Culto Mensal de Agradecimento – Sede Central – Outubro 2017

PALESTRA DO PRESIDENTE DA IGREJA MESSIÂNICA MUNDIAL DE PORTUGAL

REV. CARLOS EDUARDO LUCIOW – OUTUBRO 2017

Bom dia a todos!
(Bom dia!)
Os senhores estão a passar bem?
(Graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama!)
Graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama!

Quero iniciar as minhas palavras, agradecendo de todo o coração a vossa sincera dedicação que nos permite expandir a Obra Divina de Deus e do Messias Meishu-Sama aqui em Portugal. Muito obrigado! (palmas)

Quem está a vir pela primeira vez, pode levantar a mão? Sejam muito bem-vindos! (palmas) É uma honra receber os senhores aqui na casa de Meishu-Sama. Que esta seja a primeira de muitas outras visitas.

Estamos também a receber membros de outras unidades: Margem Sul, Oeiras-Cascais, Amadora e Sintra, Lisboa, Coimbra, Aveiro, Amarante, Vila Real, Braga, naturalmente, Porto e Gaia e também um membro da Noruega. Para quem não conhece, quero apresentar o Senhor Munir Halti. Ele é brasileiro, viveu muitos anos em Portugal e atualmente está na Noruega. Boa missão! (palmas)

Já estamos no Outono. Uma estação muito importante. É a estação em que a Natureza começa a reciclar, deixando cair as folhas velhas para depois, na Primavera, poderem nascer os brotos e as flores. Isto é um grande ensinamento para o Homem. Também precisamos limpar o nosso espírito das “folhas secas” e “velhas” para que possam nascer novos “brotos” e novas “flores” posteriormente. Mas, infelizmente, muitas vezes, as pessoas ficam apegadas às folhas secas do passado: às mágoas, ressentimentos, “aquele disse-me aquilo…, aquele outro fez-me aquilo…”. Ficamos agarrados, com aquele monte de folhas secas grudadas e depois reclamamos: “Porque é que não nascem novos brotos e novas flores na minha vida?”. Esquecendo de que para nascer novos brotos e belas flores, primeiro é preciso perder as folhas secas. Assim, vamos aproveitar esta força da Natureza, deste momento e limpar o nosso espírito, atirar para fora todas as folhas secas do passado, está bem? (sim)

No fim-de-semana passado, realizámos em Lisboa o nosso Seminário Anual para Missionários como preparação para o Culto Especial pelos Antepassados, que realizaremos no dia 1 de novembro. Este seminário foi muito produtivo. Quem aqui estava presente, pode levantar a mão? Gostaram? (sim!) Foi bom? (sim!)

Foi maravilhoso! Tivemos atividades com as três colunas da Salvação e fizemos atividades externas. Todo este material estará publicado no boletim deste mês. Peço que o leiam com atenção. Foi essa a preparação que fizemos para o Culto Especial que realizaremos este ano no dia 1 de novembro que será na Fundação António Cupertino de Miranda, às catorze horas, aqui no Porto. Será uma atividade especial com a presença do Reverendo Miura, como representante do Solo Sagrado e de Kyoshu-Sama.

A propósito, ontem foi o aniversário de Kyoshu-Sama e em nome de todos mandei uma carta de felicitações, agradecendo as suas maravilhosas orientações e que estamos orando para que ele tenha muita saúde, muita felicidade, junto com a sua família, para continuar a orientar-nos e a guiar-nos na Obra Divina. Também já tive a confirmação de que ele recebeu a nossa carta e agradeceu. Uma salva de palmas para Kyoshu-Sama e feliz aniversário! (palmas)

No dia 1 de novembro haverá esse Culto Especial pelos Antepassados, como fazemos todos os anos. Lá vai ser montado um Altar e realizaremos esse Culto junto com as comorações dos quarenta anos de Difusão em Portugal. Será um Culto muito Especial, porque vamos também homenagear todos os membros pioneiros da nossa Igreja, sejam aqueles que ainda se encontram no Mundo Material, como aqueles que já partiram para o Mundo Espiritual e de lá estão a trabalhar em conjunto connosco.

