Culto Mensal de Agradecimento – Sede Central – Julho 2020

PALESTRA DO PRESIDENTE DA IGREJA MESSIÂNICA MUNDIAL DE PORTUGAL

REV. CARLOS EDUARDO LUCIOW – JULHO 2020

Bom dia a todos!
Espero que os senhores estejam a passar bem.

Gostaria de agradecer a vossa sincera dedicação que nos possibilita expandir cada vez mais a Obra Divina de Deus e Meishu-Sama em Portugal! Muito obrigado!

O Culto de hoje, pelo quarto mês consecutivo, foi realizado com transmissão online porque ainda temos restrições para nos reunir fisicamente, mas, este mês, fiquei muito feliz e grato de conseguir vir à Sede Central. Senti uma emoção muito grande ao entrar na Casa de Meishu-Sama em Portugal, depois de tantos meses, e de poder reencontrar com os Ministros da Expansão que hoje também estão presentes a participar deste Culto, como vossos representantes.

Mesmo que virtualmente, estamos unidos no mesmo sentimento e tenho a certeza de que a Luz do Altar da Sede Central de Portugal chegou a todos os senhores.

No mês passado, num clima de muita gratidão e felicidade, realizámos o Culto do Paraíso Terrestre, que marcou o início desta nova fase da Transição da Era da Noite para a Era do Dia, e hoje, gostaria de continuar a aprofundar esse importantíssimo tema.

Meishu-Sama, no Ensinamento de hoje: “O que é a Igreja Messiânica Mundial”, orientou-nos que a nossa Igreja tem por finalidade o advento do Paraíso Terrestre, difundindo uma cultura religiosa que se desenvolva lado a lado com progresso da cultura material e que, a humanidade seria realmente feliz caso o Paraíso Terrestre fosse estabelecido sem que nada precisasse de ser mudado, mas, afirma que será indispensável haver um acerto de contas neste velho mundo para a construção de um mundo novo e ideal, que se pode comparar à demolição do prédio velho, limpando-se o terreno, para a construção do novo edifício.

Naturalmente, existem muitos materiais que poderão ser reaproveitados e certamente, essa seleção será feita por Deus. Esta é a razão pela qual, é fundamental que o Homem se torne útil para o novo mundo que está por vir. Orienta-nos ainda, que ultrapassar essa grande fase de transição significa ser aprovado no exame divino e que a fé, é o único caminho para obtermos tal aprovação.

A atual fase de pandemia que estamos a viver, acredito que faça parte dessa “limpeza do terreno” pois, o elevado número de casos e, infelizmente, de óbitos, por quem oramos pela sua salvação no Mundo Espiritual, colocaram o sistema de saúde de diversos países em crise, por não conseguirem atender a uma emergência desta envergadura sem precedentes para a nossa geração, crescida após a Segunda Guerra Mundial.

Esta crise repercutiu-se na economia e não só nas políticas internas de cada país, como também, nas relações políticas internacionais, criando uma grande instabilidade geopolítica que ainda não se consegue prever como se irá desenrolar. Neste cenário do “Divino Drama”, somos atores que têm o mundo como palco, e cada um de nós, conforme o seu nível espiritual, está sendo chamado a desenvolver o seu papel. Uns, para a construção da nova cultura da Era do Dia, e os outros, consequentemente, para a destruição da velha cultura da Era da Noite. Neste trabalho de reforma, basicamente, somos divididos em duas equipas: uma de destruição, e a outra, de reconstrução. Deus poupará tudo aquilo que for aproveitável e essa seleção será feita exclusivamente por Ele. O único caminho para nos qualificarmos é através da prática da fé e, desta forma, seremos utilizados como entes preciosos no mundo que vai surgir.

Ao pensarmos nessa reforma do mundo, normalmente imaginamos que é algo que acontece fora de nós, exteriormente, mas é importante entendermos que essa transição se processa, antes de mais nada, no nosso interior, no nosso modo de pensar, de sentir, de falar e de agir. A nossa cultura atual, e por consequência, nós próprios, somos também fruto dos últimos três mil anos de Era das Trevas e as características desse período estão extremamente enraizadas, tanto na nossa cultura, como dentro do nosso eu mais profundo.

É descabido desejar tornar-se habitante da Nova Era sem erradicar todos os resquícios da Era da Noite que existem no nosso modo de ser e destes nem nos damos conta, pois consideramo-los naturais, normais e não-nocivos.

