Culto Mensal de Agradecimento – Sede Central – Outubro 2018

PALESTRA DO VICE-PRESIDENTE DA IGREJA MESSIÂNICA MUNDIAL DE PORTUGAL

MIN. LUCIANO RIBEIRO VITA DA SILVA – OUTUBRO 2018

Culto Mensal de Agradecimento - Outubro 2018

Bom dia a todos!

(Bom dia!)

Como os senhores estão a passar? Estão todos bem?

(Graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama!)

Graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama!

Em primeiro lugar, em nome da direção, gostaria de agradecer pela dedicação incansável de todos os senhores na maravilhosa Obra Divina de Salvação! A todos os meus parabéns! (Palmas)

Antes de iniciar as minhas palavras, eu gostaria de fazer a leitura da mensagem do nosso Presidente, Reverendo Carlos Eduardo Luciow, justificando essa ausência. Ele diz:

“Bom dia! Como estão passando? Estão todos bem?
Eu também estou bem, graças a Deus e Meishu-Sama; purificando do joelho. Em agosto, acompanhando a caravana no Brasil, tive uma torção no joelho e apesar de saber que deveria repousar, para não interromper o acompanhamento, continuei a caminhar. Voltando para a Europa continuei a viajar, ignorando o problema que foi-se agravando cada vez mais até que não conseguia mais caminhar. Peço desculpa aos senhores por não poder estar presente no Seminário Nacional de preparação para o Culto Anual pelos Antepassados e no Culto Mensal da Sede Central, mas o faço para que possa me recuperar e estar presente no Culto do dia 1 de novembro. Apesar da distância, estarei aí em sintonia com todos e tenho certeza, que os nossos Antepassados receberão muita Luz e salvação através da evolução do nosso Makoto no servir à Obra Divina.” (Palmas)

Hoje, estive a falar telefonicamente com ele e mais uma vez, desejou a todos um bom Culto Mensal!

Eu gostaria de saber, quem está a vir pela primeira vez, pode levantar a mão?

Sejam muito bem-vindos! Que essa seja a primeira de muitas outras visitas! (Palmas)

Estamos também a receber membros de várias unidades religiosas: Lisboa, Amadora e Sintra, Margem Sul, Ribatejo Braga, Amarante, Porto, Gaia e naturalmente de Aveiro e Coimbra. Do estrangeiro, temos também uma pessoa do Brasil. Sejam todos muito bem-vindos à Sede Central! (Palmas)

Já estamos no último trimestre do ano e estamos a entrar nessa preparação para o Culto Anual pelos Antepassados que é uma data, uma época muito especial.

Mas antes de falar sobre essa importante preparação, queria antes perguntar aos senhores se gostaram da experiência de fé?
(Sim) (Palmas)

Muito obrigado Sr. Henrique Aparício! O senhor realmente apareceu na minha vida, nas nossas vidas. Foi uma maravilhosa aparição! (Risos)

Nós estamos assim numa disputa de quem é que é mais feliz. Eu sinto-me feliz por vê-lo dessa maneira e ele também vem relatar muitas das vezes que está muito feliz com esse relato. É maravilhoso saborearmos isso.

É interessante como Deus atua, a imensidão do Seu trabalho. Deus realmente está no comando de tudo e utiliza o Bem e o Mal. O dito “Mal” é para a nossa evolução e cabe a cada um de nós decidir, o que é que queremos fazer com esse “Bem” ou com esse “Mal”.

Este mês também, o Min. António Carlos, enviou uma mensagem de um outro sacerdote, de outra filosofia: “Ah, tem um sacerdote que está a falar bem do Johrei na internet e encaminhou uma pessoa lá em Lisboa através desse vídeo”. Mas são situações que ouvimos por esse lado do “Bem”.

