Culto Mensal de Agradecimento – Sede Central – Setembro 2019

PALESTRA DO PRESIDENTE DA IGREJA MESSIÂNICA MUNDIAL DE PORTUGAL

REV. CARLOS EDUARDO LUCIOW – SETEMBRO 2019

Bom dia a todos!

(Bom dia!)

Como os senhores estão a passar? Estão todos bem?

(Graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama!)

Graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama!

Gostaria de iniciar as minhas palavras agradecendo, do fundo do coração, a vossa sincera dedicação que nos permite expandir, cada vez mais, a Obra Divina de Salvação de Deus e Meishu-Sama aqui em Portugal! É sempre uma alegria poder reencontrar com todos os senhores! Muito obrigado! (Palmas)

Quem está a vir hoje pela primeira vez, pode levantar a mão? Sejam muito bem-vindos e que essa seja a primeira de muitas outras visitas! (Palmas)

Estamos também a receber membros das seguintes Unidades Religiosas: Margem Sul, Amadora e Sintra, Oeiras-Cascais, Lisboa, Ribatejo, Vila Real, Amarante, Braga, Porto, Gaia, Aveiro, Figueira da Foz e Coimbra! (Palmas)

No mês passado estivemos no Solo Sagrado de Atami para participar do Culto pelos Antepassados e pela Paz Mundial; o Culto foi oficiado pelo nosso Presidente, Rev. Masayoshi Kobayashi, no Templo Messiânico repleto de membros muito felizes! Éramos 192 caravanistas do exterior, dos quais, 32 da Europa. Nesse dia a Dª Maria Leonor Pinto de Mesquita, de Amarante, representando os membros do exterior, foi escolhida para fazer o seu testemunho de fé, no Altar do Solo Sagrado! (Palmas)

Foi uma experiência maravilhosa, muito apreciada por todos, como responsável de um núcleo de Johrei. Após o Culto, vários reverendos e ministros japoneses me procuraram para saber como funcionavam os Núcleos de Johrei nas casas, porque, para eles, é uma nova forma de difusão; estamos “exportando” o modelo dos Núcleos de Johrei nas casas dos membros… (Risos) (Palmas)

Foi assim também que comecei, na minha casa em Itália, e sempre tive muita convicção de que é a melhor forma de começar a difusão pioneira, porque foi a forma com que Meishu-Sama iniciou, recebendo os doentes na Sua casa e cuidando deles. Depois, crescendo, naturalmente uma casa de família não comporta tantas pessoas e se torna uma necessidade arranjar um local. Num ambiente familiar é muito mais fácil as pessoas que vêm pela primeira vez, vencerem as suas barreiras, da desconfiança, do medo e assim torna-se numa excelente forma de difusão.

Na sua palestra, o Presidente Masayoshi Kobayashi, deve ter feito uma pesquisa sobre Amarante e falou uma coisa muito interessante; que Amarante é uma cidade muito antiga, com 2400 anos de história e que o trabalho de difusão da Dª Leonor e dos membros, não está só salvando os vivos, está salvando também todos aqueles Antepassados de há 2400 anos atrás. É um motivo de grande alegria, pois quando fazemos difusão, normalmente não pensamos que estamos fazendo difusão também para aqueles milhares de Antepassados que por centenas ou milhares de anos, estão naquele lugar.

O Presidente Mundial falou que, justamente fazendo difusão para salvar os vivos, depois as pessoas que se tornam membro passam a cultuar os Antepassados e os Antepassados, do Mundo Espiritual, passam também a encaminhar e a proteger os vivos. Assim se faz um trabalho de salvação conjunta, do Mundo Espiritual e do Mundo Material. É muito interessante essa orientação que o Presidente nos deu.

Nesse Culto, ele contou a experiência de fé da sua família que, tradicionalmente, era de monges e por falta de descendentes estava entrando em extinção. O seu pai era de saúde frágil e já tinha sido operado de cárie espinhal.

Quando o Rev. Kobayashi, que é o primeiro filho, tinha um ano de idade, nasceu o seu irmãozinho com um sério problema de saúde. O médico chegou a dizer à família que a situação era muito grave e que talvez nem passasse daquela primeira noite! Na casa da família Kobayashi, trabalhava uma moça de 19 anos que vendo o sofrimento da família disse: “Eu o curarei!” E levantou a mão para a criança!