Para exemplificar o que estou a querer dizer, quero contar uma história de uma pesquisa feita por um grupo de cientistas, pesquisa essa que não tenho certeza se realmente foi realizada, mas por ser algo que nos faz refletir, desejo compartilhá-la com os senhores.

Para estudar os hábitos dos primatas, colocaram cinco macacos dentro de uma jaula e no centro desta, uma escada onde, no topo, havia um cacho de bananas. Quando um macaco tentava subir na escada para pegar as bananas, todos levavam com um jato de água fria e, por esse motivo, os outros agrediam aquele macaco que havia tentado subir na escada; essa situação repetia-se todas as vezes que qualquer um deles tentasse subir na escada para pegar as bananas. Apesar da tentação, para não serem agredidos, aos poucos, foram desistindo de pegar as bananas até que, nenhum mais tentou. A este ponto, os cientistas tiraram um macaco da jaula e colocaram um macaco novo que, instintivamente, tentou subir na escada e foi logo agredido pelo grupo antes que todos levassem com o jato de água fria, e por isso, depois de alguns espancamentos, este também desistiu de subir na escada, mesmo não sabendo o porquê de ter sido agredido. A partir daí, os macacos do grupo inicial, um a um, foram sendo substituídos e a cada novo que entrava, acontecia a mesma coisa, era espancado pelo grupo ao tentar subir na escada, até que, chegou ao ponto de todos os macacos que estavam dentro da jaula, apesar de nenhum deles ter levado com o jato de água fria, espancavam qualquer um que tentasse subir na escada sem saberem o porquê de o estarem a fazer, pois estes nunca tinham levado com o jato de água fria, ou seja, um a um foi sendo condicionado pelo comportamento do grupo, sem conhecer as causas iniciais.

Se lhes pudéssemos perguntar o porquê de se estarem a comportar daquela maneira, certamente, eles responderiam: “Não sei, mas é assim que as coisas funcionam por aqui.”

Acredito que na nossa cultura atual, muitas coisas que nós pensamos, falamos e fazemos, têm origem na Era das Trevas e hoje, continuamos a perpetuar esses maus hábitos sem conhecer e nem sequer entender os seus verdadeiros motivos, mas como há milénios vêm sendo repetidos de geração em geração, instintivamente, os aceitamos e colocamos em prática, como se fosse a coisa mais natural do mundo. Uma prova disso, é que hoje nos separamos por raças, cores, culturas, credos, línguas, fronteiras, etc., e em base a estas, por recebermos uma bagagem que nos foi transmitida de geração em geração, nos deparamos com certas reações negativas em relação a quem nos é diferente, por qualquer motivo, chegando, em alguns lugares do mundo, ao absurdo de se matarem por serem somente de raça, religião ou etnia diferentes.

Num poema, Meishu-Sama orienta-nos:

“Quando todos os Homens abrirem as portas dos seus corações, desaparecerão as trevas que envolvem este mundo.”

Ou seja, não basta que a cada 15 de junho aumente a Luz. É preciso que cada um abra as portas do seu coração para que essa Luz nele possa entrar.

Acredito que se pegarmos num grupo misto de crianças bem pequenas pertencentes a diversas culturas, países, religiões e raças e as colocarmos numa sala com brinquedos, elas irão divertir-se umas com as outras sem nenhum preconceito. E porque é que isto acontece com as crianças? Porque elas estão com os seus corações abertos umas para as outras.

Depois, crescendo, numa sociedade individualista, egoísta, materialista e consumista, são-lhes incutidos conceitos de adversidade à diferença, o que lhes vai fechando o coração, até que este se encontre totalmente nas Trevas. Isso serve para refletirmos e analisarmos o quanto essa cultura da Era da Noite é responsável pela nossa infelicidade individual e coletiva. Nesta correção dos pontos errados da atual cultura, o estudo e o entendimento profundo dos Ensinamentos de Deus revelados a Meishu-Sama são como um “manual da construção” da Nova Era e consequentemente, do nosso novo eu.

Há um provérbio chinês, atribuído a Confúcio, que diz: “Se o seu plano é para um ano, plante arroz. Se o seu plano é para dez anos, plante árvores. Mas se o seu plano for para durar cem ou mais anos, eduque as crianças.”

Mas, para conseguirmos educar as crianças, precisamos, antes de mais nada, de nos reeducar, pois, por mais que lhes possamos transmitir ideais elevados ou nobres palavras, elas, acima de tudo, copiarão o nosso exemplo.

