Ensinamento do Mês – Maio 2022

ENSINAMENTO DE DEUS REVELADO A MEISHU-SAMA

DISSECAÇÃO DO MILAGRE

Milagre resume-se à ocorrência de um facto considerado impossível, mas para dizer a verdade, nada acontece por acaso. Consequentemente, pensar nesta possibilidade nada mais é do que um equívoco. Por se tratar de um assunto um pouco complicado, escreverei a razão a seguir.

A ideia preconcebida da impossibilidade de algo ocorrer é uma ilusão, pois analisa apenas o que se manifesta exteriormente, ou seja, os fenómenos. Obviamente, a forma de pensar que existiu até hoje faz com que tudo se baseie nos conceitos materialistas e, por este motivo, ficamos impressionados quando ocorre algo fora do normal. Por outras palavras, é o facto de se ver claramente o impossível acontecer. Por exemplo: uma criança não sofrer nada após cair do alto de um penhasco; ninguém se ferir ou, em alguns casos, não haver nenhum dano na carroçaria depois de um automóvel colidir com uma bicicleta; escapar de um acidente ferroviário, seja descarrilamento ou colisão frontal, por se ter atrasado e apanhado o comboio seguinte; o ladrão, que acabou de invadir um lugar, fugir em consequência da transmissão de Johrei; recuperar prontamente o que havia sido roubado; o incêndio, que se alastrou até à residência vizinha, parar devido a uma mudança repentina da direção do vento com a transmissão de Johrei. Milagres extraordinários como estes, sejam grandes ou pequenos, são constantemente vivenciados pelos membros da nossa Igreja.

Por que motivo, vários tipos de milagres como os citados acima, ocorrem? Qual é a sua causa? Creio que todos querem muito saber a resposta para estas questões e, por isso, escreverei a respeito.

Logicamente, a origem do milagre encontra-se no Mundo Espiritual. Porém, mesmo entre os milagres, há os de força própria e os de força alheia. Inicialmente, descreverei o primeiro tipo.

Como sempre digo, os seres humanos são providos da aura, que reveste o espírito. Ela é invisível às pessoas comuns, mas tem a forma do corpo físico, como que algo semelhante a uma névoa branca que o envolve. Obviamente, a sua espessura é variável, conforme o nível de pureza ou impureza ao redor da alma. Quanto mais pura for, mais larga é a espessura da aura. Nas pessoas comuns, tem entre três e seis centímetros, mas chega a ter entre sessenta e noventa centímetros nos virtuosos; quando se trata de um ser divino, é infinita. Ao contrário, a aura é estreita e frágil quando há impurezas no corpo e ao redor da alma.

Assim, no caso de se escapar a um desastre, como por exemplo, um atropelamento, a pessoa é salva no instante da colisão, sendo afastada para o lado, pois o automóvel também possui espírito e ela não é atingida se tiver aura larga. Já no caso de cair de um local alto, a pessoa apenas bate no chão ou nas pedras e não se magoa. A residência também tem espírito e a sua aura é larga quando o proprietário é virtuoso. Por esta razão, o espírito das labaredas não consegue atingi-la num incêndio, evitando que este se alastre. Quando houve o grande incêndio de Atami, a sede provisória da nossa Igreja, misteriosamente, não foi atingida pelo mesmo motivo. Há, porém, casos raros em que o fogo se alastra, pois é necessário queimar de acordo com o Plano de Deus. Escreverei, a seguir, sobre casos relacionados à força alheia.

Em primeiro lugar, o ser humano possui três espíritos protetores: o primário, o guardião e o secundário. Como escrevi anteriormente sobre a relação que existe entre eles, escreverei resumidamente a respeito. O espírito protetor guardião é escolhido entre os espíritos dos ancestrais. Ele salva-nos em casos de emergência, faz avisos importantes através de sonhos ou, quando se trata de uma pessoa com missão especial, pode ocorrer de uma divindade protegê-la – geralmente o Ubussunagami. Por exemplo, no caso de uma colisão entre dois comboios, essa divindade, por mais distante que esteja, tem conhecimento do facto e faz parar instantaneamente o espírito do comboio. Numa situação como esta, mesmo que a divindade esteja a milhares de quilómetros de distância, chega ao lugar com rapidez, numa fração de segundos, para salvar a pessoa.

Assim sendo, o milagre jamais é uma coincidência ou um acaso, mas sim, algo que possui uma razão notável. Logo, se isso for compreendido, nota-se que não há nada de misterioso. Para mim, portanto, o normal é haver milagres e chego a achar estranho quando eles não ocorrem.

Exemplificarei: ao deparar-me com um problema complicado, para o qual não encontro facilmente solução, aguardo e penso: “o milagre está prestes a ocorrer” e, pouco tempo depois, ele ocorre, solucionando-se o problema. Isto acontece frequentemente. Creio que aqueles que têm fé profunda e acumulam virtudes, vivenciam muitas experiências assim. Consequentemente, se o ser humano se empenhar em pensar e praticar o Bem, acumular virtudes, tornando larga a sua aura, jamais sofrerá infortúnios inesperados. Além disso, quanto mais larga for a aura da pessoa, mais aqueles que se relacionam com ela sentem calor e afeição. A pessoa de aura espessa atrai outras. Portanto, muitos se reúnem naturalmente ao seu redor, o que faz com que o seu trabalho se desenvolva a contento e progrida.

Citarei outro exemplo: desde há uns tempos, os lares que visito com frequência, infalivelmente, prosperam. Além disso, as pessoas que se relacionam comigo certamente progridem, tornando-se felizes. Isto ocorre, porque elas recebem uma certa influência da minha aura.

6 de junho de 1951
Alicerce do Paraíso vol. 2

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