Culto Mensal de Agradecimento – Sede Central – Maio 2020

PALESTRA DO PRESIDENTE DA IGREJA MESSIÂNICA MUNDIAL DE PORTUGAL

REV. CARLOS EDUARDO LUCIOW – MAIO 2020

Bom dia a todos!
Espero que os senhores estejam a passar bem.

Gostaria de agradecer a vossa sincera dedicação que nos possibilita expandir cada vez mais a Obra Divina de Deus e Meishu-Sama em Portugal! Muito obrigado!

O Culto Mensal de hoje, pelo segundo mês consecutivo, foi realizado com transmissão online porque ainda estamos impossibilitados de nos reunir fisicamente, mas, desta forma, conseguimos mesmo que virtualmente, estar unidos no mesmo sentimento. Tenho a certeza de que a Luz do Altar da Sede Central de Portugal chegou a todos os membros portugueses e também, aos membros de outros países que desejaram assistir à transmissão.

É com imenso pesar que comunico à família messiânica, o retorno ao Mundo Espiritual do Reverendo Masayoshi Kobayashi, Presidente da Igreja Messiânica Mundial – Igreja Izunome, no passado dia 29 de abril, aos 77 anos de idade.

O Reverendo Kobayashi será lembrado com muito carinho e gratidão por todos nós, como um orientador que, com sabedoria, gentileza e cortesia, muito apoiou a difusão mundial, inclusive na Europa.

Através da sua postura de fé, centralizada em Meishu-Sama, soube guiar-nos em momentos difíceis, de intensa purificação, demonstrando ter uma fé inabalável em Meishu-Sama e total convicção que os Seus Ensinamentos eram a Verdade revelada por Deus.

Foi também um homem da total confiança do Revmo. Tetsuo Watanabe, a quem serviu como secretário e chefe de gabinete por mais de dez anos. Após o falecimento do Revmo. Watanabe, sucedeu-o na Presidência da nossa Igreja.

Seguimos unidos em oração pela sua elevação e temos a certeza de que, no Mundo Espiritual, ele continuará a ser uma Santa Coluna da Obra Divina de Salvação do Mundo e continuará a orientar-nos e a apoiar-nos como sempre fez.

Ao Reverendo Masayoshi Kobayashi, a nossa sincera e eterna gratidão!

Pediria a todos um minuto de silêncio, para fazermos uma oração silenciosa, manifestando a nossa gratidão ao Reverendo Kobayashi e pedindo a Deus e Meishu-Sama a salvação e elevação do seu espírito.

(1 minuto de silêncio)

Muito obrigado! Tenho a certeza de que, no Mundo Espiritual, o Reverendo Kobayashi recebeu as nossas orações, a nossa gratidão e ficou feliz em saber que estamos nos esforçando para seguir o seu exemplo no Servir incondicional à Obra Divina de Construção do Paraíso sobre a Terra.

Hoje, é um dia muito especial! É o dia da mãe! Todos os dias deveria ser o dia da mãe pois nenhum de nós estaria aqui se não fossem as nossas mães. O dia escolhido no ano, especialmente para homenageá-las de coração, por tudo o que elas fizeram por nós; a começar pelo facto de nos terem carregado na barriga por 9 meses, nos ter trazido ao mundo, nos ter amamentado, criado, educado e amado. Com certeza, nenhum de nós seria o que é hoje se não fosse o amor materno. Portanto, vamos hoje prestar homenagem a todas as mães, não só as que estão no Mundo Material, que poderemos encontrar e homenagear pessoalmente, mas também àquelas que já partiram para o Mundo Espiritual e através das nossas orações, receberão o nosso amor e gratidão, lá onde se encontrem.

Tenho a certeza de que as mães que já partiram para o Mundo Espiritual, hoje a ver os seus filhos, no seu dia, orando por elas, estão muito felizes, por vê-los no caminho do Bem. Não tem presente maior do que a oração sincera. Oração de gratidão por tudo o que elas fizeram por nós e que, às vezes, em vida, nem reconhecemos.

Devemos também agradecer a todas as mães espirituais, que apesar de não terem tido filhos biológicos, mas igualmente se dedicam com amor materno à formação de muitas pessoas. Às vezes, até com mais empenho, com mais esmero do que muitas mães carnais. Todas as mães são hoje homenageadas.