Um aspeto que dificulta a nossa mudança é a ilusão de que, fazendo o que todos fazem, do jeito que fazem, as coisas darão certo e essa falsa ilusão de segurança e aparente comodidade, na hora de tentarmos mudar, cria-nos a insegurança de que, mudando, fracassaremos, mas o verdadeiro fracasso, é nos acomodarmos e não evoluir.

No fundo, temos que deixar de ser como os últimos macacos que entraram na jaula e começavam a agredir os restantes, sem saber a verdadeira razão do porquê de o estarem a fazer. O que nos difere deles, é que estes agem por instinto e nós temos uma alma, uma Partícula Divina e temos que aprender a reconhecê-la dentro de nós e em todos os nossos semelhantes. Essa mudança de Era significa, sobretudo, abandonar o nosso eu animal e buscar a nossa natureza Divina.

Os predadores, ao acordarem de manhã, correm atrás de alimento e as presas, correm para não serem comidas. Por um motivo ou por outro, todos correm. Antes da pandemia, todos nós também corríamos de um lado para o outro: para “comer” ou para “não ser comido”. Com a pandemia, tivemos que parar de correr de um lado para o outro e precisamos nos confrontar connosco próprios. Essa “pausa na corrida”, é fundamental para cada um refletir sobre o sentido que estava a dar à sua vida e essa capacidade de reflexão e mudança do comportamento, é também, um dos fatores que nos diferencia dos animais. Estes, continuarão a obedecer aos seus instintos, mas nós, que chegamos a este admirável desenvolvimento material, precisamos agora de desenvolver a nossa parte espiritual para colmatar essa diferença entre ambos. Prova dessa disparidade é o número de horas diárias que dedicamos ao nosso desenvolvimento material, em face às que despendemos com o crescimento espiritual.

Tal como Meishu-Sama nos ensinou:

“Quando o Homem se eleva, torna-se Divino; quando se corrompe, equipara-se ao animal. Se desenvolvermos esse princípio, veremos que basta o Homem querer para que o mundo se converta em Paraíso. Caso contrário, ele faz do mundo um inferno. Esta é a Verdade.”

Na prática, só quando nos sentirmos verdadeiramente irmãos de toda a humanidade, independentemente de raça, cor, credo, etc., é que conseguiremos estabelecer o Paraíso nos nossos corações. Na teoria, é muito bonito, mas quando nos confrontamos com os resquícios da Era das Trevas que existem dentro de nós, isto torna-se muito difícil de ser pragmatizado, porém, alicerçados nas práticas básicas da fé, receberemos a força para promover essa mudança interior. Mudando, serviremos de exemplo para os nossos descendentes que seguirão os nossos passos e assim, também se salvarão.

Esta pandemia criou um “buraco”, um vazio, na vida de muitas pessoas e este pode ser preenchido com qualquer coisa. Podemos lá descarregar as nossas angústias, medos, depressões, inseguranças, etc., ou então, nele edificar os alicerces sólidos de um futuro novo “prédio”.

Já ouvi muita gente a reclamar que este está sendo um ano perdido, mas acredito que um ano só é perdido quando não aprendemos nada, e nesse sentido, a pandemia, para quem tem espírito de busca, trouxe uma infinidade de coisas para aprender, através do facto de estarmos a viver e a passar por coisas nunca antes experimentadas. Um dos problemas dessas pessoas que fazem esse tipo de reclamação, é que elas classificam as coisas como boas ou más e não como necessárias para a sua evolução. Uma das causas deste tipo de visão nasce do tipo de informação que as pessoas recebem, através dos meios de comunicação que, infelizmente, são geralmente manipuladas por interesses políticos e/ou económicos. Antigamente, a luta era para se obter informação; hoje em dia, o nosso grande desafio, é saber selecionar a informação correta, evitando a manipulação e a desinformação.

No Culto de hoje ouvimos três maravilhosas Experiências de Fé.

A Sra. Carla Teixeira, no início da pandemia, como muitas pessoas, teve medo e ficou assustada por fazer parte do grupo de risco. Também passava por problemas de saúde e sentia falta do apoio do seu companheiro e dos seus filhos, tendo que fazer todas as tarefas domésticas sozinha. Além disso, ele também se opunha às suas dedicações, aos estudos por videoconferência, à sua participação no ensaio do coro e ainda, que assistisse aos Cultos online a partir da Sede Central. Mas ela, apesar disso, nunca deixou de participar e, para evitar conflitos, antecipava os afazeres domésticos.

