Culto Mensal de Agradecimento – Sede Central – Outubro 2019

PALESTRA DO PRESIDENTE DA IGREJA MESSIÂNICA MUNDIAL DE PORTUGAL

REV. CARLOS EDUARDO LUCIOW – OUTUBRO 2019

Bom dia a todos!

(Bom dia!)

Como os senhores estão a passar? Estão todos bem?

(Graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama!)

Graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama!

Gostaria de iniciar as minhas palavras agradecendo, do fundo do coração, a vossa sincera dedicação que nos permite expandir, cada vez mais, a Obra Divina de Salvação de Deus e Meishu-Sama aqui em Portugal! É sempre uma alegria poder reencontrar com todos os senhores! Muito obrigado! (Palmas)

Quem está a vir hoje pela primeira vez, pode levantar a mão? Sejam muito bem-vindos e que esta seja a primeira de muitas outras visitas! (Palmas)

Estamos também a receber membros das seguintes Unidades Religiosas: Margem Sul, Amadora e Sintra, Oeiras-Cascais, Lisboa, Ribatejo, Vila Real, Amarante, Braga, Porto, Gaia, Aveiro, Figueira da Foz e Coimbra! Do Brasil, também temos uma representante! Sejam todos bem-vindos! (Palmas)

Entre os dias 24 de setembro e 2 de outubro, estive no norte do país, visitando o Johrei Center do Porto e os Núcleos de Johrei de Gaia e da Praça da República. Fizemos aprimoramento para missionários, com a presença de quinze pessoas. Realizamos um Dai Johrei Kai que durou das dez da manhã até às nove da noite, com a presença de 61 pessoas. Houve também uma cerimónia de “Hatsuike”, feita pela Professora Sueli Oyama. Foi Maravilhoso! Nesse dia, junto com a Professora Juli Pessoa, houve a entrega dos certificados de conclusão do curso de Ikebana e também, uma exposição que foi muito prestigiada. Tive também a oportunidade de encontrar individualmente e ministrar Johrei em todos os ministros, missionários, responsáveis de sector, plantonistas, membros em purificação e frequentadores. No total, fiquei muito feliz por ter ministrado 85 Johrei durante aqueles dias! (Palmas)

A minha maior alegria e felicidade é quando consigo ministrar muito Johrei! Porque sinto do fundo do meu coração que consegui ser útil a Deus, fazendo as pessoas efetivamente felizes!

Pude constatar, seja no Johrei Center do Porto e nos Núcleos de Johrei ligados àquela Unidade Religiosa, que estão se esforçando muito nas três Colunas da Salvação: no Johrei, no Belo e também na Agricultura Natural. Sobre esta última, fizeram um aprimoramento, orientado pelo Ministro Paulo Oyama, com trinta e sete participantes, num clima de grande entusiasmo e alegria.

As três colunas, individualmente, têm maravilhosos resultados, sem dúvida, mas quando estão juntas, são mais do que três vezes fortes, se amplificam dezenas de vezes! Porque, nas três colunas juntas tem a totalidade do Amor de Meishu-Sama, que se dedicou, dando o mesmo peso igualmente às três. Para nós, fica mais fácil e imediato praticar só o Johrei, pois é só levantar a mão! No Belo, é necessária uma certa organização, flores, etc… Na Agricultura Natural, também. Porém, quando nos esforçamos para juntar as três colunas, os resultados são maravilhosos!

Hoje, ouvimos a experiência de Fé da Sra. Anabela Cadilhe, que é muito significativa, pois associa o Belo à prática do Bem. Ao distribuir as Flores de Luz, também estava atenta ao sofrimento das pessoas que passavam em frente ao seu trabalho. Ao ver aquele senhor idoso, mesmo sendo considerado antipático pelos colegas, ela foi lá, ajudou-o e sentiu a alegria da prática do Ensinamento de fazer os outros felizes! É o Belo que nasce da prática do Bem, que se fundamenta na Verdade da Natureza.

Muitas vezes fazemos dezenas de Flores de Luz e distribuímos pela rua. Porém, quando formos entregar a Flor, vamos reparar na fisionomia, nos olhos de cada pessoa e ver que ser humano é que se encontra na nossa frente. Está sofrendo, não está sofrendo, está precisando de uma ajuda além da Flor… Ela, podia muito bem ver o senhor passar carregado de coisas e não fazer nada, mas se ofereceu para ajudá-lo!

