Culto Mensal de Agradecimento – Sede Central – Abril 2020

PALESTRA DO PRESIDENTE DA IGREJA MESSIÂNICA MUNDIAL DE PORTUGAL

REV. CARLOS EDUARDO LUCIOW – ABRIL 2020

Bom dia a todos!
Espero que os senhores estejam a passar bem.

Gostaria de agradecer a vossa sincera dedicação que nos possibilita expandir cada vez mais a Obra Divina de Deus e Meishu-Sama em Portugal! Muito obrigado!

O Culto Mensal de hoje, é um Culto diferente de todos os outros que já fizemos. Pelo momento que estamos a viver, estamos impossibilitados de nos reunirmos fisicamente, mas, através da transmissão online, conseguimos, mesmo que virtualmente, estarmos unidos no mesmo sentimento. Tenho certeza de que a Luz do Altar da Sede Central de Portugal chegou a todos os membros portugueses e também, aos membros de outros países que desejaram assistir à transmissão.

Na minha prece de hoje, agradeci a Deus e Meishu-Sama por esta purificação que o mundo inteiro está a passar. Elevei a minha oração a todas as pessoas que estão a sofrer e pelos espíritos daqueles que partiram, para que encontrem Luz e Salvação no Mundo Espiritual. Gostaria de transmitir as minhas sinceras condolências a todas as famílias que perderam os seus entes queridos, rogando que tenham forças para superar este triste momento de separação.

Em janeiro deste ano, quando desejei a todos um Feliz Ano Novo, se os senhores estão lembrados, enfatizei que não era apenas um início de um novo ano, mas também, de uma nova década. E não de uma década qualquer, uma década que precederá ao centenário da Transição da Era da Noite para a Era do Dia, fechando um ciclo muito importante, que terá um grande significado para a Obra Divina e para o mundo, em todos os sentidos. Disse também que teríamos de nos preparar, espiritual e materialmente, para receber essa grande transição cósmica, que já está a acontecer. Acredito que esta purificação se relaciona com o início deste novo ciclo cósmico, que será uma década de intensas purificações, culminando com o dia 15 de junho de 2031. Portanto, é só o início desse processo de purificação.

Em fevereiro, como todos os anos, estudámos o Ensinamento em que Meishu-Sama nos orienta sobre o Rishun, que é o período de queima de máculas que se estende até ao dia 15 de junho; só que nenhum de nós, nem eu próprio poderia imaginar que seria uma queima tão ampla, a nível mundial. Isso é uma confirmação de que o elemento fogo está mais intenso e a queima das máculas, conforme Meishu-Sama profetizou, está a realizar-se. Até então, eram sempre purificações regionais, ou quando muito, circunscritas a determinados países. No passado, já houve purificações de escala mundial, mas para nós, é a primeira vez que estamos a viver uma situação destas, de pandemia.

Uma coisa que, desde o início ficou muito caracterizada nesta purificação, é o medo das pessoas, que em parte se deve ao terrorismo mediático pela divulgação nos meios de comunicação, de manhã até de noite, transmitindo notícias alarmantes, criando um sensacionalismo que apavorou as pessoas quanto ao risco de contágio, o número de mortos de cada país, etc., desenvolvendo assim uma neurose coletiva. Transmitirem noções de higiene e cuidados com a saúde estava certo, mas terem criado esse estado de medo e pânico, não contribuiu positivamente para o desenvolvimento da purificação, muito antes pelo contrário, agravou, criando um outro problema, que foi o desequilíbrio emocional e sentimental da maior parte das pessoas. Já foi demonstrado cientificamente que, psicologicamente, esse estado medroso, inseguro e stressado diminui as defesas do organismo!

Por outro lado, não vi ninguém a fazer uma campanha séria na televisão ensinando as pessoas de como viverem, como se alimentarem corretamente, para potencializarem o seu sistema imunitário. Talvez, isoladamente, alguém tenha falado nesse assunto, mas infelizmente, não chegou a 1% das más notícias divulgadas a todo o instante. Talvez se deva ao facto de que as boas notícias não dão audiência.

Outro aspeto sobre esta purificação, é que ela não se restringe apenas à doença, à propagação do vírus, mas também, a outras esferas da vida humana.

