Ensinamento do Mês – Junho 2021

ENSINAMENTO DE DEUS REVELADO A MEISHU-SAMA

O QUE É A VERDADEIRA CIVILIZAÇÃO?

(…) Primeiramente, gostaria de dizer que muitas pessoas, quando afirmam que, atualmente, a cultura evoluiu ou que vivemos numa era cultural, acabam por confundir “cultura” com “civilização”, apesar de serem coisas distintas. A civilização representa um mundo ideal, sem quaisquer resquícios de verdadeira selvajaria, isto é, um mundo civilizado. Por outro lado, com relação à cultura, é diferente. Ela é o estágio intermediário entre selvajaria e civilização. A palavra bunka (“cultura” em japonês) expressa a mudança de algo. Em suma, seria uma transformação. Ao observar o estado atual da humanidade, notamos que ela está fascinada por essa “transformação cultural”. Porém, acredito que já se encontra num nível satisfatório e que basta apenas o seu progresso para o estabelecimento de um mundo aprazível. Entretanto, o mundo civilizado a que me estou a referir, é diferente daquele que as pessoas têm em mente.

Por essa razão, temos que pensar: “O que é a verdadeira civilização?”. Em síntese, é a segurança da vida humana. É necessário que seja uma época em que a humanidade tenha garantias de uma vida segura. (…) Quando observo o estado em que se encontram a humanidade e a cultura atual, concluo que ainda não estamos a viver num mundo civilizado. É terrível chegar à conclusão de que, pelo contrário, existe um aumento da selvajaria. Eis o motivo das guerras serem mais terríveis hoje do que no passado. Sendo assim, podemos afirmar o seguinte: cultura, ou seja, o que chamamos hoje de civilização, é superficial. A humanidade está a ser iludida por essa superficialidade e, mais do que isso, sente-se grata por ela. Todavia, o seu conteúdo é selvagem. Podemos afirmar que seria precisamente o estado intermediário da civilização e da selvajaria. (…) Apareceram até agora importantes líderes, fundadores de religiões, filósofos, virtuosos e demais pessoas importantes e, certamente, o ser humano progrediu restando poucos povos que ainda permanecem num estágio primitivo e selvagem. Conseguiu-se que tudo se tornasse mais belo e cultural, todavia, ainda não foi possível garantir a segurança da vida humana, porque as religiões que surgiram até hoje não tiveram forças suficientes para isso. Elas tiveram forças apenas para tirar o Homem do estado selvagem e conduzi-lo ao cultural, mas não para fazer algo a mais. (…)

Tivemos, até hoje, inúmeras invenções magníficas, contudo, não estão a ser utilizadas beneficamente, muito pelo contrário, são usadas para o Mal. (…)

Esta é a situação em que se encontra atualmente a cultura científica. Evoluiu até este ponto, mas ainda falta algo muito importante, isto é, a alma. Tende-se a fazer um mau emprego da cultura científica devido à sua ausência, sendo motivo de preocupação para a humanidade, pois a alma é o fundamento para que ela seja utilizada para o Bem, ou seja, purificá-la para que tudo seja utilizado em prol do Bem e se torne possível o estabelecimento de um mundo magnífico. (…)

Em suma, a alma ainda não evoluiu o suficiente para que o progresso seja utilizado em prol do Bem. Eis o motivo da necessidade de criar as condições para que a alma seja utilizada dessa maneira, ou melhor dizendo, a humanidade precisa ser informada deste facto. Tenho escrito incansavelmente a respeito e, portanto, os fiéis já têm noção deste assunto. (…)

O Johrei é um método eficaz para a cura das doenças, contudo, não se destina apenas a curá-las. Por outras palavras, o Johrei trata a alma, ou seja, o Mal que nela atua. Em termos mais claros, o Mal é o carácter selvagem. É impossível removê-lo, pois não se pode viver sem ele, portanto, é necessária uma mudança na maneira de pensar. (…) Caso isso aconteça, todos os seres humanos desejarão praticar o Bem e realizarão boas ações.

Costumo dizer frequentemente aos fiéis que os Homens da atualidade estão sempre a pensar no que fazer para praticar o Mal. Mesmo que não o queiram fazer, têm a tendência de achar a prática do Bem uma tolice, considerar a honestidade algo prejudicial ou procurar um meio mais “simples” e “fácil” de se fazer algo. (…) Conforme passei a ter melhor compreensão sobre Deus através da Fé, percebi o quanto esse pensamento estava errado. Por este motivo, comecei a querer praticar boas ações e, em qualquer circunstância, prestava sempre atenção no que fazer para o conseguir. Dessa maneira, busquei praticar o Bem, tendo como objetivo, fazer com que as pessoas se tornassem felizes, contentes e satisfeitas. Desde então, a minha sorte melhorou.