Sobre esse facto do Culto, houve uma coisa interessante que se repetiu duas vezes. Lá em Lisboa, antes do seminário, como sempre faço nas unidades, fui visitar e transmitir Johrei a uma membro pioneira que estava a purificar. Ao despedir-me disse-lhe: “Então vemo-nos no dia 1 de novembro, lá no Porto”. E ela disse-me: “Não. Sinto muito, eu não vou poder ir”. Eu retorqui: “Porquê?”, “Não vou porque nesse dia vou sempre ao cemitério. E como vou ao cemitério, não poderei ir ao Porto.” Então respondi: “Mas tem mesmo de ir ao cemitério no dia 1?” “Ah sim! Porque é tradição. Eu vou sempre no dia 1!” Finalmente disse: “A senhora pode ir ao Cemitério no dia anterior e no dia 2 que é o dia dos defuntos. O dia dos mortos é dia 2, dia 1 é o dia de todos os Santos! Desta vez coloque a sua tradição de ir no dia 1 de lado e dê prioridade para este Culto Especial de importância fundamental para a nossa salvação e dos nossos antepassados. A senhora ir ao cemitério na véspera ou no dia 2, não vai mudar nada. O cemitério está lá e a tumba não vai fugir. Já o Culto no dia 1, às duas da tarde, só haverá esse. Não haverá no dia anterior e nem no dia seguinte. Perdeu este, não haverá outro. Então, dê prioridade ao que é sagrado!”

Ontem aqui, a ministrar Johrei também a uma membro pioneira, que estava a purificar, ela disse-me a mesma coisa: “Ah, vocês escolheram uma data muito má para fazer esse Culto!” Eu retorqui: “Como muito má?”, “Não, porque nesse dia muitas pessoas vão para a aldeia…” disse ela. Assim respondi: “Espera aí! Você pode ir na aldeia no dia anterior ou no dia posterior! A aldeia está lá, o Cemitério estará lá, não vai faltar ao respeito aos antepassados, se em vez de ir no dia 1, for no dia 2”, que é o dia deles, diga-se de passagem. Mas se no dia 1 não vier, vai estar em grande falta consigo mesmo e com os antepassados!”

Como eu recebi essas duas “mensagens” dessas duas membros pioneiras, acho que é vontade dos antepassados que eu diga para todos os senhores: não faltem a esse Culto Especial, por esse motivo. Não podem faltar ao Culto Especial pelos Antepassados porque nesse dia decidiram ir à sepultura. A sepultura está lá, vão no dia anterior ou no dia seguinte. Estamos entendidos? (sim!) É importantíssimo! É um nosso dever espiritual, nesse dia todos os messiânicos de Portugal estarem lá para, junto com os nossos antepassados, receberem a Luz da Salvação, rezar pela Salvação deles, receber o Johrei coletivo do Reverendo que estará representando Kyoshu-Sama e o Solo Sagrado. É uma atividade única na nossa história em Portugal. Portanto, não têm desculpa para faltar! Passem essa mensagem para os outros membros. Quem comentar com vocês: “Ah! Não vou poder ir…”, vocês dizem: “Não, não! Olhe que não é assim! Corrija o seu Sonem!” E orientem a pessoa com força porque o antepassado dela quer isso.

O Culto deste ano, que ao mesmo tempo vai ter essa comemoração, é um Culto de profunda gratidão porque está “coincidindo” com a permissão de termos a nossa Sede própria, onde também existirá um Altar permanente para os Antepassados. Fiquei a saber de colegas do Brasil, que recebem o nosso Boletim, que membros do Brasil, Portugueses (porque tem muitos Portugueses e muitos descendentes no Brasil) que quando leram e ficaram a saber que haverá um Altar dos Antepassados permanente em Portugal, começaram a chorar de emoção, lá no Brasil, por essa grande permissão dos seus antepassados estarem a receber essa grande permissão do Solo Sagrado, de serem diariamente sufragados e cultuados em Portugal. Isto é maravilhoso! Nesse dia 1, também lá, vamos agradecer a Deus e a Meishu-Sama essa permissão junto com os antepassados que estão a ter essa permissão a partir de agora.