Tenho recebido dezenas de telefonemas e centenas de mensagens diariamente, de pessoas que estão a sofrer, e uma dessas perguntou-me o que nós temos que aprender com essa purificação. Respondi-lhe que todo e qualquer aprendizado vai depender do nível espiritual de quem vive a situação. Mesmo porque, além das pessoas terem níveis espirituais diferentes e enfrentarem o mesmo problema de forma diferente, dentro dessa purificação, existem vários aspetos.

O aspeto físico da doença, daqueles que mesmo que tenham o vírus, nem ficaram a saber que o tiveram e já criaram anticorpos, outros que tiveram de forma branda e logo se recuperaram, outros que tiveram de forma grave e até aqueles que perderam a vida.

Depois houve as famílias que perderam os seus entes queridos e, em alguns lugares, não puderam nem participar do velório, não puderam despedir-se. Os doentes, também, morreram isolados. Além da doença, tiveram a solidão e o desconforto de não ter perto de si os seus entes queridos. Morreram doentes e em solidão, que é ainda mais triste, a família não podia nem chegar perto por causa do contágio. Depois, as famílias também sofriam mais ainda por saberem que o seu ente querido estava em sofrimento e não poderiam estar lá junto, para dar conforto e amor neste momento difícil.

Teve quem passou por tudo isso e ainda perdeu o emprego, porque muita gente, por não ter contrato de trabalho, simplesmente não continuou a trabalhar, e não tendo trabalho, não se ganha dinheiro, passando assim por muitas dificuldades.

Enfim, dentro de uma mesma purificação, existem vários níveis e várias amplitudes de sofrimento: doença, miséria e conflito. E falando-se de conflito, o interessante é que essa purificação levou as pessoas a serem obrigadas a conviver, por um longo período, com alguém de quem às vezes estaria até a fugir, que é a própria família. Hoje, a purificação colocou todos na mesma casa, por muito tempo seguido. O marido e a mulher, saiam de casa de manhã cedo para trabalhar, voltavam de noite, sempre com uma desculpa digna de que não podiam ficar em casa porque teriam de trabalhar, mas na verdade, muitos estavam a fugir no trabalho, procurando chegar em casa num horário em que todos já estivessem a dormir. Ou cada um com seu horário, almoçando e jantando, com o seu prato em cada cómodo, na frente do telemóvel, do computador ou da sua televisão. É muito interessante ver que as pessoas ficaram confinadas a conviver com quem evitavam dentro das suas próprias casas. E outras pessoas, interessante também, ficaram sozinhas, isoladas dentro das suas casas. Quer dizer que tiveram que conviver consigo próprias, talvez por estarem fugindo de si mesmas.

Antes as pessoas diziam não ter tempo para nada e agora, de uma hora para a outra, estão dias ou semanas paradas. Antes não se achava tempo e agora têm tempo para estar em casa o dia inteiro. Se antes a mulher dissesse ao marido para tirar um dia de folga para juntar a família, a resposta era: “Não posso, não posso, tenho que trabalhar”, como se o mundo fosse acabar. Agora está em casa, sem trabalhar, e o mundo não acabou!

Antes, ninguém tinha tempo para nada, mas Meishu-Sama ensina que o tempo é Deus! Portanto, na verdade, antes não sabendo administrar o nosso tempo, nós não sabíamos administrar a nossa relação com Deus! E Deus sendo tempo, o que é que Ele fez? “Parou o tempo”! Parou o trabalho, parou a escola, parou a Igreja, parou os meios de transporte, parou tudo! Como se Ele tivesse “congelado” o tempo, e toda a gente dentro de casa!

Meishu-Sama também nos ensina que é o tempo que determina o valor de todas as coisas. Assim, Deus “parando” o tempo, está a determinar o valor de todas as coisas que fazíamos. Até gente que antes, por exemplo, não ia muito à Igreja, ou achava todas as desculpas para não dedicar, agora está a mandar mensagem ou a telefonar a dizer: “não vejo a hora de poder voltar a dedicar, de poder voltar à Igreja para assistir o Culto”. A falta faz a pessoa refletir sobre a importância do que deixava de fazer.

