Experiência de Fé – Junho 2020 – Aline Santana

Experiência de Fé – Aline Malheiro de Santana

“Precisávamos de comunicar aos nossos Antepassados que na Era do Dia, não era mais necessário sofrer para sermos salvos ou perdoados por Deus!”

O meu nome é Aline Malheiro de Santana, sou membro há 2 anos e dedico no Johrei Center do Porto.

Buscando melhores perspetivas para a minha vida, em 2019, tomei a decisão de deixar o meu trabalho no Brasil e mudar-me para Portugal. Rapidamente consegui trabalho num restaurante, mas com o passar do tempo, o ambiente profissional passou a não me satisfazer e ao ter recebido uma outra proposta, que na época considerei melhor, decidi aceitar, mas já nesse novo trabalho, acabaram por não cumprir as promessas e acabei também por me demitir. Nessa mesma época, o contrato da casa onde morava expirou e não foi renovado. Vivi de favor na casa de pessoas amigas e depois acabei por aceitar o convite da família do meu namorado para morar com eles, até ter possibilidades de morar sozinha novamente.

No início correu tudo bem e até consegui um novo trabalho, mas passado um mês, fui dispensada e novamente, não cumpriram com os compromissos laborais.

Nasceu em mim um sentimento de revolta, raiva e desconfiança e isso foi-me deixando depressiva e com vontade de desistir. Passei a dormir 15 horas por dia e voltei a contactar a minha terapeuta no Brasil para me ajudar.

Desde que me tornei membro nunca deixei de dedicar, mas em Portugal, justificava-me com os horários de trabalho do meu primeiro emprego, criando assim uma desculpa para não assumir dedicações. No entanto, a partir da época em que fui viver com a família do meu namorado, assumi um plantão na Igreja todas as segundas-feiras. Apesar de não me sentir bem interiormente, nunca faltei à minha dedicação, mesmo naqueles dias em que não tinha vontade e sentia muita tristeza. Sempre que chegava à Igreja, dedicava e sentia-me bem, mas voltando para casa, não conseguia manter esse estado de espírito elevado.

Com o Estado de Emergência decretado em Portugal, o meu isolamento aumentou ainda mais pois nem à Igreja podia ir. Continuei deprimida por um bom tempo em meio a tudo o que estava a passar: viver de favor, não ter trabalho, ter a minha família e amigos no Brasil e não poder retornar, a dificuldade do convívio diário dentro de casa, etc. Com tudo isto, concluí que precisava de ter vindo para Portugal para sofrer e assim purificar as minhas máculas e dos meus Antepassados. Decidi que teria de passar por isso e não havia volta a dar. Não tinha vontade de assistir aos Cultos Diários pela internet, quase não ministrava auto-Johrei e cheguei a tirar o Ohikari por alguns dias. Entreguei-me ao sofrimento.

No meio da quarentena, recebo um telefonema do Ministro que me incentivou a participar dos estudos de Ensinamentos por videoconferência junto com os membros e nesses dias, sentia-me como se estivesse na Igreja. Assim também desejei participar do Seminário Nacional de Preparação para o Culto do Paraíso Terrestre, realizado pela Sede Central de Portugal, onde, dentre outras atividades, ouvimos e debatemos em grupo, a palestra do Presidente da IMMP – Rev. Carlos Eduardo Luciow.

O que me marcou profundamente foi a importância de construir, em primeiro lugar, o paraíso dentro dos nossos corações e que precisávamos de comunicar aos nossos Antepassados que na Era do Dia, não era mais necessário sofrer para sermos salvos ou perdoados por Deus. Precisamos ser úteis a Deus na construção do Paraíso e desenvolver o sentimento de gratidão por todas as coisas.

Em meio a tudo o que estava a viver, aquelas palavras despertaram-me para a consciência de que não precisava de sofrer. Sou a única messiânica na família e tinha a certeza de que ninguém da minha linhagem teria sido esclarecido sobre isso, visto que a minha mãe e a minha avó conservam sofrimentos de mais de 30 anos e isso, para elas, é como um “fardo” que precisam de carregar.

Após o Seminário, tive a sensação de alívio e nessa noite, sonhei com o meu avô materno, que está no Mundo Espiritual há cinco anos e que me confirmou a importância de tudo o que aprendi nesse dia. Sempre que sonhava com ele, via-o triste, abatido e em ambientes escuros que me remetiam a dores, angústias e medo. Sentia que ele e os meus demais Antepassados não estavam numa boa situação. Mas, desta vez, ele estava totalmente transformado: cantava e ria com muitas pessoas à sua volta, como fazia nos seus melhores dias. Era evidente que junto comigo eles tomaram o conhecimento de que aquele sofrimento já não era necessário e libertaram-se. Acordei radiante na manhã seguinte e senti o meu peito a transbordar de gratidão como há meses não sentia, conseguindo agradecer por tudo o que tenho passado e por todas as oportunidades que me foram permitidas ao longo da vida.

Depois desse sonho, comecei a ter mais serenidade para pensar e planear o futuro, a começar pelos meus preparativos para o Culto do Paraíso Terrestre. Consegui fazer a horta em casa e fiz Flores de Luz. Sinto em cada dedicação que realizo, as mãos daqueles aos quais descendo. E, neste mês, iniciei um novo trabalho, com excelentes condições e que me permitirá continuar a dedicar semanalmente no Johrei Center.

Fortaleceu-se em mim a importância de manter o estudo e aprofundamento contínuo dos Ensinamentos de Deus revelados a Meishu-Sama como ponto crucial para o esclarecimento e salvação dos nossos Antepassados e consequente mudança nas nossas vidas.

Materializei a minha gratidão através de um donativo especial por todas as graças recebidas, agradecendo a Deus, a Meishu-Sama e aos meus Antepassados por esta permissão e também, a todos os envolvidos na realização das atividades durante o isolamento social, fazendo com que a Luz da Salvação chegasse a todos.

Muito obrigada!

Comentários não disponíveis.