Algumas pessoas dizem assim: “Kyoshu-Sama disse que todos já fomos salvos. Já fomos perdoados e já fomos recebidos no Paraíso. Então, se os antepassados já estão salvos, porque é que temos que fazer o culto se eles já estão salvos?” Alguém aqui já pensou assim? E é verdade! Já estão salvos e perdoados! Só que eles não sabem. Muitos deles ainda estão a pensar na forma antiga: “Tenho que pagar os meus pecados, nasci para sofrer, cometi crimes na vida, tenho que sofrer pelo que eu fiz”. Não receberam ainda essa Boa-nova, não receberam o Evangelho do perdão. Nós, como seus representantes aqui, quando aceitamos isso no nosso coração, aceitamos esse perdão, reconhecemos isso, eles que estão ligados a nós recebem lá. Tudo o que nós pensamos e sentimos, através do nosso elo espiritual com eles, reflete-se neles. E o que eles sentem e pensam também se reflete em nós. Então, é importante esse culto para confirmarmos dentro de nós, junto com eles, esse perdão recebido e irmos juntos para o Paraíso. Assim, eles vão entrar num nível superior do Mundo Espiritual.

A importância desse dia 1 é que durante o ano inteiro os antepassados que estão no mais alto nível do Mundo Espiritual têm direito à liberdade. De ir e vir, de nos visitar. Têm mobilidade. Porque estão no nível superior e têm liberdade quase total. Quanto mais alto o nível, maior a liberdade. Os que estão no nível intermediário é como se estivessem em escolas de formação, com professores. Esses, já para se ausentarem ou para virem, precisam de autorização. Já aqueles que estão no nível inferior, a cumprir pena pelos seus graves pecados, é como se estivessem na prisão atrás das grades. Cada um pagando o crime, conforme o pecado que cometeu. Está bem explicado nos Ensinamentos de Meishu-Sama. Já estudaram, não é? (sim)

O que é o dia 1 de novembro? É um dia de “amnistia” no Mundo Espiritual onde todos os antepassados, do mais alto ao mais baixo nível, têm permissão de vir para receber a oração, receber as oferendas, receber as ofertas, os donativos feitos em nome deles para Deus, as flores, os Salmos e a Luz do Johrei. Depois do final do culto são reencaminhados ao Mundo Espiritual. Aqueles do mais alto nível, vêm sozinhos e voltam sozinhos; aqueles de médio nível vêm acompanhados e voltam acompanhados; e os de baixo nível vêm com os guardiões e são levados pelos guardiões. Porquê guardiões? Porque há os que tentam fugir. É como no Mundo Material: o presidiário para andar para lá e para cá tem que ir com o guarda do lado. Não é assim? É a mesma coisa. O Mundo Material é reflexo do Mundo Espiritual. Aqui é assim porque lá é assim. Nesse único dia em que todos podem vir receber oração, receber as ofertas e podem ver os descendentes, ficarem felizes de reencontrarem, é um dia que não podemos faltar. Com o coração repleto de amor e de fé, rezando por eles, para que recebendo essa Luz, quando eles voltarem para o Mundo Espiritual já voltem para um nível superior. Portanto, da parte deles, é o dia mais importante do ano. Eles esperam esse dia o ano inteiro com grande entusiasmo, com grande felicidade.

Portanto, a nossa preparação para os encontrar tem que ser a maior possível, dando-lhes tranquilidade e serenidade “estejam bem, estejam tranquilos, eu aqui estou a dedicar na Obra Divina, estou a praticar boas ações e a mandar Luz para vocês. Vocês também dediquem aí. Vocês também sirvam ao Messias Meishu-Sama na construção do Paraíso. Vamos juntos trabalhar”. Isso entusiasma-os e eles começam também a desejar. Aquilo que nós desejamos, eles desejam. Aquilo que nós não desejamos, eles não desejam. Estamos ligados. A tristeza, o pessimismo, a depressão deles reflete-se em nós. O nosso pessimismo, a nossa depressão, a nossa angústia reflete-se neles. Mas o contrário também. O nosso entusiasmo, a nossa fé, o nosso amor reflete positivamente neles, que se elevando, refletem positivamente em nós. Existe esse inter-relação íntima, mesmo que invisível.