Essa má utilização do tempo, está a fazer com que cada um reflita sobre o valor de poder sair e caminhar na rua livremente, o valor de passear num parque, o valor de poder abraçar e beijar as pessoas que hoje não se pode… porque antes, as pessoas estavam muito preocupadas com o preço das coisas e não com o valor das coisas!

Outra coisa que achei muito interessante, é que uma das primeiras atividades que se encerraram, foram os centros comerciais. Estes são as próprias catedrais do consumismo! Antigamente, as pessoas frequentavam as catedrais religiosas que eram o maior lugar de culto a Deus, com o Altar principal ao centro e dos lados, as várias capelinhas dos vários santos. A pessoa ia ao Altar principal, fazia a sua oração e depois ia à sua capelinha de adoração. Ficava lá, acendia velas, fazia oração, pedia proteção, etc. Os centros comerciais são o “Altar” principal do consumismo, com as suas “capelinhas de adoração”, que são as lojas onde as pessoas, com a sua “devoção” pelas diferentes marcas x, y, e z, gastam o seu tempo na sua loja preferida. É uma verdadeira adoração, onde as pessoas ficam na frente das vitrines idolatrando aqueles bens de consumo… tal como na antiguidade, ficavam em adoração aos santos, que eram exemplos de virtude, retidão, amor a Deus e altruísmo.

Tendo fechado os centros comerciais, o comércio, o que Deus quis mostrar com isso? Que o consumismo estava desenfreado, que o culto ao materialismo estava exacerbado. Hoje ninguém pode comprar nada em loja nenhuma e ninguém está a morrer por isso. Mesmo quem tem os armários cheios de roupas de marca, bonitas, não pode nem sair à rua para as exibir, mesmo quem tem carro, velho ou novo, não pode sair para a rua para passear, ou mostrar o seu carro novo, etc., todos têm que ficar em casa. O que realmente tem valor, é a relação entre as pessoas, a começar, em primeiro lugar, pelo amor na família, pois esta é a célula da sociedade e, por isso, Deus fechou toda a gente dentro de casa. A célula estava a ficar doente, porque já não existia mais relação entre os diversos componentes. As relações estavam frias e distantes, e agora, são obrigados a conviver, restabelecendo-se a interdependência. Isto porque, antes estavam na mesma casa, mas cada um fazia a sua vida individualmente, mas agora não. Uma pessoa faz compras para as outras todas, cozinha-se e todos comem juntos. Foi uma forma de se fazer um “reset”, como nas máquinas, que têm um botão para recomeçar o programa. Quando o programa está confuso, é preciso reiniciar e é isso que Deus está a fazer! Ele só tem um jeito de fazer isso, parando com o Homem.

Para nós messiânicos, chegou a hora de revelarmos ao mundo o verdadeiro Ensinamento de Meishu-Sama sobre a verdadeira causa das doenças, como tenho partilhado diariamente por mensagem. Meishu-Sama orienta claramente que a causa das doenças está nas máculas do espírito e nas toxinas do corpo físico, toxinas essas ingeridas através dos medicamentos e dos alimentos. Se não purificarmos o espírito através do Johrei, queimando essas máculas, e se não purificarmos a matéria pela não ingestão de toxinas, sejam elas medicamentosas ou de agricultura que não é natural, de alimentação industrializada com conservantes, colorantes, anti-putrifantes, carnes que recebem antibióticos e promotores de crescimento, etc., tudo isso ficando dentro do nosso organismo, naturalmente, surgirão vírus e bactérias que virão para comer essas toxinas.

O problema atual é que todos estão apavorados com o vírus, no entanto, deveriam é estar apavorados com as máculas que têm, não acumular mais e queimá-las através do Johrei que é a Luz de Deus, e também, não ingerir mais toxinas e ter uma alimentação saudável, à base da Agricultura Natural, com alimentos sadios. A própria “falta de tempo” que as pessoas tinham, induzia-as a comerem qualquer coisa… fast-food’s, muitos enlatados com conservantes, etc., e tudo isso acaba por ficar retido no nosso organismo, e lá dentro, mistura-se com as restantes toxinas criando um “cocktail”, uma mistura de toxinas, junto com os remédios, com a poluição, e para a o ser humano continuar a viver, é necessário aparecerem elementos chamados vírus e bactérias, que purifiquem essa sujidade.