Com certeza, na distribuição das nossas Flores de Luz, que é algo maravilhoso, se lhe associarmos a prática da virtude, certamente se tornarão aquilo que Meishu-Sama desejou: um veículo de Luz, pela prática do altruísmo.

Ontem, realizámos o Seminário Nacional de Preparação para o Culto Anual aos Antepassados, que será realizado no próximo mês, dias 1 e 2 de novembro. Na totalidade, setenta e um missionários e membros, estiveram aqui o dia inteiro a dedicar. Estivemos desde manhã, a assistir a uma maravilhosa aula/explicação do Ministro Santana, responsável pelo Sorei-Saishi da IMMB.

Depois, fiquei à disposição para esclarecer dúvidas dos presentes, sobre esta Culto Anual aos Antepassados. Após o almoço, como é habitual, fizemos um Dai Johrei Kai, e de seguida, realizámos uma dedicação que estava inicialmente programada das três às seis horas, mas como decorreu tudo de forma tão prazerosa, ficámos até às sete! (Risos) Dedicaram na horta, na limpeza da Sede Central e até na rua. Sentiram alegria na dedicação, não foi? (Sim!)

Cada vez mais, tenho a certeza de que através desta dedicação sincera de todos, a casa de Meishu-Sama vai-se impregnando desse amor, desse sentimento de gratidão a Ele e à Obra Divina. Essa vibração impregnada pelo amor e pela dedicação dos membros, é que vai tornando cada vez mais esta casa, um polo central da expansão da Obra Divina para todo o país e Europa! (Palmas)

À noite, para fechar com o Belo, assistimos a uma entusiasmante atuação de fado de Coimbra. Gostaram? (Sim!)
Foi um dia em que tivemos as três Colunas, o Johrei, a Agricultura Natural e o Belo. Tenho a certeza, que através da atividade de ontem, ganhámos muita força e muita Luz para empreendermos este mês, como preparação para o Culto Anual aos Antepassados.

Fiquei feliz também, que dessas 71 pessoas, 53 dormiram na Sede Central de um dia para o outro, ficando já desde manhã cedo a dedicar. Sou convicto que, quem conseguiu vir e dormir, sentiu diferença na força da dedicação, em vez de chegar à última da hora, correndo, sentar para assistir ao Culto e depois ir embora com pressa. É bom também. Mesmo que venha correndo e vá embora com pressa, venha, não deixe de vir. Mas quem pode vir e ficar “de molho”, o espírito já sai bem mais cristalino do que chegou!

Parabéns a todos os dedicantes que nos receberam. A todos os que dedicaram na cozinha para a confeção das refeições e todos os outros setores! Muito obrigado! (Palmas)

Hoje recebemos de Meishu-Sama o Ensinamento: “O sabor da Fé”. O nosso Presidente Mundial, Reverendo Massayoshi Kobayashi, no mês passado, no Solo Sagrado de Atami, orientou-nos sobre um ponto muito importante e curioso que eu mesmo não conhecia.

Ele falou que esse título, “O sabor da Fé”, que em japonês é “daigomi”, e que hoje em dia, essa palavra “daigomi” é usada simplesmente como “sabor”; o sabor disso e o sabor daquilo. Mas ele, pesquisando a origem desse termo, descobriu e compartilhou connosco a origem dessa palavra. Na verdade, é um termo budista, que tem origem no processo de refinação do leite. Isto porque o leite, no Japão daquela época, passava por alguns estágios de refinação: “leitosidade”, “azedação”, “amadurecimento”, e o quinto estágio, onde o leite atingia a maior purificação, o sabor mais elevado é esse “daigomi”.

No budismo, a expressão “daigomi” passou a ser utilizada quando diziam que “é um Ensinamento elevado como o daigomi”! Havia vários Ensinamentos, porém, quando um deles era muito elevado diziam que era elevado como o “daigomi”, ou seja, elevado quanto o leite mais refinado que existia.

Quando Meishu-Sama orienta que no Ensinamento “O sabor da Fé” não se trata de um sabor qualquer de todas as coisas normais que nós saboreamos, mas, na verdade, trata-se do sabor mais elevado, o sabor mais refinado da fé Messiânica.

Interessante, não é?