Existe um poema de Machado de Assis que diz: “O amor materno é a mais alta forma de altruísmo.” Tem sentido, porque na nossa religião o amor materno é o amor “Kannon”, que é o aspeto da benevolência de Deus. O que caracteriza o amor materno é justamente amar os seus filhos como eles são. Amor materno não julga. Não é verdade? Já conheci mães de pessoas com uma longa ficha penal, mas quando falavam dos seus “filhinhos amados”, estes pareciam uns anjinhos.

A mãe sempre ama o seu filho tal como ele é, sem julgá-lo!

Outra característica maravilhosa da mãe é que ela dá amor com uma esperança a longo prazo. Não é imediatista. Ela sempre pensa: “Um dia ele vai entender, um dia ele vai crescer…” Mas quando é demais também estraga, precisa do pai para dar uma “apertadinha”… É o equilíbrio entre o “Yin” e “Yang”, a Lua e o Sol. Quando tem muita severidade também estraga. É esse equilíbrio que faz com que possamos crescer e evoluir, recebendo esses dois tipos de amor.

Na Difusão, o mais importante é o amor Kannon. Amor de pai também ajuda na Difusão; às vezes é necessário, com amor, ter uma certa rigorosidade, mas se quiser que a Difusão expanda, precisa amar prevalentemente com o amor Kannon.

Ontem, realizámos o Seminário Nacional para Missionários de preparação para o Culto do Paraíso Terrestre, que será no próximo dia 10 de junho na nossa Sede Central.

Reunimos, por videoconferência, mais de 100 pessoas que nas suas casas, participaram de várias atividades: da parte da manhã, as palavras de abertura feitas por mim de como nos preparamos para esse importante Culto Especial, e depois, “mesas redondas” para que, em pequenos grupos, os participantes estabelecessem e partilhassem os seus planos e objetivos no fortalecimento das práticas básicas da fé.

Da parte da tarde, tivemos duas magníficas aulas, a primeira sobre Agricultura Natural, com o Min. Paulo Oyama, e de seguida, sobre o Belo, com a Prof. Patrícia Harue da Silva. As atividades encerraram-se com a minha conclusão e apresentação dos resultados do dia. Mesmo sendo realizado no digital, o resultado foi maravilhoso e a alegria e o entusiasmo das pessoas era contagiante! Particularmente, confesso que tinha as minhas dúvidas que, por ser num formato digital e à distância, se as pessoas iriam gostar, mas o resultado foi excecional, de grande aprimoramento e aprendizado para todos nós.

Assim, com base nos objetivos partilhados pelos participantes, obtivemos o seguinte total:

  • 6 missionários criaram o objetivo de solicitar a entronização do Altar do Lar e Mitamaya;

  • 14 criaram o objetivo de solicitar a entronização do Altar do Lar;

  • 17 criaram o objetivo de solicitar a entronização da Imagem Consagrada de Meishu-Sama;

Em grupo, até ao Culto do Paraíso Terrestre, definiram os seguintes objetivos:

  • Ministrar 5710 Johrei

  • Desse total de Johrei, ministrá-los a 175 pessoas pela 1ª vez;

  • Confecionar e distribuir 1894 Flores de Luz;

  • Preparar 495 vasos de horta caseira.

Ao ouvir este relatório fiquei muito feliz, ao constatar que, levando-se em conta que estamos a viver um período de confinamento, com limitação de circulação, etc., realmente esses objetivos são um grande desafio nas atuais circunstâncias.

Tenho a certeza de que a busca em atingir esses resultados, levará todos a entrar em sintonia com o espírito do Culto do Paraíso Terrestre.

