Culto Mensal de Agradecimento – Sede Central – Março 2016

PALESTRA DO PRESIDENTE DA IGREJA MESSIÂNICA MUNDIAL DE PORTUGAL

MIN. CARLOS EDUARDO LUCIOW

MARÇO 2016

Bom dia a todos!

Os senhores estão a passar bem?
(Graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama!)

Graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama!

Inicio as minhas palavras agradecendo a todos os senhores, de todo o coração, a vossa sincera dedicação, que nos permite expandir a Obra de Salvação de Deus e Meishu-Sama aqui, em Portugal. Muito obrigado!

Gostaria de saber quem está aqui hoje pela primeira vez, pode levantar a mão? Ah! Quanta gente! Sejam muito bem-vindos! (Palmas) É uma honra muito grande estar a receber os senhores aqui, num dia especial como o de hoje, que é do Culto Mensal, e desejo que esta seja a primeira de muitas outras visitas. Sejam muito bem-vindos! (Palmas)

Estamos também a receber membros de outras cidades, nomeadamente de Vila Real, Amarante, Porto, Aveiro, Coimbra, Mealhada, Viseu, Ribatejo, Malveira e Setúbal. Sejam todos muito bem-vindos! (Palmas)

Entre o final do mês passado e o início deste mês, como faço todos os meses, visito algumas unidades religiosas e casas de membros pioneiros. Visitei Lisboa, Cascais, Porto Salvo, Vila Franca de Xira, Sesimbra, Massamá e Queluz. Em todos esses lugares fui carinhosamente recebido e tive uma grande felicidade de estar no convívio dos membros, nos seus núcleos, nas suas casas e conhecer as realidades de cada lugar, ouvir cada missionário, cada membro; estarei orando para que possam expandir cada vez mais as atividades que já estão a realizar. Ouvi os relatórios e estão todos muito animados, muito felizes, com as práticas que estão a realizar, parabéns a todos! (Palmas)

Gostaria de avisar também que ainda temos vagas na nossa caravana para os Solos Sagrados do Japão e da Tailândia. Das 30 vagas que nos foram autorizadas, já temos 11 participantes da Itália, 6 da Espanha, 3 de Portugal e 3 do Reino Unido. Ainda temos 7 vagas, e são as últimas, aproveitem! (Risos) Quem quer completar essas últimas 7 vagas, pode levantar a mão? 1, 2, 3, 4, 5, 6… Já estão a sobrar! (Risos) Então, aconselho a correrem pois os primeiros 7 que chegarem, irão. Os outros, vão ter que ir na próxima vez! (Risos)

Aproveitem, porque é uma oportunidade maravilhosa de, numa única viagem, conhecer quatro Solos Sagrados, em dois países diferentes, e participar de dois Cultos Especiais pela Salvação dos Antepassados, em dois Solos Sagrados. Não percam esta oportunidade!

Há dois anos atrás, quando o nosso querido Rev. Marco Resende Miyamichi me convidou para apoiar a Difusão aqui em Portugal, uma das primeiras tarefas que ele me deu, foi de formar novos Professores de Ikebana. Esforcei-me obedientemente para cumprir a sua orientação; na altura, além de ser o nosso Presidente, era também Diretor do Departamento Internacional. Graças a Deus, ao Messias Meishu-Sama e ao apoio que recebemos da nossa Igreja do Japão, do Brasil e da Fundação Mokiti Okada, ontem, num clima de muita alegria e gratidão, fizemos a entrega dos diplomas para as novas Professoras de Ikebana Sanguetsu. De Portugal: 2 Professoras Sénior e 3 Professoras Júnior; da Espanha: 1 Sénior e 2 Júnior; da Itália: 1 Sénior e 1 Júnior e do Reino Unido: 1 Júnior. Eu pediria às novas Professoras que se levantassem e recebessem o nosso aplauso! (Palmas)

Todas elas, há muitos anos, vêm-se dedicando com amor, afinco e sacrifício, pela expansão da Obra Divina através da Flor de Meishu-Sama, que faz parte de uma das Colunas da Salvação. Este diploma é o início de uma nova fase das suas missões, com maior responsabilidade, o que vai exigir também, maior amor. Ganhar qualificação não é ganhar importância, é ganhar possibilidade de desenvolver mais o próprio amor, para servir com mais sentimento na salvação das pessoas, com humildade. Essa é que é a missão de quem se torna Professor, Ministro ou Missionário.

