Experiência de Fé – Maio 2021 – Irene do Sacramento

Experiência de Fé – Irene Afonso Ribeiro do Sacramento

“Renovo o meu compromisso com Deus, Meishu-Sama e com os meus Antepassados, em continuar a dedicar incansavelmente na Obra Divina, fazendo muitas pessoas felizes e sendo útil na Construção do Paraíso Terrestre.”

Chamo-me Irene Afonso Ribeiro do Sacramento, sou natural de São Tomé e Príncipe, tornei-me membro em 2008, vivo em Portugal há 11 anos e dedico no Núcleo de Johrei de Amadora e Sintra.

Trabalho como empregada doméstica em várias casas. Numa delas, as patroas eram muito queridas e educadas, mas um sobrinho, que as visitava aos sábados, era o oposto. Nunca me cumprimentava, só me dava ordens e pedia coisas de forma autoritária. Mesmo assim, sempre fazia questão de o cumprimentar e servir, com o objetivo de que recebesse Luz. Cheguei a comentar com a minha patroa: “O seu sobrinho é muito arrogante, nem me cumprimenta. Só quer dar ordens! Eu não gosto dele!”

Reconhecendo que este sentimento não era bom, orava diariamente na Imagem Consagrada de Meishu-Sama e materializava a minha gratidão pelos Antepassados que se manifestavam, encaminhando-os a Deus e a Meishu-Sama para que estes pensamentos e sentimentos fossem purificados e salvos, que recebessem a Luz Divina e se tornassem úteis na construção do Paraíso Terrestre.

Quando ia trabalhar nessa casa, pedia para que os Antepassados dedicassem junto comigo, sempre com o sentimento de purificar as nuvens espirituais que causavam este sofrimento. Um dia, com esse objetivo, tive a intuição de lhe fazer chegar semanalmente uma Flor de Luz, através da sua filha, pois tinha a certeza de que ele aceitaria que ela a levasse para casa. O meu objetivo com essa prática era que, entrando Luz, ele mudasse o seu modo de ser e eu também mudasse o meu sentimento em relação a ele. Esta dedicação durou cerca de um ano. Como era muito forte o meu sentimento negativo, não conseguia ver nenhuma mudança no seu comportamento, mas hoje reconheço que ele foi mudando aos poucos.

Para minha surpresa, no dia do meu aniversário, recebi uma mensagem dele a parabenizar-me, mas, apesar da gentileza, fiquei zangada por lhe terem dado o meu número sem a minha autorização e, assim, nem lhe respondi. Posteriormente, a sua tia disse-me para ligar para ele pois desejava falar comigo, mas, mesmo assim, não o fiz. Entretanto, face à insistência do sobrinho, acabei por retornar a chamada, tendo combinado de conversarmos pessoalmente em casa da sua tia.

Chegado esse dia, ele convidou-me para trabalhar como doméstica na sua casa. Prontamente recusei o convite pois já tinha emprego. Ele ainda insistiu e disse que a proposta era boa, mas eu nem quis pensar duas vezes; a resposta era não!

Posteriormente, a tia falou comigo e tentou convencer-me de que ele era boa pessoa e que seria uma ótima oportunidade de trabalho. Porém, mantive a minha decisão, pois achava que se em casa da tia ele era arrogante, na sua casa seria certamente igual ou pior e eu não queria suportar um patrão mal-educado.

No entanto, a sua tia convenceu-me a apresentar-lhe uma proposta. Como não tinha vontade de trabalhar para ele, apresentei-lhe um valor 30% acima do habitual, com o objetivo de não ser aceite. Para minha surpresa, ele aceitou e ainda me perguntou se era mesmo esse o valor ou se ainda pretendia mais. Então, respondi-lhe que, além disso, queria todos os descontos e benefícios.

Abanando a cabeça, comparou com o que pagava à empregada anterior e disse-me: “Irene, estás a ficar uma fortuna, és uma ótima negociante!” Respondi-lhe: “O que é bom, é naturalmente caro e isto não é negócio, é contrato de trabalho, se quiser, tem que pagar o que pedi!”

Atualmente, já trabalho em sua casa há 3 anos, sempre foi um excelente patrão, cumprimenta-me, trata-me com respeito e, quando me pede alguma coisa, sempre diz “por favor”.

Com o início da pandemia, disse-me para ficar em casa e pagou-me o ordenado integralmente; quando voltei, durante 3 meses, trabalhava apenas 2 dias por semana e ele fazia questão de mandar o motorista vir-me buscar e levar a casa; houve dias em que ele próprio me deu boleia. Sucessivamente, na segunda vaga pandémica, aconteceu o mesmo.

Tempos atrás, fraturei a perna, o que me impediu de trabalhar por 3 meses. Porém, ele prontamente falou: “Irene, o subsídio da Segurança Social é muito pouco, vou pagar-te todo o ordenado, não te preocupes!” Além disso, ainda colocou o motorista à disposição para fazer as minhas compras e levar-me às consultas.

Aprendi com esta experiência a não julgar as pessoas pela aparência ou pelas suas atitudes, pois estas situações surgem para o nosso crescimento e mudança interior. Mesmo que nos pareçam antipáticas ou arrogantes, confirmei que as devemos tratar com amor, orar e dedicar para que sejam felizes. Por isso, trabalhava com espírito de dedicação e assim, além de transformar toda a situação, consegui também mudar o meu sentimento.

Na prática da fé messiânica, dedico com amor no acompanhamento e assistência religiosa, transmito Johrei, distribuo Flores de Luz e participo nas dedicações de limpeza nas ruas e praças para que se tornem belas; faço o meu dízimo, gratidão diária e gratidão especial para a Reforma da Sede Central.

Para agradecer estas graças alcançadas, quando iniciei este trabalho, fiz o esforço máximo de oferecer integralmente a Deus e Meishu-Sama o meu primeiro ordenado. Trabalho sempre com espírito de dedicação, com todo o amor, e desejo que todos se sintam felizes e recebam muita Luz, através da comida que preparo e da limpeza da casa.

Quero agradecer a Deus e a Meishu-Sama pela permissão e proteção que recebi com todas estas situações e pela paz e felicidade que sinto neste momento. Agradeço também à Ministra e a todas as pessoas que, durante o período de convalescença, me prestaram assistência religiosa, ajudaram na limpeza da minha casa, nas compras e no acompanhamento às consultas.

Muito obrigada!

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