Tudo isso ficou bem claro nesta experiência de fé, da senhora Florinda José, que foi lida hoje. Ela estava a sofrer com depressão, com filhos pequenos que tinham problemas, com a mãe doente. Sem saber o que fazer, a mãe lembrou-se que já tinha frequentado a Igreja no passado, a família começou a receber assistência, começaram a receber Johrei, começaram a ler os Ensinamentos, a mãe foi melhorando o estado de espírito, e ela saiu da depressão. Os filhos, que tinham problemas de sonambulismo e maus sonhos, ficaram bons e estão todos bem. Até o ex-marido, que há sete anos que não sabiam do paradeiro, não só voltou como está a querer ajudar economicamente. Se isso não é um milagre, eu não sei o que é que é! (risos). Muitos maridos estão a querer fugir e deixar de dar dinheiro em casa. Algum que volta e quer dar dinheiro, isso é milagre (risos). Marido hoje está a fim de escapar, sumir do mundo e parar de dar dinheiro. É algo oposto à sociedade. Ou não? (sim) Ouvem-se casos assim: “O fulano largou a mulher, largou os filhos, está a gastar dinheiro na rua com as amantes, está a beber e parou de dar dinheiro em casa”. Não ouvem casos assim? (sim) Um que volta e ainda quer dar dinheiro é um ultra milagre! (risos) Não foi ela que chamou, ele voltou por que quis. Os antepassados elevaram-se e puxaram-no para a família. É que nós, por não vermos essa relação, não acreditamos na grandiosidade que é essa relação entre nós e os antepassados. Mas com isso também não estou a querer dizer que nós temos que dedicar para a salvação deles para que a nossa vida melhore. Agora toda a mulher que for abandonada pelo marido vai começar a dedicar com interesse que ele volte e dê dinheiro para ela e para os filhos. Não é isso também! (risos)

A prática de fé interesseira não resolve! Digo-o desde já! Ela nem estava a pensar que ele iria voltar, porque já achava isso um caso perdido. Ela estava desapegada! Isso é muito bom, quando se desapega! Ela dedicou desapegadamente porque achava que ele nunca mais iria voltar.

Nesse Ensinamento Meishu-Sama fala que a família é como se fosse uma árvore. Nós somos o tronco, os nossos filhos são os ramos e os frutos e os nossos antepassados são a raiz. Para que uma árvore seja sadia, a coisa mais importante é a raiz ser sadia. Se a raiz apodrecer ou enfraquecer, todas as árvores enfraquecem e morrem. Se a raiz for sadia e robusta, a árvore é forte e tem bons frutos. Mas a raiz não se vê, está em baixo da terra. Ou alguém vê a raiz? Vemos o tronco e os galhos. Quando alguém chega à frente de uma bela árvore o que é que diz: “Que belíssima árvore, que tronco forte, que belas folhagens…” Mas já ouviram alguém dizer, na frente de uma árvore bonita: “Que belas raízes!” (risos); ninguém repara. Todas as pessoas elogiam o tronco, elogiam os galhos, elogiam os frutos. Mas esquecem que se o fruto é saboroso, é porque a raiz é excelente e tira uma boa seiva da terra que nutre bem o fruto.

O segredo de toda a árvore sadia, é uma boa raiz. O segredo de toda a boa família, sadia, próspera e feliz, é ter antepassados de alto nível. E como é que os antepassados se elevam? É através da prática de fé e das virtudes dos descendentes.

Agora, vamos comemorar os 40 anos da difusão em Portugal; só que para chegar até aos 40 anos, a difusão em Portugal, passou por diversas fases, diversas épocas, diversos factos, acontecimentos, alegres, tristes, bonitos, feios, agradáveis, desagradáveis e tudo isso faz parte do crescimento da nossa “árvore”; uma árvore quando está a crescer precisa do vento para a sacudir. Sabem qual é a importância do vento nas árvores? Não sabem? Quando o vento sacode a copa das árvores e o tronco, ele mexe também com as raízes. Mexendo com as raízes, cria espaço para as raízes poderem entrar melhor no solo. As árvores expostas a regiões mais ventosas, são árvores que têm as raízes mais profundas. Não sabiam? (não) Mas é!

