Culto Mensal de Agradecimento – Sede Central – Outubro 2015

PALESTRA DO PRESIDENTE DA IGREJA MESSIÂNICA MUNDIAL DE PORTUGAL

MIN. CARLOS EDUARDO LUCIOW

OUTUBRO 2015

Bom dia a todos!
(Bom dia!)

Os senhores estão a passar bem?
(Graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama!)

Graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama!

Como sempre, quero iniciar as minhas palavras agradecendo, de coração, a vossa sincera dedicação, que nos permite expandir a Obra de Salvação de Deus e Meishu-Sama aqui em Portugal. Muito obrigado!

Gostaria de saber quem está aqui hoje pela primeira vez, pode levantar a mão? Sejam muito bem-vindos! (Palmas) É uma honra recebê-los na casa de Meishu-Sama num dia importante como o de hoje, dia de Culto Mensal. Espero que esta seja a primeira de muitas outras visitas e após o Culto, se desejarem, por favor, encontrem-se com o Ministro João Lima que estará à vossa disposição para dar melhores explicações sobre a nossa Igreja. Obrigado!

Estamos também a receber membros de outras localidades como Amarante, Vila Real, Bustos, Aveiro, Porto, Gaia, Amadora, Sintra, Setúbal, Oeiras, Cascais, das regiões do Ribatejo, Margem Sul e Algarve, um membro do Brasil e logicamente de Lisboa. Sejam todos muito bem-vindos! (Palmas)

É muito bom quando há um Culto assim tão rico, com pessoas de vários lugares, que estão todos representados na Sede Central, orando em nome de todos os outros membros e frequentadores dos lugares onde eles moram.

Tenho também uma comunicação muito importante para fazer aos senhores. O Presidente da Igreja Messiânica Mundial do Brasil, Reverendo Hidenari Hayashi, reformou-se e foi eleito como novo Presidente o nosso querido Reverendo Marco Resende Miyamichi, para quem peço uma salva de palmas! (Palmas) Telefonei-lhe no dia da sua eleição e desejei-lhe, em nome de todos, uma feliz e próspera missão, que ele possa cumprir os desejos de Meishu-Sama na Presidência da I.M.M.B. e que seja muito feliz juntamente com todos os Reverendos, Ministros, Missionários e Membros do Brasil.

Semana passada estive em Espanha a visitar as cidades de Barcelona e Madrid, onde pude, nos Johrei Center e também em visitas a casas de missionários e membros, conhecer um pouco melhor a realidade da difusão naquele país. Estão todos muito animados! Os Johrei Center têm muitos frequentadores, estão muito empenhados e dedicados na atividade de difusão. Também fizemos Dai Johrei Kai e outras atividades. No último domingo, representando o nosso Presidente Mundial Reverendo Masayoshi Kobayashi, outorguei o Grau Sacerdotal de Ministro Adjunto ao Ministro Fernando Chagas Alambert, responsável do Johrei Center de Madrid. Peço também uma salva de palmas ao Ministro Fernando, que todos conhecem! (Palmas). Que ele possa cumprir uma missão ainda maior junto ao povo espanhol!

Além disso, tenho também outra comunicação: nos dias 24 e 25 de outubro, no último fim-de-semana deste mês, realizaremos aqui na Sede Central um Seminário Nacional para Auxiliares de Família, como preparação para o Culto Especial pela Salvação dos Antepassados, que será realizado no dia 1 de novembro. Realizaremos, como no ano passado, o seminário de preparação para 100 pessoas. Cem missionários que depois irão levar esse aprimoramento para os seus grupos. Peço aos missionários de todo o país que, nos seus Johrei Center ou Núcleos de Johrei, se informem com os seus ministros, como podem fazer para participar. As inscrições foram divididas proporcionalmente pelo número de membros de cada unidade religiosa. A nossa capacidade é limitada, então, por favor, contactem os ministros para se inscreverem.

