Ensinamento do Mês – Dezembro 2017

ENSINAMENTO DE MEISHU-SAMA

NÓS É QUE TRAÇAMOS O NOSSO DESTINO

Ao falar em destino, devo esclarecer, em primeiro lugar, que as pessoas confundem predestinação com destino. A diferença, no entanto, é radical. Devemos entender por predestinação certas condições a que estamos sujeitos antes mesmo do nascimento, ao passo que o destino depende inteiramente do homem.

A não realização de diversos desejos deve-se à predestinação, da qual estamos impossibilitados de nos livrar. O importante é conhecer o seu limite, o que é difícil, ou seja, quase impossível. O desconhecimento desse limite faz o homem traçar planos superiores à sua capacidade e ter esperanças descabidas, que o levam ao fracasso. Se, consciente do seu erro, ele voltasse imediatamente ao ponto de partida, certamente sofreria menos, mas a ignorância da predestinação impele-o a prosseguir, aumentando a sua desgraça.

Isto decorre também do facto de subestimar-se o rigor do mundo. Como resultado, a maioria das pessoas só toma consciência da realidade após amargas experiências, ao falhar nas tentativas de recuperação ou verem-se impedidas de recomeçar suas atividades, por causa das pedras lançadas em seu caminho. Felizes os que reconhecem o erro a tempo, ao tomarem conhecimento da realidade.

Referi-me ao destino dos descrentes. Com os crentes é diferente.

Devo abordar a questão pelo aspeto espiritual e dizer, numa palavra, que todos os sofrimentos são ações purificadoras. Ser vítima de chantagem, incêndio, acidente, roubo, desgraça familiar, prejuízo, fracasso comercial, necessidade monetária, conflito conjugal, desavença entre pais e filhos ou entre irmãos, contenda com parentes e amigos, tudo isso faz parte da ação purificadora. Nessas circunstâncias, só há um recurso: eliminar as máculas espirituais por meio do sofrimento. Enquanto houver máculas no espírito, a ação purificadora persistirá; diminuí-las, é condição essencial para melhorar o destino. O ato purificador é dispensado quando atingimos certo grau de purificação; então a desgraça transforma-se em felicidade. Sendo esta a verdade, a boa sorte não se espera de braços cruzados, mas purificando.

Se a Fé é o meio para purificarmos sem sofrimentos, é natural que não haja felicidade para os descrentes. Existem diversas espécies de crenças, mas para se obter a verdadeira felicidade é preciso seguir uma fé verdadeira e de poder elevado. Daí a necessidade de se reconhecer a Igreja Messiânica Mundial como uma religião que corresponde a essa condição.

Meishu-Sama, 25 de outubro de 1952

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