Eu não consegui conter a emoção, quando ouvi isto, por ver o amor dessa jovem de apenas 19 anos, que vendo toda a família do patrão reunida em torno dessa criança, que não conseguia respirar, vendo o desespero daquela mãe, daquele pai, conhecendo o drama daquela família, que não conseguia ter filhos, e que estava entrando em extinção, ela teve a coragem, a determinação e sobretudo o amor, para naquela hora dizer: “Eu o curarei!” Ela foi categórica! Logo levantou a mão para a criança e a família ficou surpreendida e desconfiada, mas o facto é que a criança, que não conseguia respirar, quando começou a receber Johrei, passou a respirar normalmente, adormeceu e rapidamente se recuperou! (Palmas)

A família toda, a começar pela mãe, se tornou membro para agradecer essa graça e dedicar na Obra Divina! Dedicaram tanto, que depois desse segundo filho ainda tiveram mais cinco; sete meninos! (Risos) (Palmas) Mas, o pai, estava desejoso de ter uma filha e nasceu o oitavo que foi uma menina! (Risos) Todos, até hoje, vivos, saudáveis e dedicando com empenho na Obra Divina! O mais velho tornou-se o nosso Presidente, uma pessoa maravilhosa que está liderando a nossa Igreja e que foi escolhido pelo Reverendíssimo Watanabe como seu substituto.

Se aquela menina, de 19 anos, empregada doméstica, não tivesse tido a coragem de dizer que salvava o bebé e levantasse a mão, hoje não teríamos uma família com tantos filhos e, depois, logicamente, quantas pessoas foram encaminhadas e salvas por essa família ao longo da vida!? Centenas! (Palmas)

Podemos ver aí a nossa responsabilidade como instrumentos de Meishu-Sama em cada situação que se apresenta na nossa vida! Quantos colegas de trabalho comentam que estão com problemas, quantos vizinhos que encontramos com situações de sofrimento, de doenças, de conflito que chegam ao nosso conhecimento; nós estaremos com a mesma determinação daquela menina, “Eu vou curá-lo!” e levantamos a mão para a pessoa na hora?! Ou será que por insegurança ou por outro qualquer motivo, nos omitimos de cumprir a missão que assumimos de salvar as pessoas, no dia em que recebemos o Ohikari?

Este ponto tocou-me tão forte na sua palestra, que naquela hora não consegui segurar a emoção, porque comecei a imaginar que se todos os messiânicos tivessem a determinação, o amor e a coragem daquela menina, será que a salvação deste mundo, não estaria muito mais avançada? (Sim!)

Vamos pedir: “Meishu-Sama, por favor, me dê o amor, a força e a coragem daquela menina!” Quando desejarmos e pedirmos humildemente a Meishu-Sama, Ele nos dará! Portanto, se acharmos que foi uma coisa muito bonita e não mudarmos, acho que pouco vamos ter resolvido.

Nesta caravana não houve um caravanista que não tivesse a sua experiência de fé, mas seria impossível lê-las todas… Escolhemos estas duas experiências, da Fabiane e da Maria Júlia, que demonstram vários pontos de aprimoramento e de crescimento, para cada uma delas, mas a coisa que acho mais importante, foi após o regresso, a mudança das suas vidas.

Lá é natural que seja maravilhoso, porque vivemos momentos únicos e emocionantes, é normal que seja assim; mas quando a pessoa volta e a sua vida muda, cresce, aumenta a missão, fortifica a sua fé, isso quer dizer que a pessoa entrou no espírito da caravana. Não foi só uma viagem de turismo nem um passeio, foi uma viagem do seu espírito dentro do espírito de Meishu-Sama! A pessoa passa a entender Meishu-Sama dentro de si, passa a senti-Lo! Não é mais uma explicação de algo de fora, passa a estar vivo dentro. E depois, naturalmente, ela quer materializar o que sente.

Pedi a todos os caravanistas e a todos os ministros que durante a sua permanência nos Solos Sagrados, estudassem e os “fotografassem” no seu espírito. Também pode fotografar com a máquina fotográfica logicamente, mas mais do que fotografar na máquina, devemos fotografar no espírito! Depois de fotografar no espírito, reproduzir na sua vida diária, seja na sua casa, no seu ambiente de trabalho, na Unidade Religiosa onde dedica, na Sede Central, onde quer que esteja!

