Palestra do Culto Mensal de Agradecimento – Sede Central – Maio 2021

PALESTRA DO PRESIDENTE DA IGREJA MESSIÂNICA MUNDIAL DE PORTUGAL

REV. CARLOS EDUARDO LUCIOW – MAIO 2021

Bom dia a todos!
Como os senhores estão a passar? Estão todos bem?

Em nome de Deus e Meishu-Sama, agradeço a vossa sincera dedicação que nos possibilita expandir cada vez mais a Obra Divina em toda a Europa! Muito obrigado!

Gostaria de dar as boas-vindas a quem está a assistir a este Culto pela primeira vez e a todos os membros e frequentadores que estão a participar nesta transmissão online, tanto em Portugal, como em outros países. Sejam todos muito bem-vindos!

Neste dia tão especial, quero parabenizar todas as mães, lembrando também, com amor e gratidão, as que já partiram para o Mundo Espiritual, e que lá estão a receber as nossas sinceras orações. Além destas, também temos as mães de coração que, mesmo sem vínculos de sangue, se dedicam com todo o amor e carinho à criação e formação de muitos “filhos espirituais”. A todas elas, a nossa sincera gratidão!

No início do mês passado, oficiei a entronização de um Altar do Lar na casa da família responsável pelo Núcleo de Johrei da Figueira da Foz. Tenho certeza de que este Altar levará muita Luz de Deus e Meishu-Sama para salvar um grande número de pessoas nesta região. Desejo-lhes muito sucesso no cumprimento da sua missão!

Do dia 19 ao dia 27, estive a visitar as Unidades Religiosas da área metropolitana de Lisboa. Durante esse período, fiquei muito feliz por ter tido a permissão de ministrar Johrei individualmente, por trinta minutos, a 96 pessoas. Respeitando as normas de higiene e segurança em vigor, realizámos uma cerimónia de outorga de Ohikari – Medalha da Luz Divina – e 9 Cultos pela Salvação dos Antepassados e Reforma da Sede Central, contando com a presença de mais de 100 pessoas. Fiquei muito honrado em ter sido convidado para oficiar uma cerimónia de casamento e desejo de coração, aos noivos, uma feliz vida conjugal. Pude também dar assistência religiosa aos membros pioneiros em purificação. Agradeço por toda a hospitalidade com que me receberam, assim como, pelas saborosas refeições feitas com muito carinho. Muito obrigado a todos!

Ontem, a partir da Sede Central, por videoconferência, realizámos o Seminário Nacional de preparação para o Culto do Paraíso Terrestre, contando com a presença de mais de 100 pessoas, onde aprofundamos o Ensinamento de Deus revelado a Meishu-Sama sobre a Transição da Era da Noite para a Era do Dia, focando principalmente na importância da prática do Johrei nesse crucial momento que estamos a viver.

Após a minha saudação, realizámos mesas redondas para estudo em grupo, onde cada um pôde refletir, tirar dúvidas e partilhar com os restantes participantes como colocará em prática o Ensinamento estudado e de que modo se irá preparar para esta nova etapa do aumento da intensidade da Luz. No final, foram apresentadas as maravilhosas conclusões pelos representantes de cada grupo. Parabéns e desejo uma ótima preparação a todos!

Para os membros que não participaram, inclusive, os de outros países da Europa, em breve, terão a possibilidade de reunir online, com os seus Ministros e realizar esta preparação em grupo.

No Ensinamento do Culto de hoje, “O Johrei e a felicidade”, do Alicerce do Paraíso vol. I, edição portuguesa, logo no primeiro parágrafo, Meishu-Sama orienta-nos:

“Parece que o objetivo do Johrei da nossa Igreja é a cura de doenças, mas, para dizer a verdade, não é só isso. Sendo assim, escreverei sobre o seu grande significado. Em suma, é um método para criar a felicidade, isto porque, a doença por si só, é obviamente uma purificação e não preciso repetir que a sua origem é o processo de eliminação das nuvens no espírito. Assim sendo, trata-se de um procedimento para erradicar todos os sofrimentos do ser humano. (…)”

Acredito que todos já ouviram e conhecem a teoria deste Ensinamento de que, o Johrei não visa curar as doenças porque estas são uma forma de purificação. Mas, na prática, com que entendimento é que estamos a transmiti-lo, principalmente, quando se trata de pessoas que amamos e estão doentes?

Faltam pouco mais de 40 dias para o Culto do Paraíso Terrestre que, como todos sabem, comemoramos a Revelação da Transição da Era da Noite para a Era do Dia, recebida por Meishu-Sama, no dia 15 de junho de 1931, no topo do monte Nokoguiri.

Assim sendo, o nosso entendimento e prática do Johrei deve acompanhar esta transição, pois, mesmo com o aumento da energia espiritual do elemento fogo, se ficarmos presos à ideia do Johrei só como uma forma de resolver os efeitos, não estaremos em sintonia com a Nova Era que visa eliminar as causas.