Possuir este sentimento, mesmo antes de se dedicar inteiramente à Fé, proporciona que muitas coisas alegres e boas aconteçam. Eis o motivo que me levou a pensar como seria bom se todas as pessoas tivessem conhecimento disso. Conforme acumulava tais experiências, comecei a ter plena compreensão da existência de Deus e do diabo, por isso, acredito que, desde então, fui submetido a uma fase de aprimoramentos espirituais pela fé e pude compreender a grande missão que me era destinada, com a ocorrência de vários milagres e inúmeros outros acontecimentos. Foi assim que instituí a Igreja Messiânica Mundial e estou a desenvolver as minhas atividades atualmente.

A propósito, gostaria de abordar outro ponto: o “Juízo Final”. (…)

Existem os ciclos que alternam entre claridade e escuridão. Isto está presente tanto no espaço de vinte e quatro horas, como num período de um ano. O intercalar da claridade e da escuridão durante o ano pode ser comparada à escuridão no inverno e à claridade no verão. Quando comparada aos raios solares, estes são mais intensos no verão e mais fracos no inverno, o que representa o contraste entre a claridade e a escuridão. Existem períodos idênticos no espaço de dez e de cem anos. A História regista épocas de paz e de guerra, que correspondem a esse ritmo.

O mesmo está presente em intervalos de mil e de dez mil anos. Estávamos até agora na Era da escuridão, um período de trevas. Porém, vamos entrar na Era da claridade. (…) Tudo o que existia na Era da escuridão sofrerá uma seleção. Tenho mencionado isto como: “Mundo da Noite” e “Mundo do Dia” ou “Cultura da Noite” e “Cultura do Dia”. Assim sendo, grande parte da “Cultura da Noite”, que não interessa mais, deverá desaparecer. Durante o dia, por exemplo, não há a necessidade de se utilizar lâmpadas. Vivemos o momento em que tudo aquilo que pertence à Era da Noite se tornará desnecessário e será eliminado.

O “juízo” representa a linha divisória do dia e da noite. O que for inútil será demolido ou destruído e, a partir de agora, serão construídas gradualmente novas coisas “claras”. Assim sendo, o Mundo Espiritual já está a clarear. (…)

Conforme este mundo se torna mais claro, as almas que não corresponderem à intensidade dessa claridade, terão que se adaptar a qualquer custo, através da eliminação das nuvens espirituais. Será necessário que essa “sujidade” seja naturalmente limpa e purificada. Quem estiver com a alma nublada, passará por uma purificação à medida que o Mundo Espiritual se torna mais claro. Este processo é o sofrimento. A doença obedece a este princípio e através deste, pode-se compreender perfeitamente qual o seu verdadeiro significado.

(…) Seria muito bom que o processo acima pudesse resumir-se a uma simples doença, mas é necessária a adaptação à claridade do Mundo Espiritual. Contudo, caso isso não aconteça, as pessoas não resistirão às doenças e acabarão por morrer. A doença chega aos poucos e assim é melhor, pois, caso contrário, entraríamos em colapso se esta surgisse de uma só vez. Isto tende a ocorrer em massa e este é o significado do Juízo Final. Entretanto, como Deus sente compaixão pela humanidade, está a alertá-la pois deseja salvar o maior número de pessoas e, para tal, ordenou-me que agisse dessa maneira, portanto, estou a prevenir-vos.

Deste modo, estou aqui para concretizar as profecias de Sakyamuni e Jesus Cristo, que vaticinaram o advento do Reino dos Céus e a chegada de um mundo ideal. Eles foram profetas, mas eu serei o executante. Deus ordenou-me que realizasse essas profecias, ou seja, que construísse o Paraíso Terrestre, um mundo livre de doença, miséria e conflito.

Por outro lado, não sou propriamente o construtor, pois tudo está a ser providenciado por Deus e não me é necessário fazer qualquer esforço; cabe-me, apenas, realizar o que se apresenta à minha frente. Isso é muito fácil, mas exige uma enorme responsabilidade e, provavelmente, em toda a História, nunca houve ninguém com uma missão maior do que a minha. (…)

Trechos da palestra proferida por Meishu-Sama no Hibiya Public Hall em Tóquio

22 de maio de 1951

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