Experiências de Fé – Fevereiro 2021 – Casal Hayakawa

EXPERIÊNCIA DE FÉ DO CASAL HAYAKAWA, publicada na coletânea do Solo Sagrado de Atami: “Religião que revela Deus” vol. 8 – 15 de junho de 1995

“Acredito que não podemos viver sem buscar a força absoluta de Meishu-Sama e precisamos refletir sobre isso.”

O MARAVILHOSO PODER DA CALIGRAFIA “ITCHIRIN NO TCHIKARA” (A FORÇA DE 1%)

Chamo-me Kaneo Hayakawa, tenho 72 anos e dedico na Igreja de Guifu. Em 1950, quando tinha 27 anos, recebi a permissão de me tornar membro na antiga Igreja Hakkō.

Logo depois, o responsável da Igreja orientou-me a dedicar durante um mês na construção do Solo Sagrado de Atami, orientação essa que me apanhou desprevenido e, por isso, hesitei em aceitar. Na época, vendia papel para guarda-chuva e num período em que a concorrência era intensa, pensei que se não conseguisse visitar os clientes durante um mês, certamente iria ter problemas. Tinha acabado de me tornar membro e, apesar de ter sido orientado sobre a importância da dedicação, senti um profundo aperto no coração pela impossibilidade de dar continuidade ao meu trabalho. Passou um certo tempo e, como não dava uma resposta, o responsável da Igreja orientou-me novamente, com mais rigorosidade. Perante esta difícil situação, não pude evitar, como já tinha feito anteriormente e acabei por acatar a orientação.

A dedicação era na construção do Templo Messiânico, onde os dedicantes talhavam a montanha e aplanavam o terreno. As pedras e a terra eram tiradas e transportadas em pequenos vagões. Neste trabalho não eram utilizados equipamentos pesados, como hoje em dia, era tudo manual. Tive a permissão de participar dessa preciosa dedicação por um mês e, no fim, todos os dedicantes receberam como prenda uma pequena Caligrafia escrita por Meishu-Sama. As Caligrafias eram diferentes para cada um e eu recebi a “Itchirin no Tchikara” (A Força de 1%).

Naquela época, não entendi o grande valor daquela Caligrafia. Porém, ao voltar para casa, o meu pai, que não era membro, aconselhou-me a cuidar dela como um tesouro de família, pois era algo precioso. Mesmo sem entender a sua importância e significado, pendurei-a numa coluna da casa. Depois disso, passei por várias purificações, mas, consegui superá-las sob grande proteção, o que fez aflorar a minha gratidão pelo responsável da Igreja daquela época que, com amor, insistiu para que eu fosse dedicar no Solo Sagrado.

Muito obrigado!

Agarrar-se de corpo e alma a Meishu-Sama

Chamo-me Hiroko Hayakawa, tenho 68 anos e sou casada com o senhor Kaneo Hayakawa, que contou a Experiência de Fé que acabamos de ouvir.

Em 26 de setembro de 1959, o Japão foi assolado pelo Tufão Isewan que causou a morte de mais de 5000 pessoas e vários desaparecidos. Nesse período, o meu marido já dedicava integralmente e encontrava-se no Solo Sagrado de Hakone para um aprimoramento de Ministros, estando ausente por uma semana. Estávamos a viver uma fase de grande dificuldade económica, tendo que criar três filhos, sendo o mais velho de 5 anos. Mesmo assim pensei em fazer uma oferta de gratidão cada vez que lesse os Ensinamentos de Deus revelados a Meishu-Sama e, embora pudesse ser comparada a uma mesada de criança, comecei com 1 iene. Assim sendo, no dia do Tufão Isewan, como já tinha acumulado 300 ienes, fui levar a gratidão à Igreja.

Naquele dia, na Igreja, houve um estudo de Ensinamento em grupo, com o tema “Entregue-se a Deus”. Graças a isso, passei a não sentir medo do Tufão Isewan, que se dizia ser o maior depois da guerra. Só tinha o bilhete de comboio de volta e, mesmo que voltasse para casa, não teria nada para comer. No entanto, inesperadamente, a minha cunhada foi até à Igreja, deu-me 500 ienes, cerca de 2kg de arroz, missô (pasta de soja) e disse-me: “Seria lastimável andar com as crianças à chuva, por isso, por favor, apanhe um táxi para voltar para casa!” Porém, não podíamos gastar os 500 ienes e, por fim, voltamos de comboio.