No Ensinamento lido no Culto de hoje, Meishu-Sama nos orientou que é Deus quem dirige a expansão da nossa Igreja, que tem como objetivo, a construção do Paraíso Terrestre, e que, cada um nós deve, em primeiro lugar, criá-lo no seu próprio lar. Para isso, cada um deve tornar o seu coração paradisíaco. E o que é um coração paradisíaco? É um coração sem sofrimento. Nesse sentido, quando temos sofrimentos no nosso coração, a sua situação é infernal e, portanto, devemos nos livrar desse sofrimento. E como conseguiremos eliminar o inferno dos nossos corações? Meishu-Sama é claro e categórico, ao afirmar que o melhor método, é através do sentimento de gratidão. Ele também nos orienta para o facto de que, as religiões, até hoje, consideravam o sofrimento como algo benéfico, e dentre elas, algumas até o procuravam propositadamente. Esse facto está gravado na nossa mente e ainda que se tornem membros da nossa Igreja, algumas pessoas não conseguem desviar-se dessa obsessão. Isso se deve ao facto dessas religiões terem surgido na Era da Noite, onde o elemento predominante, era a energia da água, proveniente da Lua. Sendo esta a energia à disposição nessa altura, os religiosos daquela época não tinham outra alternativa a não ser purificar os pecados do mundo pelo sofrimento. A água é também um elemento purificador, só que ela, ao limpar, se suja, e por este motivo, eles puxavam para si os sofrimentos das pessoas e se ofereciam em sacrifício. Esta é a razão pela qual, a maior parte dos religiosos daquele período, terem tido mortes trágicas e violentas. Esse sacrifício foi admirável e graças a eles, o mundo não foi destruído pelo Mal.

Mas, atualmente, já estamos na Era do Dia e o elemento predominante é o fogo, proveniente do Sol, que tem a capacidade de queimar as máculas espirituais. Por esse motivo, é importante para nós, vivermos conscientes dessa realidade, e mudarmos o nosso modo de pensar. É importante comunicarmos aos nossos Antepassados que eles também não precisam mais sofrer, que podem se elevar e se salvar servindo à Obra Divina de construção do Paraíso, praticando o Bem e apreciando o Belo, pois já estamos na Era do Dia.

Meishu-Sama conclui o Ensinamento dizendo que será a nossa Igreja a guiar a construção do Paraíso Terrestre, e que para isso, devemos primeiramente esforçar-nos para construir o Paraíso dentro dos nossos corações, como dito antes, através do sentimento de gratidão.

Hoje, ouvimos seis maravilhosas Experiências de Fé, que confirmam a grande importância das práticas básicas da fé.

Não sei os senhores, mas ao ouvi-las, fiquei muito emocionado e, com todas elas, pudemos aprender alguma coisa.

Com a senhora Ramona Cunha, de Barcelona, aprendemos que, ainda que estivesse pouco ativa, na sua “zona de conforto”, com o confinamento passou a assistir aos Cultos diários da Sede Central de Portugal. Isso é uma situação que aconteceu também com muitos membros, que assistindo ao Culto em casa, os seus familiares, estando na mesma sala, passaram também a ouvir os Ensinamentos e as Experiências de Fé que são relatados nos Cultos. E muitos, que não são membros, alguns destes até, que não concordavam com a prática da fé do cônjuge, ficaram surpresos e encantados, primeiro, com o alto nível dos Ensinamentos de Meishu-Sama, e segundo, com a quantidade de maravilhosas Experiências de Fé. E, da mesma forma que o marido da Sra. Ramona lhe pediu Johrei, muitos outros familiares passaram também a pedir Johrei.

