Experiência de Fé – Culto do Paraíso – Junho 2015

Experiência de Fé – Maria Luísa Garcia de Oliveira e Almeida

“A preocupação em resolver os problemas, o apego de querer ministrar Johrei nas pessoas e encaminhar a família a fé, só traz sofrimento.”

O meu nome é Maria Luísa Garcia de Oliveira e Almeida sou membro há 21 anos e dedico na cidade de Torres Novas – Núcleo de Johrei do Ribatejo.

Desde que me tornei messiânica, me empenho nas dedicações no Johrei Center, ministrando Johrei e encaminhando pessoas a partir de minha casa, mas nunca tive a aprovação do meu marido. Tivemos diversos conflitos por causa da Igreja e por isso, em 2014, como estava desempregada, decidi parar com as dedicações no Johrei Center, vindo só no Culto Mensal da Sede e apenas receber pessoas em casa para ministrar Johrei.

Relatando ao Presidente da IMMP a dificuldade que tinha de fazer meu marido aceitar a Igreja, recebi a seguinte orientação: “Você agora não fala mais nada para o seu marido, fica calada para ele não se sentir pressionado. Faz a sua dedicação oculta sem que o seu marido se sinta pressionado para aceitar a Igreja Messiânica.” No mesmo dia coloquei a orientação em prática, ou seja, recebia as pessoas em casa mas não chamava o meu marido para receber Johrei. Aos poucos, ele começou a aceitar melhor minha dedicação e até disse que poderia receber as pessoas, orar, fazer Flores de Luz mas que o deixasse no canto dele. Entretanto, as pessoas começaram a deixar de vir as reuniões de Johrei o que me entristeceu um pouco, mas continuei sendo obediente a orientação recebida.

Em janeiro de 2015, o centro de emprego manda-me para fora de Torres Novas para trabalhar em um Centro Comercial. Iria receber o salário mínimo e com as despesas de deslocação e alimentação me sobraria 100 €, mas não podia recusar aquele trabalho senão cortavam-me o subsídio de desemprego.

No trabalho deparo-me com um local muito sujo, onde estão três pessoas a trabalhar, sem parar, 12 horas por dia. Pensei comigo: “Isto está nojento, mas se Meishu-Sama me colocou aqui, não posso revoltar-me. Tenho a missão de fazer Limpeza Espiritual neste lugar.” O contrato era de 6 meses e se uma das partes não ficasse satisfeita, nos primeiros 3 meses, poderia rescindir.

Comecei logo no primeiro dia a fazer Limpeza Espiritual e a encaminhar todos os antepassados que estavam relacionados com aquela situação e que estavam ligados a todas as pessoas dali para serem salvos.

No segundo dia, já o salão se apresentava mais limpo e as próprias clientes já notavam a diferença dizendo: “Isto está muito bonito. Vocês têm cá uma pessoa nova?”.

Ao fim de um mês de Limpeza Espiritual, a patroa e uma funcionária começaram a entrar em conflito. Quando uma estava comigo, no meu turno, reclamava da outra. Eu ouvia, encaminhava e sempre fazia a Prática do Sonen. Além de reclamar comigo, também falava mal da patroa para os clientes. Eu só ouvia e fazia a Prática do Sonen. Certo dia, ofereci Johrei a minha patroa e também à funcionária mas não aceitaram. Senti que não era para forçar e por isso, pus em prática a orientação que havia recebido do nosso Presidente; não insistir, dedicar ocultamente através da Limpeza Espiritual, da Prática do Sonen e da Flor de Luz. Fiz também uma Ikebana para o balcão da receção, objetivando a felicidade de todas as pessoas que entrassem no salão.

Passados dois meses, o conflito entre ambas aumentou, a minha situação financeira piorou, pois nunca recebia a tempo e horas e acabei ficando sozinha no trabalho devido a intervenção cirúrgica que a patroa e a colega tinham para o mesmo mês.

Relatei a situação ao meu orientador que pediu para não desistir, pelo contrário, continuar com as minhas práticas entregando tudo para Meishu-Sama e confiar. Se o mínimo eram três meses de contrato deveria cumprir.

Quinze dias depois dessa conversa, inesperadamente recebo uma proposta para trabalhar em Torres Novas e abrir um espaço por minha conta num Centro Clinico de Bem Estar e Saúde, onde há várias valências médicas, terapêuticas e estéticas. Só faltava um cabeleireiro. Quem me convidou, já conhecia o meu trabalho e disse-me que as pessoas que cortam o cabelo comigo sentem-se calmas, tranquilas e que precisavam de alguém assim no Centro Clínico.

Comuniquei tudo para Meishu-Sama, entreguei a decisão em Suas mãos e orei: “Se for bom para Deus e para os outros, ficarei feliz. Já não sou eu que peço, já passei essa fase, entrego, confio e já está!”.

Dias depois uma amiga telefona-me e pergunta-me como estou. Eu relato-lhe a situação que estou vivendo no trabalho e a proposta que me fizeram para abrir meu próprio negócio.

Ela, que tinha recebido uma herança dos pais, disse que me emprestava o dinheiro para dar início ao meu próprio negócio caso eu desejasse e só precisaria começar a devolver-lhe a partir de Agosto. Aceitei a oferta de imediato pois senti que era Meishu-Sama abrindo-me as portas e decidi avançar com o negócio.

A minha patroa e a minha colega regressaram bem das cirurgias e terminado os 3 meses, terminei também o meu trabalho lá.

Dentro daquela importância que minha amiga me emprestou, fiz uma gratidão especial, paguei a primeira renda da loja, comprei os produtos que precisava, fiz a reserva da viagem ao Solo Sagrado do Brasil e ainda pude participar do Seminário para Auxiliares de Família no Porto.

Quando fui fazer o pagamento inicial para a Caravana ao Brasil comuniquei ao ministro que agora não teria mais problemas em ministrar e falar do Johrei a qualquer hora, sem o receio que a patroa não vá gostar, pois agora a patroa sou eu!

Já ministrei Johrei à proprietária do salão, ao genro e a uma cliente. Gostaram tanto que agora dizem para as pessoas que, além de cortar cabelo, também podem receber Johrei. Inclusive a Flor de Luz foi tão bem aceite que a dona da loja e essa cliente se comprometeram a oferecer as flores sempre que for preciso.

Apesar de ainda não haver clientes fixos e ter muitos compromissos para acertar, sinto-me tranquila e com a certeza de que Deus e Meishu-Sama estão a guiar-me.

Outra graça que recebi foi a maior aceitação de meu marido pela minha dedicação. Atualmente ele leva-me ao Núcleo de Johrei do Ribatejo e até se antecipa perguntando-me sempre a que horas precisamos lá estar.

Aprendi que Deus está sempre no comando de tudo, que a preocupação em resolver os problemas, o apego de querer ministrar Johrei nas pessoas e encaminhar a família a fé, só traz sofrimento. Meishu-Sama orienta que aquele que pratica a fé e não é feliz, a causa está infalivelmente no seu espírito. Quando eu mudei meu sentimento tudo mudou.

Comprometi-me a intensificar a Flor de Luz e fazer a expansão da Obra Divina em Torres Novas, a partir do meu local de trabalho de forma alegre e sem apego.

Muito obrigada!