Se ela tivesse desabafado esta situação com alguém, certamente, 99,9% das pessoas teria criticado o comportamento do seu companheiro e filhos, e por pena, quem sabe até, aconselhá-la-iam a desistir e fugir da situação, o que, com certeza, aumentaria a sua depressão, angústia e o seu sentimento de autocomiseração.

Contudo, em maio, ouvindo uma Experiência de Fé no Culto Diário da Sede Central, despertou para agradecer não só as coisas agradáveis, mas também, as desagradáveis pelas quais estava a passar. Foi então em frente à sua Imagem Consagrada de Meishu-Sama, fez oração, entregou tudo nas mãos de Deus e Meishu-Sama e materializou uma gratidão especial. A partir desse dia, intensificou as práticas básicas da fé e mesmo sofrendo com muitas dores, passou a fazer as tarefas domésticas com amor e gratidão, com o objetivo de que o seu companheiro e filhos se sentissem bem e felizes. Mesmo tendo tido momentos de desânimo, não desistiu do seu propósito e passado um mês, o seu companheiro mudou, ao ponto de lhe pedir para descansar porque ela estava a precisar, coisa que ele nunca lhe havia dito! Quando ela mudou o seu sentimento, ele também mudou nas ações, mas, geralmente, o que nós queremos, é que os outros mudem, sem que nós próprios mudemos. Todavia, a força para mudar, ela só encontrou nas práticas básicas da fé no quotidiano: “Johrei, dedicação, estudo e prática dos Ensinamentos de Deus revelados a Meishu-Sama, oferta de gratidão, etc.” São estas práticas que queimam as máculas do nosso espírito, e este, mais purificado e mais leve, consegue mudar. É como caminhar carregando uma mochila muito pesada: logo desanimamos e acabamos por desistir. As práticas básicas da fé aliviam o peso da “mochila” e assim, evoluímos; e evoluindo, conseguimos mudar.

O Sr. António Gomes Neto, devido à pandemia, viveu momentos de incerteza profissional, ficou assustado e até passou noites inteiras sem dormir, pois, o seu contrato estava para terminar dia 30 de abril, e ele sabia que com a pandemia, dificilmente esse seria renovado. Os primeiros dias em casa em isolamento foram muito difíceis, pois, devido à insegurança financeira, ele estava desesperado como chefe de família com duas crianças pequenas. Na reunião de estudo semanal por videoconferência, foram orientados para aproveitar o confinamento e dedicar na construção do Paraíso Terrestre no lar. Assim, ele passou a ministrar Johrei na mulher e nos filhos, algo que praticamente não fazia antes.

Acredito que a quarentena nos colocou a todos na condição de ter que fazer aquilo que antes sabíamos que deveríamos fazer, mas, criávamos sempre desculpas para não o fazer. Faltando um mês para acabar o seu contrato, no auge do desespero, finalmente conseguiu desapegar e entregar o seu problema nas mãos de Deus e Meishu-Sama. Uma hora depois, o seu chefe telefona-lhe para que fosse trabalhar na manhã seguinte, e ele ficou estupefacto com o poder de Meishu-Sama.

O poder de Meishu-Sama é absoluto; a nossa capacidade de praticar obedientemente o que Ele nos ensina, é que ainda é deficitária. Quando conseguirmos praticar com afinco o que Ele nos ensina, não ficaremos mais estupefactos, pois as graças e milagres farão parte do nosso dia a dia. O normal é como Meishu-Sama afirmava: “A minha vida é um contínuo milagre.” E porque é que a Sua vida era assim? Porque Ele vivia para servir a Deus na construção do Paraíso Terrestre, dedicando em prol da felicidade do Seu semelhante e não pelos seus interesses pessoais.

Para finalizar, o seu contrato foi renovado e o emprego, garantido! Hoje, ele tem a paz e tranquilidade que tanto almejava e, o mais importante, através das práticas básicas da fé no lar, fortaleceu os seus vínculos familiares; até um novo apartamento que há meses procurava, conseguiu encontrar outro maior e melhor, pelo mesmo valor do anterior. Assim, confirmou que a construção do Paraíso Terrestre começa no lar! O seu maior desafio agora é dar continuidade à prática do Johrei na família diariamente, apesar da rotina do trabalho. Muitas pessoas, na hora do aperto, do desespero, praticam a fé com empenho, mas, depois de resolverem o problema, infelizmente, param de praticar e acabam repurificando.