A partir do momento em que ela começou a ministrar Johrei ao marido, nasceu no seu coração o desejo de também ministrar Johrei a outras pessoas. Mas como iria conseguir fazê-lo se estava confinada? Mantendo esse desejo, ao ir ao quarto, naquele momento passou à frente da sua janela uma vizinha. E ela, imediatamente, com simples palavras, ofereceu-lhe Johrei, que esta prontamente aceitou. Uma coisa que não está escrita na experiência mas que ela me relatou em particular, é que, ao explicar para a vizinha sobre a Igreja e o Johrei, o seu marido, que é catalão, aproximou-se e começou a explicar em catalão para a vizinha, que também é catalã, o que era a Igreja, as maravilhas dos Ensinamentos, do Johrei, etc. e a Sra. Ramona ficou admirada, surpresa, pelo modo entusiasmado com que o seu marido, na língua dele, explicou para uma sua conterrânea. Isso demonstra que, quando praticamos a fé com amor e sinceridade, procurando fazer os outros felizes, eles se imbuem do mesmo sentimento, ligados a Deus e Meishu-Sama, e naturalmente flui da sua alma esse desejo de participar da Obra Divina. Quando a Sra. Ramona sentiu essa profunda gratidão, foi à pasta onde tem os documentos da Igreja, buscar um envelope para fazer um donativo de gratidão, algo que também já tinha parado de fazer. Ao puxar o envelope, o que é que cai na sua mão? O papelzinho com o nome do marido da vizinha, que em novembro do ano passado, esta lhe tinha dado para que, no Culto Anual aos Antepassados, do dia 2 de novembro, ela rezasse por ele. Esta é a confirmação de que foi o marido da vizinha a conduzi-la para vir receber Johrei, por ver que ela estava sofrendo muito neste momento de pandemia, conduzindo-a para o Johrei, porque do Mundo Espiritual via a Luz do Ohikari que a Sra. Ramona carrega consigo. A Luz do Johrei está irradiando, e do Mundo Espiritual, os Antepassados estão vendo e estão desejando que os seus familiares sejam abençoados com aquela Luz, mas muitas vezes, como ela mesmo relata no início, tentou fazer difusão, tentou distribuir Flores de Luz, mas depois, não havendo recetividade por parte da maioria das pessoas, acabou esfriando e parou de praticar. Mas, fazer difusão, não é vender um produto, não é uma proposta comercial. É fazer um trabalho de espírito precede a matéria, ganhando a confiança do Mundo Espiritual e dos Antepassados, que eles naturalmente encaminharão os seus descendentes. A prática da fé é isso, é fazer o invisível mover o visível. A realidade da Sra. Ramona é a realidade de muitos membros estrangeiros, que quando se mudam para a Europa, passam a viver em países com diferentes culturas, com outra língua, outros costumes, outras tradições, chegam todos entusiasmados, desejando fazer difusão, mas depois, pouco a pouco, vão esfriando e começam a dizer: “Ah, eles não aceitam; ah, a cultura deles é diferente da nossa; ah, eles são muito frios; ah, eles são isto…, eles são aquilo…”, mas na verdade, pode mudar a cultura, pode mudar a língua, podem mudar os costumes, mas ser humano é ser humano, e a pessoa quando sofre, em qualquer lugar do mundo, ela sofre e basta! Quem precisa de ajuda, onde quer que seja, aceita ser ajudado, busca ajuda. E, este momento de grande sofrimento, realmente está amolecendo o materialismo de muitas pessoas que estão aceitando, estão buscando talvez pelo medo, talvez pela insegurança, mas estão buscando a Luz, estão procurando ajuda na parte espiritual.