Este mês de outubro é um mês da máxima importância, porque é o mês que precede o Culto Especial pela Salvação dos Antepassados que realizamos no dia 1 de novembro. Mensalmente já fazemos Cultos pelos antepassados, inclusive individualmente, mas o Culto do dia 1 de novembro é especial, porque nele vai reunir todos os antepassados de todos os níveis do Mundo Espiritual para serem sufragados nesse dia.

Como todos os anos, temos o formulário que preenchemos com o nome daqueles antepassados que pretendemos convidar para o Culto. No boletim deste mês vai estar um modelo com o exemplo e a ordem correta com que eles devem ser colocados na lista.

Gostaria também de explicar que esta folha é só um convite e não o Culto! Existe muita gente que dá muita importância à folha como se esta fosse o Culto. Comparando com uma festa que vamos dar em nossa casa, nós pensamos em quem vamos convidar, pegamos num pedaço de papel e começamos a escrever: fulano, sicrano, beltrano e fazemos uma lista de quem queremos convidar. Mas essa lista não é a festa! A festa são os preparativos, são as coisas saborosas que vou comprar, como vou recebê-los com simpatia e com amor, ter atenção aos mínimos detalhes para que eles se sintam felizes e à vontade. A festa é que é o importante, a lista é só para não esquecermos de chamar alguém. Fazer a lista, mas no dia do Culto não estar presente mentalmente e sentimentalmente, não trazer um bom presente, não preparar um bom banquete para eles, não representa nada. É a mesma coisa que chamar várias pessoas para uma festa em nossa casa e nós não estarmos lá para receber os convidados ou recebe-los, sem dar a devida atenção. Na mesa haver duas coisinhas ruins para comer, a bebida estar quente, que vergonha fazer uma festa assim, não é? (Sim) Neste mês que precede o Culto do dia 1 de novembro, vamos pensar profundamente, que tipo de festa vamos preparar para os nossos queridos antepassados.

Nós viemos de uma tradição religiosa em que o dia 1 de novembro é um dia de choro, é um dia de lamentação pela falta deles, é um dia pesado de tristeza. Mas Meishu-Sama nos orientou que quando o espírito parte para o Mundo Espiritual, nós aqui consideramos o dia da sua morte, mas para ele, no Mundo Espiritual, é o dia do seu nascimento lá. Desta forma, ele morre aqui, para nascer lá e quando ele reencarna, morre lá para nascer aqui. Por isso, o Budismo ensina: “O homem nasce para morrer e morre para nascer”. O homem evolui através desta constante reencarnação.

Este Culto é um dia de festa para eles, é um dia de grande felicidade por estarem a reencontrar os seus descendentes. Portanto, como é que vamos preparar esse dia especial para recebê-los? Com uma grande festa e com presentes! Que presentes são esses? Em primeiro lugar, a nossa prática de Fé. Porque o maior presente que um antepassado pode receber, é ver um descendente no caminho do bem, na prática do altruísmo, como uma pessoa honrada, correta, honesta e virtuosa.

Não existe maior alegria para um pai e para uma mãe do que quando alguém faz um elogio ao seu filho: “Puxa, encontrei o seu filho na rua, que rapaz educado e gentil, eu estava com a bolsa pesada e ele ofereceu-se para levar-me a bolsa até casa, que menino educado!” Como é que esses pais se sentem quando ouvem um comentário virtuoso sobre o seu filho? Com o coração cheio de satisfação e alegria!

Os antepassados em relação a nós, é a mesma coisa. A maior alegria deles é quando nos vêm a praticar ações virtuosas, por isso é que se esforçam tanto para nos encaminhar para a Fé Messiânica, porque esta é uma Fé rica em práticas altruístas. Aliás, ela baseia-se no altruísmo, porque o próprio Johrei é dar amor às pessoas. A dedicação é algo que se faz por intenção às pessoas que estão a sofrer; ir ao hospital dar assistência religiosa às pessoas necessitadas; o belo que fazemos é para dar alegria e felicidade às pessoas que apreciam. Todas as atividades messiânicas existem com um único objetivo: fazer as pessoas felizes. Os antepassados que vêm os seus descendentes a praticar a Fé Messiânica altruísta, recebem a Luz dessa dedicação e se elevam.