Para esta ocasião, especialmente, veio a Portugal o Presidente da Fundação Mokiti Okada, Rev. Miguel Neves Bomfim Neto, que está acompanhado pela sua esposa, senhora Soraia Martins Araújo Bomfim Neto, que veio para proceder à entrega dos diplomas e orientar-nos sobre a nossa missão através do Sanguetsu. Então, pediria a todos os senhores, para receberem com um caloroso aplauso o Rev. Miguel, a quem eu peço as suas palavras, por favor. (Palmas)

Palavras do Rev. Miguel Neves Bomfim Neto

“Bom dia a todos! (Bom dia!) Em primeiro lugar quero agradecer a Deus e a Meishu-Sama, a permissão de estar aqui hoje, na terra dos meus ancestrais, que era um desejo já de há muito tempo. Quero também aproveitar a oportunidade para agradecer ao Min. Carlos Eduardo Luciow, à equipa de Ministros que me recebeu a mim e à minha esposa, com muito carinho, nestes dois dias que estou aqui em Portugal. Também quero agradecer a todos os membros com quem tivemos contato. Sempre fui tratado com muito carinho e a comida é muito gostosa! (Risos) Ontem estive com o Sr. José Carmelino e a esposa, senhora Adelaide, que nos levaram para conhecer um pouco da cidade de Lisboa e fiquei muito encantado com a vista maravilhosa. Pude também perceber, que as construções que existem no Brasil, têm origem aqui em Portugal, principalmente na minha terra natal; eu sou do interior da Bahia. A cidade de Salvador tem também muitas construções de estilo barroco, que é muito parecido e vamos sentindo essa afinidade com a terra natal dos nossos antepassados.
Eu também sou portador de um grande abraço saudoso, do Rev. Marco Resende Miyamichi, que hoje é o Presidente da Igreja Messiânica Mundial do Brasil e é com a permissão dele que estou aqui hoje. Também quero transmitir a todos os senhores que, antes de vir a Portugal, passei no Solo Sagrado de Atami, Quioto e Hakone e também trouxe uma grande abraço do Rev. Masayoshi Kobayashi, Presidente da Igreja Messiânica Mundial.
Me foi pedido para explicar, um pouco, do que é a Fundação Mokiti Okada que neste ano de 2016, está a fazer 45 anos da inauguração. Ela é uma empresa do terceiro setor, se é que posso dizer assim, e foi criada pela Igreja Messiânica Mundial do Brasil para que atuasse fora da religião. Eu acredito que aqui, em Portugal, também existe essa dificuldade de falar às pessoas sobre a Igreja Messiânica Mundial, sobre o Johrei, de convidá-las para participar de cultos e, com essas dificuldades, no Brasil, foi criada a Fundação Mokiti Okada, que cuida da parte social da Igreja.
Então, dentro da Fundação Mokiti Okada, hoje nós temos 10 segmentos que são paralelos à Igreja, que não são atividades religiosas.
Temos a Faculdade Messiânica que dá aulas de Teologia e Pedagogia e a partir do ano que vem nós teremos pós-graduação em Agricultura Natural e cursos de arte. Também temos o Centro de Pesquisa Mokiti Okada; esse centro faz pesquisa biológica, pesquisa sobre o solo, sobre as sementes, sobre a produção animal sem agrotóxicos, sem pesticidas, sem hormonas e sem promotores de crescimento. É o Centro de Pesquisa Mokiti Okada que está locado dentro da Fundação, que dá suporte para que nós, cada vez mais, possamos atrair produtores que produzem esses alimentos de forma convencional, ou seja, utilizando agrotóxicos, pesticidas, para que eles possam migrar cada vez mais para uma Agricultura Natural.
Além desses dois segmentos que são a Agricultura Natural e a Faculdade, nós temos também a Academia Sanguetsu que está também alocada dentro da Fundação. Isso se dá porque a religião, no Brasil, não pode cobrar, é tudo donativo espontâneo. Mas, todas essas atividades envolvem pesquisas. Aulas de Sanguetsu, mesmo aqui em Portugal, também pagam o curso, não é? (Sim) Só que no Brasil, nenhuma religião pode cobrar, seja o que for, mesmo que sejam livros, não pode cobrar. Então essa parte comercial, fica dentro da Fundação, ou seja, venda de Ensinamentos, correntes e caixinhas de Ohikari, emblemas, é feita pela Fundação.
A Obra Divina tem três Colunas de Salvação, não é? (Sim) Johrei, Agricultura Natural e o Belo. Dessas três Colunas, duas estão dentro da Fundação Mokiti Okada, que é o Belo através do Sanguetsu e temos exposições de obras de arte, através do setor Cultura e Arte.
