Ensinamento do Mês – Setembro 2017

ENSINAMENTO DE MEISHU-SAMA

AS TRÊS GRANDES CALAMIDADES E AS TRÊS PEQUENAS CALAMIDADES

Vou explicar o significado fundamental das Três Grandes Calamidades – vento, chuva e fogo – e das Três Pequenas Calamidades – fome, doença e guerra – comentadas desde eras remotas.

O vento e a chuva são ações purificadoras do espaço entre o Céu e a Terra, causadas pelas máculas acumuladas no Mundo Espiritual, isto é, impurezas invisíveis. Dispersá-las com a força do vento e lavá-las com a chuva, é a finalidade da tempestade. Mas que máculas são essas e de que forma se acumulam?

São máculas formadas pelos pensamentos e palavras do Homem. Pensamentos que pertencem ao Mal, como ódio, insatisfação, inveja, cólera, mentira, desejo de vingança, apego, etc., maculam o Mundo Espiritual. Palavras de lamúria, inclusive em relação à Natureza como, por exemplo, comentários desairosos sobre o tempo, o clima e as colheitas, censuras e agressões às pessoas, gritos, intrigas, cochichos, enganos, repreensões, críticas e outras coisas desse género também partem do Mal e maculam o Reino Espiritual das Palavras que, em relação ao Mundo Material, se situa antes do Reino do Pensamento. Quando a quantidade de máculas acumuladas ultrapassa certo limite, surge uma espécie de toxinas que causarão distúrbios na vida humana e então ocorre a purificação natural. Essa é a Lei do Universo.

Como expliquei, as máculas do Mundo Espiritual, ao mesmo tempo que influenciam a saúde do Homem, afetam as ervas, as árvores e principalmente as plantações, tornando-se a causa da má colheita e do alarmante aparecimento de insetos nocivos. (…)

Tal como nas calamidades naturais, nas calamidades humanas também há algo de aterrorizador, principalmente na guerra – aquela que maiores danos causa ao Homem. Sobre as causas da guerra, apresentarei uma tese nova, que poderá surpreender, por ser algo fora de qualquer expectativa. Gostaria que prestassem toda a atenção.

A guerra é a luta de grupos e até hoje a humanidade tem demonstrado mais propensão a ela que à paz. E não é só internacionalmente. Observando cada região de um país, veremos que quase não há lugares sem conflito. Nas repartições, nas firmas, nas associações, enfim, em qualquer grupo, há sempre lutas nos bastidores, ininterruptamente e as pessoas vivem criticando-se e rejeitando-se. Observamos, ainda, conflitos entre profissionais, conflitos no lar, entre casais, entre irmãos, entre pais e filhos, conflitos entre amigos, etc. O Homem realmente aprecia muito os conflitos. Notamos que frequentemente eles ocorrem até no interior de transportes, ou na rua, com os transeuntes. Creio ser desnecessário continuar enumerando todos os conflitos que existem entre os homens. Vou explicar a causa dessa tendência humana.

Todas as pessoas possuem toxinas de diversas espécies, inatas ou adquiridas após o nascimento. Essas toxinas acumulam-se no local em que os nervos são mais instados pelo Homem, isto é, do pescoço para cima. Mesmo que as mãos e os pés estejam descansando, órgãos como o cérebro, os olhos, o nariz, a boca, os ouvidos e outros estão em constante ação enquanto o Homem se encontra acordado. É natural, portanto, que as toxinas se reúnam nas proximidades desses órgãos. Essa é também a causa do enrijecimento da região do pescoço e dos ombros, de que muitos se queixam. À medida que as toxinas se acumulam, vão se solidificando e, quando a solidificação atinge certo estágio, surge a ação contrária, isto é, a dissolução e eliminação, a que nós chamamos processo purificador. Ele é sempre acompanhado por febre, que surge para dissolver as toxinas solidificadas e, assim facilitar a sua eliminação. Essa purificação natural é a constipação: excreções como escarro, muco nasal, suor, etc., representam eliminação das toxinas.

A grande maioria das pessoas estão constantemente em processo de purificação, com uma constipação pequena, mas, sendo quase impercetível, elas julgam-se sadias, o que não corresponde absolutamente à verdade. Caso se submetam a um exame minucioso, será constatado, infalivelmente, que elas têm um pouco de febre da cabeça aos ombros, apresentando, entre outros sintomas, peso e dor de cabeça, secreção ocular, muco nasal, zumbido no ouvido e enrijecimento do pescoço e dos ombros. Por isso, sempre há uma certa indisposição. Essa indisposição é a origem da ira, que se concretiza em forma de conflito, cujo aumento, por sua vez, acaba em guerra. Assim, para extinguir o espírito belicoso, só há um método: eliminar aquela indisposição. Eis por que, quando a pessoa se sente bem, não se incomoda ao ouvir alguma coisa desagradável, mas, se ela está indisposta, não consegue evitar a ira. Creio que quase todos já tiveram essa experiência. (…)

Com as crianças que facilmente se irritam acontece o mesmo, mas por meio do Johrei o problema resolve-se e elas tornam-se obedientes. Para além disso, o seu nível de aproveitamento escolar também melhorará. O conflito entre casais tem a mesma origem; recebendo Johrei, eles conseguirão harmonizar-se.

Como a causa fundamental do conflito é a febre decorrente da dissolução das toxinas da cabeça e da região do pescoço e dos ombros, o único meio de solucioná-lo é eliminar completamente a febre. Então não será exagero afirmar que o Johrei da nossa Igreja, apesar de o mundo ser tão grande, é o único, inigualável, absoluto e radical meio de eliminação do conflito. O mesmo podemos dizer em relação a todos os problemas que hoje constituem motivo de sofrimento.

Ideologias destrutivas ou que fomentam lutas de classes, também têm origem na insatisfação e nas queixas provenientes da indisposição das pessoas. Muitos, para fugirem dela, inconscientemente procuram sensações fortes e isso, evidentemente, resulta em crimes, alcoolismo, devassidão, ociosidade, brigas, etc.

Fazendo mau uso da razão, os materialistas ambiciosos de cada época geram o aumento da insatisfação e das queixas, instigam a guerra e provocam a revolução social de carácter nocivo. Consequentemente, para se construir a paz eterna sobre a Terra, em primeiro lugar deve-se erradicar a indisposição de cada Homem e aumentar-lhe o bem-estar. Não há dúvida de que, assim, o ser humano abominará o conflito e amará a paz.

13 de agosto de 1949

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