Para esse dia, vamos preparar a lista com amor e carinho lembrando-nos de todos eles, mas não esquecendo que a lista serve só para organizá-los no nosso pensamento e sentimento. No ato de preenchê-la, vamos lembrar-nos de episódios e passagens de cada um deles. Isso vai revivendo no nosso coração a existência de cada um deles. Assim, o que nós temos que trazer para o Culto não é apenas o papel, pois mais do que estar no papel, eles têm de estar no nosso coração e no nosso pensamento.

Quem não está a dedicar, que comece a fazê-lo e quando chegar a novembro terá, ao menos, uma dedicação, uma prática altruísta, para oferecer aos seus antepassados. Quem não está a dar assistência a ninguém, comece a dar assistência religiosa para alguém que esteja a precisar, para no dia 1 de novembro ter essa dedicação para oferecer.

Em relação ao nosso donativo de gratidão no Culto Especial pela Salvação dos nossos Antepassados, é uma prática de virtude que fazemos em nome dos nossos antepassados que colocamos na nossa lista e não o podemos confundir com o Donativo de Gratidão Mensal, que é o dízimo que nós fazemos para agradecer a Deus pela saúde, trabalho, casa, etc. Este outro, é um especial pela salvação deles, é uma boa ação que eu vou praticar em nome deles. Porque, se pego o que eu costumo colocar no envelope de Gratidão Mensal e coloco no envelope dos antepassados, nesse mês não agradecerei nada a Deus e vou ficar em dívida com Ele! Além disso, essa gratidão tem que ser proporcional àquilo que eu quero oferecer, tem de ser algo significativo, que esteja a altura dos meus sentimentos. Por exemplo, quando damos um presente para alguém que consideramos, que amamos, que temos gratidão, damos qualquer porcaria? (Não!) Como é que fazemos? Pensamos sobre o que a pessoa gosta, no que ela não gosta? Se ela gosta de gravata, qual gravata comprar, se gosta de vinho, qual o vinho delicioso que eu vou oferecer. Não vou dar qualquer porcaria! Com o antepassado é igual. Não é porque morreu, que vou dar qualquer presente insignificante, eu tenho que dar o melhor para eles, pois sem eles eu nem estaria neste mundo. Quando o meu pai, minha mãe estavam vivos e eu fazia uma festa para eles, que almoço oferecia? Levava-os a um restaurante reles? (Não!) Levava-os ao melhor restaurante que tinha e oferecia o que eles mais gostavam de comer e beber, flores, etc. Essa festa que nós vamos fazer para os nossos amados antepassados, tem o mesmo significado e temos que dar a mesma importância.

Quando fazemos hoje em nossa casa um almoço para toda a família, com um bom bacalhau, um bom vinho, uma boa sobremesa, numa mesa grande com todos a comer e beber, confraternizando, felizes, é maravilhoso, não é? (Sim) Mas esse almoço também tem um custo material, não tem? (Sim) Quanto é que custa um almoço desses para 10, 15, 20 pessoas? Tem uma proporcionalidade dos custos com o número de convidados, ou não? (Tem). Se eu vou fazer um Culto também para 10, 15, 20, 50 antepassados, tenho que fazer uma festa assim para eles, proporcional. Porque senão o que é que eu ofereço? Faço uma coisa insignificante, que quando eles vêm para o almoço encontram um rebuçado para cada um. (Risos) Vão ficar contentes? (Não)

Tem de se ter sempre lógica na prática da Fé e nunca fazer para os outros o que não gostaríamos que fizessem para nós. Isto porque os nossos descendentes estão a olhar o que fazemos e o dia em que nós formos antepassados, eles vão fazer por nós o que nos viram fazer pelos nossos antepassados. Essa proporcionalidade vai ser investida na Obra Divina que vai salvar pessoas, essas pessoas vão agradecer a Deus a salvação que receberam e isso é que vai reverter para os antepassados em forma de Luz que vai elevá-los e salva-los. Não que eles estejam a precisar de dinheiro, eles estão a precisar da Luz que vai ser proveniente da dedicação, da felicidade das pessoas que vão ser salvas graças ao meu investimento, na Obra Divina, em nome deles.

