Experiência de Fé – Setembro 2020 – Profª Sueli Oyama

Experiência de Fé – Sueli de Mello Oyama

“Tive a permissão de reconhecer que todo o material que utilizo como o vaso, a água e as plantas, só são possíveis graças à Grande Natureza e isso aumenta o meu sentimento de gratidão.”

O meu nome é Sueli de Mello Oyama, sou messiânica há 50 anos e dedico como professora de Ikebana no Johrei Center de Porto e Núcleo de Johrei de Gaia.

Gostaria de relatar a minha experiência através da prática do plantio de flores em vasos. Atualmente, faço parte do grupo de dedicantes da Agricultura Natural. Nas nossas reuniões mensais, fazemos a leitura do Ensinamento de Deus revelado a Meishu-Sama: “O princípio da Agricultura Natural.”

Na última reunião, na leitura deste Ensinamento, um trecho fez-me refletir sobre qual o sentimento que devemos ter em relação ao cultivo das plantas:

“O homem, até agora, pensava que a vontade-pensamento, assim como a razão e o sentimento, limitavam-se aos animais. Entretanto, existem também no Solo e nas plantações. Assim, respeitando-se e amando-se o solo, a sua capacidade natural manifestar-se-á ao máximo. Para tanto, o mais importante é não o sujar, mas torná-lo ainda mais puro. Com isso, ele ficará alegre e, tornar-se-á logicamente mais ativo. (…) Assim, se pedirmos uma farta colheita com sentimento de gratidão, o nosso sentimento transmitir-se-á ao solo, que não deixará de nos corresponder”.

Com a longa vivência de professora de Ikebana, aprendi com Meishu-Sama que as plantas têm vida e que as devemos amar e respeitar, mas sempre visava a flor, esquecendo que é o solo que dá as flores que tanto gosto.

Habitualmente, cuidava das minhas violetas focando a minha atenção na planta. Todas as manhãs lhes dizia “Bom dia!”, regava-as quando necessário, confirmando constantemente o meu amor e carinho por elas. No entanto, não expressava o meu sentimento de gratidão ao solo, que é o responsável pela vida das mesmas.

Após a última reunião, mudei o meu sentimento e a minha atitude ao cumprimentar os vasos pela manhã. Passei a agradecer a terra que estava nos vasos e a ter um pensamento de amor para com a planta.

A violeta, por ser delicada, quando se compra na florista, vem com muitas flores, mas com o passar do tempo, deixa de dar flor e chega até mesmo a morrer, já que, por norma, utilizam produtos químicos para estimular o seu florescimento.

Com os vasos de violeta que tenho em casa, utilizei as suas folhas para formar outros vasos. Tratava-as carinhosamente, mas não estava a conseguir que florescessem. Por já ter tido a experiência de ver as minhas violetas a morrer, a minha expectativa com estes vasos era bem grande. Para minha surpresa, após essa prática diária de gratidão para com a terra dos vasos, tive a alegria de ver num deles um pequeno botão de flor.

Hoje, observo que nas práticas diárias da minha vida, tudo está relacionado com a Mãe Terra. Na preparação dos arranjos e em todas as minhas atividades, tive a permissão de reconhecer que todo o material que utilizo como o vaso, a água e as plantas, só são possíveis graças à Grande Natureza e isso aumenta o meu sentimento de gratidão.

Com esta experiência, aprendi que devo renovar e ampliar constantemente o meu sentimento de gratidão com Deus, Meishu-Sama e com a Grande Natureza. Mesmo nas tarefas diárias no lar, como preparar os alimentos, cuidar do jardim e na confeção dos arranjos florais, reconheço que devo manter esse sentimento com o Solo e com todas as coisas que me rodeiam e que me fazem perceber a grandiosidade do Supremo Deus. Assim, com este sentimento de gratidão sempre presente no meu coração, desejo continuar a cumprir a minha missão.

Obrigada a Deus e Meishu-Sama por mais esta grande lição.

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