Palestra do Culto Mensal de Agradecimento – Sede Central – Julho 2021

PALESTRA DO PRESIDENTE DA IGREJA MESSIÂNICA MUNDIAL DE PORTUGAL

REV. CARLOS EDUARDO LUCIOW – JULHO 2021

Bom dia a todos!
Como os senhores estão a passar? Estão todos bem?

Em nome de Deus e Meishu-Sama, agradeço a vossa sincera dedicação que nos possibilita expandir cada vez mais a Obra Divina em toda a Europa! Muito obrigado!

Gostaria de dar as boas-vindas a quem está a assistir a este Culto pela primeira vez e a todos os membros e frequentadores que estão a participar nesta transmissão online, tanto em Portugal, como em outros países. Sejam todos muito bem-vindos!

Do dia 19 ao dia 24 do mês passado, tive a permissão de visitar os Núcleos de Johrei de Bern e Riddes, na Suíça. Realizámos Cultos Mensais, Outorgas da Luz Divina, Entronizações da Imagem Consagrada de Meishu-Sama e praticámos Johrei. No total, encontrei com mais de 40 membros e fiquei muito feliz em constatar que todos estão a esforçar-se na prática da fé messiânica, visando a felicidade do seu próximo. Agradeço a todos pela carinhosa hospitalidade com que me receberam, assim como, pelas saborosas refeições feitas com muito amor. Muito obrigado!

Com grande satisfação, gostaria de apresentar a primeira edição portuguesa do Livro “Os Novos Tempos”. Trata-se de uma obra compilada dos Ensinamentos de Deus revelados a Meishu-Sama pela Reverenda Kiyoko Higutchi, que foi a primeira sacerdotisa enviada por Meishu-Sama para fazer difusão mundial, nos Estados Unidos da América.

Este livro é fruto da sua busca em tornar os Ensinamentos mais acessíveis ao entendimento ocidental, continuando fiel à essência da Verdade contida nos Ensinamentos de Deus revelados a Meishu-Sama. De leitura fácil, é um excelente material para oferecer a quem não conheça a nossa Igreja, pois além da compilação dos Ensinamentos, no final, ainda temos as primeiras noções messiânicas com explicações claras e sucintas sobre a missão da Igreja Messiânica Mundial, quem é Meishu-Sama, o que é o Johrei, etc.

O preço unitário do livro é de 10,00€, mas, exclusivamente hoje e nos Cultos Mensais de Agradecimento deste mês, realizados nas Unidades Religiosas, terá o preço de lançamento de somente 5,00€, ou seja, metade do preço, com o objetivo de que, além do nosso, possamos adquirir o maior número de exemplares para oferecer aos nossos parentes, amigos, conhecidos, com o Sonen de que eles recebam a Luz impregnada nos Ensinamentos e despertem para a Fé Messiânica.

Gostaria de agradecer a todos os dedicantes da comissão editorial e ressaltar a belíssima apresentação do Livro, com uma foto estilizada do Solo Sagrado de Quioto na capa, o detalhe das letras do título e o símbolo Izunome em alto relevo, que muito enobrecem a nossa edição portuguesa! Parabéns a todos, boa leitura e boa divulgação!

No Ensinamento do Culto de hoje, “Entregue-se a Deus”, do Alicerce do Paraíso vol. IV, Meishu-Sama orienta-nos:

“Aconselho frequentemente as pessoas: ‘Entreguem-se a Deus’.
Entregar-se inteiramente a Deus significa jamais se preocupar com o que possa vir a acontecer. Isso parece fácil, mas na realidade não o é. Eu mesmo faço um grande esforço para agir assim; entretanto, as preocupações surgem-me involuntariamente. Neste mundo cheio de perversidade, é quase impossível viver sem preocupações.” (…)