Depois da Sra. Ramona, ouvimos outra belíssima experiência da Sra. Amélia Carneiro, de Amarante, que depois de seis longos anos de sofrimento, com dores atrozes na coluna, após uma cirurgia na qual colocaram parafusos na sua coluna, sentia muitas dores, dia e noite, que inclusive, não a deixavam dormir normalmente. Também, muito cansaço, além de outros problemas de saúde. Todas essas dores físicas, fizeram com que ela diminuísse a sua frequência na ida ao Núcleo de Johrei de Amarante-Lixa. Até que, em fevereiro deste ano, ela participou no Culto Mensal pela Salvação dos Antepassados, no Núcleo de Johrei, e nesse dia, foi também o primeiro Culto Especial pela Reforma da Sede Central, que passámos a fazer juntos. Na hora do Culto, sabendo que era pela reforma da Sede Central, ela sentiu uma grande emoção, e uma grande vontade de também participar dessa reforma. De quem era essa emoção? Seria apenas sua? Não! Era também dos seus Antepassados, que queriam, por seu intermédio, participar daquela reforma, pois sabiam que através desta se salvariam. Aí, naquele momento, ela, que já faz mensalmente o dízimo e outros donativos, decidiu fazer também uma gratidão especial mensalmente pela reforma da Sede Central. A sua primeira reação, quando tomou essa decisão, foi de ter receio: será que vai dar? Será que não me vai fazer falta? Nessa hora, aparece o apego. Mas, o seu amor e a sua vontade, foram maiores e ela firmou o compromisso de o fazer mensalmente. E por incrível que pareça, milagrosamente, porque a palavra é essa, “MILAGROSAMENTE”, a partir desse dia, ela passou a sentir uma felicidade interior como há muito tempo não sentia e não mais teve dores, passando a ter uma vida totalmente normal; tratando das lides domésticas como não fazia há 6 anos. Depois, com o período de quarentena, teve que abdicar da ajuda da sua empregada. Aí, foi como uma “prova de fogo”, para ver se realmente estava bem de saúde. Começou a trabalhar das 5 da manhã até às 4 da tarde, sem parar, sem sentir dores nenhumas, coisa que tinha sentido todos os dias nos últimos 6 anos. Por isso, ela conclui de forma veemente, dizendo que participar na reforma da Sede Central purifica as nossas máculas imediatamente. Mas, o que eu gostaria de ressaltar e que é importante entender, é que, quando ela criou o objetivo de participar da reforma da Sede Central, fê-lo de forma desinteressada; tenho a certeza que, naquele momento, não passou pela sua cabeça fazer esse donativo especial pedindo para se livrar das dores. Não existe troca, não existe comércio com Deus, Meishu-Sama e o Mundo Espiritual. Só quando dedicamos com pureza de alma, querendo participar do crescimento da Obra Divina, é que nos conectamos com Deus; quando nos conectamos com Ele, recebemos Luz; quando recebemos Luz, queimamos as nossas máculas. Portanto, a pureza do seu sentimento, de querer participar incondicionalmente, é que permitiu essa graça. Grande ensinamento!

Depois, ouvimos a Sra. Flávia do Nascimento, que vive em Guimarães e frequenta o Núcleo de Johrei de Braga. Veio do Brasil, onde cresceu perto de um Johrei Center e sempre dedicou. Chegando a Portugal, passou a conviver com uma situação diferente, algo que ela nunca tinha vivido, uma realidade de difusão pioneira. Além disso, teve um choque cultural, no trabalho, nas relações pessoais que a levou a sofrer; porque cada povo, logicamente, tem os seus hábitos, os seus costumes, o seu modo de falar, e às vezes, a pessoa, inadvertidamente, interpretando mal, passa a ofender-se com certas reações, de uma outra cultura. Aí, o Ministro orientou-a a agradecer aquele sofrimento através de um donativo especial. Ela mesma reconhece que no início foi difícil, agradecer aquilo que estava a passar, mas, obedientemente, praticou a orientação e aquelas grosserias dos clientes, passaram a não mais fazê-la sofrer. Quem mudou? Os clientes mudaram? Não! Quem mudou foi ela, porque através da gratidão, ela ligou-se a Deus, e quando nos ligamos a Deus, recebemos Luz e esta purifica as nossas máculas. Quando recebemos Luz, saímos das trevas da lamúria. Depois, recebeu várias graças no trabalho, nos estudos, e no final, até despertou para o desejo ter o seu próprio apartamento, para que pudesse abrir um Núcleo de Johrei na sua cidade. Esta é uma situação de muitos estrangeiros que vêm de países onde há grande difusão. Por vezes, viviam em cidades onde praticamente cada bairro tem o seu Johrei Center, e aqui, passam a viver em lugares onde não há Johrei Center perto. Às vezes, têm até de fazer quilómetros para irem ao Johrei Center ou a um Núcleo de Johrei que funciona na casa de alguém. E isso, desmotiva muitas pessoas que passam a sofrer porque gostariam de ter uma Unidade Religiosa perto da sua casa, como tinham lá onde moravam. No entanto, é preciso entender que, antes, tinham uma missão de uma forma, agora têm outra missão, de outra forma. Mudou o Jishoi (Ji – tempo, Sho – lugar e I – posição), consequentemente, mudou a missão, vindo para um lugar em que a realidade é de difusão pioneira. O Revmo. Watanabe nos ensinou que cada um de nós, que carrega um Ohikari ao peito, é um Johrei Center ambulante. Onde quer que estejamos, somos representantes de Deus e Meishu-Sama para levar a Luz da Salvação. É preciso entender, que mudou o Jishoi e que agora, por mais que se procure, não se vai achar um Johrei Center na esquina de casa ou na rua do lado. A missão aqui é criar as bases para um dia, na sua cidade, a partir da sua casa, vir a ter um Johrei Center. Nas cidades onde já tinham os Johrei Center’s prontos, estes foram construídos por outras pessoas, pelos pioneiros dessas cidades, onde no início também não havia Johrei Center e começaram a dar Johrei nas suas casas, depois se agruparam, depois conseguiram alugar uma salinha… e depois, até um dia, conseguiram construir uma Igreja. Mas, não começou com uma Igreja grande, pronta, caída do céu. Foi construída pelos pioneiros daquela cidade, há não sei quantos anos atrás… mas a pessoa, que chega nova ali e vê aquilo tudo pronto, acha que já começou pronto daquela forma… mas não foi assim. Então, a partir do momento que está numa cidade e aí não há Unidade Religiosa, existe você, o seu Ohikari, os seus livros de Ensinamento e o seu amor de querer salvar as pessoas; a partir daí, através de um Sonen grande, forte e constante, com o desejo de salvar muitas pessoas, começa então a transmitir Johrei, a falar dos Ensinamentos, ouvindo muitos nãos no início, mas, um dia, o Mundo Espiritual vai abrir as portas e as pessoas começarão a vir. Depois, vai formar o primeiro membro, o segundo, o terceiro… depois já forma um Núcleo que um dia poderá chegar a ser um Johrei Center ou até uma grande Igreja. Essa é que é a missão do pioneiro. Não é sofrer porque não há uma Igreja onde ele mora, mas sim, arregaçar as mangas e com amor e gratidão a Deus e Meishu-sama por ter sido salvo, levar a Salvação a outras pessoas, para que, mais tarde, as gerações futuras venham a ter, naquela cidade, uma Unidade Religiosa que você começou a difundir e a construir do zero. Essa é que é a maravilhosa oportunidade do pioneirismo, e só quem vive essa oportunidade, é que sabe o seu sabor.

