata do nosso interior, não aceitamos e fazemos de tudo para que este não ocorra connosco, mesmo sendo seres integrantes dessa mesma Natureza.

Noutro Ensinamento, extraído do Registo de Palavras de Luz nº 9, Meishu-Sama orienta-nos:

“Tornar-se membro significa aprender o método de salvação e receber a força para salvar as pessoas. É como se entrasse na escola para receber instrução. Portanto, se não praticar o que aprendeu, não adianta. A quem coloca em prática o que aprendeu, Deus proporciona graças.
Deus quer salvar o maior número possível de pessoas, por isso, é preciso salvá-las, caso contrário, a vida não terá valor e nem poderá receber graças.”

A jovem Luíza, a partir do momento em que se tornou membro da nossa Igreja e despertou para o desejo de salvar as outras pessoas, começou a colocar em prática a instrução messiânica e com certeza, Deus lhe proporcionará imensas graças e a sua vida terá valor. Aqui reside a diferença de ingressar numa fé que salva o próximo para sempre, pois desta forma, transformou o seu destino infeliz em feliz, como ela própria menciona na conclusão da sua Experiência de Fé:

“Comecei a olhar a vida de outra forma e a confiar no Plano de Deus. Estou muito feliz e entusiasmada por fazer parte da Obra Divina e desejo ser útil na concretização do Seu plano.
Quero agradecer, em primeiro lugar, a Deus e Meishu-Sama, por hoje ser uma jovem feliz e saudável!”

Para uma jovem de apenas 15 anos, o seu sentimento revela uma extrema maturidade e elevada espiritualidade, os senhores não acham?

Então, seguindo o seu exemplo, vamos, a qualquer custo, reconhecer e superar as nossas barreiras e dificuldades, libertando-nos assim das nossas “folhas secas”, de dentro para fora, sem a necessidade de termos de passar por “tempestades”. Só desta forma é que conseguiremos encaminhar alguém à Fé Messiânica, tornando-nos o “número um na sua felicidade”.

Os senhores já imaginaram que sociedade surgiria se todas as pessoas se unissem para praticar o bem e se esforçassem para se tornar “o número um na felicidade de alguém”?

Meishu-Sama afirma categoricamente:

(…) “Sem sombra de dúvida, desapareceriam todos os problemas, surgiria o Paraíso Terrestre proclamado pela nossa Igreja, isento de doença, pobreza e conflito, e a felicidade das pessoas seria incalculável. Seria como ‘bater com o martelo no chão’; a pancada não poderia falhar.” (…)

Vamos aproveitar este último mês até ao Culto Anual pela Salvação dos Antepassados para, como prática de virtudes que oferecemos a Deus em nome dos nossos Antepassados, encaminharmos e acompanharmos, pelo menos, uma pessoa à Fé Messiânica, tornando-nos o “número um na sua felicidade”.

Com o levantamento das restrições governamentais, realizaremos o Culto Anual pela Salvação dos Antepassados, no dia 1 de novembro, feriado nacional, aqui na Sede Central, em dois horários: 11h00 e 15h00, sendo que as inscrições continuarão a ser feitas junto dos Ministros responsáveis.

Na esperança de encontrar em breve com todos os senhores, despeço-me com um forte abraço, desejando a todos a continuação de uma feliz preparação para este importantíssimo Culto, onde os nossos queridos Antepassados estarão à espera dos frutos das nossas práticas virtuosas.

Muito obrigado e um bom mês a todos!

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