Temos também o setor de Alimentação Natural porque de nada adianta esforçarmo-nos por produzir alimentos naturais e na hora em que eles vão para a cozinha, colocarmos óleo a mais, colocarmos sal a mais, etc. Então, também, temos um setor de Alimentação Natural.
Um outro setor chama-se “Planeta Azul”; é um trabalho feito nas escolas, com crianças de seis a treze anos. Com essa doutrina para crianças, nós fazemos convênios nas escolas e a maioria são escolas do governo, são pessoas de baixo rendimento que as frequentam e nós levamos práticas messiânicas de uma forma não religiosa, ou seja, ensinamos às crianças a campanha do “obrigado”, a ajudar a mãe a lavar os pratos, a fazerem as suas camas quando acordam, a receberem “obrigado” de outras pessoas através de boas ações, etc. Essa revista, é uma banda desenhada, só que ela é feita das histórias reais que essas crianças viveram e são escolhidas dentre várias. Hoje, nós temos cerca de 43 escolas em todo o Brasil que participam desse programa. Essa revistinha, é patrocinada pelos pequenos empresários que estão em torno da escola, ou seja, padeiros, donos de lavandarias, floristas e outros tipos de comerciantes, que pagam 3 reais (que daria menos de 1 euro) para patrocinar uma criança por mês. Então, são as histórias dessas crianças, que são histórias reais, vividas por elas, que se tornam banda desenhada, que serão utilizadas no mês seguinte.
Além desses setores que falei agora, temos também o setor comercial, que faz a venda dos Ensinamentos.
Temos o setor de Espiritualidade e Saúde, em que a grande maioria são membros da Igreja, da área de saúde: enfermeiros, acompanhantes, dentistas, anestesistas, massoterapeutas, psicólogos, ou seja, todas essas pessoas que estão envolvidas com a área de saúde. Todos eles têm um grande dilema dentro do coração: “Eu sou médico, preciso atender o meu paciente e como é que eu vou fazer com o remédio? Vou dar um remédio ou não vou dar?” Muitos deles também pensam: “Puxa, quando trato uma pessoa com cancro, às vezes, na mesma situação, na mesma idade, eu passo o mesmo tratamento, uma fica curada e salva, e a outra morre.” Então todos esses profissionais, que são seguidores de Meishu-Sama, têm essa dúvida, esse dilema dentro do seu coração. Nós criamos espaços de interatividade para que esses profissionais, fora da religião, possam discutir entre eles e trazer soluções onde se encontra o caminho do meio, o caminho da harmonia, o caminho do bom senso.
Então, é mais ou menos isso que é a Fundação Mokiti Okada. É uma maneira que nós encontrámos de levar Meishu-Sama até às pessoas de uma forma não religiosa. E também, como aqui, há o setor de horta caseira, até ao ano passado isso estava dentro da Fundação, mas como nós entendemos que a horta é uma ferramenta de difusão, foi entregue à expansão.
Além desses, temos o segmento de Meio Ambiente e Cuidar do Menor Infrator. Nós temos dois programas junto ao governo do Estado do Rio de Janeiro, em que a Fundação Mokiti Okada atua dentro da cadeia, onde há menores infratores. Nós começámos esse programa há cinco anos atrás, apenas com os reclusos e hoje cuidamos deles, de suas famílias e dos funcionários da cadeia, levando Ensinamentos de Meishu-Sama de uma forma prática e não religiosa. Então, essa é que é a função da Fundação Mokiti Okada e é por isso que eu estou aqui hoje, porque a Academia Sanguetsu está dentro da Fundação Mokiti Okada.
Está bom assim? (Sim) (Risos) Os senhores entenderam o que é a Fundação Mokiti Okada? (Palmas)
Até há dois anos atrás, eu também estava na expansão da Igreja. Fiz sacerdócio, formado na turma de 1977 e logicamente os senhores devem pensar: “Ah! O Ministro, não purifica, ele já está pertinho de Meishu-Sama, não passa nenhuma dificuldade.” Mas na minha vida missionária, adquiri 4 frases que, através das experiências, dos sofrimentos vividos, hoje são frases que, em cada momento de dificuldade, elas foram surgindo como algo em que eu precisava pensar sempre. Gostaria de passar isso, que é uma experiência minha, para os senhores e se for bom para vocês, gostaria que gravassem e pensassem.
A primeira é: “Tudo o que Deus faz é bom!”
A segunda é: “Nada acontece por acaso!”
A terceira é: “Tudo acontece no seu tempo certo!”
A quarta eu acho que os senhores não vão gostar muito, ou vão gostar muito: “Cada um tem aquilo que merece!” (Risos) (Palmas)
Muito obrigado! Obrigado Min. Carlos Luciow!”