A D. Nicete Diogo, de Lisboa, achou que este período de pandemia iria ser fácil, ficar em casa tranquila, mas como ela é uma grande praticante do Johrei, começou a sofrer por não conseguir praticá-lo, como fazia antes. Esse sentimento de impotência de querer fazer Johrei e não conseguir, fez com que ela desejasse ardentemente, até que um dia, tocou à sua campainha uma vizinha sofrendo com as lembranças da falecida mãe, que já estava há dois anos no Mundo Espiritual, sendo mais uma confirmação de que somos encaminhados pelos Antepassados; ela começa a ministrar Johrei à vizinha ali mesmo no corredor do seu prédio, à frente da porta de sua casa. Uma semana depois, a vizinha volta com dores nas costas, e ela ofereceu Johrei novamente, mas, como estava na hora do Culto, ela convidou-a para juntas assistirem ao Culto da Sede Central, onde, “por acaso”, é lida a experiência da própria Nicete, de quando ela, numa dedicação na Sede Central, recebeu uma graça onde passara a sua dor no ombro. A partir daí, ela continuou dando Johrei na vizinha, e outros membros, que moram na vizinhança, também passaram a vir receber Johrei à porta da sua casa, no corredor do prédio. Portanto, foi o seu Sonen, o seu desejo ardente de ministrar Johrei, que criou esse campo espiritual de atrair as pessoas para recebê-lo. Aquilo que nós não desejarmos, aquilo em que nós não tivermos o Sonen grande, forte e constante de fazer, não vai acontecer. Quando desejamos, o Mundo Espiritual passa a atuar para que aquele desejo sincero, de acordo com a vontade de Deus, se manifeste.

Depois, a Sra. Sandra Gonçalves, do Porto, fez também um grande percurso até chegar ao ponto de ter gratidão pela purificação. E reconhece que só chegou a esse ponto graças às práticas básicas da fé, olhando para dentro de si e vendo o que teria de mudar. O sofrimento de ver a filha com asma, levou-a a refletir, a mudar as suas convicções, e graças às suas práticas de donativo de gratidão, Culto de Antepassados, dedicação no Johrei Center, passou a ser mais tolerante e chegou até à alimentação natural e à apreciação do Belo de alto nível. Ela entendeu que, por ter enfrentado o seu próprio limite, conseguiu evoluir espiritualmente, buscando sempre os Ensinamentos, e assim, aos poucos, foi evoluindo e crescendo.