Quando fiquei a saber que tinha sido suspendido o campeonato de futebol, pensei: a coisa está mesmo séria! Porque o “Deus futebol” monopoliza tudo, sendo o principal assunto de muitas pessoas. Parou o futebol, parou o carnaval de Veneza, shows, espetáculos, manifestações, viagens… Tudo! Coisas que antes da purificação, era inimaginável que acontecessem! Mas aconteceu… E aconteceu através do amor de Deus para nos levar à purificação, à limpeza!

Muita gente me tem perguntado: “Reverendo, quando é que isso vai acabar?” Eu digo: “Olha! A purificação é uma limpeza, e o elemento purificador, podemos compará-lo a uma pessoa que está a limpar a casa porque está suja. No momento em que estiver tudo limpo, a limpeza termina! Não existe limpeza que continue quando a casa está impecável. Só que há uma coisa: se enquanto se está a limpar, também se continua a sujar… retarda-se o trabalho e aumenta o tempo da limpeza. Se alguém está a limpar de um lado e se continua a sujar do outro, é como um cachorro que morde o próprio rabo, não vai acabar nunca!”. O vírus nasce espontaneamente para “comer” essas toxinas. Quando estas acabam, ele simplesmente desaparece, não tem mais o que comer. É isso que Meishu-Sama ensina!

Há dias assisti a um vídeo de um sacerdote que dizia estar a rezar para que a ciência achasse uma solução para este problema. Pelo contrário, temos é que rezar para que a ciência descubra ou reconheça que os remédios, os agrotóxicos, os adubos, os fertilizantes, os indutores de crescimento, etc., são venenos e que oriente o homem a não consumir esses tipos de substâncias químicas! É neste sentido que temos que rezar, para que a ciência descubra a Verdade revelada por Deus a Meishu-Sama.

Todo o mundo agora fala: “Não vejo a hora que a ciência descubra a vacina”.

A vacina, segundo Meishu-Sama, é só um meio de bloquear o processo de purificação. Se agora surgir uma vacina e as pessoas se vacinarem, interromperão o processo de purificação. Por um tempo, esse bloqueio do processo será interpretado erradamente como cura. No entanto, como a intensidade da Luz vai continuar a aumentar, surgirá um novo processo de purificação que será ainda mais intenso, pois deverá dissolver tanto a toxina que veio a bloquear o processo de purificação, que é a vacina, como a que já deveria ter sido eliminada inicialmente e não o foi.

Gostaria de deixar bem claro que não estou desaconselhando ninguém a não tomar a vacina, a não fazer uso de medicamentos ou de não comer qualquer coisa! Defendo, com toda a força, o direito inalienável de cada um fazer uso do seu livre arbítrio e tomar livremente as suas decisões, assumindo logicamente as suas devidas consequências. O que não posso, neste momento, é preocupar-me com quem poderá não aceitar os Ensinamentos de Deus revelados a Meishu-Sama, mas sim, sinto como minha missão divulgá-los ao maior número de pessoas que através deles, poderão vir a se salvar.

Quem não está intoxicado e não tem muitas máculas, não tem o que temer. Mas hoje, por se ignorar esse princípio, toda a gente está apavorada, até quem não está intoxicado, achando que se chegar perto de alguém que está contaminado, também será contaminado, mas isso não acontecerá! A contaminação não vem de fora para dentro, nasce naturalmente de dentro para fora. É isso que Meishu-Sama ensina! É isso que tem de ser ensinado agora ao mundo. Depois, vai ter quem concorda e quem não concorda, mas isso fica a critério de cada um.