Em nome de todos, gostaria de agradecer ao Rev. Miguel Bomfim, pela sua vinda, pelas suas palavras, pela sua dedicação no Brasil, à frente da Fundação Mokiti Okada, que, como os senhores ouviram e puderam entender a importância, a grandiosidade desse trabalho que realizamos junto à sociedade, o trabalho missionário, sem o rótulo religioso, através dessas diversas atividades que levam a Salvação, como uma Ultra-Religião. Com certeza, desejando aqui, também, expandirmos essa coluna, não aparentemente religiosa, mas com conteúdo religioso, levar a Luz de Deus e Meishu-Sama para a sociedade.

Pediria também que o Rev. Miguel Bomfim, voltando ao Brasil, da mesma forma que ele trouxe o caloroso abraço do nosso querido Rev. Marco Resende Miyamichi, fosse portador do nosso mais sincero agradecimento por tudo o que ele já fez e continua a fazer pela Igreja de Portugal, ele mora nos nossos corações! (Palmas) Assim como a todos os Reverendos, Ministros, e membros do Brasil, o nosso sincero muito obrigado!

Gostaria também de agradecer a maravilhosa experiência de fé, da senhora Irene Afonso Ribeiro Sacramento, que se desafiou em todas as práticas básicas da fé messiânica. Admirei muito a sua experiência, como todas as que ouvimos sempre, todos os meses. As experiências nos Cultos são muito importantes, porque vão demonstrar a prática do Ensinamento, não é verdade? (Sim) Elas são a confirmação da prática humana, de um ser humano como nós, que tinha as suas dificuldades, as suas barreiras, os seus limites e conseguiu, através da prática dos Ensinamentos, superar e vencer a si mesmo.

Quando temos problemas, normalmente, começamos a achar que a vida não vai bem por culpa dos outros, não é assim? (Sim) Culpa disso, culpa daquilo, culpa do marido… Esse é o primeiro, não é? (Risos) Depois, culpa do governo, culpa do Ministro… É sempre culpa de alguém.

A Sra. Irene, no caso, o que é que ela fez? Começou a desafiar o seu crescimento, sem ter condição. O que eu admirei muito foi isso, criou objetivo sem ter a condição material. E o maravilhoso é que, como criou objetivo, as condições começaram a aparecer. Não foi assim? (Sim) E conforme iam aparecendo as condições, ia tendo motivação para fazer mais.

