Experiência de Fé – Março 2020

Experiência de Fé – José Rodrigues Cajado

“Entrei para os quadros aos 54 anos, com um salário e regalias superiores ao inicialmente falado, o que me deixou estupefacto!”

Chamo-me José Rodrigues Cajado, dedico no Núcleo de Johrei de Amadora e Sintra e na paginação e grafismo do Boletim Informativo da IMMP.

Há dois anos e meio, depois de uma situação de desemprego, foi-me dada a permissão de ir trabalhar para uma multinacional e dentro da minha área profissional.

Quando entrei nessa empresa fui muito bem acolhido, o meu trabalho era valorizado, mas as relações entre os colegas estavam um pouco descontroladas. Havia muito negativismo, surgiam discussões do nada e acumulavam-se problemas atrás de problemas.

Aos poucos e através da leitura dos Ensinamentos de Meishu-Sama, consegui inspiração para ir mediando os conflitos de maneira que a concórdia fosse voltando. Foram meses de diplomacia e grande paciência.

Passado o primeiro ano, a empresa, uma multinacional espanhola, refez a sua estrutura em Portugal. Despediu metade dos colaboradores e, estranhamente, pouparam o meu posto de trabalho, deixando-me sozinho com a responsabilidade de toda a produção em Portugal e com a promessa de uma integração nos quadros. Uma vez mais agradeci a Meishu-Sama a proteção recebida.

Mês após mês, assegurava o trabalho excessivo para uma pessoa só. Quando não conseguia fazer tudo no emprego, chegava a casa e continuava a trabalhar noite fora para que nada se atrasasse. Foram muitas horas pela madrugada, fins-de-semana e feriados sem ser recompensado. Apesar do esforço, todos os dias ia trabalhar com um sorriso nos lábios, contagiando os colegas com a minha boa disposição.

Passados dezoito meses, a promessa da integração nos quadros não se concretizava. Questionei o diretor geral e recebi a resposta de que estava a ser difícil e que talvez essa integração não se concretizasse nos próximos tempos, devido a mudanças de estratégia na sede em Espanha. Fiquei desanimado, pois sentia que apesar de estar a dar o máximo empenho, isso não estava a ser valorizado. Nas minhas orações diárias, entregava a Deus e a Meishu-Sama esta minha desilusão, aceitando e agradecendo tudo o que me estava a ser proporcionado.

Pouco tempo depois, recebi um telefonema de um amigo de infância. Contou-me que, em conversa com o meu irmão, soube do meu descontentamento e como tinha uma vaga em aberto no departamento de marketing da sua empresa, gostaria de marcar uma entrevista comigo. Fiquei muito contente, senti que estava a ser encaminhado para mais uma mudança na minha vida.

A entrevista correu muito bem, senti que tinha hipóteses de ser contratado. Mas depois desse dia, passaram-se semanas sem uma resposta ou contacto. Quando finalmente falámos, disseram-me que estavam a avaliar as diversas candidaturas.

Percebi, então, que não valia a pena andar preocupado ou ansioso com esta situação. Entreguei tudo, mais uma vez, nas mãos de Deus e de Meishu-Sama, com o objetivo de oferecer o meu primeiro ordenado, assim que fosse integrado nos quadros de uma empresa.

Os meses passavam e de Espanha continuavam a chegar más notícias: poderíamos ter de fechar mais uma revista. Cheguei a casa bastante apreensivo e estava a divagar pelos meus pensamentos, quando recebo mais um telefonema. Desta vez, do responsável do departamento de marketing da empresa do meu amigo. Foi uma conversa rápida e que tinha apenas o intuito de validar a minha experiência.

Foi uma conversa tão surreal que fui até à Imagem Consagrada de Meishu-Sama e pedi para que houvesse uma definição. Estava cansado desta situação. Sempre que arrumava o assunto numa ‘prateleira’ lá vinha um telefonema a colocar tudo na mesma sem definição.

No Culto Mensal aos Antepassados do Johrei Center, uma semana antes do Culto Anual aos Antepassados de 1 de novembro, senti um forte desejo de ir na Caravana à Sede Central em Coimbra onde eu nunca tinha ido.

Durante o Culto Anual aos Antepassados, pensava no extraordinário feito que seria, se conseguíssemos fazer as obras na Sede Central e receber o Altar dos Antepassados.

Dei comigo a pensar no bom que seria se houvesse uma mudança na minha carreira, que me permitisse aumentar a minha oferta de gratidão para esta reforma.

A semana de trabalho a seguir ao Culto passou num ápice e ficou marcada com o fecho de mais uma revista, o que me deixou bastante preocupado a pensar no meu futuro na empresa.

Chegámos a sexta-feira, uma semana depois do Culto Anual aos Antepassados. Recebi um telefonema do meu amigo: queriam falar comigo novamente. Depois de mais uma conversa, tudo se encaminhou e chegámos finalmente a acordo! Entraria para os quadros aos 54 anos, com um salário e regalias superiores ao inicialmente falado, o que me deixou estupefacto!

No regresso a casa, senti que tinha havido muito trabalho do Mundo Espiritual e o mérito desta contratação pertencia inteiramente aos meus Antepassados! Quando pensava nisso, vinham-me à mente imagens deles a torcer por mim!

Sinto-me grato por ter recebido mais esta missão. Todos os dias agradeço e aceito tudo o que Deus e Meishu-Sama têm para me dar. Além do dízimo que pratico mensalmente, fiz um donativo de gratidão especial para a reforma da Sede Central, no valor total do meu primeiro ordenado.

Agradeço a Deus, a Meishu-Sama e aos meus Antepassados a oportunidade de poder dedicar e participar nas obras de reforma da Sede Central!

Muito obrigado!

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