Nós, messiânicos, acreditando na Verdade revelada por Deus a Meishu-Sama, temos que trazer esse Evangelho da Nova Era, essa Boa Nova, que é a saúde revelada por Deus, neste momento tão importante. Chegou a hora de orientarmos a ciência, a medicina, a agricultura, etc. Essa é a nossa missão. Não podemos nos eximir disso neste momento. E se alguém não gostar, isso não é problema! Meishu-Sama, quando revelou isso naquela época, na altura da tuberculose, também houve quem não gostasse do que Ele ensinou e nem por isso Ele deixou de falar e de publicar livros a esse respeito. Nós hoje temos que dar continuidade a esse trabalho de orientação do mundo, da nova cultura, porque quem entender, quem aceitar e quem respeitar esse princípio, não só vai ter a sua vida salva como também será habitante da Nova Era. Quem não quiser entender, quem não quiser aceitar e quem quiser continuar a envenenar-se e a intoxicar-se, paciência. Vai chegar a uma hora que o processo de purificação vai ser tão intenso que acabará por ter que voltar para o Mundo Espiritual! Mas não estará a morrer por causa do vírus, mas sim pela quantidade de máculas e toxinas que tem no seu organismo, é isso que tem que ser orientado neste momento. Não é o vírus que mata, o vírus é o elemento purificador que vem para eliminar as toxinas! E porque nasce a febre nesse processo? A febre é o elemento fogo que vem para dissolver as toxinas que estavam solidificadas, portanto, é a maior bênção que pode existir. E o que é que a ciência médica faz? Baixa a febre, porque acredita que esta seja perigosa. Assim, ao baixá-la, enfraquece o poder de purificação do organismo e as toxinas que são introduzidas para baixar a febre, vão-se somar às que já existem, portanto, têm que nascer mais vírus para comer mais estas toxinas. Essa é que é a Verdade! A nossa missão é ensinar isso.

Agora todo o mundo com essa coisa de lavar as mãos, lavar as mãos… lavar as mãos é muito bom, a higiene é algo que a mãe ensina aos seus filhos, aprende-se em casa, está certo e é importante! Faz parte do Belo, é respeito por si mesmo e pelos outros. Mas o que mais tem que ser lavado não são as mãos, é o espírito! Tem que ser purificado! Não é a higiene que vai resolver o problema, mas sim a eliminação das máculas. Lógico que tem que lavar as mãos, mas ninguém está preocupado em purificar o seu espírito e em desintoxicar o sangue. Pode lavar as suas mãos o quanto quiser, mas se o espírito tiver máculas e o sangue tiver toxinas, vai surgir o vírus com as mãos limpinhas, porque o vírus nasce de dentro para fora!

Muita gente me pergunta: “Ah, mas o que é que nos vai acontecer, qual é que vai ser destino da humanidade, como é que vamos sair disto?”. “Não vemos saída, como é que vamos sair disto?”

Meishu-Sama, no Ensinamento “Beco sem saída”, nos ensina que a pausa na corrida serve para tomar fôlego e que, se a crise leva ao progresso, esta deixa de ser crise, torna-se progresso. Por isso, a pergunta não deve ser “quando é que vamos sair disso”, mas sim, o que devemos aprender durante este momento. Porque saindo disso com os mesmos pensamentos, palavras e ações de antes, vai voltar a acumular máculas e a ingerir toxinas que irão nos levar a uma purificação ainda maior.

Uma pessoa disse-me assim: “Ah Reverendo, não vejo a hora de voltar à minha vida normal!” E eu respondi: “Espero que não!”, “Ah o Sr. não quer que eu volte à minha vida normal?”, “Não! Se voltar à sua vida normal de antes, vai continuar a fazer, pensar e falar, criando as mesmas causas que a levaram a estar nessa situação. Quero que você não volte à vida normal, mas sim, que volte a uma vida com alimentação natural, a uma vida altruísta, a uma vida não consumista, baseada nos Ensinamentos, colocando Deus em primeiro lugar. Quero que tenha uma vida estruturada na Verdade. A sua vida de antes era da pseudoverdade”. As pessoas estão a querer livrar-se do problema e não entender qual é a causa dentro delas, que as levou a ter esse problema.