Quando nós lemos esse Ensinamento, temos que entender que, a busca daquele “sabor”, na verdade, não é um sabor qualquer, é o sabor mais elevado! Só quando a nossa Fé chega ao nível mais sublime, é que tem aquele sabor e por isso, desperta tanta emoção em nós quando o lemos, como que se o nosso espírito desejasse ter aquele nível elevado e puro.

Neste Ensinamento, Meishu-Sama classifica a Fé: as que têm sabor e as que não o têm. Ele diz inclusive que as que não têm sabor, são até infernais. Quais são as características que Meishu-Sama apresenta para uma Fé que tem sabor?

1 – “Permanecer em constante estado de tranquilidade, aproveitar a vida e viver banhado de alegria.”

2 – “Conseguimos sentir que as flores, o vento, a lua, o cântico dos pássaros, a beleza das águas e das montanhas são dádivas de Deus para alegria das criaturas.”

3 – “Passamos a agradecer os alimentos, o vestuário e a casa em que vivemos, considerando-os como bênçãos e a simpatizar com todos os seres, mesmo os irracionais e os inanimados.”

4 – “Se o Homem enfrenta um problema, que aprenda a deixá-lo nas mãos de Deus, tão logo sejam aplicados os recursos humanos para a sua solução.”

Primeiro ponto: “Permanecer em constante estado de tranquilidade, aproveitar a vida e viver banhado de alegria.” Estamos sempre banhados de alegria ou banhados de tristezas? Vão alternando os “banhos”, não é? (Sim)

Conseguimos sentir que: “As flores, o vento, a lua, o cântico dos pássaros, a beleza das águas e das montanhas são dádivas de Deus para a alegria das criaturas.”

Será que naquele momento que estamos apreciando, estamos sentindo que Deus fez aquilo para mim? Como presente de Deus? Ouvimos o passarinho cantar “Ah que bonito o passarinho está cantando, puxa Deus mandou esse passarinho cantar aqui para mim?”

Uma flor, por exemplo, não deve ficar só no sentimento de que é bonita ou de que a flor foi feita por Deus ou é manifestação do Belo de Deus! Mas, é para mim! É por isso que Deus criou aquilo, para nós! Ou seja, ter essa gratidão!

“Passamos a agradecer os alimentos, os vestuários, a casa em que vivemos, considerando-os como bênçãos e a simpatizar com todos os seres, mesmo os irracionais e os inanimados.”

Seres irracionais e os inanimados. “Ah, barata não!” (Risos) Aprecia a baratinha, o verme da terra, o mosquitinho que vem picar, muito obrigado! Aquele mosquitinho que não deixa você dormir de noite, agradece! (Risos)

“Se o homem enfrenta um problema que aprenda a deixá-lo nas mãos de Deus, tão logo sejam aplicados recursos humanos para sua solução.”

Isso é muito difícil, deixar os problemas nas mãos de Deus. Muitas vezes a gente até entrega, mas depois vamos lá e pegamos de volta. Daqui a pouco o apego vai lá e pega de volta e entrega de novo e depois pega de volta… Deus deve dizer: “Meu filho decide-te, ou você quer entregar ou quer se apegar!” (Risos)

Meishu-Sama nos orienta baseado na sua própria experiência, de quando Ele enfrentava um problema difícil, deixava nas mãos de Deus e aguardava o tempo certo. Mas nós queremos que Deus resolva os nossos problemas no nosso tempo e não no tempo certo, e assim, é difícil ter paciência.

O tempo que leva para a solução dos problemas é o tempo que Deus utiliza para nos desenvolver a paciência, que é uma virtude fundamental na elevação espiritual. Quando ocorriam coisas negativas na vida de Meishu-Sama Ele dizia: “Esses são prenúncios de bons acontecimentos”. Você ver nas coisas negativas que te acontece, um prenuncio de bons acontecimentos, é só de quem tem muita Fé!

Quando acontece alguma coisa negativa: “Que desgraça!” e começa logo a reclamar; ou será que a gente consegue de imediato, quando acontece alguma coisa negativa: “Ah que bom! vai acontecer uma coisa boa agora!” Talvez a gente se esforce para pensar dessa forma depois de ler os Ensinamentos ou quando pede orientação ao Ministro, não é assim? (Sim)

Meishu-Sama, baseado em factos reais da Sua vida, chegou à conclusão de que ela era um eterno milagre! E porque é que era um eterno milagre? Porque Ele conseguia entender a vontade de Deus por detrás de cada coisa. Não que na vida Dele, não houvesse coisas desagradáveis, do ponto de vista humano/material. Teve doenças, esteve preso, foi perseguido, foi caluniado, Ele viveu de tudo, que do ponto de vista humano seriam motivos para reclamar, porém, como sempre via que era prenúncio de bons acontecimentos, era essa visão que lhe permitia viver uma vida de eterno milagre.

