Experiência de Fé – Agosto 2020 – Julieta Santos

Experiência de Fé – Julieta Maria Marques Duque dos Santos

“Quando passei a dedicar através da assistência religiosa e ministração de Johrei na família, passei a sentir mais otimismo e uma vibração de contentamento indescritível.”

O meu nome é Julieta Maria Marques Duque dos Santos, sou membro há 13 anos e dedico no Núcleo de Johrei de Gaia.

Enquanto frequentadora, sempre sentia uma enorme necessidade de receber Johrei todos os dias e arranjava sempre tempo para o fazer, porque apesar de todas as minhas dúvidas, receber Johrei era maravilhoso e obtive resultados inexplicáveis.

Tornei-me membro na ânsia de difundir esta maravilhosa prática: o Johrei. Assim, com muita emoção, comecei a transmiti-lo aos que mais me pareceram preocupados, tensos, tristes ou debilitados, conhecidos ou desconhecidos e em qualquer lugar.

Vivenciei muitas experiências mas, por vezes, considerava que seriam “coincidências”, porém, esta que relato a seguir retirou-me essa dúvida e sinto que aprofundei um pouco mais a minha fé em Deus e Meishu-Sama.

Conheço o Sr. Joaquim há cerca de 18 anos e sempre mantivemos uma relação distante, mas cordial. Num final de tarde, depois de realizar um trabalho para mim, observei-o e achei-o tão triste e distante, e com o intuito de lhe apresentar o Johrei, convidei-o a vir ao meu escritório no dia seguinte.

Entretanto descruzamo-nos e só passado uns bons dias é que ele apareceu. Nesse mesmo dia, consegui ministrar-lhe Johrei pela primeira vez. Os dias iam passando e os finais de tarde repetiam-se no meu escritório mas continuava a senti-lo muito triste e reservado. Não se manifestava e pouco perguntava sobre o Johrei. Contudo, curiosamente, era o Sr. Joaquim que dizia: “amanhã estou cá à mesma hora!”

Aos poucos, comecei a falar-lhe sobre o amor de Deus, sobre o Johrei, sobre Meishu-Sama, etc., e chegava a brincar, dizendo que eram as minhas “aulinhas de catequese” e aí conseguia roubar-lhe um sorriso.

Um dia, aos poucos, o Sr. Joaquim começou a falar. Falou de si, do seu divórcio conturbado, dos seus filhos, da sua solidão, dos seus “fantasmas”; falou dos seus tormentos, o que me deixou sem palavras. Contou-me que há 15 anos dormia em média cerca de 1 a 2 horas por noite e mesmo com ajuda médica, não conseguia contornar esse grave problema, que o deixava sempre de semblante carregado e sem saúde.

Certo dia, durante o Johrei, começou a chorar de tanta tristeza que carregava e falou-me das visitas assíduas que fazia à campa dos avós, que o acarinharam muito enquanto vivos, procurando aí o consolo para a vida. Eu ouvia-o, deixava-o falar e por fim, dava-lhe palavras de ânimo, continuando a transmitir Johrei.

Foi nessa altura que lhe falei do Mundo Espiritual, dos nossos Antepassados e de como estes se refletem nas nossas vidas. Orientei-o que deixasse de ir compulsivamente à campa dos avós e respeitosamente, fiz-lhe entender também que os pode recordar sem ter esse apego, pois este só traz sofrimento.

Ele aceitou o que lhe disse e deixou de ir tantas vezes ao cemitério. Os dias passavam e a assistência de Johrei prosseguia. Notava dia para dia que o Sr. Joaquim estava diferente: sorria e falava mais.

Num desses finais de tarde, chegou à minha beira muito contente, ansioso para me contar o que lhe tinha acontecido. Com grande felicidade e espanto, disse-me que nessa noite dormira 7 horas seguidas! Nem quis acreditar no que ouvia e chorei de alegria. Partilhei nesse mesmo dia essa tão grandiosa bênção com o Ministro.

Desta vez, além de me deslumbrar pelos resultados do Johrei, procurei explicar-lhe como o Mundo Espiritual atua em nós e ele compreendeu muito bem; que afinal, os nossos Antepassados são parte de nós e é graças a eles que estamos aqui. Dei como exemplo uma árvore, que é composta por raiz, tronco e ramos, e a importância de fortalecer a raiz, que apesar de não se ver, representa os nossos Antepassados.

A partir de então, assim que o Sr. Joaquim acordava, espontaneamente, começou a agradecer a Deus por tudo e passou a sentir uma paz de espírito que outrora tinha perdido.

Após alguns dias, reparei que cortara o cabelo; fiquei surpresa e muito contente porque deu sinal de estar a recuperar a sua autoestima.

No dia seguinte, levei-o à Igreja e ficou muito atrapalhado quando se deparou com caras novas. Continuava a falar pouco mas já sorria, apesar das grandes melhorias, a depressão estava lá enraizada.