A Sra. Susana Fernandes, vivia há muitos anos uma situação de insatisfação no seu trabalho e este estado de espírito, levou-a à depressão, e esta, a dificuldades na relação com o seu filho e irmã. Foi orientada a fazer a prática do Sonen, levar Flores de Luz para o trabalho e a agradecer. Tentou ser grata, mas a revolta era maior, até que no início do ano, teve covid-19 e foi obrigada a ficar de quarentena. Portanto, teve tempo à disposição para participar das aulas, dos estudos de Ensinamentos e assim, aumentando o seu entendimento espiritual, despertou para o desejo de mudar a sua postura e convicções. Ela sempre praticou a oferta de gratidão e mesmo neste período, fê-lo online. A partir daí, deu-se por conta de que, apesar de ter um bom emprego, estável e com muitas coisas boas, apenas reclamava, não se esforçava para cumprir as tarefas, ia para o trabalho irritada e sem vontade. A partir do momento em que ela encaminhou a sua ingratidão e passou a trabalhar com alegria, disponibilidade e empenho, tudo mudou na sua vida. Passou até a apreciar a beleza das flores da rua, flores estas que sempre lá estiveram no percurso que ela faz a pé para o trabalho, mas antes, o “véu” da ingratidão cobria os seus olhos e não lhe permitia admirar a beleza das flores.

Pouco tempo depois, conseguiu a progressão na carreira que tanto desejava e um aumento salarial de 30%, situação esta que há muitos anos estava estagnada. O trabalho tornou-se agradável, a relação com o filho e irmã tornaram-se harmoniosas e felizes. O seu hábito negativo de só ver os defeitos no trabalho, estendia-se a toda a sua vida pessoal e familiar. Enquanto ela achava que a culpa da sua infelicidade estava nos outros, nada na sua vida melhorava, apesar de ser membro há 20 anos, assistir aos Cultos Mensais, ter uma dedicação semanal, fazer oferta de gratidão, etc. Só quando, conforme Meishu-Sama ensina, corrigiu o seu sentimento, desenvolvendo um coração agradecido, é que se criou o Paraíso no seu lar e na sua vida. Não basta ser membro, é preciso praticar a fé, alinhando o seu pensamento, sentimento, palavras e ações com Meishu-Sama.

Dessa forma, desenvolveu a convicção de que, através da prática dos Ensinamentos de Deus revelados a Meishu-Sama, infalivelmente, obtemos a evolução espiritual e, evoluindo, nos tornamos felizes.

A partir de agora, mesmo que as nossas atividades, a pouco a pouco, retornem à normalidade, devemos continuar com esses estudos aprofundados dos Ensinamentos, espelhando-nos neles para reconhecermos o que precisamos mudar e, através das práticas básicas da fé no lar: Johrei, Dedicação, Gratidão, etc., busquemos este permanente autoaperfeiçoamento.

Acredito que, entre tantos, há três tipos característicos de pessoas infelizes: o primeiro, não sabe e não procura aprender; o segundo sabe, mas não ensina; o terceiro, ensina mas não pratica. Desta forma, se transmitirmos os Ensinamentos e não os praticarmos, vivendo centralizados no nosso ego, não elevaremos o nosso espírito. Assim, de acordo com o nosso nível espiritual, serão os olhos com que veremos o mundo: com medo, esperança, amor ou gratidão. Consequentemente, a forma como o vemos, também se refletirá no nosso espírito; ou mudamos o nosso modo de o ver, ou este, quando e como desejar, nos fará mudar.

É compreensível que, devido ao terrorismo mediático a que vimos assistindo, muitas pessoas ainda se encontrem a sofrer com medo e insegurança que, além de serem motivos de tristeza e depressão, são comprovadamente imunossupressores. Portanto, mais do que nunca, precisamos confiar em Meishu-Sama, quando Ele nos ensina:

“Quem ama a vida e trabalha em prol do seu próximo, será sempre protegido por Deus onde quer que esteja.”

Com essa certeza no coração, vamo-nos esforçar para, através das práticas básicas da fé, salvar o maior número de pessoas, pois assim, estaremos envolvidos na aura de Deus e Meishu-Sama, que além de nos tornar felizes, nos protegerá de todos os males.

Despeço-me com um forte abraço, na esperança de que em breve possamos nos encontrar pessoalmente e desejo a todos uma boa continuação de prática da fé, reforçando o nosso compromisso de continuarmos a dedicar ativamente na construção do Paraíso Terrestre, onde quer que estejamos.

Um bom mês a todos e que a Luz de Deus e Meishu-Sama, estando sempre presente nos nossos corações, transborde a todas as pessoas com quem estivermos.

Muito obrigado!

Comentários não disponíveis.