Ao ler este primeiro parágrafo, acredito que todos nós nos identificamos com estas sábias palavras, pois, principalmente, na atual situação em que nos encontramos, é difícil achar quem não esteja preocupado, seja por motivos de saúde, económicos, etc.
Mas, logo em seguida, Meishu-Sama elucida-nos:

(…) “Porém, o Homem de fé torna-se diferente dos demais: tão logo lhe surge um problema, lembra-se de o entregar a Deus. Sente-se, portanto, aliviado.” (…)

A primeira dificuldade é conseguirmos entregar o problema nas mãos de Deus. Ainda assim, surge a segunda dificuldade que, por apego, não conseguimos deixá-lo nas Suas mãos e acabamos por pegá-lo de volta.
Qual será o motivo desta nossa tendência? Meishu-Sama esclarece-nos:

(…) “Se interpretarmos espiritualmente o ato de se preocupar, verificaremos que representa uma forma de apego. É o apego à preocupação. Isso constitui um grave problema, porque influi negativamente sobre todas as coisas.” (…)

Não há quem não seja apegado a uma coisa ou outra, como por exemplo: à vida, à família, ao trabalho, aos bens materiais, ao dinheiro, ao poder, à posição social, ao sexo, aos seus próprios pontos de vista, etc., e há até quem seja apegado a tudo!

No entanto, Meishu-Sama não se prende a estas conhecidas formas de apego e aprofunda aquelas que geralmente nos passam despercebidas:

(…) “Pretendo analisar aquelas que nem todos percebem, tal como, a preocupação em relação ao futuro e o sofrimento pelo que já passou.” (…)

Normalmente, acreditamos que seja normal ter preocupações em relação ao futuro ou sofrer pelo que já passou. Mas, será que conseguimos reconhecer que, na verdade, estas são formas de apego tal como Meishu-Sama nos orienta? As próprias dificuldades do quotidiano e a insegurança em relação ao futuro, encarregam-se de fazer surgir espontaneamente essas preocupações. No entanto, programar o futuro, ter sonhos e esforçar-se para concretizá-los, é positivo! O problema reside no facto de sofrermos frente à possibilidade de não se realizarem da maneira que desejamos, tornando-se assim, uma forma de apego.

Em relação ao sofrimento pelo que já passou, por norma, as pessoas têm o hábito de se prenderem às lembranças negativas do passado, transformando-as, por vezes, num “culto ao sofrimento”.

Esse pensamento alimenta a autocomiseração, que nutre as mágoas e ressentimentos e/ou situações do passado, continuando a carregar esse “peso” pelo resto da vida.

Desta forma, assemelham-se aos presos de antigamente, que arrastavam uma bola de ferro presa ao tornozelo por uma corrente. Essa bola de ferro pode ser considerada o sofrimento do passado, sendo que a corrente representa o apego que o mantém ligado à pessoa. Acabar com o apego, é partir essa “corrente”, libertando-se do sofrimento.

Neste sentido, as pessoas normalmente tentam perdoar ou esquecer a causa do sofrimento e não conseguem, porque se sentem vítimas ou injustiçadas. O único sentimento capaz de as libertar definitivamente dessa situação é a gratidão, ao reconhecerem que tiveram que passar por isso devido à Lei de Causa e Efeito, ou seja, ao haver uma causa no nosso interior, surgem as purificações necessárias, fruto do amor de Deus, para nos purificar e elevar. Imbuídos dessa gratidão a Deus e ao elemento purificador, que foi só um instrumento para a nossa evolução, entra Luz no nosso espírito e é precisamente essa Luz que nos libertará do sofrimento. Do contrário, permaneceremos nas trevas da lamúria e do vitimismo.

Como praticantes da Fé Messiânica, às vezes, enfrentamos problemas e situações contrárias à nossa vontade, as quais não conseguimos superar. Nesse momento, questionamo-nos sobre o porquê de, apesar de todas as nossas práticas básicas: Johrei, Oração e Culto, dedicações, etc., a situação persiste.