Na minha vida, especialmente quando era jovem, algumas vezes encontrei-me em situações, criadas por mim, que geraram problemas. Quando pedia orientação ao Reverendíssimo Watanabe, em todas as vezes que estava nessas situações, que não sabia como resolver, cercado por todos os lados; apesar de ele ser o Presidente da Igreja e ter poder para as resolver, dizia-me: “Olha Carlão… A criança para sair do berço tem que crescer. Você criou um berço para si mesmo, e dele não consegue sair porque é mais alto que você. Se eu te tirar do berço, como você ainda é criança, vai fazer muitas asneiras fora do berço. Sujar o chão, colocar os dedos na tomada, muitas coisas perigosas para você mesmo. Se você criou esse berço é porque tem que estar dentro dele até aprender e modificar o que te levou para dentro dele. A criança para sair do berço, só tem uma saída, é por cima! Mas, para sair por cima, tem que crescer. Só quando crescer, ficando mais alta que a guarda do berço, vai poder passar a perna por cima e descer do outro lado. Então, cresça e entenda o que te levou para dentro desse berço, mude e evolua. Quando você crescer, naturalmente vai sair sozinho do berço.” Essa história, ouvi dele algumas vezes na minha vida. Quando ouvia, ficava chateado comigo mesmo porque no fundo, tinha esperança de que ele fosse resolver o meu problema. Não lhe pedia isso, mas no meu íntimo, tinha a esperança de que ele como pai, me fosse tirar do berço. Mas ele era um pai que além de bondoso, era muito sábio, e foi graças a essa sabedoria que fui aprendendo, mudando e crescendo. Se naquela época ele me tivesse tirado dos berços, ainda hoje estaria entrando naqueles problemas e ele já não estaria cá para resolver.

Deus age da mesma maneira! Conforme falei antes, há vários níveis de purificação em várias amplitudes. Todos os problemas têm altura, largura e profundidade, são as três dimensões. Às vezes é muito alto, pouco largo e é estreito… outras vezes, muito profundo, muito largo, mas não é muito alto, etc. Essas três dimensões variam sempre. E depois há aqueles que são muito profundos, muito largos e muito altos. Então, cada um vai ter essas três dimensões de acordo com o que tiver que aprender, refletir e crescer. Mas isso é um trabalho individual, que cada um é que tem que buscar. Mas as pessoas não estão a buscar essa reflexão, não estão a pensar sobre o assunto, só querem que o problema, como por mágica, desapareça de uma hora para a outra.

Quando se está no fundo do poço, não adianta cavar um túnel para os lados, muito menos para baixo. Só há uma saída… é para cima! Só que quando a pessoa olha para cima e vê aquela altura toda, o que é que ela diz para si própria? “Ah não vou conseguir subir, é muito alto. É muito distante a saída lá em cima, vou começar a cavar aqui do lado.” Aí ela vai criando toda uma outra série de problemas, mas essa saída para cima é a saída da espiritualidade, da evolução espiritual. É da mudança do seu eu mais profundo, de materialista em espiritualista, de egoísta em altruísta e assim por diante. Causas tem, senão não estaria nesta situação. Se não descobrir essas causas e não mudar, e ficar esperando só uma vacina, acreditando que ela irá resolver o problema, está enganado, pois esta só vai aumentar o problema porque a próxima pandemia será muito pior do que essa!

Outra coisa que estava a pensar estes dias, é que nós estamos tendo só o sacrifício de não poder sair de casa, mas estamos na tranquilidade do nosso lar, temos luz elétrica, água encanada, tem que fazer fila para ir ao supermercado, mas há supermercado, faltam apenas alguns produtos, mas há o básico. Assim, pergunto-me: “Se uma próxima purificação mundial, além de uma pandemia, tiver também cataclismas naturais como: terremotos, maremotos, tsunamis, e estes destruírem as centrais elétricas e não tivermos luz, romperem as intubações de água potável e não tivermos água em casa, como é que vai ser?” Hoje, estão todas as pessoas apavoradas, com comida na mesa, sentadas no seu sofá, com internet, WhatsApp, Facebook, televisão, etc., e se não tiver luz elétrica, as estradas destruídas, sem abastecimento nos supermercados, o que é que vai acontecer? Se já estão desesperados, em pânico, hoje nesta situação que apelido de “amostra grátis” do Fim do Mundo, como ficarão com a intensificação do processo de purificação, através do espírito do fogo, com cataclismas naturais a nível mundial? Como é que essas pessoas vão reagir?