Escureceu e o vento começou a tornar-se mais forte. Naquele dia, numa pequena panela, cozinhei 5 copos de arroz e o missô que tínhamos ganho, mas não pudemos comer porque o vento e a chuva ficaram ainda mais fortes e, por isso, as panelas permaneceram tapadas. Comecei a ministrar Johrei às crianças que dormiram por um momento, no entanto, como a tempestade se intensificava cada vez mais, levantámo-nos e começámos a preparar-nos para procurar um lugar seguro.

Nesse instante, o telhado da nossa casa voou e pudemos ver o céu! Pensei que fosse o fim; amarrei o meu filho de um ano às costas, enrolei e agarrei a Imagem da Luz Divina; ao meu filho de cinco anos, entreguei os Ensinamentos de Deus revelados a Meishu-Sama e à minha filha de três anos, confiei a Imagem de Kannon e o Assentamento dos Antepassados. Como não tínhamos onde ficar, pedi perdão, subimos no Tokonoma e chamámos: “Meishu-Sama! Meishu-Sama!”, mas a tempestade continuava forte e não conseguíamos sair de casa. Orei com determinação a Meishu-Sama, pedindo que nos concedesse uma oportunidade para sair de casa e, por um momento, o vento enfraqueceu. Nesse instante, pensei: “É agora ou nunca!” e saímos a correr, atravessámos o campo e abrigámo-nos na casa da frente.

O vento só parou por aqueles instantes, pois logo de seguida, assistimos a uma grande rajada de vento que levou a cozinha e todas as portas da nossa casa, não tendo sobrado quase nada.

Quando o tufão passou, o vento parou e voltámos para casa. Algo misterioso aconteceu. Havia sobrado somente a prateleira que servia de Tokonoma e o telhado acima do Altar dos Antepassados que estava ao lado. Na cozinha, só o fogão ficou intacto e as panelas com arroz e missô, ainda lá estavam com as tampas fechadas. O seu conteúdo estava limpo e pude assim alimentar as crianças. Entretanto, reparei que a Caligrafia “Itchirin no Tchikara”, ainda estava pendurada na coluna que sustentava a prateleira do Tokonoma. Estava um pouco suja pois, quando fugimos, não a havia recolhido por não lhe dar muita importância. Porém, fiquei muito grata e emocionada, pois era a prova de que tínhamos recebido uma grande proteção.

Fazendo uma reflexão sobre os meus trinta anos de vida religiosa, várias vezes enfrentei severas purificações que alcançaram os 99%, mas, quando me agarrava de corpo e alma a Meishu-Sama, sempre recebia a permissão de recuperar. Acredito que não podemos viver sem buscar a força absoluta de Meishu-Sama e precisamos refletir sobre isso. Aos poucos, consciencializei-me do quão maravilhosa é a força da Caligrafia “Itchirin no Tchikara!”

Quando, durante a palestra do Presidente no Culto da Primavera de 1993, ouvi que tinha sido emitida uma moeda de “Itchirin” (um cêntimo) no Santuário Sekiyama, em Jōetsu, pensei: “Se a moeda de Itchirin foi emitida, então chegou a hora propícia para oferecer a Caligrafia “Itchirin no Tchikara”. Consultei o meu marido e ele disse entusiasmado: “Isso seria muito bom”. Então, levei-a logo à loja de molduras para ser restaurada e oferecemo-la ao Solo Sagrado de Atami. Espero que, correspondendo ao sentimento de Meishu-Sama na continuação do Plano de Deus, a Caligrafia “Itchirin no Tchikara” atue na centralização no Solo Sagrado.

Muito obrigada!


Quando o casal Hayakawa entregou a Caligrafia “Itchirin no Tchikara” ao Solo Sagrado e relatou a sua Experiência de Fé, a Direção da Igreja decidiu fazer uma cópia para ser distribuída a todos os membros, por ocasião da entronização da Imagem Sagrada de Dai Miroku, no Solo Sagrado de Kyoto, no dia 6 de junho de 1994, com o objetivo de que os membros recebessem a força de Deus para participarem ativamente na Obra Divina.

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