Experiência de Fé – Sede Central – Janeiro 2015

Experiência de Fé – Elisabete Aparecida Ferraresi

“Para entregar verdadeiramente algo a Deus não posso usar a minha força estabelecendo formas e determinando resultados”.

O meu nome é Elisabete Aparecida Ferraresi, sou membro há 3 anos e dedico no Núcleo de Johrei da Margem Sul, região de Setúbal.

A experiência que passo a relatar é sobre como deixei de ter vontade de fumar depois de 37 anos como fumadora.

Fui encaminhada por uma amiga que vive no Brasil e desde que conheci Meishu-Sama sinto que fui resgatada por Ele, pois estava a viver uma purificação muito intensa.

Os ensinamentos e tudo o que Meishu-Sama orienta fizeram muito sentido para mim e, assim, rapidamente comecei a dedicar e logo recebi o Ohikari em agosto de 2011.

Ao dedicar na Igreja ou prestando assistência religiosa comecei a me preocupar se o cheiro do cigarro que eu fumava incomodava as pessoas ao meu redor, mas ao mesmo tempo sentia-me livre por pertencer a uma Igreja que não condena o tabagismo. Não pensava em parar de fumar e também não me sentia minimamente preparada para esse desafio mas, através da leitura dos Ensinamentos e estudo em grupo das palestras, comecei a dedicar junto com os meus antepassados fumadores, com o sentimento sincero de os salvar, desapegada da ideia de ter que parar de fumar.

Em março de 2014 passei por uma forte purificação durante uma semana: inflamação e infeção das vias respiratórias, ouvidos, sinusite, pulmões e tosse. Tudo aconteceu muito rápido e a única certeza que eu tinha é que não queria interromper o processo de purificação utilizando métodos que impedissem a eliminação natural das toxinas do corpo. Agradecia a purificação, lia ensinamentos e praticava o auto-johrei quando conseguia ficar acordada. Mesmo nessas condições não me passava pela cabeça parar de fumar, por isso, quando tinha oportunidade, fumava um cigarro.

A purificação que já era muito incómoda, intensificou-se, a modos de já me desesperar. Com muitas dores, cheguei a perder a noção de, se era dia ou noite. Nesse período recebi um telefonema da minha querida irmã que eu muito respeito. Ela fez-me refletir sobre a minha atitude em relação a esta purificação. Nesse momento tomei a decisão de que se eu não melhorasse, no dia seguinte iria procurar uma outra solução. Prometi isso à minha irmã e ela, mais uma vez foi utilizada por Deus, Meishu-Sama e nossos antepassados. Orientou-me também a beber muita água, coisa que eu não estava fazendo.

No instante que desliguei o telefone, tendo sido confrontada com a firmeza da minha irmã com relação ao que ela achava ser meu radicalismo em não procurar outra solução, e no desespero das dores, do querer ver-me livre delas; do querer também cumprir a missão de encaminhar os antepassados nesse sofrimento, entreguei esses meus apegos que não me deixavam decidir e agradeci a Deus a purificação. Senti que desta vez a entrega fora verdadeira e sincera, foi como se me tivesse sido tirado um peso dos ombros. Senti um alívio enorme. Virei-me para o lado e dormi.

Algumas horas depois sentia-me nitidamente, a sair de um mundo nebuloso e sentia-me a melhorar do meu estado de espírito e físico e apercebi-me pela primeira vez que já não fumava há dois dias. – Fez-se Luz! Meu coração se encheu de gratidão. Chorei de felicidade com a certeza de ter a partícula divina dentro de mim e de estar sempre com os meus antepassados. “- Sim, eles fazem parte de mim. Somos um só. Estávamos felizes!”

Aprendi com esta experiência que para entregar verdadeiramente algo a Deus não posso usar a minha força estabelecendo formas e determinando resultados; não posso ter apego, ou seja, eu queria superar a purificação da doença mas apegada aos meus pontos de vista. Aprendi também que Deus e Meishu-Sama utilizam todas as pessoas ao nosso redor, neste caso a minha irmã que é uma pessoa de fé, católica praticante e com uma forma de estar que eu muito aprecio.

E quando Meishu-Sama ensina que o “Homem depende do seu Sonen”, na realidade está a referir-se à mudança que pode ocorrer no mais fundo do nosso ser: descobrir aquele pensamento e sentimento que por vezes nem admitimos ter e que funciona como uma verdadeira nódoa na nossa Luz interior, na nossa Partícula Divina. Aquilo que tapa a nossa compreensão. No meu caso, esse pensamento, esse sentimento, era a uma profunda vontade de parar de fumar mas que não se conseguia manifestar na prática.

Materializei a minha gratidão através de um donativo especial e com a intensificação das minhas dedicações: aumentando as horas de plantão na igreja e mais empenho no acompanhamento que realizo.

Muito agradecida a todos!