É exatamente isso que Nidai-Sama fala no Ensinamento de hoje: “Onde surge o desejo de dedicar com afinco?” Onde surge? Porque existem pessoas que não têm vontade de dedicar, estão desanimadas. Por estes dias, uma pessoa disse-me: “Ah Ministro, não estou com vontade de vir à Igreja, estou muito desanimada!” Então, qual é a diferença de “onde surge o desejo de dedicar com afinco” e “onde surge o sentimento de não querer dedicar”? Nidai-Sama nos orienta claramente: “O desejo de dedicar com afinco surge da gratidão pelas graças recebidas de Deus. A dedicação existe porque existe a gratidão. Através da dedicação nasce mais sentimento de gratidão que, por sua vez, faz aumentar o desejo de dedicar, e assim por diante.” Cria um círculo positivo. “Imperceptivelmente, incontáveis graças Divinas cobrem o espírito da pessoa e, finalmente, seu caráter torna-se elevado.” Ao contrário, a pessoa não dedica porque está desanimada. Se está desanimada coloca a culpa nos outros e ao colocar a culpa nos outros faz menos e ao fazer menos, não recebe graças. Não recebendo graças, fica mais desanimado, coloca mais culpa nos outros e quando não tem culpados inventa! (Risos) Cria assim um círculo negativo!

A respeito de invenção, hoje de manhã, ouvi uma coisa “fantástica”, que eu nunca tinha ouvido! Uma pessoa chegou ao pé de mim, antes do Culto, e disse assim: “Eu queria saber porque é que o senhor não gosta de crianças e proibiu as crianças de entrarem na nave.” – “Eu?!” – “Sim.” – “Eu proibi?!” – “Sim. Disseram-me que o senhor não gosta de crianças e proibiu as crianças de entrarem na nave.” – “Mas quando é que eu falei isso?!” “Não sei, disseram-me.” (Risos) Se eu não gostasse de crianças eu não tinha quatro filhos! (Risos) Se eu não gostasse, fazia o primeiro e parava! Se continuei, é porque gosto, não é verdade? (Sim) Existem pessoas que se divertem em inventar ou distorcer as coisas, para colocar o “inferno” no coração dos outros e criar conflitos. Quer dizer, além de não fazer nada, além de não dedicar, além de não encaminhar, vêm para criar fofoca, para criar mau estar. É lógico que uma pessoa que espalha um boato mentiroso desses, não pode estar com vontade de dedicar, está com vontade só de infernizar! (Risos)

Esta experiência de fé, comprova este Ensinamento de Nidai-Sama, é maravilhosa, porque podemos, perguntarmo-nos: estou a desafiar-me nas minhas práticas básicas, como a senhora Irene fez? Conforme ela foi criando o objetivo de se superar, as condições para praticar o que ela tinha desejado apareceram. Porque a pessoa normalmente diz: “Eu não faço porque não tenho condição”. Não é assim que dizem? (Sim) “Eu não faço” ou “Eu não dedico porque eu não tenho tempo…”, “Eu não pratico a gratidão porque não tenho…” Mas, é justamente ao “desejar fazer” que a “condição” chega. O seu Sonen abre o Mundo Espiritual para que ele se possa manifestar e realizar aquilo que você desejou. Não é “o que vai acontecer” que abre o Sonen. O Sonen é que vai abrir o campo para que Deus, Meishu-Sama e os antepassados manifestem-se. Quando ela mudou, até a vida do filho, que está num outro país, mudou também. Ela, como “tronco” elevou-se, ele é “galho” e, consequentemente, também se elevou, demonstrando a existência do elo espiritual entre pais e filhos. Quando ela reclamava aqui, com certeza, ele reclamava lá. Quando ela se elevou aqui, ele elevou-se, lá.

Tenho também ouvido muitas experiências maravilhosas, sobre esta prática que estamos a fazer, acho que já desde Janeiro, de bater de porta em porta pela vizinhança, oferecer a Flor de Luz, oferecer o Boletim Informativo da IMMP e oferecer Johrei. Flor de Luz sempre distribuíram, mas Boletim e oferecer Johrei, foi a partir de Janeiro, duma experiência que ouvimos, da Min. Filipa. Muitas pessoas estão a praticar, com resultados maravilhosos, principalmente para quem está a fazer. Nessas visitas, agora, aos Núcleos, ao ouvir as pessoas que estão a fazê-lo, a felicidade que sentem no final da distribuição de Flor de Luz e quando conseguem ministrar um Johrei de primeira vez à porta de alguém, é indiscritível! Algumas destas pessoas, estou a vê-las aqui presentes. A felicidade é muito maior em quem dá, do que em quem recebe.

