Ensinamento do Mês – Maio 2017

ENSINAMENTO DE MEISHU-SAMA

PRAGMATISMO

Na mocidade, apreciei muito a Filosofia. Entre as inúmeras teorias filosóficas, a que mais me atraiu foi o pragmatismo, do famoso norte-americano William James (1842-1910).

James achava que a exposição meramente teórica da filosofia constitui apenas uma espécie de distração; para ele, a filosofia só era válida se fosse colocada em ação. Acho interessante a sua teoria, cujo realismo autêntico é característico dos filósofos americanos. Aderi, portanto, às suas ideias e me esforcei por adotá-las em meu trabalho e na vida cotidiana.

O benefício que o pragmatismo me proporcionou naquela época, não foi pequeno. Mais tarde, quando iniciei meus trabalhos religiosos, julguei necessário aplicá-lo à Religião. Isto significa ampliar o campo religioso de modo que abranja a vida em geral.

Então, o político não cometeria injustiças, porque, visando à felicidade do povo, promoveria uma boa administração, granjeando, assim, a confiança de todos. O industrial obteria a admiração da coletividade, pois exerceria a profissão honestamente; seus negócios progrediriam com segurança, porque ele mereceria a estima de seus empregados, que seriam fiéis no trabalho. O educador seria respeitado e teria notável influência sobre seus discípulos, educando-os com bases sólidas. Os funcionários e os assalariados em geral subiriam de posição, porque a Fé produz bom trabalho. A alma do artista irradiaria de suas obras, com grande elevação e força espiritual, exercendo influência benéfica sobre o povo. O actor, no palco, manifestaria nobreza, porque suas representações seriam baseadas na Fé, e os espectadores receberiam o reflexo de seus sentimentos elevados.

Entretanto, isso não significa que as coisas se processassem com rigidez didática: tudo deveria ser agradável e atraente.

É fácil imaginar como melhoraria o destino dos indivíduos e como eles se tornariam úteis à sociedade, se seus actos fossem iluminados pela Fé, qualquer que fosse sua profissão ou situação.

Haveria, certamente, um cuidado especial: o pragma¬tismo religioso não deveria transformar-se em fanatismo, pois todo exagero é desagradável. A ostentação religiosa é uma das piores coisas que há. Existem muitas criaturas que exibem atitudes de religiosidade. Isso aborrece os outros. O ideal é ser natural, ser uma pessoa simples, pondo apenas mais gentileza e nobreza nos actos.

Em uma frase: ser polido, eliminando a fé grosseira.

25 de Janeiro de 1949

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