Experiência de Fé – Março 2017

Experiência de Fé – Cátia Domingas David Sumalgy

“Estava a cuidar do dinheiro como se fosse meu, esquecendo-me de reconhecer que afinal, tudo
pertence ao Supremo Deus!”

Experiência de Fé - Março 2017 - Cátia Sumalgy

Chamo-me Cátia Domingas David Sumalgy e tenho 22 anos. Sou natural de Moçambique e vivo em Portugal há 6 anos. Dedico atualmente no Johrei Center de Coimbra como líder jovem.

Nos últimos tempos passei por sérias dificuldades financeiras. Mesmo possuindo a quantia necessária para pagar algumas faturas, acabava sempre por gastar o dinheiro com outras coisas, deixando de atender as prioridades como, por exemplo, a propina da faculdade; acumulando assim mais dívidas. A minha família está toda em Moçambique, por isso vivo sozinha e dependo financeiramente de mim mesma. Estou a tirar uma Licenciatura em Engenharia Informática e estou a fazer um estágio não remunerado.

Mesmo nessa difícil situação financeira, estipulei o objetivo no início do ano, de dobrar o valor do meu donativo mensal de 15 para 30% de tudo o que chegasse às minhas mãos através de trabalhos temporários e ajudas que recebesse. Numa conversa com o Ministro Responsável, foi-me explicado que não estava com o Sonen correto e por esse motivo não tinha força para cumprir com os meus deveres financeiros; que estava a cuidar do dinheiro como se fosse meu, esquecendo-me de reconhecer que afinal, tudo pertence ao Supremo Deus e só depois de materializar a minha gratidão, deveria pedir a Sua autorização para utilizar o restante do valor. Durante essa entrevista ficou definida a visita do Ministro à minha casa.

Há tempos que vinha solicitando esta visita, mas sempre acontecia algum imprevisto que impedia a sua realização. Foi então que recebi, finalmente, a visita no dia 31 de janeiro. Fiz uma dedicação especial de limpeza neste dia e depois de fazer oração diante da Imagem Consagrada de Meishu-Sama e receber Johrei, consegui abrir o meu coração explicando o que estava a sentir.

Comuniquei a minha situação de viver num piso oferecido pela Câmara que, como foi tramitado quando a minha mãe ainda vivia comigo, fui comunicada que o devo deixar no mês de agosto. Relatei também a mágoa que sentia de não ter apoio do meu pai com relação à minha situação financeira e da impossibilidade da minha mãe auxiliar-me nesse sentido. Fui orientada a devolver esses sentimentos a Deus em nome do Messias e desapegar desse sofrimento, pensando em como me esforçar para merecer não depender mais dos meus pais. Foi aí que a mudança começou.

No dia seguinte da visita tomei a decisão de fazer difusão de porta em porta nas imediações de minha casa e preparei algumas Flores de Luz. No início tive receio de fazer essa dedicação e pensei em colocar as flores numa bandeja e deixá-las com um aviso para que as pessoas do prédio as levassem. Comuniquei à Professora de Ikebana esta minha dificuldade e ela incentivou-me a desafiar. Consegui vencer os meus medos e, com o Sonen de encontrar, escutar e ministrar Johrei, distribuí 9 das 10 Flores de Luz que havia preparado.

Nessa prática vivi duas experiências que me marcaram. A primeira foi de ver o sorriso no rosto de um vizinho, que é tido como o mais conflituoso do prédio. Anteriormente já lhe tinha oferecido Johrei, mas ele sempre recusou. Desta vez, também recusou mas disse-me que uma amiga dele poderia recebe-lo. Então, deixei-lhe uma flor a mais para essa amiga. Dias depois estava a mudar a Ikebana do hall de entrada do prédio e ele dirigiu-se a mim dizendo que gostaria de conhecer a nossa Igreja, pelo respeito que sente a ver-me tratar das flores e que imagina a nossa Igreja como uma religião de respeito. Pouco tempo depois passou uma senhora conhecida dele cheia de pressa e ele chamou-a, mas ela não lhe deu atenção. Assim, ele virou-se para mim e disse: “Por que ninguém me escuta como a menina me escuta?” Naquele momento senti que não era eu que o estava a escutar, mas sim Meishu-Sama e, desde então, ele tem sido muito mais simpático.

Outra experiência foi com uma vizinha que já não via há muito. No dia da difusão de porta em porta ela estava em casa, recebeu-me com muita alegria e conversamos bastante. Dias depois, disse-me que estava de mudança e ofereceu-me várias coisas que eu necessitava.

Na mesma semana consegui uma ajuda do meu irmão mais velho para saldar a dívida da faculdade e, dias depois, recebi um telefonema de uma amiga de minha mãe que se ofereceu a ajudar-me até terminar a faculdade, enviando-me mensalmente uma quantia, exatamente a que eu precisava para não me preocupar em trabalhar até ao fim do curso.

Mediante a orientação do nosso Presidente, Reverendo Carlos Eduardo Luciow, na Formação de Líderes Jovens, de sempre termos Sonen grande dentro de todos os aspetos da nossa vida. Decidi tornar-me uma aluna exemplar, fazer o mestrado para crescer profissionalmente e, principalmente, encaminhar 100 pessoas à Igreja até ao fim do ano.

Depois dessas experiências maravilhosas, aumentou ainda mais em mim a chama do Servir à Obra Divina. Vou continuar o empenho no donativo diário e mensal de gratidão e dedicar na preparação, participando todos os meses do Culto Mensal na Sede Central, que fica a mais de 100 quilómetros de minha casa.

Agradeço a Deus e a Meishu-Sama pela permissão de viver esta experiência, pelas orientações recebidas e a todas as pessoas que, direta ou indiretamente, participaram do meu crescimento e fortalecimento.

Muito obrigada!

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