Experiência de Fé – Sede Central – Novembro 2015

Experiência de Fé – Maria de Fátima Ferreira Andrade Silva

“Esta situação permitiu-nos crescer como seres humanos e reforçar mais a nossa Fé.”

Chamo-me Maria de Fátima Ferreira Andrade Silva, sou membro há 18 anos, pertenço ao núcleo de Johrei da Margem Sul e dedico em Setúbal, juntamente com o meu marido Emílio Gomes Magalhães da Silva, que é membro há 4 anos.

No início de 2014, eu e o meu marido apercebemo-nos de que ele estava mais magro, mas não demos grande importância. Porém, os meses foram passando e ele continuava a emagrecer. Até que, apercebendo-se que estava a perder as forças, decidiu ir ao médico.

O neurologista mandou fazer uma série de exames, mas não acusaram nada.

Só em fevereiro de 2015, é que mandou fazer um electromiograma. Após o resultado, o médico quis falar comigo em privado e disse-me: “O seu marido está muito doente! Ele tem ELA – Esclerose Lateral Amiotrófica. É uma doença que atrofia os músculos e é incurável.” Fiquei abalada!

Quando cheguei a casa, o meu marido quis saber o que o médico tinha dito. Contei o que se passava e foram momentos muito difíceis para ambos.

Fomos logo orar em frente à Imagem Consagrada de Meishu-Sama e disse: “Messias Meishu-Sama, a vida do meu marido está em Suas mãos, seja feita a Sua vontade! Obrigada!” Entreguei de coração.

A seguir comuniquei à Ministra que por sua vez, informou o nosso Presidente, Ministro Carlos Eduardo Luciow do qual recebemos orientação e seguimos à letra. Primeiro que tudo, agradecer (o que não é fácil quando se está a sofrer), o meu marido receber muito Johrei e se auto-ministrar quando estivesse sozinho, ler Ensinamentos e fazer a Prática do Sonen.

Para além do que já praticávamos, comecei por ministrar mais de 1h de Johrei diariamente ao meu marido e um membro vinha dar-lhe assistência 3 vezes por semana.

Por sua vez, o meu marido começou a ler pelo menos 1 Ensinamento todos os dias, a ministrar 1h de auto-Johrei e a fazer a prática do Sonen, coisas que não fazia antes.

Tivemos momentos difíceis, de dúvida e medo em relação ao futuro. O meu marido perdeu a força, o equilíbrio, deixou de conduzir e, ao andar, tinha que ser com a minha ajuda.

Procurei na internet sobre a doença e o que encontrei me deixava ainda mais angustiada e apavorada.

Durante este processo, muitas vezes pedi a Deus e a Meishu-Sama força e coragem para encarar o que estava para vir e que conseguisse passar estes sentimentos ao meu marido.

Sempre comunicava os nossos sofrimentos à ministra e éramos orientados sobre a importância de deixarmos o resultado nas mãos de Deus, entregarmos todas as “mensagens” e estarmos atentos às oportunidades que Deus nos dá para Servir.

Ao fim de algum tempo, apercebemo-nos que o meu marido estava a melhorar. Tinha melhor aspeto, andava com mais facilidade e tinha mais força.

Encontrei, por acaso, o médico que diagnosticou a doença e disse-lhe “Doutor o meu marido está melhor!” Ele fez uma careta e disse: “Não deite foguetes antes da festa!” Afirmação que muito me feriu!

Entretanto, em junho de 2015, uma vizinha da minha rua, com quem nunca tinha falado, entrou em contacto connosco. Ela disse-nos que, de longe, via a situação do meu marido e tinha curiosidade em saber o que estávamos a fazer para ele estar a melhorar; isto porque o cunhado dela, também tinha a mesma doença e fazia o mesmo tratamento. Vimos como uma oportunidade que Meishu-Sama colocou no nosso caminho e que deveríamos fazer pelos outros o que gostaríamos que nos fizessem a nós. Falámos do Johrei e oferecemo-nos para ministrá-lo ao cunhado, mas ele não aceitou.

Comuniquei à ministra a situação e fui orientada a convidar a minha vizinha a receber Johrei em nome do cunhado e de todos os antepassados que se manifestavam para serem salvos.

Convidei-a e pedi os seus nomes para orar por eles diariamente. Logo no primeiro Johrei que lhe ministrei, notaram diferenças. Ao mesmo horário, a cunhada dela notou que o marido estava mais calmo, menos irritado e associaram ao Johrei.

Mais ou menos um mês depois, o cunhado da minha vizinha aceitou vir a nossa casa receber Johrei. Ficamos felizes! Entretanto o senhor ficou com a mobilidade reduzida e dependente. A partir daí, pediram-nos para ir a casa deles, em Pegões, ministrar Johrei e que seria ela a levar-nos lá. Devo dizer que Pegões fica a meia hora de Setúbal, o que significava uma hora, só de viagem, depois de um dia de trabalho e com a doença do meu marido. Mas aceitámos prontamente! Fomos entre 1 a 3 vezes por semana, consoante a disponibilidade deles.

Apesar do cansaço, nada disto nos preocupou, pois fizemos e continuamos a fazer até hoje, com muita gratidão e ficamos felizes por isso! O facto de ver que o casal se sente melhor quando recebe Johrei e ficam felizes por nos ver, compensa tudo.

No dia 26 de agosto de 2015, o meu marido foi repetir o exame. A médica quando viu o resultado disse: “Tenho uma boa notícia para vos dar! O senhor Emílio já não tem mais esta doença!” Não dá para descrever o que sentimos, naquele momento, parecia que nos tinham tirado um peso de 100 quilos de cima. Foi um alívio e uma felicidade muito grandes! Perguntei-lhe a que se deveu a sua cura e ela disse que não sabia!

Quando chegámos a casa, fomos logo orar na Imagem Consagrada de Meishu-Sama, para agradecer o milagre recebido. Eu e o meu marido fizemos um donativo especial de gratidão, além do dízimo que fazemos regularmente.

No passado, por bem menos eu já vacilei, mas desta vez, não! Fui-me abaixo é verdade, emagreci, mas saí reforçada. Esta situação permitiu-nos crescer como seres humanos e reforçar mais a nossa fé.

Aprendi que a fé, o sentimento, a gratidão e o Makoto* com que fazemos as coisas, faz toda a diferença. Isto para nós, foi como que uma prova de fogo!!

Nós vamos continuar as nossas dedicações, a sermos úteis e a receber pessoas em nossa casa que é Núcleo de Johrei, pois é isso que Meishu-Sama espera de nós.

Agradecemos a Deus e ao Messias Meishu-Sama, ao nosso Presidente, Ministro Carlos Eduardo Luciow, a orientação prestada, à Ministra Filipa Pimenta, como responsável da Margem Sul, a todos os Ministros, sem exceção, membros e em particular o senhor José Manuel dos Vultos Sequeira, que nos deu assistência, várias vezes por semana, andando uma hora e meia a pé para ir e voltar.

A todos a nossa sincera gratidão pelo apoio e força que nos deram. Muito obrigada!

*Makoto: Sinceridade, fé, amor, lealdade, honestidade, fidelidade, cordialidade, verdade, devoção, correção, constância, e altruísmo.