Experiência de Fé – Maio 2020

Experiência de Fé – Nicete Barreira Diogo

“A minha vizinha está muito feliz, mas eu ainda mais, pela oportunidade de ser útil à Obra Divina, através da ministração de Johrei, que é a dedicação em que me sinto mais realizada!”

Chamo-me Nicete Barreira Diogo, sou membro há 16 anos e dedico no Johrei Center de Lisboa.

Quando se iniciou a quarentena, achei que seria relativamente fácil, pois como já estou reformada, passo a maior parte do tempo em casa. Assim, no meu caso, continuaria a fazer a minha vida normalmente, menos sair de casa e logicamente, não poder ir à Igreja. Decidi então que, para compensar, iria aumentar as dedicações através das práticas da fé no lar: ler mais Ensinamentos de Meishu-Sama, fazer mais dedicação de limpeza em casa, ministrar mais auto-Johrei, etc. Felizmente, começaram também a realizar-se os Cultos Matinais e Vesperais, transmitidos pela internet, diretamente da nossa querida Sede Central, que me faz sentir muito acompanhada!

Contudo, havia algo, um vazio, que não estava a conseguir preencher: ministrar Johrei às outras pessoas, pois, é a dedicação que mais gosto de realizar! Com o passar dos dias e semanas, essa necessidade intensificava-se cada vez mais; eu questionava-me: “Como poderei fazer Meishu-Sama? Se não podemos estar com ninguém!”

Entretanto, no início de abril, inesperadamente, tocaram à minha campainha. Pensei: “Quem é o maluco que anda na rua nesta altura, a tocar à minha campainha?!” Ao ver pelo olhão da porta, percebi que, na verdade, era uma vizinha minha. Abri a porta e verifiquei que ela estava a chorar intensamente; disse que se sentia muito mal, que tinha uma angústia muito grande e um aperto no peito. Relatou que se lembrava muito da mãe, que faleceu há dois anos. A mãe era toxicodependente e elas deixaram de se falar nos últimos anos e nem se perdoaram uma à outra. A minha vizinha disse-me que, ao longo da vida, teve muita mágoa da mãe, pois esta, tratava-a mal e como ela era a filha mais velha de oito irmãos, ela é que tomou conta deles, etc.

Deixei-a falar tudo e disse-lhe: “Agora, vou ministrar-lhe Johrei!”

Ela respondeu: “Mas isso vai ajudar? Eu também não posso entrar na sua casa por causa da pandemia!” Respondi-lhe: “Claro que vai ajudar! Vamos fazer aqui mesmo!”

Fui buscar dois bancos e comecei a ministrar-lhe Johrei em frente à minha porta, no corredor do prédio, a uma distância considerável por causa do que estamos a viver. Ministrei cerca de uma hora de Johrei e no final, ela já se sentia outra, sem aquele aperto no peito e angústia que tinha. Sentia-se leve, agradecida e foi-se embora feliz! Eu também fiquei muito feliz e grata a Deus e Meishu-Sama, por ter conseguido fazer aquilo que mais gosto, que é ministrar Johrei!

Exatamente uma semana depois, ela voltou a tocar à campainha. Quando abro a porta, vejo-a toda encostada à parede… e pergunto: “Então vizinha, o que é que se passa?!” Ela responde: “Ah, Nicete, não aguento com dores nas costas, doí-me muito, aqui os rins também, não sei mais o que fazer, estou desesperada!”

“Vou ministrar-lhe Johrei!” Ela responde: “Mas acha que isso também ajuda nas dores de costas?!” “Eu não acho, tenho a certeza!”

Fui buscar os bancos e ministrei-lhe Johrei ali à frente da porta, no corredor, outra vez, por mais ou menos uma hora. No final, ela ficou novamente muito melhor, sem dores nas costas! Ficou incrédula! “Isto realmente resulta bem, estou sem dores nenhumas!” De igual forma, no espaço de uma hora, ficou sem problema algum! Fiquei muito feliz! Mais um milagre de Meishu-Sama!

Faltavam poucos minutos para o início do Culto Vesperal da Sede Central e pedi-lhe para ela assistir ali comigo. Fui buscar o meu telemóvel e participámos ali juntas no corredor. Curiosamente, foi lida a minha experiência de fé, aquando da ida ao primeiro Culto na Sede Central em Coimbra, onde fiquei sem dores no ombro que tinha há anos, ao dedicar por apenas alguns minutos na limpeza da nave. Expliquei-lhe que o que ela tinha tido por duas vezes, era uma graça de Deus e Meishu-Sama, assim como eu também tive!

Como está tudo fechado e as floristas não são exceção e, como sei que ela conhece muita gente, comentei, se por acaso ela conhecia alguém que vendesse flores nesta altura, mas respondeu-me que não. Realmente, tem sido muito difícil para mim, pois habituada há muitos anos, já não consigo estar em casa sem ter Ikebanas. No dia seguinte, para minha surpresa, ela trouxe-me um ramo de flores, que colheu num campo relativamente próximo ao nosso prédio. Fiquei muito feliz pelo sentimento e dedicação dela.

Desde daí, ela vem praticamente todos os dias receber Johrei; sente-se muito feliz e eu ainda mais, pela oportunidade de ser útil à Obra Divina, através da ministração de Johrei, que é a dedicação em que me sinto mais realizada! A partir daí, outros membros que moram aqui perto, também têm vindo receber Johrei à porta do meu apartamento.

O meu objetivo, neste período de quarentena, é intensificar cada vez mais as práticas diárias de Fé: leitura de Ensinamentos de Meishu-Sama, dedicação de limpeza profunda em casa, participar dos Cultos Matinais e Vesperais da Sede Central e agora, também, ministrar Johrei diariamente à minha vizinha, membros e a quem mais se proporcionar!

Muito obrigada a Deus e Meishu-Sama, aos meus Antepassados e também à minha vizinha pela oportunidade de ser útil na Obra Divina!

Muito obrigada!

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