Quando se fala bem, é mais fácil, não é? (Sim) Mas através desta situação do Sr. Henrique é diferente e isso depende realmente de cada um. Ele visualizou aquele vídeo e pensou: “Ah, já que está a falar tão mal assim, eu quero conhecer. Quero verificar realmente o que está por detrás daquilo!”

Ele tem realmente essa característica de aprofundar as coisas e foi descobrindo toda essa maravilhosa verdade. E não é só o facto de conhecer. Já foi pouco a pouco, através da obediência… porque uma coisa eu sempre falo e em geral os Ministros e Missionários já tem isso como praxe: “não fique preso só na teoria, vamos colocar em ação”.

Ele mora distante, mais ou menos a quinze quilómetros do Núcleo de Johrei da Malveira, em Mafra. Eu falei com ele por telefone na primeira semana: “Sr. Henrique, por favor, busque essa pessoa para receber Johrei. Dentro das suas possibilidades, se conseguir ir todos os dias, é o melhor.” E assim ele fez. Eu até pensava que pela distância, ele fosse uma, duas vezes por semana. Mas na primeira semana foi todos os dias! Vejam bem! Todos os dias! E com essa prática foi realmente tendo esses resultados. Tudo depende disso!

Passado um tempo de ele estar a receber Johrei, eu fiz uma visita no seu lar. Foi quando dei essa orientação sobre a questão da Dedicação de Limpeza Espiritual. Porque durante a visita, ministrando Johrei, eu fiquei quebrando a cabeça: “O que é que ele precisa fazer, dentro das limitações que ele tem?”. Dai surgiu essa questão da limpeza, mas eu sentia que da parte dele queria mais alguma coisa. Aí eu falei: “O Henrique não tem o seu ciclo de amizades, de pessoas? Comece a falar de Meishu-Sama para elas!” Ele respondeu: “Então, está bem!”.

Nessa mesma semana, no sábado à noite, a responsável do Núcleo, Maria do Carmo, liga para mim: “Ministro, estou com uma dificuldade!”. “O que é que foi?”, perguntei. “Amanhã o Henrique falou que vem para cá, quer receber Johrei”. “Só que ele disse que vai trazer 15 pessoas!” (Risos) (Palmas)

Domingo era o Culto Mensal, eu tinha de estar na Igreja, mas pensei: “Puxa vida, ela sozinha! Eu tenho de ajudá-la!” Na mesma hora, organizei um grupo de pessoas, lotamos um carro e fomos para lá dedicar, após o término do Culto. Coisas assim maravilhosas nesse dia, acho que só faltou uma pessoa (foram 14). Passamos a tarde toda a ministrar Johrei! Foi muito gratificante!

Numa parte da sua aprendizagem ele cita: “Na Igreja aprendi que a pessoa mais pura é aquela que trabalha em benefício do próximo. Que ao ministrar Johrei estaremos a ser representantes de Deus na vida das pessoas e que devemos permitir que Deus, através de Meishu-Sama, comande a nossa vida. Nunca me senti tão próximo Dele.”

Realmente, o Sr. Aparício apareceu e veio com tudo, não é? (Palmas) Muito obrigado, mais uma vez Sr. Henrique Aparício, por essa maravilhosa experiência de Fé. Que não é sua, nem nossa, mas sim uma revelação da manifestação do Supremo Deus. Muito obrigado!

Nos dias 5 e 6, como de costume, realizámos o Seminário Nacional de Preparação para o Culto Anual às Almas aos Antepassados. Nesta oportunidade nós contamos com a participação de cerca de 35 pessoas de todo o país. Neste Seminário, realizámos todas as atividades colocando como ponto vital o sentimento, em sintonia com os nossos Antepassados.

Fizemos Dedicação com a terra no jardim, plantio de mudas, confeção de Flores de Luz e uma sensibilização através da Flor. Depois do jantar, assistimos o filme “Coco” que se inspirou no tradicional festival do “Dia dos Mortos” celebrado em vários países da América latina. É uma celebração de origem indígena em honra dos que já partiram.

