Experiência de Fé – Sede Central – Fevereiro 2015

Experiência de Fé – Sónia Paula Almeida Leite

“Ao mudar o meu sentimento triste, de preocupação, para um sentimento de amor e gratidão, tudo mudou.”

O meu nome é Sónia Paula Almeida Leite, sou membro há 3 anos, dedico na cidade da Lixa e no Núcleo de Johrei de Amarante.

Em Fevereiro de 2014, iniciou-se um estudo semanal sobre as práticas básicas da fé messiânica. O primeiro estudo foi sobre o Ensinamento de Meishu-Sama “Ser Amado por Deus” do Culto Mensal de Fevereiro da Sede Central.

Na conclusão do estudo ficou proposto o seguinte: “Para sermos amados por Deus, precisamos em primeiro lugar descobrir quais os pontos em que não estamos a ser do agrado de Deus e, praticar uma dedicação para aprimorar esse ponto”.

No meu caso eu senti de imediato, qual o ponto que queria aprimorar nesse estudo e que acredito não ser do agrado de Deus. É concerteza o meu sentimento na dedicação de acompanhamento dos frequentadores aqui na Lixa. Sinto tristeza, desânimo e impotência porque apesar de muitos deles já participarem das reuniões há bastante tempo, ainda não despertaram para o espírito de dedicação.

Se lhes peço para fazerem determinada tarefa como, por exemplo, trazer flores para a reunião, confecçionarmos as flores de Luz, arrumarmos a sala, etc, dão sempre alguma desculpa e não o fazem, só querem receber Johrei. Já houve até situações em que reclamaram porque às vezes eu não conseguia ter flores na reunião.

Por isso, eu é que acabo por fazer tudo, comprar as flores, fazer as flores de Luz, preparar a sala para a reunião, etc. Até decidi fechar o meu salão de cabeleireira às 3ªfeiras à tarde, para permitir que as pessoas tenham um horário mais alargado, mas o certo é que não vejo qualquer reconhecimento das pessoas nesse sentido. Sentia-me de facto muito desanimada e muitas vezes com vontade de deixar tudo.

Entretanto, após esse estudo e identificado um ponto meu que desagrada a Deus, decidi como tarefa para aprimorá-lo, passar a orar diariamente por todas as pessoas com o sentimento de despertarem para sua verdadeira missão, para que sejam felizes e agradecer a existência delas sem querer nada em troca.

Passei a fazer isso logo ali na reunião, em cada Johrei que ministrava ou recebia, pensava em cada um deles, orava e agradecia. Passei a sentir-me melhor, mais leve só pelo facto de pensar e orar desta forma.

Já com outro sentimento, nessa mesma reunião, decidi perguntar a uma frequentadora, se poderia trazer as flores para a dedicação da próxima semana. Essa frequentadora era uma daquelas que já tinha negado essa dedicação várias vezes, mas qual não foi o meu espanto desta vez, ela com toda a convicção se aprontou a dizer que trazia. Uma outra frequentadora que estava na sala e que também só dava desculpas para não trazer nada, ao ouvir a conversa disse logo que também queria trazer. A outra respondeu logo, “Eu é que trago na próxima semana!” Criamos logo ali uma escala semanal, que actualmente já está completa.

Na semana seguinte, quem trouxe as flores foi o marido e a filha, pois a frequentadora em questão só pode vir no final do dia. Eles não só as trouxeram como também, por iniciativa própria, prepararam e confeccionaram várias flores de Luz para a reunião, algo que nunca tinha acontecido. Parecia que não queriam sair dali! O próprio filho que já não vinha há muitos meses, veio na reunião com a mãe no final do dia. Uma semana depois, foi a vez da outra frequentadora trazer as flores e, para minha surpresa, comunica que quer fazer as aulas para tornar-se membro depois de vários anos só a querer receber Johrei.

Estas mudanças nas pessoas estão a gerar em mim muita felicidade. Sinto-me leve, confiante e pude comprovar através desta experiência a veracidade da seguinte afirmativa do Ensinamento de Meishu-Sama que estudámos “Ser Amado por Deus” e que diz assim: “A fé só tem realmente valor quando somos felizes. Se a praticamos, mas não alcançamos a felicidade, é porque o motivo, infalivelmente, encontra-se em nosso próprio espírito.”

Ou seja, ao mudar o meu sentimento triste, de preocupação, de desânimo e que no fundo acabava por ser de cobrança, para um sentimento de amor sem querer nada em troca, e de gratidão pelas pessoas, tudo mudou. Eu sinto as pessoas à minha volta mais felizes e eu estou mais feliz também! Pude também aprofundar que as dedicações (o exemplo aqui das flores de Luz) salvam as pessoas, antepassados e descendentes quando realizadas com o sentimento correcto.

O meu compromisso é orar cada vez mais pelas pessoas, para aumentar o meu amor por elas e envolvê-las cada vez mais nas dedicações para cumprirem suas verdadeiras missões, tornando-se úteis a Deus.

Quero agradecer a Deus, a Meishu-Sama e a todas as pessoas que acompanho, pois elas são importantíssimas na minha formação como ficou aqui comprovado, muito obrigada.

Comentário (1)

  1. Responder
    Teresa Coelho

    Maravilhosa experiência! Grande milagre que Deus e Meishu-Sama lhe concedeu, pela obediência de seguir a orientação do Revmo. Watanabe em agradecer todo o seu sofrimento.Grande exemplo para todos nós ????