A esse ponto, naturalmente surge a seguinte questão: “Quando estou com um problema, não posso mais receber Johrei com o objetivo de o resolver?” Claro que pode, aliás, deve! O que não pode é, após a solução do problema, voltar a viver de forma egoísta, sem se empenhar na construção do Paraíso Terrestre. Se praticarmos o Johrei só para resolver problemas, como forma de tratamento, estaremos a desviar-nos do seu verdadeiro objetivo, que não visa só a cura de doenças, mas sim, gerar felicidade.

Para nós, ocidentais, desconhecendo o significado da palavra japonesa Johrei, entendemo-lo de acordo com o nível de compreensão de cada um, isto é, há quem o veja como transmissão de energia positiva; meditação; forma de relaxamento; terapia energética; oração em ação; benzedura; modo para tirar inveja e mau olhado; etc. Porém, um japonês, ao ler os carateres da palavra Johrei, imediatamente entende que se trata do ato de purificar o espírito, pois, “Joh” é purificar e “Rei” é espírito. Assim, ele, ao dizer: “vou receber Johrei”, é como se nós, na nossa língua, disséssemos: “vou purificar o espírito”.

Absolutamente, não podemos desvincular-nos do real significado do Johrei, pois, só dessa forma estaremos de acordo com o que Meishu-Sama nos ensina sobre a necessidade de possuirmos um espírito elevado, através da purificação, capaz de superar a Transição e se tornar habitante da Era do Dia.

E, na prática, qual a influência do espírito sobre a matéria? Meishu-Sama orienta-nos:

“(…) Conforme já havia escrito noutras oportunidades, devido ao facto de o corpo material do ser humano estar no Mundo Material e o espírito residir no Mundo Espiritual, a situação deste último influencia o espírito e isto reflete-se no corpo físico. Sendo assim, a base do destino dos seres humanos está no Mundo Espiritual. (…)”

Reconhecendo a influencia que o Mundo Espiritual tem sobre o nosso destino, Meishu-Sama detalha-nos este Mundo:

“(…) Além do mais, tanto o Mundo Material como o Mundo Espiritual, são igualmente formados por inúmeras camadas, que em grande escala, são divididas em três níveis: superior, intermediário e inferior. Cada nível é constituído por sessenta camadas que, por sua vez, são separadas em três subníveis de vinte e, acima de todas elas, existe uma que é ocupada pelo Supremo Deus, totalizando assim cento e oitenta e uma camadas. (…)”

Com este entendimento, vejamos a relação entre o nosso destino e a camada em que o nosso espírito se encontra no Mundo Espiritual, conforme Meishu-Sama nos orienta:

“(…) Desta forma, o destino de uma pessoa é decretado em concordância com a camada em que ela se encontra e, por esse motivo, devemos esforçar-nos para nos elevarmos cada vez mais. Conforme o espírito se eleva, os sofrimentos abomináveis desaparecem e a felicidade aumenta. Ou seja, a purificação através dos sofrimentos não será mais necessária. Sendo assim, é inútil apelar para a inteligência ou envidar esforços, enquanto o espírito estiver nas camadas inferiores. Isto é uma inviolável Lei regida por Deus, que corresponde à Lei de Precedência do Espírito sobre a Matéria. (…)”

No Culto de hoje, ouvimos a maravilhosa Experiência de Fé da Sra. Irene do Sacramento que, numa das casas onde trabalha, vivia uma situação desconfortável com o sobrinho das patroas, pois sentia que ele não a tratava com o devido respeito, sendo autoritário com ela.

Perante esta situação e sendo uma pessoa bastante dedicada, além das práticas da fé que já faz regularmente, procurou uma forma para purificar aquela difícil situação. Assim, através da filha do sobrinho, começou a oferecer-lhe uma Flor de Luz todas as semanas, sabendo que o pai não a impediria de levar a Flor para casa.

Apesar desta prática, o seu sentimento negativo era muito forte e ela não conseguia ver qualquer mudança nele. No dia do seu aniversário, recebeu uma mensagem do sobrinho a dar-lhe os parabéns, mas, além de não lhe ter respondido, ainda ficou zangada por ele ter o seu número de telefone sem a sua autorização.

Posteriormente, soube que a tia havia dado o seu contacto ao sobrinho porque, na verdade, ele queria fazer-lhe uma proposta de trabalho, que ela prontamente recusou. Mas, como ele insistiu, ela estipulou um valor 30% acima do habitual, acreditando que assim, ele desistiria. Surpreendentemente, ele não só aceitou, como lhe perguntou se ela pretendia mais alguma coisa, e ela disse-lhe que também queria todos os descontos e benefícios.

