Experiência de Fé – Sede Central – Dezembro 2015

Experiência de Fé – Valson Vila Nova

“Quando entregamos os nossos problemas a Meishu-Sama e nos esforçamos para servir o próximo, o impossível torna-se possível.”

O meu nome é Valson Vila Nova, tenho 22 anos e dedico no Núcleo de Johrei Amadora e Sintra.

No início deste verão, terminado o meu curso de técnico de informática de gestão com sucesso, vim de Tondela (Viseu) para Lisboa com o objetivo de arranjar trabalho.

O tempo passava e não conseguia emprego, as entrevistas não corriam nada bem e os testes que fazia iam de mal a pior. A relação com os familiares com quem vivo também estava fria e eu sentia que por causa de não ter dinheiro para contribuir em casa, estava a ser colocado um pouco de lado.

Assim, com a orientação dos meus pais, que vivem em São Tomé, comecei a refletir e a relembrar os tempos em que estava em Tondela, em que tudo ia a contento: conseguia dedicar, ministrava Johrei, fazia a prática do Sonen e o meu donativo de gratidão, entre outras dedicações. Mas depois de vir para Lisboa, realmente deixei de dedicar pois não sentia mais vontade e arranjava desculpas para não o fazer.

Foi então que decidi mudar esta minha situação e no dia 9 de outubro, fui à Sede Central pedir orientação ao seminarista Ricardo, que me acompanha e contando-lhe o que se estava a passar, fui orientado a ministrar Johrei todos os dias, mesmo que fosse aos colegas de quarto, distribuir na rua o Boletim da Igreja, ler os Ensinamentos de Meishu-Sama e como já praticava o dizimo, passar a fazer o donativo de gratidão de onze por cento de todo o dinheiro que chegasse às minhas mãos, mesmo que a quantia fosse irrisória, que era o normal. Além destas práticas diárias, como preparação para o Culto Especial pela Salvação dos Antepassados, oferecer um presente para todos eles, ministrando cinquenta Johrei e preparando uma gratidão especial.

Ao colocar em prática esta orientação, deparei-me com algumas dificuldades, pois não tinha dinheiro para poder apanhar os transportes necessários para ir à Igreja. Mas mesmo assim, esforcei-me para ir o máximo de vezes que pude e em cada ida, ministrar o maior número de Johrei possível, para que os meus antepassados pudessem receber uma intensa Luz.

Duas semanas depois recebi uma graça: ganhei o passe de transporte que me permitiu dedicar mais, vindo quase todos os dias à Igreja e dar assistência de Johrei em casa de uma membro, também de S. Tomé, que está fisicamente debilitada e por isso, impossibilitada de vir à Igreja. Ia à sua casa ministrar-lhe Johrei, depois ia à Igreja e quando voltava, levava flores de Luz e deitava os lixos fora, uma vez que ela não podia carregar coisas muito pesadas.

Em casa comecei a fazer a dedicação de limpeza espiritual, a tratar todos com gratidão e com isto o ambiente começou a melhorar cada vez mais. Os conflitos diminuíram e no meu aniversário fizeram-me uma grande festa-surpresa!

Até ao dia 31 de outubro consegui superar o objetivo e ministrar cinquenta e cinco Johrei e, nesse mesmo dia, participei também na dedicação de limpeza e preparação para o Culto Especial pela Salvação dos Antepassados.

No dia 1 vim participar do Culto, mas acabei por não fazer a gratidão a que me tinha comprometido, pois esse valor era tudo o que tinha e fiquei apegado. Após o término do Culto, continuei a dedicar na limpeza e arrumação da nave. Quando decidi ir-me embora, começou a chover e alguém disse que ainda não tinha acabado a minha dedicação. Isto aconteceu várias vezes. Comecei a refletir e lembrei-me do donativo que não tinha feito. Decidi desapegar, fiz o donativo de gratidão e no fim da oração, ofereceram-me um guarda-chuva para poder voltar tranquilamente para casa.

Mais ao fim da tarde, desse mesmo dia, recebi uma chamada telefónica de uma amiga, a qual me tinha arranjado uma entrevista de emprego. Fiquei muito contente e relacionei logo com o esforço feito para o Culto Especial pela Salvação dos Antepassados.

No dia seguinte fui para a entrevista e quando o responsável me viu perguntou-me logo se tinha vindo pronto para trabalhar. Nesse mesmo dia comecei o trabalho! Fiquei totalmente surpreso!

Passado uma semana recebi uma proposta de contrato de trabalho! Nem estava a conseguir acreditar, fiquei sem palavras! Esta situação parecia algo impossível há pouco tempo atrás.

Aprendi que quando entregamos os nossos problemas a Deus e Meishu-Sama e nos esforçamos para servir o próximo, o impossível torna-se possível.

Como agradecimento, vou materializar o meu primeiro salário integralmente, continuar a esforçar-me na assistência de Johrei, no encaminhamento de novas pessoas à Obra Divina de Salvação da Humanidade, na prática do meu donativo mensal de 11% e esforçar-me cada vez mais nas minhas práticas para poder tornar-me a cada dia um melhor instrumento de Meishu-Sama.

Quero agradecer ao Supremo Deus e ao Messias Meishu-Sama, aos meus Antepassados, bem como aos meus pais e a quem me acompanhou, por todas as orações, orientações, carinho e atenção.

Muito Obrigado.