Isso é um treino, é um esforço pessoal, um crescimento, e o nosso Presidente Mundial, Rev. Massayoshi Kobayashi, orientou que, deixar nas mãos de Deus não significa viver de braços cruzados, sem fazer nada. Ele próprio exemplificou da seguinte forma: quando enfrenta um problema difícil, ele sempre imagina que seja uma muralha. A muralha, não adianta você querer circundá-la, porque não consegue superá-la, você precisa subir. Ele disse também que todas as paredes têm frestas, tem rachaduras, e é precisamente nessas pequenas fissuras que nós temos que nos apoiar para escalar a muralha!

Há, hoje em dia, determinadas modalidades de desporto como “escalada livre”, em que os atletas, sem nenhum instrumento, apenas usando as mãos e os pés, escalam rochas, penhascos, etc. Já viram na televisão? Impressionante, não é? (Sim!)

Você olha e pensa: “Como é que ele consegue?” Treinando! Qualquer pessoa normal que não busque aquela capacidade, olha e diz: “Ah, eu não sou capaz” e desiste. “Aquilo é impossível, como é que eu vou subir aquilo?” Mas se o outro sobe, você também consegue subir, basta treinar. E qual é o treinamento para superar? Muito simples, é a prática da virtude. O que nos torna escaladores e superadores de problemas, é a busca de nos qualificarmos como pessoas virtuosas que fazem todos felizes.

A superação dos nossos problemas, das nossas muralhas, a capacidade de as superar, nasce do nosso esforço para nos tornarmos pessoas capazes de fazer os outros felizes. Mas como é que nós queremos resolver o problema? Atacando-o, combatendo-o, e não fazendo os outros felizes. No momento em que você faz os outros felizes, ganha junto de Deus o merecimento para os superar e naturalmente a solução chega.

É por isso que Meishu-Sama vivia tranquilo, sabendo que poderia aguardar, que aquele mau acontecimento era prenúncio de bons acontecimentos. Ele tinha certeza, pois tudo o que fazia era para fazer os outros felizes!

Mas quando você, quer resolver os problemas com a sua força, Ele diz: “Tu já estás a tentar resolver, por isso, resolve aí”. A solução dos nossos problemas está na resolução dos problemas dos outros.

Isso é uma coisa que na teoria nós até entendemos, mas na prática, o nosso egoísmo e apego fazem com que façamos dos nossos problemas o centro do Universo. Aí, passamos a pensar só nele, uma espécie de “neurose”. Só pensa naquilo, só quer resolver aquilo, o que você faz é buscando resolver aquilo e perde o foco da coisa mais importante que é fazer o outro feliz.

O Presidente Kobayashi, orientou que no Ensinamento de Meishu-Sama, Ele deixa muito claro que: “A verdadeira virtude é aquela dirigida às outras pessoas e a sociedade.” Não é para você, é para os outros. O que é que eu posso fazer para tornar essa pessoa feliz?

Como no caso da experiência de Fé da Sra. Anabela, ela vendo uma pessoa idosa, num dia de chuva, carregada de compras… O que eu posso fazer para deixar aquele idoso feliz? Ajudar a carregar os sacos que ele tinha!

Cada pessoa que está à nossa volta, a começar pelos nossos familiares, tem uma necessidade, tem um problema em que podemos ajudar. Porém, o facto de estarmos olhando para dentro de nós, não nos permite ver o que é que o outro está a precisar.

O que é que eu posso fazer para fazer o meu marido feliz? O que eu posso fazer para fazer a minha mulher feliz? Ela está ali ao seu lado, mas como você está pensando que é ela que tem que te fazer feliz e ela não faz, porque ela também está pensando na sua própria felicidade, aí um não pensa no outro e o relacionamento vai esfriando.

Outros pontos que Meishu-Sama orienta:

“A melhor forma de acumular virtudes é ministrar Johrei e encaminhar pessoas a esta Fé.”
“Não existe melhor método para acumular virtudes do que encaminhar as pessoas a uma fé que proporciona a eterna salvação.”