O que vi e o que estou a ver ao meu redor, como é que eu posso aproximar um do outro? Venho na Sede, vejo o jardim, e me pergunto: será que lá era assim? Na verdade, era um pouco diferente, acho que era mais… Vou dedicar para aproximar esta realidade, com a que lá apreciamos.

Com esse objetivo, os ministros, este mês, criaram um propósito de todas as semanas virem, um dia durante a semana, à escolha de cada Unidade Religiosa, à Sede Central para dedicar! (Palmas) Porquê? É maravilhoso vir uma vez por mês dormir aqui, dedicar, mas não são todas as pessoas que o conseguem. Já durante a semana, escolhendo um dia, pode vir com duas, três pessoas; com um carro cheio; pode vir sozinho; pode vir com mais um membro de comboio ou autocarro e vir dedicar, com o objetivo de reproduzir na Sede Central o espírito que Meishu-Sama impregnou nos Solos Sagrados, para que as pessoas que aqui venham, sintam o que nós sentimos quando lá estivemos. Se aqui é a casa Dele, temos que a tornar igualmente bela como a do Japão. Como é que eram as Suas casas? Lindas, maravilhosas, cheias de amor e de uma extrema beleza!

Sobre essa beleza, o Culto de hoje é o próprio Culto do Belo! Quando se fala de Belo, a nossa primeira ideia é de pensar em museus, obras de arte ou algo muito rico, muito caro, etc. Quando se fala em Belo a pessoa pensa numa coisa que custou muito, não é assim? (Sim)

Mas o Belo que Meishu-Sama orienta, não é o Belo da estética por si só. É um Belo que nasce do altruísmo, do sentimento de querer fazer os outros felizes! Ele escreveu vários poemas sobre o Belo. Dois deles são muito significativos onde Ele resume a essência deste conceito:

“A Verdade é o caminho, o Bem é a ação e o Belo é o sentimento. Desejo ardentemente que todos os cultivem!”

A Verdade é o caminho. O que é a Verdade? É o estado natural das coisas, é a Natureza. O Bem é ação, ou seja, não adianta você conhecer a Verdade se não a colocar em prática, fica só na teoria. Ação é o Bem, é aquilo que faz os outros felizes. O Belo é o sentimento que nasce da prática do Bem e do conhecimento da Verdade, mas na frase final, acho que Meishu-Sama nos dá uma “dica” fundamental: “Desejo ardentemente que todos os cultivem!”

O que é cultivar? Quando é que você cultiva? Quando você planta, pequenininho, vai molhando, coloca no Sol, depois vai crescendo, sempre verifica se falta algo… Ou seja, cultivar é se dedicar com amor para o seu crescimento. Não é jogar ali e deixar abandonado, se cresceu, cresceu, se não cresceu paciência, é porque tinha que morrer mesmo. Cultivar é cuidar com amor! Você vê facilmente quando uma horta é cultivada e quando uma horta está abandonada.

Depois, Meishu-Sama nos orienta em outro poema:

“Estejam cientes os messiânicos, que o Bem é o pensamento gerado pela Verdade e o Belo é a forma criada pelo Bem”.

A profundidade de Meishu-Sama é maravilhosa!

Ele orienta assim: “O Bem é o pensamento gerado pela Verdade”. Quando você se fundamenta na Verdade, que é a Natureza, os seus pensamentos vão ser um Bem, e o Belo, será a forma que vai nascer naturalmente da prática do Bem. São pontos de profunda reflexão para a nossa vida pessoal. Até que ponto estou a basear os meus pensamentos, palavras e ações nesses conceitos tão profundos?

Nós temos essa bênção de ter Meishu-Sama, que de forma tão clara e profunda, nos revela a importância do Belo como forma de salvação e elevação do nosso espírito!

Houve alguns filósofos, na antiga Grécia, que falaram da importância do Belo na filosofia. Mas o primeiro grande religioso que falou do Belo como salvação foi Meishu-Sama e explica o porquê. Na antiguidade, os antigos religiosos estavam tão longe do advento do Paraíso, que não era a hora de falar do Belo, porque antes precisavam se dedicar à Verdade e ao Bem. Agora, com a aproximação da construção do Paraíso, era a missão de Meishu-Sama trazer a importância do Belo nessa construção!