Meishu-Sama orienta-nos claramente sobre a causa:

(…) “Quando se trata de um religioso, embora Deus queira protegê-lo, o apego gera espiritualmente um obstáculo. Quanto mais forte o apego, mais fraca é a proteção Divina; daí nem sempre as coisas correrem como gostaríamos.” (…)

É importante entendermos que a proteção de Deus é sempre constante e intensa. O que faz variar o recebimento dessa proteção, é o tamanho e a intensidade do apego, que cria uma nuvem espiritual que nos impede de receber a proteção Divina na sua totalidade.

Podemos comparar ao Sol que, permanentemente, irradia os seus raios com a mesma intensidade. O que varia, é a quantidade e a densidade das nuvens que impedem a passagem da luz na sua plenitude. Portanto, o aumento da nossa felicidade depende, em grande parte, da diminuição do nosso apego, ao que quer que seja.

Temos essa confirmação no Ensinamento “Egoísmo e apego”, do Alicerce do Paraíso vol. IV, onde Meishu-Sama nos orienta:

“Notamos que todas as pessoas manifestam no seu caráter dois traços irmãos – egoísmo e apego – e que, nos problemas complicados, há sempre interferência desses sentimentos.” (…)

A esse respeito, como poderemos eliminar o egoísmo e o apego? De acordo com o que Meishu-Sama nos ensina, basta desejar eliminá-los! Esse é o melhor método. Se pensarmos constantemente: “Vou eliminar o egoísmo e o apego!”, estes serão naturalmente eliminados. Estas duas características são inerentes a cada um de nós, por isso, só nós mesmos, caso desejemos, poderemos eliminá-las; ninguém o poderá fazer por nós.

No Culto de hoje, ouvimos a maravilhosa Experiência de Fé da Sra. Vanessa Machado que, na busca de uma solução para o problema renal do seu filho, que corria um sério risco de ter que se submeter a uma cirurgia para remover o rim, passou a ir ao hospital para consultas de oncologia pediátrica, que visavam apurar a malignidade do problema. Aí, deparou-se com uma triste realidade que, apesar de saber que existia, até então, nunca havia visto de perto, conforme ela referiu: “Foi terrível estar na sala de espera, ao lado de pais e crianças com tamanho sofrimento.”

Como podemos constatar em diversas religiões, o facto de se deparar com situações de sofrimento, é a base do despertar para a busca da fé de muitos religiosos. Meishu-Sama também não foi exceção; só após enfrentar vários sofrimentos é que procurou respostas na religião.

Assim, ela lembrou-se do Johrei que havia recebido anos atrás e pediu ajuda à sua amiga messiânica, que agendou uma entrevista com o Ministro responsável e este, orientou-a a receber Johrei diariamente junto com o seu filho.

Objetivando priorizar a saúde do seu filho, a orientação recebida revelou-se um grande desafio por vários aspetos:

– Não gostar de conduzir e de procurar estacionamento;
– A dificuldade em manter o filho sentado para receber Johrei por mais de alguns minutos, quem diria, uma ou duas horas;
– O cansaço após um dia de trabalho;
– As tarefas domésticas que ficariam por fazer;
– Deixar diariamente o filho no ATL às 7h30;
– Trabalhar das 8h00 às 17h00;
– Buscar o filho ao ATL e ir diretamente para o Johrei Center, onde recebiam Johrei, no mínimo, até às 19h00;
– Quando ela não podia, o marido a substituía no acompanhamento ao filho;
– Aos domingos, por motivo do Johrei Center estar fechado, iam a casa da Ministra que, com carinho, os recebia, ministrava Johrei e orientava;
– Antes de ir de férias, com o desejo de que não faltasse Johrei à família, recebeu o Ohikari com o objetivo de lhes transmitir diariamente;
– Retornando das férias, voltou a frequentar o Johrei Center com a mesma assiduidade e, ocasionalmente, recebia assistência no seu lar;
– Passou a cultuar os Antepassados e a sufragá-los através do Sorei-Saishi.

