Palestra do Culto Anual pela Salvação dos Antepassados – Sede Central – Novembro 2021

PALESTRA DO PRESIDENTE DA IGREJA MESSIÂNICA MUNDIAL DE PORTUGAL

REV. CARLOS EDUARDO LUCIOW – NOVEMBRO 2021

Bom dia a todos!
Como os senhores estão a passar? Estão todos bem?

Em nome de Deus e Meishu-Sama, agradeço a vossa sincera dedicação que nos possibilita expandir cada vez mais a Obra Divina em toda a Europa! Muito obrigado!

Parabéns a todos por este maravilhoso Culto Anual pela Salvação dos Antepassados, data tão significativa para os nossos queridos Antepassados que esperaram o ano inteiro pelo dia de hoje e estão muito felizes pela nossa homenagem sincera, preparada com todo o sentimento de amor e gratidão.

Gostaria de dar as boas-vindas a quem está a assistir a este Culto pela primeira vez e a todos os membros e frequentadores que estão a participar nesta transmissão online, tanto em Portugal, como em outros países. Presencialmente, do exterior, estamos a receber membros do Brasil, Alemanha e Espanha. Sejam todos muito bem-vindos!

Estou muito feliz por, depois de quase dois anos, termos tido a permissão de voltar a realizar três Cultos presenciais, com a participação total de mais de 200 pessoas. Os senhores estão felizes de poder voltar à casa de Meishu-Sama em Portugal? (Palmas)

Gostaria de vos dar uma excelente notícia! Pelo quinto ano consecutivo, honrando o nosso compromisso assumido por ocasião dos 40 anos de difusão da nossa Igreja em Portugal, apresento o 5º volume do Alicerce do Paraíso, revisado e editado em português de Portugal. Este volume, no final, possui um índice remissivo, com os títulos de todos os Ensinamentos dos 5 volumes, organizados por ordem alfabética. A coletânea “Alicerce do Paraíso” é a materialização do amor de muitos Ministros e membros, que já partiram para o Mundo Espiritual e também se empenharam nessa dedicação. Estou somente a entregar o fruto de um esforço conjunto, iniciado há muitos anos, sucedido pelos atuais dedicantes. Espero que os senhores, junto com os vossos Antepassados portugueses, possam continuar a ler os Divinos Ensinamentos na sua língua natal. Muito obrigado e parabéns a todos os que dedicaram e colaboraram na realização desta maravilhosa obra! (Palmas)

Com muita satisfação, comunico a todos os senhores que ontem realizámos o exame de qualificação sacerdotal para ministro assistente, dando continuidade às entrevistas na próxima semana, com um total de 11 candidatos de várias Unidades Religiosas. Acredito que este é um passo importante para a expansão da Obra Divina em Portugal, fruto também da dedicação de muitos Ministros e membros pioneiros, que já se encontram no Mundo Espiritual. Agora, cabe aos futuros ministros dar continuidade a esse maravilhoso trabalho de difusão da Fé Messiânica, seguindo o exemplo da prática da fé dos pioneiros, através da formação de novos elementos para o futuro. No próximo ano, pretendemos dar continuidade a este processo de formação sacerdotal, não só em Portugal, como em todos os países da Europa onde está presente a Fé Messiânica. (Palmas)

Dias atrás, ao estudar vários Ensinamentos com os Ministros da Expansão, na reunião de preparação para este Culto, aprofundámos também o Ensinamento “A existência do Mundo Espiritual”, do Alicerce do Paraíso vol. II, onde, entre várias citações, Meishu-Sama refere o famoso dramaturgo belga Maurice Maeterlinck, autor da famosa peça “O Pássaro Azul”, que ao ter conhecimento da existência do espírito, mudou completamente a sua visão sobre o destino. Para aprofundar o assunto, assistimos o homónimo filme, disponível gratuitamente no YouTube.

Os senhores conhecem a estória? Já viram o filme?
A narrativa começa com um casal de irmãos, ainda crianças, a apanharem um pássaro na floresta, que guardaram numa gaiola. Ao voltar para casa, uma menina doente que estava à janela, pediu-lhes o pássaro de presente; o menino ainda hesitou, mas a menina, que era egoísta e vivia sempre a lamentar-se, negou veementemente. Além disso, eram muito pobres e, naturalmente, desejavam ter uma vida melhor, com fartura e riqueza, sentimento comum a qualquer pessoa que vive numa situação de extrema necessidade. Cobravam isso aos pais, apesar de eles se esforçarem em lhes proporcionar o melhor, dentro das suas possibilidades.

Certa noite, num sonho, apareceu uma fada que lhes disse que para conseguirem atingir esse objetivo, bastava que encontrassem o “pássaro azul” e, para tal, deveriam procurá-lo tanto no passado, como no presente e no futuro. Para os ajudar nessa busca, colocou à disposição deles uma luz personificada para os guiar.

Assim, começaram pelo passado, sendo a porta de entrada, um cemitério. Aí encontraram os seus falecidos avós, que viviam numa casa confortável, bonita, mas que estavam adormecidos. Ao se aproximarem, os avós acordaram e ficaram muito felizes de reencontrar os netinhos, que lhes perguntaram o porquê de estarem a dormir. Os avós responderam que só acordavam quando alguém se lembrava deles; ao serem esquecidos, voltavam a adormecer.