Vai sobreviver quem tiver horta caseira, que ensina Meishu-Sama. A Agricultura Natural não é divertimento intelectual ou filosófico. É a sobrevivência do futuro. Então, aprender a fazer a horta, exercitar, se treinar, desenvolver conhecimentos de Agricultura Natural é a sobrevivência do futuro. Com calamidades seríssimas, não vai ter supermercado com saladinha dentro do saco de plástico e os ovos dentro das caixinhas, tudo isso vai acabar! Espero que não! Não estou a desejar, muito antes pelo contrário, espero que isso não aconteça. Mas a minha pergunta é, se não mudarmos e isso acontecer, será que estamos preparados? A grande maioria não está, especialmente as populações das grandes cidades. O agricultor que já está no campo, ligado à terra, que já tem naturalmente a sua horta, esse vai ter grande probabilidade de sobreviver.

Neste período, algumas pessoas estão com problemas financeiros porque, como não tinham contrato de trabalho, não conseguem trabalhar e comentam: “Estou muito preocupado porque fiquei sem trabalho!”. E eu pergunto: “Você, até essa purificação, quando de manhã se levantava e ia para o trabalho, ia cheia de gratidão, alegria e satisfação pelo seu trabalho, ou já levantava a reclamar, saia a reclamar, reclamava dos colegas, do chefe, do autocarro lotado, voltava de noite cansada a reclamar.. Como é que era a sua relação com o trabalho? Durante o horário de trabalho, mais reclamava de tudo e de todos ou mais sentia gratidão?” “É… O Sr. tem razão, eu ia reclamando de tudo, chegava lá, criticava, voltava de noite, achava que ganhava pouco!” “Pois é, estava a reclamar antes que ganhava pouco, mas agora não está a ganhar nada. O que é melhor, ganhar pouco ou não estar a ganhar nada?” “Ah não, quem me dera que, pelo menos, estivesse a ganhar pouco!” Esse é o maravilhoso Ensinamento de Meishu-Sama: “O homem depende do seu Sonen”:

“É realmente verdade que gratidão gera gratidão e lamúria gera lamúria. Isto acontece porque o coração agradecido comunica-se com Deus e o queixoso relaciona-se com Satanás. Assim, quem vive agradecendo, torna-se feliz; quem vive se lamuriando, caminha para a infelicidade.”

Há profundas reflexões em todos os aspetos. Outra pessoa disse-me assim: “Estou tão chateada porque não posso ir visitar o meu avô, senão corro o risco de o infetar com o vírus.” “Quando é que foi a última vez que foi visitar o seu avô?” “Ahhh… não lembro!” “Tu nem sabe quando é que foi, mas agora que não pode visitar é que se lembra disso”. Todas as situações levam-nos a uma profunda reflexão, todas! Da menos grave até àquela mais grave. Outra pessoa a dizer: “A minha avó morreu com o coronavírus, não pude nem despedir-me dela, não foi permitida a realização do funeral.” “A tua avó vivia contigo?” “Não, estava internada num lar de idosos.” Enfim, são muitos casos…

Portanto, os momentos de crise como estes são ótimos para nos revelar o nosso nível espiritual com base à forma como reagimos às várias situações imprevistas que se apresentam na nossa vida, pois enquanto se vive dentro de uma regularidade, dentro de uma “normalidade”, desenvolvemos um personagem que vai administrando a vida. Na situação imprevista, de crise, esse personagem não sabe como atuar, aí vem fora o verdadeiro eu. É por isso que pessoas aparentemente equilibradas, de uma hora para a outra, nesse momento, se veem desequilibradas; pessoas, aparentemente calmas e tranquilas, nesses momentos, revelam-se nervosas e intranquilas; pessoas muito seguras de si, por medo, ficam completamente medrosas, cobardes, inseguras. Nestes momentos de crise, é bom conhecer o seu verdadeiro eu, que em condições normais não se conhece, pois o escondemos até de nós próprios. Por isso, Meishu-Sama orienta que nos devemos analisar objetivamente, isto é, criar em si uma “segunda pessoa” que o veja e critique. Este é o momento de nos analisarmos e nos criticarmos.