Nisto, aproximava-se o Natal e convidei-o a passá-lo com a minha família. Insisti nesse convite pois angustiava-me saber que há 5 anos ele passava o Natal completamente só; mas ele recusara, argumentando que não conseguia enfrentar pessoas estranhas. Então, passei a orar para que, pelo menos, viesse a confraternizar com os seus filhos. Todavia, conhecendo o seu histórico familiar, era quase impossível.

Continuando a ministração do Johrei, após alguns dias, ele recebeu uma chamada da sua mãe que o deixou perplexo. Ela raramente lhe ligava e, eis o seu espanto, quando ela o convida para celebrarem o Natal juntos e com os seus filhos também. Ouvindo isto, voltei a emocionar-me. Era fantástico demais para uma experiência única, num curto espaço de tempo, tendo em conta os longos anos de sofrimento. Dizia-me que a sua vida mudou mais em 2 meses que em 15 anos.

Eu não poderia ter tido melhor prenda de Natal do que esta!

Também no início do ano, o Sr. Joaquim tomou a decisão de visitar os tios que já não via desde o seu divórcio e foi recebido calorosamente, de braços abertos. Para ele, era muito difícil visitar a família, apesar de viverem todos na mesma rua. A partir de então, passou a visitá-los assiduamente, deixando-os muito felizes.

Apesar das graças recebidas, o Sr. Joaquim passou por outra purificação muito severa: o seu filho, desesperado e depressivo, insiste que não quer mais viver. Não sendo já uma novidade para o pai, passa a falar em suicídio e sucedem-se momentos desesperantes, de muita preocupação. Por diversas vezes, levantava-se a meio da noite para ir procurar o seu filho e tinha dias que não ia trabalhar apenas para o amparar.

Num determinado dia, que parecia trágico, ninguém sabia onde estava o seu filho; insisti e fomos à Igreja. O Sr. Joaquim, triste e abalado, recebeu Johrei, oramos juntos e no regresso, demonstrou vontade de se tornar messiânico para salvar o seu filho, tal como ele próprio se sentia salvo. Nessa mesma noite, o seu filho voltou para casa e desde então, tem estado muito calmo e parou de falar em suicídio.

Embora se tenha esforçado para ingressar na Igreja, o seu trabalho não lhe permitia conjugar os horários em função da disponibilidade que tinha. Com este pesadelo pandémico que nos assola, ficamos isolados e confinados nas nossas casas e por isso, a sua outorga teve de ser adiada; mas, esse compromisso já está bem firme no seu coração.

No decorrer deste tempo, sucederam-se outras coisas. Passei também a transmitir Johrei diariamente ao meu marido, lendo os Ensinamentos de Deus revelados a Meishu-Sama em voz alta, o que antes não era habitual. Quando visitava a minha mãe, fazia o mesmo.

Tinha dias bons, outros nem por isso. Faltava-me trabalho e andava desmotivada. Os invernos sempre foram maus para o meu negócio e com falta de encomendas e recebimentos, tudo fica mais difícil. Andava nervosa, sem dinheiro para cobrir os meus compromissos e tinha colocado uma bancada de laboratório à venda há imenso tempo e nem isso conseguia vender pelo preço que pedia.

Surpreendentemente, quando passei a dedicar através da assistência religiosa e ministração de Johrei na família, passei a sentir mais otimismo e uma vibração de contentamento indescritível. Ansiava aqueles horários para lhes ministrar Johrei e eis que, sem esperar, algo aconteceu.

Ainda me faltava dinheiro para pagar os impostos e 4 dias antes, recebo um telefonema de um interessado na compra da bancada de laboratório. Vendi-a da noite para o dia ao preço inicial quando, anteriormente, me haviam oferecido valores irrisórios, até cinco vezes menos do valor que pedia e isso arrasava-me. Consegui assim pagar o imposto e passei a ter encomendas sucessivas, poucas mas boas.

Olho para este passado tão recente e apercebo-me da importância do amor. O amor de Deus, conforme Meishu-Sama nos ensina; aprendi muito sobre a importância da gratidão pelos nossos Antepassados.

Hoje, o Sr. Joaquim já não é mais o mesmo; está feliz, sorridente, confiante, comunicativo, em paz consigo mesmo e já reatou a relação com alguns familiares.

Grata por todas estas maravilhosas experiências, decidi materializar a minha gratidão a Deus e a Meishu-Sama através de um donativo especial pela Reforma da nossa Sede Central, o que me deixa muito feliz por também estar a participar.

Muito obrigada a todos que direta ou indiretamente participaram desta maravilhosa experiência e, em especial, a quem me apresentou Meishu-Sama, que tanto engrandeceu a minha vida. Comprometo-me a continuar, cada vez mais, a dar a conhecer as maravilhas do Johrei ao maior número possível de pessoas.

Muito obrigada!

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