Experiência de Fé – Dezembro 2017

Experiência de Fé – Marcello Marconi de Almeida Ferrão

Bom dia, o meu nome é Marcello Marconi de Almeida Ferrão, , tenho 25 anos e dedico no Johrei Center do Porto.

Conheci a IMM no Brasil através de uma namorada que tinha na época e que é filha de um Ministro.

Como passava alguns fins-de-semana na casa dele, fui convidado para conhecer a Igreja e participar de suas atividades. Fui para dedicar na limpeza e quando entrei e olhei para a Imagem da Luz Divina pela primeira vez fiquei extasiado, nunca tinha visto nada igual. No dia em que assisti ao meu primeiro Culto Mensal, tive uma forte dor abdominal, a qual, após o Johrei coletivo, passou completamente. Nessa altura não associei o alívio da dor ao facto de ter recebido Johrei. Hoje percebo a graça que recebi. Continuei com as minhas actividades na Igreja e aos poucos despertei e comecei a sentir vontade de ministrar Johrei às pessoas. Fiz as aulas e recebi o Ohikari no dia 28 de fevereiro de 2009.

Sempre fui membro ativo nas dedicações e trabalhava na gestão de uma empresa no Rio de Janeiro até que o meu pai, em 2014, resolveu abrir um negócio. Assim, decidi sair do meu trabalho para o ajudar. Entretanto, após alguns meses, descobriu-se que o sócio estava a roubar e o meu pai acabou por abandonar a sociedade. Nessa época, como eu deixei de trabalhar, comecei a dedicar a tempo inteiro na Igreja, até que fui convidado, pelo ministro responsável, a fazer o pré-seminário o qual aceitei.

No final de 2014, o meu pai decidiu que, devido à violência no Rio de Janeiro, deveríamos sair do país e depois de muitas hipóteses, surgiu a ideia de vir para Portugal, já que as nossas origens são portuguesas. A minha avó paterna nasceu em Viseu, em Vilar do Monte.

Quando cheguei a Portugal, apesar de ter a morada da Igreja, nunca mais frequentei porque tinha que organizar a minha vida.

Em Abril de 2016, voltei a sentir vontade de dedicar, mas não fui logo pois estava a trabalhar e não era fácil gerir os horários e as tarefas do dia-a-dia. Certo dia, no mês de maio, acordei decidido a reencontrar-me com Meishu-Sama na Igreja e, mesmo que chegasse atrasado no trabalho, precisava ir. Fui muito bem-recebido pela plantonista e marquei uma entrevista com o Ministro para o dia seguinte. Fui orientado a vir à Igreja diariamente, receber e ministrar Johrei antes de ir para o trabalho.

No meu primeiro mês de dedicação comecei a purificar financeiramente. A meio do mês, já tinha gasto todo o meu ordenado, coisa que nunca aconteceu. Logo a seguir surgiu uma purificação de conflito familiar em casa. Decidi pedir orientação ao Ministro e comecei a fazer a prática do donativo mensal de 15% do meu ordenado com o objetivo de agradecer por tudo o que possuía. Logo no mês a seguir, recebi o milagre de equilibrar as minhas finanças. Penso que purifiquei dessa maneira para poder aprender sobre a importância de materializar a minha gratidão a Deus e Meishu-Sama. Mas, a purificação de conflito na minha família agravou-se. Depois de ouvir um relato de experiência de fé nos cultos diários, decidi assumir o compromisso de ministrar Johrei à minha mãe todos os dias durante um mês, com o Sonen de encaminhar os antepassados que estavam a utilizar a minha família, principalmente o meu pai, como instrumento de salvação, e também para que a minha mãe despertasse o seu paraíso interior, para que se tornasse útil para a Obra Divina, já que o meu pai não aceitava receber Johrei. O ambiente de casa, em poucos dias, mudou naturalmente, ficando muito mais calmo. A minha mãe pede-me Johrei diariamente e esta prática mantém-se até aos dias de hoje. Recebi a graça de meu irmão de 15 anos reconsagrar o Ohikari. Também comecei a levar a Flor de Luz para casa o que despertou na minha mãe a vontade de fazer curso de Ikebana Sanguetsu o qual iniciou no mês de novembro.

Na altura do Culto do Paraíso Terrestre, comecei a purificar no trabalho, sentia-me triste e desmotivado. Fiz a Prática do Sonen de encaminhamento desse sofrimento e ao conversar com o ministro, fui orientado a tentar manter o meu trabalho devido às dificuldades de emprego no país, mas já não tinha mais motivação nenhuma nesse emprego. Já não fazia sentido para mim. Conversei novamente com o ministro e comuniquei que iria despedir-me e utilizar o horário de trabalho para dedicar. Assim, fui ao Altar e entreguei a minha vida a Meishu Sama e pedi para que fosse feita a Sua Vontade. Comprometi-me a fazer o meu melhor, para me tornar útil na expansão da Obra Divina e fazer as pessoas felizes.

No dia-a-dia, naturalmente, comecei a atender as pessoas que chegavam pela primeira vez. Recebia-as, ministrava Johrei, ouvia-as e procurava mostrar-lhes que o sofrimento que elas passavam fazia parte do processo para crescerem e serem felizes. Que Meishu-Sama ensina que se fizessem outras pessoas felizes seriam felizes, da importância de agradecer a Deus e de materializar através da prática do donativo diário. Em 5 meses, com essa dedicação diária, um jovem frequentador recebeu o Ohikari e mais 2 frequentadores mostraram vontade de ministrar Johrei, decidindo frequentar as aulas de primeiras noções messiânicas. Outros frequentadores já tiveram grandes mudanças nas suas vidas.

Com todas estas bênçãos e de vivenciar as mudanças nas vidas das pessoas, senti-me realizado. Nesse momento, descobri que era isto que eu queria fazer da minha vida. Logo após comuniquei a Meishu-Sama que se fosse esta a minha missão, que fosse feita a Sua Vontade. Comuniquei aos meus pais que desejava ser seminarista e para minha surpresa, a resposta deles foi positiva, pois se era este o caminho que havia escolhido, teria todo o apoio deles. Fiquei muito feliz, principalmente por nenhum deles ser membro da Igreja e assim, comuniquei ao ministro a minha decisão.

Agradeço ao Supremo Deus, ao Messias Meishu-Sama pela sua existência, aos meus antepassados e a todas as pessoas, membros e frequentadores pelo apoio e pela ajuda na minha missão e percebi que actuação de Deus depende da nossa mudança.

Muito obrigado.

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