A nossa Igreja ao crescer passou por muitas fases, foi sacudida por muitos ventos. E vamos agradecer tudo isso, porque a tendência das pessoas, é agradecer os factos bonitos, alegres, do passado e criticar ou ficar magoado, guardando aquelas “folhas secas”, aquilo que aconteceu, aquilo que disse, aquilo que fez; vamos agradecer tudo o que aconteceu ao longo destes 40 anos, porque como Kyoshu-Sama orienta, foi Deus que utilizou tudo isso para nos educar e nos formar; tudo faz parte da nossa educação e formação espiritual, quer gostemos ou não; quer aceitemos ou não.

Hoje em dia, muitos acontecimentos, na sociedade, até mesmo dentro da nossa Igreja, nas nossas vidas, são coisas que nunca aconteceram e muitas delas chocam-nos, porque não encontramos explicações racionais para elas e quando nós não conseguimos uma explicação racional, lógica para algo, nós condenamos e criticamos essa coisa. Mas não podemos esquecer que a lógica e o raciocínio humano nunca vão ser capazes de entender a lógica e o raciocínio de Deus, porque são completamente diferentes. Aquilo que o Homem não é capaz de entender, só pode agradecer, porque na hora em que ele critica os factos e os acontecimentos, ele está a criticar Deus, que propiciou e permitiu que aquilo acontecesse. Não podemos jamais julgar nada nem ninguém por nenhum motivo, porque Deus deu ao Homem a capacidade de julgar, para que ele julgasse somente a si mesmo!

Tenho observado que Deus está a ficar cada vez mais rigoroso; coisas que dantes eram toleradas, não o são mais. Coisas que dantes eram compreendidas, não o são mais. Está a ficar muito rigoroso e vai ficar cada vez mais rigoroso, tenho a certeza disso! É o momento de consolidação de uma Fé completamente nova. Tudo aquilo que até hoje nós conseguimos entender, superar e ultrapassar, com a antiga Fé, hoje em dia, não vamos mais conseguir superar. E qual é essa Fé completamente nova? É a Fé que tem o coração aberto para a Luz de Deus entrar.

O caso da experiência fé: Qual é o fim da experiência fé? Ela grata e feliz, abre as portas da sua casa para receber pessoas e fazer um núcleo de Johrei na sua casa. E o que é a abertura da casa? É a abertura do próprio coração.

Quem vê a casa de uma pessoa, vê o coração dessa pessoa. Uma pessoa que tem a casa bagunçada, tem o coração bagunçado. Uma pessoa que tem a casa desarrumada, tem os sentimentos desarrumados. Uma pessoa que se fecha na sua casa e não recebe ninguém, o coração dela também não aceita ninguém; uma pessoa que abre a casa e que recebe tudo e todos com o intuito de salvá-los é porque o coração dela quer salvar-se. A nossa casa é o nosso coração; quando você abre a sua casa para a Luz de Deus, você abre o seu coração para a Luz de Deus.

Neste importante momento dos 40 anos da nossa Igreja. O que quer dizer “fazer 40 anos”? É tornar-se adulto. Assim tudo aquilo que era tolerado como criança ou como adolescente, em adulto não é mais tolerado. Uma criança pode até fazer coisas erradas, toda a gente até acha engraçadinho, faz xixi na rua e toda a gente acha engraçadinho. Com 15, 16 ou 20 anos, já ninguém acha graça, já lhe chamam à atenção. Com 40 anos, se fizer isso, vai preso por atentado ao pudor. Não é mais bonitinho.

Com a Fé é a mesma coisa. No início da difusão, Deus concede muitas graças, muitas bênçãos, muitos milagres, porquê? Para demonstrar a sua existência.