Agora, gostaria de agradecer e parabenizar as membros Ana Maria Andrade do Johrei Center do Porto, Cristina Maia do Núcleo de Johrei de Braga, Felícia Muxindo do Johrei Center de Lisboa e Andreia Martins, do Johrei Center de Coimbra, pelas suas maravilhosas experiências de fé, relatadas no Culto de hoje. Estas experiências vieram demonstrar a importância da prática da fé messiânica no lar, neste momento que estamos a viver: Johrei no lar, leitura dos Ensinamentos de Deus revelados a Meishu-Sama, prática da horta caseira, a Flor de Luz, Mitamamigaki – limpeza espiritual e profunda do lar, donativo de gratidão e participar dos Cultos diários, pela transmissão online, em sintonia com o Altar da Sede Central. A este propósito, aproveito a oportunidade para, em nome de toda a coletividade messiânica, agradecer do fundo do coração a dedicação do Ministro Araújo e do Seminarista Lopo, que se ofereceram voluntariamente para ficar de quarentena, salvaguardando o Altar da Sede Central. Sem eles, tanto os Cultos diários como o Culto de hoje, não seriam possíveis. Agradeço também aos seus familiares, que aceitaram abrir mão da presença deles em casa, neste período tão difícil, para que eles pudessem realizar essa importante dedicação. Mais uma vez, em nome de todos, muito obrigado!

Tenho a certeza de que muitas outras experiências de fé estão a ser vividas dentro dos lares de cada um dos senhores, e peço que as relatem aos seus ministros e compartilhem connosco, pois as experiências de fé são um património de toda a coletividade, que enriquecem a fé de todos.

Antes desta purificação, talvez a nossa prática da fé fosse mais voltada para a Igreja, para fora, mas o grande aprendizado que Meishu-Sama nos quer ensinar, é que a criação do Paraíso começa dentro dos nossos lares.

Para finalizar, gostaria de dizer que, infelizmente, atualmente, muitas pessoas ficam alimentando o pessimismo umas das outras e cria-se um “culto à tragédia”, através do envio de coisas tristes uns para os outros, e tem gente que quando recebe uma brincadeira ou uma piada, não gosta, diz que agora não é hora de brincar. Meishu-Sama ensina o contrário, Ele fundou a Sociedade do Riso Feliz num dos piores momentos da Sua vida, conforme se retrata na seguinte Reminiscência:

(…) “Mesmo quando vivíamos em Omori e as circunstâncias eram extremamente adversas, Meishu-Sama se empenhou ainda mais em incentivar o riso entre as pessoas próximas, organizando uma sociedade humorística, a que deu o nome de “Sociedade do Riso Feliz”. Dessa forma, estimulava os Seus discípulos a superar as dificuldades e a seguir em frente. (…)

Meishu-Sama escreveu o seguinte poema:

“Devemos destruir este clima pessimista com a força de um sorriso,
um sorriso verdadeiramente radiante.
Este foi o motivo que me levou a criar a Sociedade do Riso Feliz.
Vamos sorrir!
Sorria, sorria!
Sorria sem parar!
Está na hora de construir o Paraíso.
A flor do Paraíso é o sorriso!”
Meishu-Sama

Se Meishu-Sama nos ensinou que o sorriso é a flor do Paraíso e que temos que destruir este clima pessimista com a força de um sorriso verdadeiramente radiante, vamos falar e partilhar coisas agradáveis e alegres! Não ficar vendo só TV com notícias tristes, mas sim, ver bons documentários, procurar bons livros para ler, assistir bons filmes, comédias agradáveis, coisas instrutivas e positivas!

Vamos enfrentar este momento com a seriedade que ele exige, mas com alegria, otimismo, positivismo e com o coração transbordante de gratidão a Deus por esta purificação que nos permite evoluir e qualificar como instrumentos de Meishu-Sama na construção do Paraíso Terrestre.

Despeço-me com um forte abraço desejando a todos uma boa continuação de prática da fé no lar, fazendo da sua casa um “cantinho” do Paraíso Terrestre.

Um bom mês a todos.

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