Experiência de Fé – Setembro 2021 – Irene Sacramento

Experiência de Fé – Irene do Sacramento

“Aprendi que quando nos desafiamos e criamos um compromisso, devemos eliminar o apego e cumpri-lo o quanto antes.”

Chamo-me Irene Afonso Ribeiro do Sacramento e dedico no Núcleo de Johrei de Amadora e Sintra.

Há 3 anos, um dos meus irmãos queria comprar um imóvel em Portugal e pediu-me para receber provisoriamente, em minha casa, a sua esposa e três filhos por seis meses. Recebi-os “de braços abertos”, mas por diversos imprevistos que foram surgindo no processo de compra, acabaram por ficar 2 anos. Nesse período, tive muitas contrariedades e aprimoramentos, que fui superando com oração, dedicação e muita paciência.

Pouco antes de saírem de minha casa, a situação agravou-se, pois, uma das filhas fez telefonemas do meu telefone fixo para telemóveis no valor de aproximadamente 2 mil euros. Ao receber a fatura, senti muita raiva e revolta. Fui falar com a minha cunhada; esta disse-me que não tinha dinheiro e que o problema era meu. Falei com o meu irmão e ele também não quis assumir a dívida.

Dias depois, tive outra discussão com a minha cunhada e ela acabou por me ofender, chamando-me de “bruxa, feiticeira, ingrata e má pessoa”, além de dizer que não gosto dos meus sobrinhos e que apenas quero o dinheiro do meu irmão. Depois disso, deixou de me falar e levar as crianças a minha casa.

Entretanto, a dívida do telefone acabou por ser resolvida entre a operadora e a minha cunhada. Nesse momento, pensei que tivesse ficado tudo solucionado, porém, com o tempo percebi que ainda faltava resolver algo mais profundo.

Durante esse período, pedi orientação à Ministra e juntas, fomos aprofundando os meus pensamentos e sentimentos por tudo o que estava a acontecer. A Ministra disse-me que essa situação não aconteceu por caso e lembrou-me a importância de agradecer em qualquer circunstância, para nos ligarmos a Deus, juntamente com todas as pessoas envolvidas. Enfatizou que as situações que passamos são para o nosso crescimento e que a minha cunhada e sobrinhos, estavam a ser utilizados para mostrar uma situação pendente no Mundo Espiritual, de purificação dos conflitos entre os Antepassados.

Ao ouvir estas palavras, lembrei-me que a minha mãe e a minha tia, apesar de serem muito amigas, tiveram um grande conflito, parecido com o que estava a viver com a minha cunhada. Naquela ocasião, a minha tia também chamou a minha mãe de “bruxa, ingrata, má pessoa, etc.”, quando, na verdade, a minha mãe ajudava-a de várias formas, inclusive monetariamente e, por vezes, até contra a vontade do meu pai. Depois deste conflito, até à morte, nunca mais se falaram e os filhos cortaram relações.

Ao lembrar-me desse facto, percebi claramente a causa de tudo o que estava a acontecer. Com certeza a minha mãe levou com ela esta dor e acredito que outros Antepassados também tenham passado por conflitos semelhantes e estariam ansiosos por salvação.

A Ministra orientou-me a materializar a minha gratidão pois a Luz gerada através dessa dedicação monetária, proporcionaria a salvação dos Antepassados. Uma vez que recebi a maravilhosa graça inesperada de não ter de pagar a fatura do telefone, que estava em meu nome, aconselhou-me a realizar um donativo de metade do valor dessa dívida.

Aceitei a orientação e decidi fazer uma oferta especial, de metade do valor da dívida do telefone, para a Reforma da Sede Central de Portugal. Mesmo tendo a possibilidade de materializar esse valor na totalidade, por apego, decidi fazê-lo aos poucos. Além disso, orava diariamente por esta situação e fazia uma Ikebana todas as semanas em casa.

Os meses foram passando e certo dia, encontro por acaso, na caixa do supermercado, a minha cunhada, que se tinha esquecido da carteira em casa. Naquele momento, não pensei em nada do que passámos e emprestei-lhe dinheiro para que ela pagasse as compras. Como eu estava com a perna magoada, ela ofereceu-se para me acompanhar até casa, ajudou-me com as compras e ficamos a conversar tranquilamente, como se nada tivesse acontecido.

Mesmo que este conflito com a minha cunhada aparentasse estar resolvido, surgiram outras duas situações durante este período que envolveram um outro sobrinho e uma inquilina.

Esse sobrinho, com quem não falava há 10 anos, pediu-me para o receber durante duas semanas em minha casa. Aceitei, mas as semanas foram se tornando meses. Entretanto, vi que ele nunca mais falava em ir embora, arranjar trabalho ou participar nas despesas, mesmo quando eu abordava o assunto. Acabei por ter de suportar as suas despesas, inclusive, a sua alimentação.

Além dessa situação, para piorar, a inquilina que vivia num dos quartos com a sua filha de 14 anos, também se servia da minha dispensa, mas, por compaixão, nunca a chamei à atenção. Orava para que fossem felizes e que um dia pudessem sair sem conflito.

Neste momento, embora estivesse a receber inúmeras graças, também vivia este grande aprimoramento e purificação que pareciam não ter fim, pois o meu sobrinho e a inquilina não queriam sair da minha casa. Sentindo-me num beco sem saída, pedi à Ministra para orar pela situação e, mais uma vez, esta orientou-me a agradecer pois tudo se relacionava com a salvação dos meus Antepassados. Orientou-me também a ler os Ensinamentos de Deus revelados a Meishu-Sama e perguntou-me sobre o meu compromisso em relação à gratidão especial. Respondi que só tinha feito uma parte, pois estava a fazer aos poucos, mensalmente; no entanto, nesse momento, percebi que deveria desapegar e desafiar-me a fazer o restante, perfazendo o valor total que havia definido.

Assim, combinei com a Ministra para que no dia seguinte, pudéssemos orar na Igreja e materializar o restante da gratidão. Senti algo que nunca havia sentido: uma grande leveza, uma sensação de calor muito forte e uma enorme alegria, que acredito tratar-se da felicidade dos meus Antepassados. Após a oração, fiquei com mais força para conseguir lidar com a situação em minha casa, sentindo-me mais protegida por Deus e Meishu-Sama.

Nesse mesmo dia, à noite, o meu sobrinho veio falar comigo e disse-me que iria tratar dos documentos para começar a trabalhar. Dias depois, arranjou trabalho e mudou-se para outra cidade. No dia seguinte, a inquilina também veio falar comigo, comunicando-me que iria sair dentro de alguns dias e assim o fez!

De um momento para o outro, situações que pareciam não ter solução, resolveram-se por si só, em paz e sem conflito. Além disso, os meus sobrinhos voltaram a visitar-me regularmente.

Com todas estas situações, tive a certeza de que as purificações e aprimoramentos tinham uma causa só: a dívida espiritual dos meus Antepassados. Aprendi que quando nos desafiamos e criamos um compromisso, devemos eliminar o apego e cumpri-lo o quanto antes.

Além disso, pude constatar outras mudanças: a minha cunhada passou a ligar-me diariamente, estou mais tolerante no meu dia a dia, mais atenta às pessoas ao meu redor, tentando procurar uma forma de as fazer felizes, sem esperar que elas mudem primeiro as atitudes que me desagradam. Deixei de fazer compras compulsivamente e assim, não tenho despesas inúteis.

Agradeço a Deus e a Meishu-Sama, à Ministra pelas orientações recebidas e à Professora de Ikebana que me apoiaram nesta caminhada.

Muito obrigada!

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