A esse ponto, nos vem espontaneamente uma pergunta: quantos de nós teria obedecido rigorosamente à orientação recebida, superando todas essas dificuldades?

Conforme o tempo passava, os médicos não conseguiam chegar a um diagnóstico conclusivo, devido à complexidade do caso e por não ser possível fazer uma biópsia. Porém, para sua surpresa e do seu marido, a sua ansiedade inicial tinha diminuído muito e passou a dormir melhor, sem a necessidade de medicamentos. Não se sentia tão amedrontada em relação à indecisão dos médicos sobre a necessidade de remover o rim do seu filho.

Graças a todas as práticas realizadas, recebeu a Luz e força necessárias para conseguir desapegar do problema, deixando-o nas mãos de Deus, conforme Meishu-Sama nos orientou hoje:

(…) “O Homem de fé torna-se diferente dos demais: tão logo lhe surge um problema, lembra-se de o entregar a Deus. Sente-se, portanto, aliviado.” (…)

Nos dias de hoje, o seu filho recuperou a saúde e tem uma vida normal; ela, em todo este processo, aprendeu que não devemos sofrer antecipadamente por aquilo que ainda não aconteceu e entendeu que, se nos esforçarmos a 100% em fazer a nossa parte, teremos Deus e Meishu-Sama sempre a cuidar de nós.

Acredito que, existe uma relação diretamente proporcional entre o seu esforço e o resultado que atingiu.

Muitas vezes nos perguntamos por que temos de enfrentar determinadas situações, como a da Sra. Vanessa. Estas surgem para nos levar a recolocar ordem espiritual na nossa vida, com Deus em primeiro lugar. Para que tenhamos harmonia em todos os setores, é preciso respeitar a ordem: servir a Deus em primeiro lugar, aos Antepassados em segundo, à família em terceiro, etc.

Um exemplo para entendermos a importância dessa ordem é o abotoar de uma camisa. Se colocarmos o 1º botão na 1ª casa, o 2º botão na 2ª casa e assim sucessivamente, teremos uma camisa corretamente abotoada do início ao fim e esta terá harmonia. Se, ao contrário, por mais bonita que seja a camisa, colocarmos o 1º botão na 2ª casa, o 2º botão na 3ª casa e assim por diante, no final, sobrará um pedaço que vai incomodar e o colarinho certamente ficará torto, perdendo a harmonia, a beleza e nos sentiremos desconfortáveis. Nestas circunstâncias, quem é materialista, coloca o ego e a força humana em primeiro lugar e tenta ajeitar a camisa, puxando-a de um lado para o outro, acabando por rasgá-la ou arrancar os botões. Quando as coisas estão fora da ordem na nossa vida, não há outro meio senão repensar a nossa escala de valores e reprogramá-la, dando prioridade ao que é mais importante, ou seja, o servir a Deus em 1º lugar, participando ativamente na construção do Paraíso Terrestre.

Assim, graças a esta mudança, despertou para salvar o seu próximo, já tendo conduzido três pessoas à Igreja. Não posso deixar de ressaltar o apoio do marido, a importância das orientações e acompanhamento dos Ministros, assim como, o amor com que os membros sempre os receberam e assistiram no Johrei Center.

Meishu-Sama conclui o Ensinamento de hoje, orientando-nos:

(…) “A maioria dos acontecimentos tem, realmente, caráter irónico e, por isso, são complicados e curiosos.
Por considerar que quase sempre o apego é a causa do insucesso, tenho por hábito aconselhar às pessoas que provoquem o efeito contrário. É a ironia das ironias, mas é a pura verdade.”

Despeço-me com um forte abraço, na esperança de que todos desejemos profundamente eliminar o egoísmo e o apego, pois é algo que ninguém poderá fazer por nós e disto depende a nossa felicidade.

Muito obrigado e um bom mês a todos!

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