Para nós, na vida quotidiana, o que é importante?

Tendo o Belo como uma forma de manifestação do amor do Bem que nasce da Verdade, devemos impregnar de coisas belas, de altruísmo, tudo o que nos circunda, a começar pela nossa casa. Por que a nossa casa? Porque infelizmente, pela rotina que vivemos, pela falta de tempo, pelo cansaço que chegamos em casa, acabamos por não dar a atenção necessária para a limpeza, para a ordem e para o Belo.

Por que temos esta dificuldade? Porque sentimos como obrigação! Mas se o objetivo for fazer o outro feliz, ganha o estímulo e a vontade de fazer. “Eu vou colocar isso em ordem para fazer o meu marido feliz”, “Eu vou ajudar a limpar isso para fazer a minha mulher feliz”. Os filhos também: “Para agradecer os meus pais com amor, vou ajudar a arrumar, a limpar pelo menos o meu quarto”. Porque muitas vezes o quarto do jovem é uma bagunça, não é assim? (Sim) Não como prática de estética, mas como prática de amor, prática de virtude para fazer os outros felizes. Aí o Belo já toma uma outra conotação, tem um outro peso e por isso salva.

Se analisarmos a vida cotidiana de Meishu-Sama, as horas que Ele no seu dia-a-dia, tão atarefado, dedicava à Arte, era impressionante. Seja à pintura, seja às caligrafias que também é uma arte no Japão (Shodo), nos arranjos florais que fazia para receber as pessoas nos cômodos da Sua casa, mas porquê? Por que o Paraíso é o mundo da Arte. Qual Arte? Essa Arte que faz os outros felizes. Quando Meishu-Sama fazia os arranjos não era para Seu deleite pessoal, era para receber as pessoas. Quando escrevia as caligrafias de modo artístico era para presentar as pessoas, porque através daquela caligrafia iriam receber Luz.

Quando pegava no pincel, a Esfera de Luz, que era o Espírito do Supremo Deus que habitava o Seu ventre, automaticamente impregnava a tinta que ficava no papel. Por isso Meishu-Sama afirmava: “As minhas caligrafias têm vida.”

Quando era proibido fazer difusão religiosa, sendo controlado pela Polícia Especial, Meishu-Sama fazia difusão através da Imagem de Kannon. Assim, Ele pintava as Imagens de Kannon e outorgava-as às pessoas, isto porque nos encontros havia policiais infiltrados, que vinham espiar. Quando Ele outorgava uma Imagem de Kannon, dizia: “Obra de arte, hein?” (Risos) A pessoa recebia aquela “obra de arte” onde estava impregnado o espírito do Poder Kannon, que é o aspeto misericordioso de Deus. Assim, a polícia não podia fazer nada!

Depois, com a promulgação da liberdade religiosa, Meishu-Sama pôde passar para a forma de caligrafia. Mas tudo através da Arte. Todo o Seu dia-a-dia era marcado pela arte!

No nosso dia-a-dia, quantos minutos estamos dedicando para fazer algo artístico? “Ah, não sei pintar…”; “Ah, não sei escrever poema…”. Mas tudo aquilo em que nós colocarmos amor, vai se transformar em artístico. Se você fizer uma comida de qualquer jeito, porque tem que fazer, porque chegou na hora de comer e tem que fazer alguma coisa para encher a barriga, é uma coisa. Se você fizer aquela mesma comida com amor, com gosto, pensando na felicidade de quem vai comer, se torna arte. É a arte culinária.

Qualquer trabalho que seja, pode ser um varredor de rua por exemplo, se ele varrer com amor, impregnando aquela calçada que está a varrer com amor, para que as pessoas que ali caminhem sejam felizes, ele é um artista da limpeza urbana!

Assim é em qualquer atividade, em qualquer trabalho e assim é na Igreja também. O Johrei é a mesma coisa; se você ministrar o Johrei de forma técnica, que pode ser feito também; “Ah, vou canalizar naquele ponto, porque daí faz assim, faz assado” tem parte técnica. Mas se você fizer com amor para salvar o espírito e tornar aquela pessoa útil a Deus na construção do Paraíso, não é técnica, é Arte do Johrei!