E por último, e nem por isso menos importante, a Sra. Júlia Vicente, de Lisboa, que começou também a fazer as suas dedicações, distribuição de Flores de Luz na porta do Johrei Center, mas no trabalho, tinha um desentendimento com o chefe. E a nossa primeira reação, qual é? É querer fugir do problema, procurando outro emprego. Teve até a pesquisar, falou com parentes, amigos, mas foi diante do Altar e entregou aquela situação a Deus e Meishu-Sama, materializando a sua gratidão. Quando ela fez isso, quando se ligou a Deus e Meishu-Sama, mudou o seu Sonen e, entregando o problema, começou a ver os pontos positivos do trabalho e passou a ter gratidão por coisas que antes não tinha, decidindo assim não trocar de trabalho. Uma semana depois, foi declarado o Estado de Emergência e ela foi a única funcionária que ficou a trabalhar à porta-fechada. Se tivesse dado ouvidos ao seu ego ferido, teria trocado de trabalho e ia ficar desempregada, porque a sua área profissional é a área comercial, e como se sabe, atualmente esta área está maioritariamente fechada. Só ficou a trabalhar porque as suas tarefas eram administrativas e, de toda a empresa, foi a única que continuou. Isso demonstra que quando buscamos os pontos positivos das situações que estão nos incomodando e desenvolvemos gratidão, nos ligamos a Deus, e quando nos ligamos a Deus, recebemos Luz.

Quando ontem ouvi todas estas experiências, na reunião com os Ministros, falei: “Puxa vida! Depois de todas estas maravilhosas experiências, amanhã não vou precisar nem de fazer palestra, porque elas já são uma palestra, ricas de Ensinamentos na prática.” Elas serão publicadas no nosso Boletim Informativo e pediria a todos os senhores que lessem e estudassem profundamente, uma por uma, buscando aprender os pontos positivos de cada uma delas, e trouxessem esses Ensinamentos pragmatizados para as suas vidas, porque se estas pessoas assim praticaram e tiveram resultados, nós também conseguiremos ter os mesmos resultados. Na nossa Igreja, nunca tivemos tantas Experiências de Fé como agora. Na grande maioria dos meses passados, ao longo destes mais de 6 anos que estamos dedicando juntos, geralmente havia uma experiência por mês, poucas vezes havia duas, e a segunda já ficava para o mês seguinte. O que é que isso demonstra? Porque é que agora há tantas Experiências de Fé? Porque nunca, como agora, as pessoas buscaram tanto Deus e Meishu-Sama com tanta força e tanto ardor. Nunca rezaram tanto, nunca leram tantos Ensinamentos, nunca praticaram tanto Johrei, nunca buscaram ter tanta gratidão, nunca se importaram tanto com a alimentação natural e nunca deram tanta importância para o Belo quanto agora. Quando as Unidades Religiosas estavam abertas, nunca fizeram tanto quanto estão fazendo agora. Portanto, como Meishu-Sama nos ensina: “A purificação é o amor de Deus”.

Tenho a certeza de que muitas outras experiências de fé estão a ser vividas dentro dos lares de cada um dos senhores, e peço que as relatem aos seus Ministros e compartilhem com toda a coletividade, pois essas enriquecem a fé de todos.

Faltam exatamente 38 dias de hoje até ao dia 10 de junho, em que realizaremos a Cerimónia comemorativa do Paraíso Terrestre na nossa Sede Central. Aquilo que nós praticarmos nas três Colunas de Salvação, de hoje até lá, será a preparação do nosso coração para receber essa importante data que significa o aumento da energia do elemento fogo, para a salvação do Mundo.

Me despeço com um forte abraço, desejando a todos uma boa continuação de prática da fé no lar, continuando a fazer da sua casa um “cantinho” do Paraíso Terrestre, com um coração agradecido que se comunica com Deus e Meishu-Sama.

Um bom mês a todos.

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