Eu não sei o que eu vou fazer para fazê-lo feliz, então, vou fazer Johrei, o Johrei com certeza vai fazê-lo feliz! Uma pessoa que não é membro, como é que eu vou fazê-la feliz? Encaminhando-a para a Igreja, vai aprender a fazer os outros felizes e fazendo os outros felizes, vai ficar feliz!

Só encaminhar para a Igreja e achar que a pessoa, porque recebeu o Ohikari já vai ser feliz, é desde já um grande engano; encaminha, acompanha nas aulas, chegou o dia da outorga, o ministro “pendura-lhe” o Ohikari no pescoço, tira foto, bate palmas, vai embora egoísta sem fazer os outros felizes, não adiantou de nada… Ele levou no pescoço, apenas um “talismã”!

Agora, se fez tudo isso, recebeu o Ohikari e se compromete a ministrar Johrei, assistência religiosa, ir ao hospital, ir à Igreja, faz plantão, faz os outros felizes… aí sim, você cumpriu a sua missão!

Os membros que tem dificuldade de se levar as pessoas encaminhadas por elas a esse nível de prática de Fé, é porque elas próprias também não estão fazendo! Você não pode ensinar a alguém aquilo que você mesmo não faz; o objetivo não é só “pendurar” o Ohikari no pescoço das pessoas, pois se fosse esse, saíamos para a rua com bastantes, distribuía-se por aí e voltava-se para a Igreja a dizer que se outorgou 100 pessoas; salvou o mundo? Não! As pessoas nem iam perceber o por que tinham recebido aquilo…

O objetivo é fazer despertar as pessoas para fazerem os outros felizes, o Ohikari é só um “instrumento” de canalização da Luz. Como na agricultura, a enxada é só um instrumento; se pegarmos na enxada, revirarmos a terra e nada se plantar, vai nascer alguma coisa? Não! E se deixar a enxada lá encostada numa parede, o que vai acontecer? Não vai acontecer nada…

Olhem as mãos do Ministro Paulo Oyama, quem quiser ver como isto é verdade, toque nas mãos dele, parecem lixa. (Risos) Porquê? Porque ele trabalha muito na agricultura e é por isso também que tem resultados maravilhosos!

Com a Fé, acontece a mesma coisa, não adianta ficar falando se não praticarmos.
Depois Meishu-Sama orienta:

“Ao acumular virtudes, recebemos a gratidão de muitas pessoas. Através da Luz emanada dessa gratidão, o espírito da pessoa se expande, pois, isso torna-se o alimento do espírito. Se expandindo, a Luz aumenta, o que faz com que a pessoa se eleve nas camadas do Mundo Espiritual e, consequentemente, a felicidade e muitas coisas boas também aumentam.”

Não é por se tornar membro e frequentar à Igreja que, por si só, já vai fazer a pessoa feliz, precisamos receber a gratidão das pessoas a quem nos dedicamos; isto está claramente no Ensinamento.

Quando fazemos tudo isso, aí sim, entregamos tudo nas mãos de Deus e Ele se ocupa: “Puxa, tenho de resolver o problema daquela pessoa, ela trabalha tanto para mim, fazendo os outros felizes!”

É interesse de qualquer patrão que tem um bom empregado com um problema, resolver o problema do empregado, pois ele sem aquele problema vai trabalhar melhor, ou não? (Sim) Você tem um excelente empregado que trabalha bem, é pontual, produz, é incansável, acaba as tarefas dele e vem pedir mais trabalho, ajuda os colegas, se for preciso fazer horas extras, faz sem hesitar, se souber que ele tem um problema, você vai dizer logo que o vai ajudar, com toda a boa vontade; o que poderíamos fazer? Ele não está trabalhando para engrandecer a obra do patrão? Qualquer patrão inteligente ajudaria…

Agora, o empregado que chega atrasado, que faz o mínimo indispensável dentro dos seus horários, a quem se pede algo mais e já serve de desculpa, etc., está com um problema? Que resolva! Problema dele! (Risos)

Temos que imaginar que existe lógica na Fé e é a essa lógica que nós precisamos obedecer e respeitar.

