Experiência de Fé – Novembro 2019

Experiência de Fé – Maria Leonor Pinto de Mesquita

“A felicidade de ministrar Johrei com amor às pessoas que sofrem!”

O meu nome é Maria Leonor Pinto de Mesquita.

Atualmente, funciona na minha residência o Núcleo de Johrei de Amarante e cuido de 22 membros e 10 frequentadores.

Em 1997 deu-se uma mudança radical em minha vida. De repente, tive que deixar a vida confortável que mantinha, tendo que começar a trabalhar, para criar os meus três filhos.

A minha filha mais velha já sofria com uma depressão há algum tempo e a situação agravou-se pois após o término da faculdade, não conseguia encontrar emprego. No ano 2000, uma amiga encaminhou-a ao Johrei Center e, após começar a receber Johrei, passou a sentir-se muito melhor. Logo de seguida conseguiu encontrar emprego, o que a deixou ainda mais feliz, reforçando o desejo de receber o Ohikari. Desde então, passou a frequentar a Igreja diariamente e a dedicar com devoção.

A primeira vez que recebi Johrei, foi justamente por intermédio dessa minha filha. Na época, eu administrava uma empresa de venda de gás e de eletrodomésticos e sofria com dores de cabeça muito fortes. Porém, ao receber Johrei, as dores desapareceram. Perguntei-lhe o porquê de aquela dor de cabeça ter desaparecido ao receber Johrei, mas por ser uma pessoa muito racional, não consegui entender a sua explicação. Ao ser convidada por ela para ir ao Johrei Center, recusei, embora fosse recebendo Johrei, sempre que a dor perturbava…

E, assim se passaram alguns anos.

Em 2009, soube pela minha filha que no Brasil seria realizado um Culto em homenagem aos Antepassados e que alguns membros de Portugal também iriam participar. Na verdade, a minha falecida avó paterna era brasileira.

Como tinha uma grande empatia com ela, tínhamos mesmo uma ótima relação, surgiu em mim o forte desejo de conhecer a sua terra natal.

Porém, para participar na caravana, era necessário ser membro da Igreja e, por essa única razão, recebi o Ohikari em setembro desse ano. Assim, fui ao Brasil pela primeira vez em novembro, como membro da caravana de Portugal.

Quando o autocarro entrou no Solo Sagrado de Guarapiranga, algo de misterioso aconteceu. Repentinamente, o rosto da minha avó paterna surgiu à frente dos meus olhos e, com um sorriso radiante, ela disse-me: “Finalmente, tu vieste!”. Pude sentir que ela estava feliz e emocionei-me muito! E ainda, o facto de estarem presentes no Culto todas aquelas pessoas vindas da América Latina, Estados Unidos, África e Europa, enfim, participantes de diversos lugares do mundo e de todas as raças unidas em oração, em consonância com o sentimento de Meishu-Sama, foi algo que me causou grande emoção.

Senti o despertar para a fé e nasceu dentro de mim a forte decisão de que, daquele momento em diante, dedicaria a minha vida para servir à Obra Divina. Ao voltar a Portugal, fui conversar com o responsável do Johrei Center e perguntei-lhe de que forma me poderia tornar útil a Deus e Meishu-Sama. Nesse momento, ele sugeriu-me que, uma vez por semana, fosse dedicar ao Johrei Center que ficava a 30km da minha casa e, nos outros dias, orientou-me que fizesse reuniões de Johrei no meu lar para expandir a salvação às pessoas ao meu redor.

Como ainda tinha pouco conhecimento sobre a fé messiânica, passei a estudar diariamente o “Alicerce do Paraíso” e a partilhar essas aprendizagens com as minhas amizades. Especialmente, quando o assunto era o Mundo Espiritual, sobre o qual passei a ter muito interesse; lia diversas vezes e aprofundava o meu entendimento. Convidava amigos para tomar café em minha casa e por lá, conversava sobre a fé e ministrava-lhes Johrei. Houve pessoas que, após serem curadas pelo Johrei, deixaram de vir e, outras que mesmo recebendo Johrei sem nenhuma mudança aparente, diziam, ao mesmo tempo, que o Johrei “era algo bom” e traziam outras pessoas.

Contudo, conforme se iam reunindo em minha casa, começaram também as fofocas e lamúrias. Tais problemas desapareceram a partir do dia em que recebi a Imagem Komyo do Altar do Lar, o que me causou uma grande surpresa. Entendi que, com a Entronização do Altar, o nível espiritual da minha casa se elevou e fiquei muito agradecida.