No dia seguinte, também como já é normal, fizemos oração, dessa vez na Padroeira aqui de Coimbra que é a Rainha Santa Isabel, que está no Mosteiro de Santa Clara e também no Cemitério de Santa Clara, que fica a 100 metros daqui. Foram realmente dias maravilhosos em que pudemos, no final, ouvir maravilhosos relatos dos participantes e eu gostaria de enaltecer um deles.

Quando chegámos à entrada do cemitério, eu e o missionário Nuno Monsanto, do Ribatejo estávamos com 2 bandejas de Flores de Luz e começamos a distribuí-las. Da minha parte, comecei a perceber um forte desejo das pessoas que estavam a passar naquele momento em receber as flores. Houve até uma situação, uma senhora, muito bem vestida, com um carro topo de gama, parou o carro e veio a correr na minha direção e eu perguntei: “Deseja uma flor?”. “Eu vi que o senhor estava a distribuir flores e eu estou interessada”. “Ah sim, por favor! Não quer levar uma também para outra pessoa que a senhora desejar?”. “Ah sim, quero levar para uma amiga”. E levou. Achei interessante.

Ainda no cemitério, após reunirmos todo o grupo que estava a chegar do mosteiro, para orarmos na capela, dei-me conta de que só faltava o Nuno. Chamei-o, mas ele falou assim: “Espere aí um pouquinho que eu já vou”. Eu fui obediente e pensei “Tem alguma coisa ali…” (Risos) Não demorou muito ele voltou e relatou que entregou uma Flor de Luz a um senhor que estava a entrar no cemitério e ao entregar essa Flor, esse senhor emocionou-se, começou a chorar e disse que iria levar a Flor para a campa do filho que tinha falecido recentemente com 23 anos de idade. O Nuno ficou também emocionado com a situação e veio embora. Entretanto, resolveu voltar ao encontro do senhor porque sentiu o desejo de oferecer-lhe outra Flor de Luz para ele levar para casa.

Regressámos à Sede Central, ouvimos esse relato do Nuno, assim como de outros participantes e fizemos a conclusão do Seminário. De seguida almoçamos e como também é de costume realizamos o Dai Johrei Kai. Durante o Dai Johrei Kai, uma pessoa começou a sentir-se mal, pediu para sair e nesse momento foi uma outra pessoa acompanhá-la. Ela falou que poderia estar a sentir algo mais forte e eu até falei para ir lá para cima descansar, ficar num sofá ou até se quiser numa cama, para relaxar e foram para lá.

Já próximo ao final do Dai Johrei Kai eu subi e ao encontrar com os dois, a pessoa que estava a acompanhar relatou-me que nunca tinha passado por um momento de emoção tão grande na vida como aquele que ela havia vivenciado.

Esse relato foi algo que se passou em três fases e que eu gostaria de acompanhar através da leitura para os senhores.

A primeira fase, o que ocorreu na realidade foi a manifestação de um antepassado, de um espírito. Ele dizia assim (esse antepassado que começou a se manifestar): “Eu não sabia que estava morto. Eu não sabia. Eu não quero estar morto. Maldito acidente! Quem vai cuidar das minhas coisas?”. Ele chorava muito, mostrava-se agitado, desesperado e depois, calou-se.

Na segunda fase, (a pessoa que estava a acompanhar, esteve sempre a ministrar Johrei), ele voltou e começou a falar: “Eu já não tenho fome, nem sede”, “minha cabeça dói muito” e colocava as mãos na cabeça; “eu não estou a perceber o que está a acontecer; onde estou? Estou muito confuso, não sei o meu nome, só vejo flores, porque aquele rapaz ofereceu flores ao meu pai, ele colocou na campa e nesse momento, eu percebi que estava morto…” Vejam bem, só naquele momento é que ele se deu conta que tinha morrido, desencarnado. “Eu não quero estar morto, tenho tantas saudades do meu pai, eu amo o meu pai” e depois, voltou ao silêncio…

Numa terceira etapa, voltou a manifestar-se, mas desta vez estava calmo, sereno e disse: “Muito obrigado, muito obrigado, há muito tempo que eu não sentia paz, que paz estou a sentir, estou a sentir-me muito bem, posso continuar a receber essa Luz?” Que maravilhoso, não é? (Sim) (Palmas) “Sinto-me como se estivesse a subir ao Céu, que sensação agradável…” no fim, ele deu um suspiro, calou-se e voltou ao Mundo Espiritual.

