Experiência de Fé – Maio 2020

Experiência de Fé – Sandra Soares Gomes Peixoto Gonçalves

“Aprendi que, se tivesse ‘atacado todas as doenças com medicamentos’, não conseguiria superar estes momentos difíceis e crescer espiritualmente”

Chamo-me Sandra Soares Gomes Peixoto Gonçalves, sou membro há 19 anos e dedico no Johrei Center do Porto. A experiência que passo a relatar relaciona-se com o meu aprimoramento, ao longo destes anos, em relação à purificação através da doença.

Recentemente, surgiu a pandemia de coronavírus, instalando o pânico na sociedade em geral e na minha família não foi diferente.

Estou com uma gripe forte e dores de cabeça, há cerca de dois meses aproximadamente, e em relação a isto pensei: “É uma oportunidade de limpar o meu organismo, vou esforçar-me para deixar terminar a purificação sem a interromper com medicação.” Mas, para eu chegar a ter este tipo de pensamento e firmeza, fiz um percurso de vários anos, com muitas experiências que me deram plena convicção que, conforme Meishu-Sama ensina, temos de ter gratidão pela purificação, e para isso, é preciso ser forte nas práticas da fé.

Assim, vou explicar o meu percurso: sou filha de enfermeiro e como é normal, cresci num ambiente em que se dava importância à medicina preventiva. Quando ficava doente, a única alternativa era ir ao médico e tomar os medicamentos, para sofrer o menos possível e melhorar rapidamente.

Quando me tornei membro, embora admirasse os Ensinamentos de Meishu-Sama, no que toca à doença, achava-os muito controversos, uma vez que, não aceitava o facto de a doença ser vista como uma forma de purificação e, muito menos, que por ela devemos ter gratidão. Pensava comigo mesmo: como é que a doença, que é tão má, pode purificar o ser humano? E como conseguir agradecê-la?

Todos nós queremos livrar-nos da doença… e quando eu ouvia que “ter gripe é muito bom…”, ficava incrédula, achando completamente descabido e fanático.

Mas, tinha a perceção que nós, pela demasiada facilidade a recursos médicos e medicamentosos, cada vez menos suportávamos pequenas maleitas, como uma dor de cabeça, uma febre, entre outros… bloqueando assim, as funções básicas de autoproteção do nosso corpo, que é a base da vitalidade humana.

Lembro-me que tomei a decisão de mudar “a minha crença na doença”, quando a médica indicou que a minha filha, com cerca de 3 anos, seria uma futura dependente de bomba respiratória, devido às crises de asma.

Ao longo destes anos, descobri que perante uma situação de doença, nutria sentimentos escondidos e incontroláveis, tais como:

• medo da dor, das consequências de não dar a medicação prescrita, de deixar arrastar o período de convalescença e de ser considerada uma mãe negligente;
• sentimento de impotência no controle das situações;
• perda de tempo, enquanto se está a purificar;
• crença que os medicamentos dão saúde;
• imposição dos Ensinamentos de Meishu-Sama, forçando situações, mesmo sabendo que a minha família discordava veementemente da minha postura de fé;
• apesar de agradecer o estado de purificação, estava sempre focada para que terminasse o mais rápido possível.

Tudo isto, estava encoberto no meu interior e alimentava a minha intransigência e consequentes conflitos com a minha família.

A entrega destes problemas a Deus e Meishu-Sama, a prática do donativo de gratidão, o culto aos Antepassados através do Sorei-Saishi, a leitura dos Ensinamentos e a dedicação semanal no Johrei Center, foram as práticas que me permitiram tornar mais tolerante, a cada purificação que acontecia.

Com estas práticas, despertou em mim o desejo de cuidar melhor da alimentação da minha família e aos poucos, fui conseguindo introduzir mais alimentos naturais no dia a dia, e assim, comecei a interessar-me pela Coluna de Salvação da Agricultura Natural.

Foi um avanço gradual ao longo do tempo, com base nos Ensinamentos de Meishu-Sama. A doença não desapareceu, uma vez que é inevitável, como processo de limpeza do organismo, mas o meu sentimento errado em relação à purificação é que se alterou. Não se trata de uma coisa má, mas sim, da forma que Deus escolheu para libertar o ser humano das toxinas impregnadas no seu corpo, fruto da sua herança espiritual e da alimentação cheia de produtos químicos.

Com o tempo, as idas ao serviço de urgência do hospital diminuíram, as receitas dos medicamentos também e, naturalmente, a necessidade de tomar os remédios quando estamos doentes. Fui-me fortalecendo com os milagres, a conhecer um pouquinho do meu corpo, dos meus limites e a respeitá-los.

Considero esta minha mudança, como mulher, como esposa e como mãe, muito importante, pois abriu portas para um nível de consciência que antes não tinha.

Antes, não achava que a alimentação cuidada fosse tão importante. Mas, para me tornar um ser humano melhor, sei que preciso de nutrir o meu corpo e espírito adequadamente, estar atenta aos meus pensamentos e procurar estar sempre em contacto com o Belo.

Aprendi que, se tivesse “atacado todas as doenças com medicamentos”, não conseguiria superar estes momentos difíceis e crescer espiritualmente, pois teria corrido para um auxílio externo. No entanto, se a purificação se tornasse insuportável, certamente, teria de tomar as providências que considero necessárias nessas circunstâncias.

Agradeço profundamente a Deus e Meishu-Sama, a todos os Ministros e membros que me apoiaram ao longo do tempo. Estou comprometida no incremento da Coluna de Salvação da Agricultura Natural, com o grupo do Johrei Center do Porto.

Muito obrigada!

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