A partir desse momento, ao ministrar Johrei com amor às pessoas em sofrimento e ao conversar com elas, com base nos Ensinamentos de Meishu-Sama, tive a permissão de as encaminhar, uma a uma, para receberem o Ohikari.

Uma pessoa que sofria de depressão e tomava muitos medicamentos, através do Johrei, passou a sentir-se serena, feliz e deixou de depender de remédios. Eu própria, deixei de tomar, até hoje, a medicação que meu médico de família tinha receitado para toda a vida. Outra pessoa, foi salva de úlceras venosas nas pernas. Outra pessoa ainda, teve a permissão de receber o milagre de expelir do corpo um quisto sem a necessidade de fazer a cirurgia prevista.

Como tem sido habitual, todos os meses, o Presidente Rev. Carlos Eduardo Luciow faz visitas missionárias às diversas unidades religiosas, entre as quais, em 2014, visitou o Núcleo de Johrei de Amarante, onde permaneceu vários dias. Nessas ocasiões, visita os pioneiros, ministra Johrei aos membros e faz visitas aos lares ou aos hospitais, para dar assistência religiosa a pessoas em purificação. Além disso, para que os Antepassados possam receber Luz e serem salvos, faz-se oração com os membros não apenas no Altar do nosso Núcleo de Johrei, mas também no cemitério nas campas dos nossos entes queridos, além de orar no Mosteiro de São Gonçalo da nossa cidade, onde está o Santo Padroeiro.

Tendo recebido várias orientações, nessa ocasião, manifestei-lhe o meu receio de orar pelos Antepassados dentro de casa, no Altar do Lar, e nesse momento, o Reverendo ensinou-me que a oração aos Antepassados consiste em pedir a Deus a sua elevação e salvação.

A partir de então, além do Culto Mensal, comecei a fazer a oração aos Antepassados no Altar do Lar, em minha casa e consegui sentir a sua alegria.

Posteriormente, enquanto me preparava para receber o Mitamaya para cultuar os Antepassados, embora não existisse razão para tal, sentia um certo receio, tendo conversado com o Reverendo Carlos. As minhas dúvidas eram, por exemplo, se a comida a ser oferecida todos os dias no Mitamaya deveria ser preparada especialmente para eles ou se poderia ser a que a família se alimentava; se os Antepassados estavam sempre ali presentes e se não se poderiam mover.

O Reverendo explicou que, mesmo não tendo o Mitamaya, os Antepassados estão sempre connosco e que, no caso de o ter, ao oferecer-lhes alimentos, flores, preces de amor e gratidão e ao acumular virtudes através da nossa dedicação no dia-a-dia, a elevação espiritual é-lhes permitida, e assim, nós, os seus descendentes, somos conduzidos à felicidade.

Desta forma, no ano passado, tive a permissão de receber o Mitamaya no meu lar e passei a sentir os meus Antepassados muito próximos. O medo que tinha desapareceu completamente e, pelo contrário, passei a viver o meu quotidiano com um sentimento muito leve.

Ainda nesse mesmo ano, pude ir pela quarta vez ao Solo Sagrado de Guarapiranga no Brasil, e durante a preparação para a viagem, pude sentir a felicidade dos meus Antepassados. Nas dedicações no Solo Sagrado, tive a oportunidade de receber diversas orientações dos dedicantes e ministros da liturgia a respeito do Mitamaya, o que confirmou e reforçou todas as orientações já recebidas do Reverendo.

Atualmente, a reforma da Sede Central em Portugal tem avançado a passos firmes pelo esforço dos membros. Sinto que isso é algo de enorme importância para os fiéis portugueses, e desejo ter a permissão de ser parte dessa construção juntamente com todos os portugueses e todos os que cá habitam.

Este ano foi a terceira vez, que tive a permissão de peregrinar aos três Solos Sagrados do Japão e senti-me honrada por ter sido convidada a fazer este testemunho de fé no Altar dos Solos Sagrados de Atami e Kyoto por ocasião do Culto Anual aos Antepassados. Ao receber a Luz dos Solos Sagrados, espero conseguir ampliar e fortalecer o meu sentimento de amor altruísta.

Não posso deixar de agradecer a todos os que têm acompanhado esta minha caminhada de vida, desde quem me encaminhou, aos Ministros e Reverendo, não esquecendo aqueles que continuam no Núcleo de Johrei ao meu lado, que muito contribuíram também para minha aprendizagem e evolução.

Desejo, de agora em diante, continuar a ministrar Johrei com amor e ser utilizada como instrumento de Deus e Meishu-Sama na salvação de um grande número de pessoas!

Muito obrigado Deus e Meishu-Sama e aos meus Antepassados!

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