Este ponto é muito significativo, pois, demonstra a importância de nos lembrarmos constantemente, com amor e gratidão, dos nossos Antepassados. Isso certamente os alegra e “acorda” para dedicarem junto connosco na Obra Divina.

Por não terem encontrado o “pássaro azul” no passado, continuaram a procurá-lo no presente, onde se depararam com o “casal fartura”, que vivia numa mansão rica e luxuosa, que representava o materialismo. Independentemente de desejarem esse bem-estar e condições materiais abundantes, só encontraram frieza, ausência de sentimentos e, mais uma vez, nenhum sinal do “pássaro azul”, ou seja, a almejada felicidade também não estava na riqueza material.

De imediato, viajaram para o futuro, onde encontraram várias crianças que se estavam a preparar para reencarnar. Através de várias situações que presenciaram, puderam constatar a existência do predestino, pois cada uma delas já estava preparada para cumprir determinada missão. Uma dessas crianças revelou-lhes que em breve viria a nascer como irmã deles e assim, conseguiram entender que tinham nascido na família certa, algo já predestinado por Deus; porém, no futuro, também não encontraram o “pássaro azul”.

Ao acordarem deste sonho, que na verdade, foi uma viagem pelo Mundo Espiritual, sentiram e passaram a demonstrar profunda gratidão pelos seus pais, pela sua casa, pelos alimentos, vestes, etc. Ao mudar o seu sentimento, o pássaro, capturado no início da história, que estava na gaiola pendurada no teto da casa, inesperadamente, tornou-se azul! Imbuída agora de um sentimento altruísta, foi ter com a menina doente e ofereceu-lhe o seu pássaro azul. Esta ficou tão feliz que quis pegá-lo na mão, mas, nesse instante, ele fugiu, deixando-a triste. Entretanto, a protagonista, de forma tranquila e sorridente, disse-lhe: “Não te preocupes, já sei onde encontrar o pássaro azul!”

Moral da história: todos procuram a felicidade fora de si, mas na realidade, ela está dentro de nós. Acreditamos que o “pássaro azul” seja a metáfora do sincero sentimento de gratidão e altruísmo.
Os senhores gostaram? Profundo, não é? Para quem ainda não viu, aconselho a que veja este maravilhoso filme.

No Ensinamento do Culto de hoje, “Julgamento no Mundo Espiritual”, do Alicerce do Paraíso vol. III, edição portuguesa, Meishu-Sama orienta-nos que, enquanto vive neste mundo, o ser humano deve cumprir plenamente a missão e a vocação que lhe foram designadas por Deus, em prol da humanidade. Então, qual é a nossa missão? Sem dúvida, é dedicar, de corpo e alma, na construção do Paraíso Terrestre – mundo isento de doença, miséria e conflito -, fazendo o maior número de pessoas felizes, conforme Meishu-Sama nos orienta no Ensinamento “Compreenda a Vontade Divina”, do Alicerce do Paraíso vol. III, edição portuguesa:

“O ser humano nasceu com o dever de construir o mundo ideal – propósito de Deus – e, caso esteja em consonância com esse objetivo, trabalhará sempre com alegria, sem doenças e sem desgraças. Eis a Verdade eterna.” (…)

Neste mesmo volume, no Ensinamento “A causa das doenças, os pecados e as impurezas”, Meishu-Sama também nos orienta:

(…) “Nós, que estamos vivos, não somos seres surgidos do nada, sem relação com nada. Na verdade, somos a síntese de milhares de Antepassados e existimos como seres vivos, na extremidade de uma sequência infinita de vida.” (…)

Seguindo essa linha de orientação sobre a nossa relação com os Antepassados, Meishu-Sama ensina-nos:

(…) “Quanto mais os familiares lhes oferecerem ofícios religiosos feitos de coração, com todo o Makoto, ou então, pela soma de virtudes praticando o Bem, ajudando o próximo com amor e compaixão, a purificação do espírito será proporcionalmente acelerada. Por essa razão, a dedicação aos pais, a fidelidade ao cônjuge, etc., revestem-se de significado ainda maior após a morte. Por isso, os espíritos ficam muito contentes com os cultos de sufrágio que lhes são oferecidos em sua memória.”

Ao longo destes dois meses de preparação para este importantíssimo Culto, somámos virtudes através da prática do Bem, nos esforçando para nos tornarmos “o número um na felicidade de alguém”. Hoje, é o dia do culto de sufrágio e como Meishu-Sama nos orienta, os nossos Antepassados certamente estão muito felizes.

Acabámos de ouvir duas maravilhosas Experiências de Fé, a primeira, da nossa querida Minª Rosa Duarte, que junto com os membros e frequentadores do Núcleo de Johrei de Gaia, estavam desmotivados pelo cessar das atividades, por muitos meses, face à pandemia. A par desse desânimo, ainda havia o receio da reação negativa das pessoas com medo de receberem a Flor de Luz e de se aproximarem para receber Johrei. Com a determinação da Ministra de que precisavam de fazer algo para corresponder à vontade de Meishu-Sama, de salvar o maior número possível de pessoas, venceram o medo, a insegurança e saíram para dedicar nos arredores do Núcleo de Johrei, distribuindo Flores de Luz e oferecendo Johrei às pessoas que passavam na rua.