Deu para entender o mecanismo? (Sim)

Se não entender bem não consegue praticar, porque entra o apego. Se entender profundamente este mecanismo, quanto mais fizer melhor será, porque mais eles se salvam, mais eles se elevam e consequentemente mais eles nos podem proteger e fazer-nos felizes. Assim não há limite, por isso é que este mecanismo tem de ser muito bem entendido.

Um maravilhoso exemplo desse mecanismo é a experiência de Fé da Senhora Marisa Alexandra Morais Lopes. Muito obrigado!

Ela tinha-se tornado membro, depois afastou-se da Igreja. No tempo em que se afastou teve um problema de saúde, fibra adenomas, que apesar de serem benignos, são sempre tumores, que foram crescendo durante 17 anos. Depois do falecimento do Pai, ela entra numa profunda tristeza, podemos dizer uma depressão e vai ficando sempre mais triste, mais triste. Os filhos também estavam preocupados com ela, a tristeza profunda já estava a prejudicar o casamento, até ao dia em que ela se lembrou da Igreja Messiânica. O antepassado foi lá e falou: “Vai para a Igreja!” (Risos) O antepassado sofre por ver o descendente a sofrer e por isso “assopra” forte no nosso ouvido, procurando nos trazer de volta para o caminho da salvação.

Ela voltou, reconsagrou o Ohikari e começou a mandar brasa na dedicação. Esforçou-se a um ponto que a família começou a reclamar que estava a dedicar demais na Igreja. Mas depois, a família começou a ver que ela deixou de ser triste e passou a ser alegre. Ficou tão feliz, que a família que também estava afastada, desejou tornar-se como ela e voltaram para a Igreja. Continuou a dedicar e para seu espanto, em 2014 fez os exames de rotina e não tinha mais nada. A médica disse: “Não entendo como isso aconteceu!” Um tumor que durante 17 anos, não são 2 anos, foi crescendo e de um dia para o outro desaparece, é muito anormal. A médica não sabe como desapareceu, mas nós sabemos!

Como ela mesmo disse: “Realmente nesses últimos meses não pensei mais na minha situação, quando voltei para a Igreja simplesmente comuniquei e entreguei para Meishu-Sama os problemas que tinha e passei a dedicar com fervor!” Me emocionei quando ouvi esta palavra “fervor”. Porque dedicar, nós dedicamos sempre, mas dedicar com fervor é outra coisa! Qualquer coisa que nós façamos com fervor, vibramos e quando vibramos contagiamos positivamente quem está ao nosso redor. Acho esse fervor, um sentimento chave dessa experiência, que muito nos ensina. Muito obrigado!

Esta experiência, veio a confirmar o Ensinamento de hoje, em que Meishu-Sama nos ensina:

“Quando a família do falecido lhe presta homenagens póstumas e ofícios religiosos, ou quando os seus descendentes praticam o amor ao próximo e trabalham em benefício da sociedade e da nação, somando o bem e a virtude, isso ajuda a acelerar a purificação dos espíritos dos antepassados. Por esse motivo, o amor e a devoção filial devem ser praticados não só quando os pais ainda estão neste mundo, mas muito mais através de ofícios religiosos e do altruísmo, quando eles já se encontram no Mundo Espiritual.”

A pessoa materialista pensa que os pais morreram, os avós morreram e acabou, mas não! Todos os estados de espírito, estados de ânimo deles, tristezas, preocupações, mágoas, ressentimentos que eles tinham e que levaram com eles, refletem-se nos descendentes que recebem aquele estado de espírito.

Quando estamos no Mundo Material, podemos dizer para um irmão, um filho: “Eu hoje estou triste”. Mas quando se vai para o Mundo Espiritual, não há o corpo e não se pode falar com a voz, como é que se comunicam com os descendentes? Deixando-o sentir o seu estado de espírito, comunica-se com a sensação. O descendente sente-se triste, mas não sabe o porquê; é o sentimento de tristeza do antepassado que partiu para o Mundo Espiritual e se reflete nele. No caso desta experiência, conforme o seu pai foi recebendo Luz, através da sua dedicação, dos cultos, dos donativos, do altruísmo que estava a praticar, ele foi-se elevando e elevando-se atingiu a felicidade no Mundo Espiritual, que se refletiu nela através do mesmo Elo Espiritual, que antes transmitia a tristeza.