O início da difusão é marcada por muitos milagres, uns atrás dos outros. A Fé também é pura, no início. A pessoa não entende muito, levanta a mão, nem sabe muito bem o que está a fazer. Mas depois o tempo passa e a pessoa vai racionalizando a Fé. Começa a colocar o próprio ego na frente: “Isto eu aceito, isso não aceito, isto eu concordo, isso eu não concordo” Ela começa a determinar o que é certo e o que é errado. “Esta pessoa é boa, aquela não é… Este ministro é simpático, aquele é antipático…” Então você é Deus, e Deus diz: “Ai é? Quer ser Deus? Então vou embora e vou deixar você com o seu Deus, o seu ego”. Só que com o seu ego, não consegue mais ser feliz, porque o seu ego não tem Luz; aí a pessoa pergunta: “Porque deixei de receber graças?” Porque se desligou de Deus e se ligou ao seu ego. É um momento de rigor, de retornarmos a uma Fé verdadeira e unicamente centralizada no Deus Supremo que é o Deus do Universo, no Messias Meishu-Sama, através das orientações do nosso líder espiritual Kyoshu-Sama. Não será mais tolerada por Deus, a Fé centralizada no próprio ego! É um momento de grande rigor, para todos os níveis da nossa igreja, não é só para nós, não. Todos os níveis da nossa igreja estão a ser chamados perante Deus, para responder sobre o tipo de Fé que estão a praticar e Deus não está mais a tolerar. Só que não podemos julgar que é com os outros. “Isso é verdade aquele fulano tem que mudar”, não é ele, somos nós! E quando estou a falar para os senhores, estou a analisar a minha Fé, o que eu tenho que mudar.

É um momento de autoanálise e crescimento, de uma nova fase, só que para ir para a nova fase, tem que se libertar do velho eu. Em Lisboa eu contei o exemplo do caranguejo, conhecem o caranguejo? (sim) O caranguejo vai crescendo e chega uma hora em que a casca dele fica dura e assim o corpo não consegue crescer mais, porque a sua carcaça está no limite do crescimento. Então, ele tem 2 alternativas: ou fica com a carcaça velha e para de crescer, o que é antinatural, ou liberta-se da carcaça velha e continua a crescer. Só que quando ele se liberta da carcaça velha, a carcaça nova que está por baixo, é molinha, então ele fica vulnerável aos predadores que o podem comer. Ele tem esse dilema: ou fica com a casca velha e não cresce mais ou joga a casca velha fora e vai passar por um período vulnerável até a casca nova endurecer de novo; mas a Lei da vida não permite que ele não troque de casca, porque é a Lei da Natureza e durante a sua vida ele tem de trocar de casca muitas vezes até chegar ao tamanho adulto.

Com o Homem é a mesma coisa, só que a nossa casca, qual é? É dentro de nós, a casca dos pensamentos endurecidos, dos sentimentos endurecidos, das teimosias endurecidas. Afinal não queremos deixar de ser daquele jeito. Só que paramos de crescer e assim vêm os problemas. E o que são os problemas? É a força da natureza para arrancar aquela casca dura, porque só se consegue superar o problema, se tirarmos a casca. O problema está pegado na casca, portanto não se resolve. Assim o problema torna-se crónico, seja de saúde, económico ou de conflito. Todos os problemas que não se resolvem, têm a ver com a casca, só têm que deixar a sua casca. Cada um sabe qual é a sua casca, ou não sabe? Toda a gente sabe qual é a sua casca, está cansado de saber e quem não souber, é só perguntar para a mulher (risos). Ela vai achar tanta “casca” que ele vai ficar doido, ou então pergunta para o marido ou para o filho. Assim, quando tira a casca, vai ficar frágil, vai ficar vulnerável, porque a casca tem aqueles espinhos que ninguém chega perto. Mas quando tira a casca toda a gente começa a dizer tudo para ele.

A nossa difusão em Portugal, como em todo outro lugar, ao longo destes 40 anos também criou uma casca dura, ou não criou? (sim) Criou, muitas! E estava errado? Não! Está certo, é a Lei da vida. É normal criar casca, o que não é natural, é ficar agarrado à casca sem querer se libertar e assim poder continuar a crescer. Temos que achar mal ter a casca, ficar apegados a ela e não querer mudar.

