Experiência de Fé – Novembro 2018

Experiência de Fé – Maria Leonor Pinto de Mesquita

“Senti a importância de virmos a ter aqui na nossa Sede Central, o Altar dos Antepassados, de todos os portugueses.”

Experiência de Fé - Culto Anual aos Antepassados - Novembro 2018

Chamo-me Maria Leonor Pinto de Mesquita e sou missionária responsável do Núcleo de Johrei de Amarante.

Conheci a IMMP no ano de 2000 através da minha filha que se tinha tornado membro desta Igreja. Passei a receber Johrei em casa com ela quando desejava, ou achava que precisava, e de vez em quando ia aos Cultos Mensais. Apesar de frequentar, tinha muitas reservas mentais e desejava entender tudo racionalmente. Questionava muito e pedia explicações para tudo o que não entendesse. Este tipo de comportamento prolongou-se durante 9 anos.

Até quando tomei conhecimento de uma peregrinação ao Solo Sagrado de Guarapiranga, no Brasil, para participar do Culto Especial pela Salvação dos Antepassados de 2009. Como a participação a esta peregrinação era restrita somente a membros, confesso que o meu desejo de ir era tão forte que recebi o Ohikari no mês de setembro daquele ano, com esse objetivo. A minha avó, que já se encontrava no Mundo Espiritual, era brasileira e não sei porquê eu desejava encontrá-la lá. No dia que lá chegámos, sem saber que o autocarro já estava a entrar no Solo Sagrado, senti uma forte emoção e me veio à mente imagens da minha querida avó. Nos dias seguintes, vivi várias experiências decisivas para o meu despertar espiritual e nasceu dentro de mim uma forte vontade de servir na Obra Divina.

Retornando a Portugal, comecei a pedir orientação aos meus superiores, de que modo poderia ser útil. Comecei a dedicar na Igreja fazendo plantões às 3ª feiras, e em fevereiro do ano seguinte, abri as portas de minha casa, todas as 5ª feiras, sendo o primeiro Núcleo de Johrei na minha cidade, onde não existiam outros membros ativos e muito menos frequentadores.

Iniciei por convidar pessoas amigas e conhecidas a virem para as reuniões onde lhes oferecia Johrei e explanava os Ensinamentos de Meishu-Sama. Ao longo desses anos começaram a vir outros frequentadores que devido às graças recebidas naturalmente encaminhavam outros frequentadores, inclusive das cidades vizinhas.

Depois de 3 anos, o próprio desenvolvimento das atividades e o nosso amadurecimento espiritual, fez desabrochar o desejo sincero de termos um Altar. Após o recebimento do Altar senti uma grande diferença na mudança da atmosfera espiritual do Núcleo e uma outra tranquilidade e felicidade nas pessoas.

Apesar de tudo isso, ao longo desses anos, no meu íntimo, eu tinha medo de fazer Cultos pelos Antepassados dentro de minha casa. Em fevereiro de 2014, recebemos pela primeira vez no nosso Núcleo, a visita missionária do Reverendo Carlos Eduardo Luciow que entre outras coisas, nos orientou sobre a importância do Culto pela Salvação dos Antepassados. Naquela ocasião, expus-lhe a minha dificuldade nesse sentido e ele nos orientou que era um Culto, como todos os outros Cultos, dirigido a Deus, só que neste caso em intenção da Salvação dos Antepassados e que não tinha nenhum motivo para ter medo. Em base a esta orientação, passámos a realizar também o Culto Mensal pelos Antepassados, além do Culto de Gratidão Mensal. Acredito que os nossos Antepassados ficaram muito felizes com o início destes Cultos em intenção a eles, pois naturalmente o medo que sentia desapareceu!

Em princípios de junho de 2016, na sua anual visita ao nosso Núcleo de Johrei, partilhei com o nosso Presidente, o meu sentimento dividido entre a vontade e o medo de receber o Mitamaya – Morada dos Ancestrais. Pois preocupava-me com muitas coisas, como por exemplo: o compromisso de ter que diariamente oferecer os alimentos, se eles iam ficar lá permanentemente, etc.

O Reverendo orientou-me que quanto aos alimentos, não tinha com que me preocupar, porque deveríamos oferecer o que naturalmente já iriamos comer e que a Morada dos Ancestrais era um local onde eles poderiam assentar quando viessem nos visitar, coisa que já o fazem mesmo sem a morada, só que com a Morada dos Ancestrais seriam dignamente recebidos. Assim tomei a decisão de solicitar o Mitamaya que foi assentado na minha casa no dia 1 de junho deste ano. Depois deste assentamento, senti o Mundo Espiritual muito mais próximo de nós, não de uma forma assustadora, mas sim, serena e tranquila.

Um mês após este assentamento dos Antepassados em minha casa, tive novamente a permissão de peregrinar ao Solo Sagrado de Guarapiranga, onde tivemos muitas oportunidades de dedicar na Liturgia; limpando, preparando as oferendas para Deus, para os Antepassados e recebendo orientações dos Ministros responsáveis. Orientações estas, que vieram a confirmar as orientações anteriormente, por mim recebidas, do nosso Presidente.

Durante aqueles dias de dedicação na liturgia do Solo Sagrado, senti a importância de virmos a ter aqui na nossa Sede Central, o Altar dos Antepassados, de todos os portugueses, onde possamos servi-los com todo o amor e sinceridade e acredito que este meu desejo seja a manifestação do desejo deles, de terem um assentamento permanente dentro da casa de Meishu-Sama em Portugal!

Para finalizar, gostaria de dizer, que hoje tenho a consciência que somos somente instrumentos de Deus, Meishu-Sama e dos nossos Antepassados para a realização do Plano Divino de Salvação de um maior número de pessoas.

Sinto-me muito honrada e feliz de me ter sido permitida essa compreensão. Não posso terminar sem deixar de manifestar a minha gratidão ao nosso querido Reverendo Carlos Eduardo Luciow, que está sempre disponível e presente em todos os momentos, principalmente nos mais difíceis, pelo menos foi o que sempre senti. Quero também agradecer a todos os Ministros que me acompanharam nesta caminhada.

Não esquecendo de referir a pessoa que me encaminhou que foi a minha filha e não esquecendo também as minhas meninas do Núcleo, que sem elas não me era permitido pôr em prática todas estas orientações. Por isso, não podemos desperdiçar tempo com guerrilhas ou coisas supérfluas, porque os nossos Antepassados precisam de nós. Vamos seguir em frente! Viva Meishu-Sama!!!

Muito obrigada!

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