Cada um de nós, com os nossos problemas pessoais que podem ser de trabalho, saúde, afetivos, etc. estamos a viver situações idênticas. Se nós também praticarmos esse Ensinamento como ela praticou, com fervor, com certeza vamos ter o mesmo resultado.

No final ela concluiu a experiência dizendo: “Aprendi que a verdadeira solução é pôr tudo nas mãos de Deus e de Meishu-Sama e dedicar intensamente em prol dos outros. Quanto mais o faço, mais Deus e Meishu-Sama me ajudam e assim eu manifesto ainda mais a minha gratidão através de donativos e dedicações.” Como uma coisa que vai puxando a outra, quanto mais tu fazes, mais és recompensado e quanto mais és recompensado, mais feliz te sentes e mais vontade tens de fazer, é um círculo de Luz que nos leva ao Paraíso! Mas às vezes, as pessoas começam a dedicar, melhoram um pouco e param de praticar, aí piora de novo, volta a dedicar e melhora um pouco e pára e volta de novo. Está sempre a melhorar e a piorar, porque não mantêm o ritmo de sempre melhorar. Esse ritmo é fundamental na prática da Fé, sempre crescente e sempre com mais entusiasmo e fervor ao ponto de contagiar toda as pessoas com quem convivemos.

Para concluir, gostaria de dizer que estamos, como se vê pelo clima, no outono.

Meishu-Sama disse num poema:

“Apreciar com amor a flor da Primavera e o bordo do Outono, é corresponder à infinita bênção que nos é atribuída por Deus.”

Apreciar a natureza é também aprender com ela. Uma das características do Outono é que caem as folhas das árvores. Bonito não é? (Sim) Elas vão secando, ficando com várias tonalidades de castanho, amarelo, vermelho e depois caem, deixando a árvore limpinha, sem folhas. O que é que a natureza nos quer ensinar através das folhas que caem?

Que o homem também precisa ciclicamente deixar cair as suas “folhas secas”. O que são as nossas folhas secas? As folhas secas são os nossos sentimentos e pensamentos ruins, de apegos, de tristezas, de mágoas, sentimentos de vingança, pensamentos do passado, que “secaram”, mas ficaram apegados, não os deixamos cair. Na árvore, senão caírem as folhas secas e a árvore ficar limpinha, na primavera não vai nascer um novo broto, uma nova folhinha verdinha que depois se vai tornar numa folha vigorosa. Assim, perdendo a folha no Outono e renovando na Primavera, a árvore vai crescendo. Se a árvore ficasse apegada e não deixasse cair suas folhas secas, não iria crescer.

O homem também, para evoluir espiritualmente, precisa de ter coragem de “deixar cair as folhas secas” que guarda no seu espírito, que muitas vezes ficam ali apegadas. Aquela triste recordação, aquela mágoa, aquele ressentimento, aquele que me disse… , aquele que me fez… , aquele que não sei o quê… , há pessoas que ficam com um monte de folhas secas, que vão ficando cada vez mais secas e retorcidas e não caem. É um direito que nós temos de ficar apegados nas folhas secas, mas depois não podemos reclamar que não nascem folhinhas novas! (Risos)

Para nascerem novos pensamentos altruístas, temos que deixar cair os pensamentos velhos egoístas, para nascerem novos sentimentos nobres e elevados, temos que deixar cair os velhos sentimentos mesquinhos e assim por diante. Vamos aproveitar este Outono e fazer uma bela limpeza das “folhas secas” do nosso espírito, para que assim, Deus e Meishu-Sama possam dar-nos muitas “folhinhas novas” que vão brotar e florir na Primavera, dando bons frutos.

Muito obrigado e um bom mês a todos!