Experiência de Fé – Seminário Nacional 2015

Experiência de Fé – Sandra Peixoto Gonçalves

Expansão da obra de Meishu-Sama sem convencionalismos.

O meu nome é Sandra Peixoto Gonçalves, sou membro há 15 anos e neste momento, dedico como missionária do Johrei Center do Porto.

Ao longo do tempo de membro tive diferentes dedicações, empenhando-me sempre nas orientações de cada ano. Mas quando me informaram que se iria dar início à formação de Auxiliares de Família, eu relutei em participar, justificando-me por diversas vezes. Na realidade, eu não queria fazer a formação, pois não estava alinhada com o sonen de expansão da IMM em Portugal. Nessa altura, dedicava como plantonista há muitos anos e estava bem acomodada e quietinha no meu canto.

Mesmo sem vontade, participei da formação. Quando estava a terminar, comecei a ter dificuldades para continuar no plantão pois o meu marido queria que deixasse de despender uma manhã inteira no Johrei Center. A pressão que o meu marido fez, para mim, já não era novidade, pois já tinha acontecido por diversas vezes.

Certo dia comentei com o Ministro a situação que estava a passar, ao que me respondeu, que o meu marido estava a ser utilizado para que eu pensasse em mudar a minha dedicação. Lembro-me que furiosa, retorqui: “O meu marido sempre quis que eu não dedicasse. Vou fazer a vontade dele? Mas por acaso, o ministro está a tentar expulsar-me da minha dedicação?” Passado umas semanas uma membro que eu acompanho, assumiu o compromisso de dedicar, no mesmo horário do meu plantão. Assim, o Ministro informa-me que eu tinha todas as condições para iniciar o trabalho missionário fora do Johrei Center.

Protestei com tudo e com todos especialmente com Meishu-Sama, pois não queria e não queria…. Mas por obediência, lá fui desapegando, encaminhando todos os meus antepassados aprisionados pelo preconceito, vergonha, medo, etc.

Assim, aos poucos adaptei-me à nova realidade, não sabia muito bem o que fazer, nem por onde começar. Eu estava à espera de outra forma de dedicar. Então pensei, vou abrir a minha casa para ter um núcleo de Johrei. Quando arranjei coragem de perguntar ao meu marido se ele permitia, ele negou-me veementemente.Nessa altura fiquei a pensar: “Mas porque é que as pessoas que acompanho abrem a porta e comigo é sempre tão difícil?”

Na minha reunião semanal com o Ministro, estava eu a comentar a posição do meu marido em relação a ter núcleo de Johrei em casa e recebo a seguinte orientação: “É porque tens de pensar nuns moldes diferentes, numa outra forma de expandir os ensinamentos de Meishu-Sama.”

Fiquei a pensar nessa orientação e pensei que a iria aplicar imediatamente no formato que Meishu-Sama desejava. Fui ao altar e comuniquei a Meishu-Sama que iria aproveitar o aniversário do meu marido para dedicar no servir aos convidados dele. Tenho a ressaltar que, tinha negado, muitas vezes, ao meu marido, festejar o seu aniversário em casa, pois seriam muitas pessoas, despesa e muito trabalho.

Bem, mudei a minha forma de pensar e minha atitude e o resultado foi que a minha casa parecia um verdadeiro Johrei Center. Grande parte dos amigos dele, receberam Johrei, uns pela primeira e meu marido, dizia para os amigos irem ter comigo.

Um amigo dele só se ria e dizia que eu estava cheia de clientes…. Como não conseguia transmitir Johrei a todos, Meishu-Sama ainda fez mais, uma amiga membro, telefona-me e acaba por vir lá para casa, ajudando-me a ministrar Johrei.

O aprendizado desta experiência é o seguinte: enquanto eu estava agarrada à “uma forma”, eu só conseguia originar conflito com o meu marido. A partir do momento, que aproveitei a oportunidade para servir os outros, gerou-se alegria e felicidade, tudo se tornou suave, sem qualquer tipo de impedimento e sofrimento.

Este foi um dos milagres, mas concretizaram-se outras situações que na nossa vida estavam pendentes (Tínhamos uma torre de alta tensão à porta de casa que foi retirada logo após essa atividade.) originando uma onda de mudança, felicidade e de gratidão na nossa família.

O meu marido disse-me que iria agradecer a Meishu-Sama, com donativo. Eu respondi-lhe: “Isso é pouco e é o mais fácil para ti. Mediante a graça que tivemos, o esforço é fazer algo que nunca fizestes e tens dificuldade.” E assim, resolveu participar no Culto aos Antepassados levando toda a família, fazendo donativo de gratidão.

Para além destes milagres, também acrescento outro que para mim é o mais importante. Pela primeira vez, vou receber dois membros de fora que participam neste seminário, oferecendo jantar em minha casa e dando apoio a outro membro que disponibilizou sua casa para passarem a noite. Olhando para trás, este simples jantar jamais aconteceria, por serem pessoas do Johrei.

Materializei com donativo a minha gratidão, a Deus e a Meishu-Sama e aos meus antepassados que foram salvos com a minha transição das trevas para a Luz, ou seja, da minha atitude Shojo para Daijo.

Mais uma vez, renovo a minha vontade de servir na expansão da Luz de Meishu-Sama à sociedade, sem grandes convencionalismos.

Muito obrigada!