Realmente, nós sabemos que temos essas ferramentas maravilhosas que Meishu-Sama nos deixou para realizar esse tipo de trabalho, como ele, através dum gesto que todos nós realizamos.

Antes de iniciar este Culto, comecei a pensar: “Quantos espíritos, quantos Antepassados aguardam por uma singela, uma simples Flor de Luz! O que estamos à espera? Um simples ato…”

Acabamos por ficar envolvidos no nosso dia a dia, por coisas tão menores e a humanidade, o Mundo Espiritual, os Antepassados, estão a aguardar, estão à nossa espera por esta Dedicação e nós temos essa permissão, graças ao Messias Meishu Sama! (Palmas)

É o que diz no Ensinamento do mês: “Suponhamos que um espírito se encontre no nível inferior do Plano Inferior; isto significa que ele se acha no fundo do Inferno. Como nesse local o sofrimento do espírito é muito intenso, há terrível reflexo sobre o corpo físico, que passa a ser espantosamente atormentado. No nível médio do Plano Inferior, o reflexo é menos danoso. Então o sofrimento se torna mais suave, mais tolerável. E assim por diante. Os padecimentos variam de acordo com a posição do espírito nas várias camadas do Mundo Espiritual.
Ultrapassando-se as sessenta camadas do Plano Inferior, atinge-se o Plano Intermediário, que corresponde à vida na Terra. Acima do Plano Intermediário está o Plano Superior, o Reino dos Céus, onde se acham os anjos e onde se pode desfrutar uma vida de felicidade.”

Ao preparar estas palavras, estive também a ler a palestra do Reverendo Resende que proferiu ontem no Solo Sagrado de Guarapiranga. Entre as suas palavras, há um trecho de uma experiência também muito interessante. É sobre um rapaz que estava a passar diante da Igreja, do Johrei Center e num determinado momento, ele viu alguém a acenar-lhe, com uma folha na mão; nesse momento, ele tentou procurar e foi atrás dessa pessoa, mas perdeu-a. De seguida, ele entrou no Johrei Center e perguntou à rececionista, começando a dar as características dessa pessoa, mas a rececionista disse-lhe que das pessoas que estavam lá, não havia ninguém com aquelas características; ele achou estranho, mas ela convidou-o a receber Johrei e de seguida, a preencher o formulário para o Culto dos Antepassados; durante o Johrei, ele começou a ficar emocionado e abriu o coração para essa senhora, dizendo que a pessoa que ele tinha visto a acenar-lhe era o pai, falecido há três anos.

Esse rapaz, além de estar dando continuidade, recebendo Johrei, vai participar no Culto Anual pelos Antepassados no Solo Sagrado de Guarapiranga e também já tomou a decisão, juntamente com sua esposa e filho, de receber a medalha da Luz Divina, o Ohikari.

Esse é mais um exemplo de como os nossos Antepassados estão ansiosos por esta data tão importante em nossas vidas!

Para acabar, gostaria de informar que realizaremos esse Culto Anual pelas Almas dos Antepassados, no dia 1 de novembro, somente aqui na Sede Central, às 11h da manhã.

Estão todos convidados e está dado o recado: Amigos, familiares, independentemente da crença, vamos ampliar este trabalho de Salvação!

Em nome do Reverendo Carlos Eduardo Luciow, desejo a todos um bom mês de preparação para este Culto tão especial!

Muito obrigado e boa missão a todos!

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