Nesta nova fase, dos 40 anos, com Sede própria, não é troca de Sede, nem troca de cidade, é a troca da casca. Se troca de cidade, troca de Sede e fica com a mesma casca velha, tenho a certeza que não vai resolver nada, vai piorar! Porque a força que virá para quebrar a casca, vai ter que ser mais forte. Isso chama-se Lei da Purificação. Então, para que não venha um “martelo” para quebrar a casca, tem que tirá-la de dentro para fora. Com o quê? Com amor, com humildade, com Makoto, a servir a Deus para fazer os outros felizes, isso tira a casca!

O egoísmo, o separatismo, o egocentrismo, “Dou-me com fulano, mas não com beltrano, falo com fulano, mas com beltrano não, dedico com fulano, mas com beltrano não, isto eu faço, aquilo não, isto eu admito, isso não”. Acabou essa era! Acabou! Deus está vivo dentro de todos, manifesta-se através de Luz e só com a união conseguiremos cumprir a nossa missão, como todas as Partículas Divinas. Se conseguirmos ver isso e praticar dessa forma, vamos conseguir uma grande expansão, junto com os antepassados. União, amor entre nós.

Para conseguir amar os de fora, vamos ter primeiro que conseguir amar os de dentro. Não adianta querer salvar gente lá fora, quando não estamos a conseguir salvar os que estão cá dentro. O primeiro campo de ação é cá dentro. Depois, pegar nesse amor e aí sim ir lá para fora.

Que as pessoas que nos vêm de fora, sintam esse amor que há entre nós e queiram ficar para ser amadas por nós, como nós nos amamos uns aos outros. Porque se vier alguém de fora e vir que os próprios que estão dentro não funcionam entre eles, pelo contrário, até falam mal uns dos outros, não vão lá. Vocês voltariam a um lugar assim? Eu, não. Mas se chegamos num lugar e vemos um grande amor, um grande entendimento, um grande respeito, uma grande ajuda. Esse lugar é que é bom. Quem não quer ir a lugar desses? Toda a gente. Mas ao contrário, num lugar onde se fala mal dos outros, vai-se uma vez e fica-se a arranjar desculpas para não voltar.

Aqui é que se faz a difusão, aqui entre nós; lá fora vai ser uma consequência do que se passar aqui e da Luz que se gerar aqui entre nós. Isso é que é a nova fase. Uma Fé completamente nova, que pratica aquilo que Meishu-Sama ensina e ele foi o primeiro a praticar isso.

Meishu-Sama aceitou, reconheceu e abriu o seu coração para Deus, vivo dentro dele e viu Deus vivo dentro de todas as pessoas. Isso é que é a coisa mais difícil. Quando eu digo todas as pessoas, é todas as pessoas! Nós vemos Deus vivo só dentro das pessoas que gostamos, das pessoas que não gostamos ou não simpatizamos ou que são chatas. “Ai, não, não posso…” E se é uma pessoa muito contrária, até diz que tem o diabo dentro da outra: “A minha sogra é o diabo!”, coitada da sogra. A sogra também: “A minha nora é o diabo”; aí ficam dois diabos. Mas se a primeira disser: “A minha sogra é um amor”, aí a sogra vai achar que a nora bebeu. (risos) Mas é a partir dessa mudança, que vai começar. Mesmo que não sinta, diga, porque o espírito da palavra, vai mudar. A uma pessoa que você não simpatiza, diga-lhe: “Meu querido, minha querida, meu bem, meu amor…” Diga, mesmo sem sentir, mas diga, porque o espírito da palavra vai bater no espírito da pessoa e vai voltar para si em forma de Luz.

Vamos praticar este mês isto, em casa, na Igreja, na sociedade e vamos preparar o nosso coração para recebermos no dia 1 de novembro, a Luz do Messias Meishu-Sama da salvação no nosso congresso pelos 40 anos de difusão em Portugal e vamos convidar muitas pessoas a vir receber essa Luz. Haverão muitas atividades que não quero dizer, para não estragar as surpresas.

Muito obrigado e desejo a todos um bom mês!

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