A esse ponto, mesmo achando que ela estava a “ficar uma fortuna”, aceitou todas as condições. Sabemos que, neste setor, não é assim que as coisas acontecem pois quem contrata, é quem determina as condições, sem falar na maneira ríspida como ela o tratava. Ela tinha a perceção clara do modo como era tratada, mas, não se dava por conta que o modo como o tratava, não era muito diferente e, por isso, procurava evitá-lo, pois, eram muito parecidos.

Se analisarmos materialmente esta situação, apesar dela ser uma excelente profissional, talvez não encontraremos motivos para ele ter cedido a todas as suas pretensões. No entanto, acredito que, por detrás da insistência do sobrinho em contratá-la, a qualquer custo, estava o desejo dos Antepassados em querer que ela começasse a trabalhar na casa dele, pois tinham a certeza que, pelo amor e espírito de dedicação com que ela trabalha, seria um instrumento da Luz de Deus e Meishu-Sama para toda a família.

Atualmente, a Sra. Irene já trabalha nessa casa há 3 anos. Ele é um excelente patrão e, com o início da pandemia, além de a deixar em casa, pagou-lhe o ordenado integralmente. Quando voltou a trabalhar, passou a ir só duas vezes por semana, com motorista privado. Chegou a ponto de haver dias em que ele próprio lhe deu boleia. Não sei para os senhores, mas, para mim, este facto é incrível, pois nunca ouvi uma história destas! Sucessivamente, na segunda vaga da pandemia, aconteceu o mesmo.

E, como não há duas sem três, quando ela partiu a perna, ficando impossibilitada de trabalhar por três meses, ele, reconhecendo que o subsídio da Segurança Social era muito pouco, ofereceu-se novamente para lhe pagar todo o ordenado e, como se não bastasse, voltou a colocar o motorista à disposição para lhe fazer compras e levá-la às consultas.

Estou sem palavras! É maravilhoso o resultado da prática constante da fé que faz o invisível mover o visível, realizando o impossível.

Os senhores estão lembrados de como é a prática do amor Kannon, que estudámos no mês passado?

Esta Experiência ensinou à Sra. Irene que, mesmo as pessoas nos parecendo antipáticas ou arrogantes, não devemos julgá-las pela aparência ou pelas suas atitudes. Devemos tratá-las com amor, orar e dedicar para que sejam felizes, pois todas as situações surgem para o nosso crescimento, aperfeiçoamento e evolução.

Ela conclui a sua Experiência agradecendo pela permissão de ter tido bastante assistência religiosa, durante o período de convalescença, e reconhece toda a proteção que recebeu durante as situações, permitindo-lhe viver hoje em pleno estado de paz e felicidade, confirmando o que Meishu-Sama nos orienta no Ensinamento de hoje:

“(…) Para se obter a felicidade, é imprescindível purificar o espírito, a fim de o tornar mais leve e alcançar as camadas superiores. Não existe outro meio a não ser este e nele reside o grandioso significado do Johrei.”

Desta forma, gostaria de convidar a todos para, como preparação para o Culto do Paraíso Terrestre deste ano, aprofundarmos, de duas formas, o sublime significado do Johrei na prática.

A primeira, através da intensificação do recebimento de Johrei durante este período, com a conceção de estarmos a purificar o nosso espírito. Como somos nós que administramos o nosso tempo, decidindo como o utilizar nas diversas atividades diárias: dormir, comer, trabalhar, treinar, namorar, etc., vamos criar o compromisso com nós próprios de também dedicar um tempo para purificar o nosso espírito.

Todos os exemplos anteriores, por se tratarem de ações materiais, percetíveis pelos cinco sentidos, não deixamos de as fazer e, por vezes, até sacrificamos umas em prol de outras, conforme a importância que lhes atribuímos. Por exemplo: deixar de dormir para ver um filme; deixar de comer para conseguir entregar um trabalho; etc.

Porém, no caso do Johrei, por não vermos o nosso espírito e a quantidade de nuvens espirituais nele acumuladas, por não sabermos a quantidade de toxinas que carregamos no nosso corpo físico, pelo desconhecimento da quantidade de dívidas espirituais que herdamos dos nossos Antepassados, por não enxergarmos a Luz irradiada durante o Johrei, etc., acabamos por não lhe dar a devida prioridade.

A segunda forma, através da assistência de Johrei e acompanhamento ininterrupto de uma pessoa que esteja em sofrimento, visando a purificação e elevação do seu espírito, com consequente felicidade. Tenho certeza de que estas assistências religiosas que prestaremos gerarão muitos milagres, graças e aprendizados, pois estaremos transmitindo o Johrei com o espírito correto, em sintonia com a Transição em curso.

Despeço-me com um forte abraço, desejando a todos uma boa preparação para o Culto do Paraíso Terrestre, com muito empenho na prática do Johrei como método para criar a felicidade.

Muito obrigado e um bom mês a todos!

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