Arte do Johrei não é técnica! Técnica pode até ser bom, mas não salva! A pessoa pode vir doente, você levanta a mão, ela fica curada e vai embora egoísta como ela veio! Recebeu benefício material, mas não salvou! Só salva quando vem, recebe o benefício ou talvez não receba, mas desperta para querer fazer os outros felizes, aí sim salvou!

Agora estamos nos aproximando do Culto Anual pelos Antepassados e todos nós gostamos de fazer Culto pelos Antepassados, porque os Antepassados recebem Luz e se elevam no Mundo Espiritual, não é assim? (Sim)

Porque temos que fazer os Antepassados se elevarem no Mundo Espiritual? “Ah, porque se eles se elevam, vão para um nível superior e lá no nível superior é mais bonito, tem aquele monte de nuvenzinhas, eles vão ficar lá tocando arpa, felizes da vida! Será que é esse o objetivo de elevar os Antepassados? Eles ficarem lá em cima a tocar arpa? (Risos)

Mas o que é elevar Antepassado? É despertar nele o desejo de, no Mundo Espiritual, trabalhar para a construção do Paraíso! Isso é que vai elevar os Antepassados! É torná-lo comprometido com Deus e Meishu-Sama na salvação do mundo! Quando é que os Antepassados criam esse comprometimento? Quando você está comprometido com isso! Fazer o Culto de Antepassado é confirmar dentro de você e se esforçar para salvar outras pessoas, construindo o Paraíso, onde você vive!

Encontramos a prova disso naquele Ensinamento: “Porque as obras-primas chegaram às minhas mãos”. É uma coisa humanamente incompreensível, como é que Meishu-Sama conseguiu reunir tantas obras de arte, de tão alto nível, inclusive três Tesouros Nacionais em tão pouco tempo e construir um Museu de Arte, no período do Japão destruído no pós-guerra.

Isto aconteceu porque, os espíritos dos autores daquelas obras, que obviamente estavam no Mundo Espiritual, assim como os espíritos das pessoas que as apreciavam e os daqueles que tinham alguma relação com elas, pensando em praticar um ato meritório, faziam com que aquelas obras chegassem às Suas mãos. Por que o Seu objetivo era criar um museu para que as pessoas da sociedade pudessem apreciar a arte de alto nível e não ficassem exclusivas das pessoas ricas; o objetivo de Meishu-Sama era um museu paradisíaco porque pensava na felicidade dos outros! Eles faziam de tudo, porque como o objetivo era fazer os outros felizes, eles se salvavam através dessa dedicação que faziam no Mundo Espiritual.

Como esses Antepassados envolvidos naquelas obras de arte, tantos outros Antepassados ligados a outras atividades humanas: agricultura, ciência, tecnologia, educação, etc., estão a precisar de se salvar também. E como é que poderão fazê-lo? Trabalhando para o desenvolvimento desses campos dentro da Obra Divina. Esses são os nossos Antepassados!

O Culto para Antepassado é sim oração, gratidão, salmos, flores, oferendas, etc., mas é sobretudo, convidá-los para que juntos connosco, trabalhem pela salvação da humanidade! Por favor meus Antepassados, vocês estão todos convidados. Vamos junto comigo, na frente do Altar, vamos rezar! Tem muito Antepassado que não sabe rezar, hein! Não pensem que porque é espírito sabe rezar, porque não sabe! Quando reza e o chama para rezar junto, ele começa a entrar naquela vibração, daqui a pouco ele está rezando. É egoísta e está sofrendo, mas vindo a dedicar contigo, aos poucos, vai ficando animado com a dedicação, quer voltar, e você começa a ter mais vontade de dedicar.

Quando você não tem vontade de dedicar, é porque tem um grande número de Antepassados que não estão com vontade, estão preguiçosos, estão dormindo, estão desanimados no Mundo Espiritual, só lamentando. Quando eles começam a vir dedicar junto, ficam animados e quanto mais se animam, mais sentem vontade de vir. Você pode calcular o número de Antepassados que têm vontade de alguma coisa em relação à vontade que você tem. “Ah, hoje não estou com vontade de rezar, acho que não faço Culto!” Já aconteceu com alguém? (Risos) Naquele momento está manifestando um Antepassado que não sabe ou que não gosta de rezar, mas se vem essa vontade, você diz: “Não, não! Tu vais rezar sim! Vamos lá!” (Risos) Quando acaba a oração, você se sente bem porque ele ficou feliz!