Meishu-Sama ensina-nos sempre que, as virtudes ocultas são mais importantes que as virtudes ostensivas. É mais difícil de praticar. Fazer o que todo o mundo gosta ou fazer coisas que se vêm, toda a gente gosta de fazer. Coisas que menos se gosta, que não se vêm, já não se procura tanto!

No Porto, um membro perguntou-me: “Reverendo, que dedicação posso fazer para me preparar para o Culto de Antepassados? Existem tantas, qual é a melhor dedicação?” Eu respondi: “A que você não gosta! Essa é que é boa!” (Risos) Se a gente gosta, é fácil, qualquer um faz. O nosso crescimento está sempre naquilo que a gente não gosta. (Risos)

Quem gosta de cozinhar, pede logo para cozinhar: “Posso dedicar na cozinha?” Claro que sim! Mas além da cozinha, também é bom dedicar em algo que não goste. “Não gosto de trabalhar na terra porque me dá nojo!” É bom fazer coisas que a gente gosta, mas o crescimento maior se consegue com aquilo de que não gostamos; façam o que gostam e também o que não gostam! Aí vai gerar grande crescimento.

“Ah, eu não gosto de falar da Igreja para os outros, porque já tantas vezes falei e fui rejeitada e troçada…” É mesmo isso que tens que fazer! Cria o objetivo de falar para todo o mundo, que você vai-se surpreender! Porque é fazendo aquilo que você não gosta, por ser um limite, é onde Deus mais vai atuar e mais se vai manifestar! Porque fazendo uma coisa que você gosta, é uma manifestação do seu ego, do seu prazer pessoal; o que também pode existir.

O nosso esforço máximo tem que ser esse e depois, deixar nas mãos de Deus. Mas deixar nas mãos de Deus sem fazer nada disso, não vai dar bom resultado. Deus não é nosso empregado! Deus não é o génio da lâmpada, a quem você vai fazer três pedidos. (Risos)

Agora, que nos estamos a aproximar do Culto Anual aos Antepassados, vamos intensificar cada vez mais a nossa prática de virtudes, para que a nossa Fé possa chegar a esse nível de “daigomi”, o sabor mais elevado, mais puro da Fé.

Para concluir, gostaria de ler um trecho de uma palestra do Reverendo Kobayashi do dia 1 de julho de 2014, que acredito que serve de grande exemplo para todos nós. Ele assim nos orientou:

“Dias atrás, um messiânico me relatou um sonho que ele teve. Este episódio me marcou muito. Em vida, sua falecida mãe não gostava de o ver frequentando a nossa Igreja. Pouco tempo após o seu regresso ao Mundo Espiritual, a sua mãe lhe apareceu em um sonho, onde ela se postava em pé ao lado da cabeceira da cama onde o filho estava descansando.
Olhando para ele, a mãe disse as seguintes palavras: “Meu filho, vim aqui para te agradecer. Quando cheguei no Mundo Espiritual, me deparei com um rio onde tinham muitas pessoas reunidas na sua margem. Elas trocavam suas roupas por uma veste branca e, uma após a outra, entravam na água e caminhavam rumo à margem oposta. Pouco a pouco, suas vestes mudavam de cor. Algumas ficavam acinzentadas e teve pessoas que a roupa ficou muito escura.
Entrei na água preocupada com a mudança da cor da minha roupa, mas ela quase não mudou de coloração. Ao chegar na margem oposta, um guardião com a feição muito brava indicava para onde cada pessoa deveria se dirigir e, ao olhar para mim, ele disse: “Tem algo estranho. Sua roupa era para estar com outra cor!”.
Em seguida, este guardião começou a folhear um livro e, de repente, começou a assentir com a cabeça. Sua feição mudou e, com uma fisionomia alegre, me disse: “Sua roupa não mudou de cor porque seu filho acumulou muitas virtudes salvando muitas pessoas. Parabéns pelo seu filho!”. Eu sempre fui contra a sua dedicação, mas hoje sou feliz graças a sua postura de fé. Muito obrigado!”. Ainda no sonho, sua mãe desapareceu em meio a uma Luz intensa com uma feição alegre e tranquila.”

O sonho desse membro, na verdade, foi uma mensagem para todos nós, que é através da nossa dedicação, da nossa postura de Fé de salvar muitas pessoas, que nós salvamos não só a nós, mas também os nossos Antepassados e, consequentemente, os nossos descendentes.

Um bom mês de dedicação e de preparação para todos!

Muito obrigado!

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