Surpreendentemente, a reação superou as suas expectativas, tendo conseguido transmitir Johrei a 18 pessoas e distribuído mais de 100 Flores de Luz, além de terem encaminhado duas senhoras até ao Núcleo, onde receberam Johrei, preencheram o formulário e materializaram a sua gratidão, desejando voltar em breve! Ainda, dois jovens, ao receberem Johrei, comentaram que “estavam mesmo a precisar”!

A Minª Rosa ressalta que a maior felicidade que sentiu foi ver os membros felizes, ao fazerem as outras pessoas felizes. Assim, entrou Luz, o Núcleo de Johrei dobrou a frequência e a Ministra acredita que, graças a essa dedicação, teve a permissão de ministrar Johrei e encaminhar um familiar que há muito tempo desejava.

Constatamos assim que, somente após sairmos da nossa zona de conforto, eliminando as nossas “folhas secas”, conseguiremos fazer os outros felizes e a felicidade deles, tornar-se-á a nossa verdadeira felicidade. Podemos dizer que, sem sombra de dúvida, com essa mudança, eles encontraram o “pássaro azul”. (Palmas)

De seguida, ouvimos a belíssima Experiência de Fé da nossa querida Luisinha, membro pioneira do Johrei Center do Porto.
Apesar de sempre ter tido muita facilidade em apresentar o Johrei, os Ensinamentos e encaminhar pessoas à Igreja, ultimamente, não estava a conseguir fazê-lo. Visando a preparação para este importante Culto, criou o objetivo de ser tornar “a número um na felicidade de alguém”, encaminhando uma pessoa.

Tendo conhecimento da dificuldade pela qual estava a passar a sua cabeleireira, colocou o nome dela no Altar, fez donativo de gratidão, agradecendo a Deus e a Meishu-Sama pela sua purificação. Ao saber que o problema estava resolvido, ligou-lhe e disse-lhe que tinha feito oração, ao que a cabeleireira, feliz, manifestou o desejo de ir à Igreja agradecer pela graça recebida. Como só teria disponibilidade após o trabalho, a Luisinha predispôs-se a acompanhá-la nesse horário, além de outras dedicações que já realiza.

Na semana seguinte, após terem combinado encontrar-se na Igreja, preocupando-se com o atraso da cabeleireira, ligou-lhe a perguntar se estava tudo bem, se teria havido algum problema. Estando quase a desistir pois sairia tarde do trabalho, a Luisinha disse-lhe que estava à sua espera e que ela não deixasse de ir receber Johrei na Igreja, em frente ao Altar, onde a Luz é mais intensa. Nem é preciso dizer que, nesse dia, foram embora felizes, estando a sua cabeleireira muito agradecida!

Ela aprendeu com esta experiência que quando desejamos salvar alguém, precisamos, com amor, ter persistência, estando atentos às oportunidades que Deus e Meishu-Sama nos proporcionam. É admirável o facto de que ela se prontificou, além dos dois dias em que já dedica da parte da manhã, a servir um dia a mais, à noite, mesmo não tendo carro e utilizando os transportes públicos, que sabemos ser menos frequentes nos horários noturnos, para acompanhar e dar assistência à sua cabeleireira. O habitual seria ela justificar-se perante as dificuldades e pedir ao Ministro que cuidasse dela, mas, quando encaminhamos uma pessoa, devemos fazê-lo até ao final, ou seja, até que ela passe a fazer o mesmo por outras pessoas, o que demonstra que ela se tornou adulta na Fé. Por outras palavras, como Meishu-Sama nos orienta, não basta deixá-la no hall de entrada, mas sim, devemos acompanhá-la até ao salão nobre da Fé.

Esta experiência confirma a continuidade da dedicação da sua mãe através dela e da sua irmã, numa sequência infinita através dos elos espirituais com os nossos Antepassados. A sua mãe “plantou a semente” e ela e a sua irmã, foram cuidando até que “brotasse”. (Palmas)

Para concluir, gostaria de dizer que esta preparação que fizemos para este importante Culto não se deve encerrar por aqui, pelo contrário, deve ser um forte impulso para retomarmos as atividades ainda com mais vigor e determinação, pois é isso que as pessoas desejam e Deus, Meishu-Sama e os nossos Antepassados esperam de nós, conforme amplamente demonstrado pelas experiências que ouvimos hoje. Como faltam somente dois meses para o final do ano, vamos refletir e aproveitar esta reta final para dar o máximo de nós mesmos e fechar o ano com a satisfação de termos cumprido a nossa missão, da melhor maneira possível.

Despeço-me com um forte abraço, desejando a todos um bom mês, na certeza de que, através do esforço máximo nas práticas básicas da fé, encontraremos o “pássaro azul”.

Muito obrigado!

Comentários não disponíveis.