Filho pequeno é a mesma coisa: “Vamos para o Culto!”, “Ah não quero!”, “Vamos rezar!”. Daqui a pouco torna-se natural para ele e está até rezando melhor que tu. Mas tem que o chamar. Isso é educação; não é só educar os vivos, temos que educar os mortos também. Como? Através do exemplo, não tem nada que mexe mais com as pessoas do que o exemplo! Porque ele toca no coração: “Puxa, mas se ele está fazendo é porque é bom!” Mas se tu fala e não faz: “Ah, isso é conversa fiada, não acredito!” Não é assim? (Sim) É! Antepassado é humano, nós somos assim! Então, não pense porque ele morreu, que mudou, ele é assim como nós. Quer entender os Antepassados? Entenda o sentimento humano!

Temos agora setembro e outubro para a preparação do Culto de Antepassados, vamos nos esforçar para isso. Chamá-los intensamente para vir dedicar connosco, vir praticar Johrei, ler Ensinamentos: “Olha, vem cá, vamos ler Ensinamentos”, leia em voz alta e os deixe ouvir. Façamos o Sorei-Saishi que é outorgá-los no Mundo Espiritual. Antepassados de vocês querem que pratiquem Johrei, junto com vocês, façam o seu Sorei-Saishi.

Assim, quando chegar no dia do Culto de Antepassados em novembro vai ter um incontável número de Antepassados felizes querendo vir na Sede Central participar do Culto, não vão vir para assistir, virão já para participar do Culto junto com vocês! Isso é participação, é prática.

Por falar em Culto da Sede Sentral, este ano, vamos fazer três Cultos para dar oportunidade ao maior número de pessoas se sentarem aqui na nave. O primeiro, será no dia 1 de novembro, que é feriado nacional, sexta-feira, às 14h. O segundo e o terceiro, serão no dia 2, sábado, dia de finados, às 11h e às 15h. Assim, todos os membros poderão sentar-se na nave, comodamente, e assistir ao Culto com os seus Antepassados! (Palmas)

Ao serem dois dias, facilita também porque muita gente gosta de ir às aldeias, nas campas dos seus entes queridos. Um dia vai poder dedicar na tradição de família e no outro, vem dedicar ao Culto na Sede Central.

Chegámos à conclusão que, mesmo que se coloque a televisão lá em baixo, não é a mesma coisa. Preferimos fazer mais Cultos e todos os membros, da melhor forma possível, possam vir na Sede Central e convidem o maior número de pessoas para participarem do Culto na casa de Meishu-Sama, que é o local de maior Luz em Portugal!

O único dia do ano que todos eles, do mais alto ao mais baixo nível, podem vir ser sufragados juntos connosco, não vamos fazê-lo em qualquer lugar. Vamos fazê-lo no lugar de mais alto nível que é a casa de Meishu-Sama! (Palmas)

Vamos fazer muitas caravanas, trazer muitos autocarros e se chegar perto da data e ainda tiver mais pessoas, podemos abrir um quarto horário e fazer tantos Cultos quanto forem necessários.

Quando cheguei em São Paulo, no seminário, em 1978, o Reverendíssimo Watanabe, fazia quatro Cultos na Sede Central do Brasil às 8h, 11h, 15h e 18h; na época ainda nem se sonhava com Guarapiranga, era normal fazer quatro Cultos por dia. Porque nós também não podemos fazer? Não existe salvação sem dedicação. Não existe amor sem dedicação. Não existe! Só quando a nossa Sede Central for impregnada de muita dedicação, com amor inspirado na Verdade, praticando o Bem e manifestando o Belo, não haverá pessoa que não queira vir. É um trabalho individual que depois coletivamente ganha força.

Vamos todos vir no dia 1 ou 2 de novembro e convidar muitas pessoas? (Sim!)

Com muito amor, muita Luz e muita força, vamos aproveitar esse ensejo dos ministros em vir, uma vez por semana, dedicar na Sede Central. Também, no sábado de manhã, véspera do Culto Mensal, os ministros e eu iremos participar da dedicação de limpeza, jardinagem e arrumação junto com os membros, criando força de união na dedicação! (Palmas)

Muito obrigado e um bom mês a todos!

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