Pediram-me para contar rapidamente duas experiências que, no mês passado, vivemos na Itália.

Uma é de uma senhora, diretora de uma grande escola com 800 alunos. Ela, como podem imaginar, é uma pessoa muito instruída, intelectual. Politicamente era de esquerda e quando começou a frequentar a nossa Igreja, teve muitas resistências para aceitar Deus, a religiosidade, para começar a rezar, mas, com paciência e amor, fui acompanhando-a e ela tornou-se membro. Quando orientei sobre essa distribuição de Flor de Luz e oferecer Johrei de porta em porta, ela ficou logo com vergonha, porque a pessoa, quanto mais intelectualizada ela é, mais preconceito tem. Sendo de um certo nível social, pensa no que é que os outros vão pensar dela. E ela confessou que tinha vergonha de fazer na vizinhança. “Não tem problema, faça com outras pessoas que conheça, mas ofereça Johrei.” Assim, ela começou, quando ia ao talho comprar carne, oferecia a Flor e oferecia Johrei e foi oferecendo em todo o comércio, onde normalmente faz compras.

Um dia ela chegou à frutaria, ofereceu a Flor de Luz e ofereceu Johrei, e a senhora interessou-se. “Como é que é?” – “É assim, a senhora senta-se, eu levanto a mão e transmito-lhe a Luz de Deus.” e a senhora falou: “Eu quero receber!” Mas não havia onde sentar (numa frutaria). Então a diretora disse: “Sentamo-nos aqui nas caixas de maçã!”. Colocou duas caixas de maçã, no horário de expediente, e começou a ministrar Johrei na senhora. Eu imagino a cena: ela, toda “madame”, toda “empiriquitada” (Risos), sentada numa caixa de maçã, ministrando Johrei dentro da frutaria. Quando ela me contou, eu ri muito e lhe disse: “Olha só, quem te viu e quem te vê!” (Risos)

Enquanto ministrava Johrei na senhora da frutaria, no finalzinho, entra uma outra cliente, uma senhora de idade, que disse: “Ah, eu sei o que é que é isso! Eu conheço!” Ela ficou muito surpresa e a senhora completou: “Eu não só conheço, como gosto disso!” Acabou o Johrei e falou para a cliente: “Então, sente-se a senhora” e ministrou-lhe Johrei. Ela tinha levado algumas Flores de Luz, e deixou-as com a senhora da frutaria dizendo: “A quem vier aqui, a senhora dê. Isto é uma Flor de Luz, tem Luz de Deus, é uma Flor Sagrada”. A senhora da frutaria começou então a dá-las a todas as clientes. Entre estas, uma estava para fazer uma cirurgia na garganta, onde tinha dois tumores já diagnosticados. A senhora da frutaria deu uma Flor de Luz para essa cliente e disse: “Eu sei que vai ser operada, leve esta Flor de Luz. Reze, porque Deus vai ajudá-la na sua operação.” A senhora pega a Flor de Luz, leva para casa, coloca na mesa e faz uma oração, entregando a Deus o que ia acontecer no dia seguinte, dia em que ia fazer os exames pré-operatórios. No dia seguinte, levanta-se e vai para o hospital e os médicos começam a examiná-la. Tinham desaparecido os dois tumores! O médico falou: “Não sei o que dizer, no outro dia os tumores estavam aqui. A sua garganta está um pouco irritada, um pouco inchada, mas os tumores, que eram grandes, não existem mais, desapareceram!” A senhora volta para casa, muito surpresa e ao olhar para a Flor de Luz que tinha deixado em cima da mesa, na noite anterior, constata que ela estava completamente seca, como se tivesse há meses ao sol e as pétalas da florzinha, arrancadas, caídas em cima da mesa, tinha ficado só o miolinho da flor. A senhora, na hora, pensou: “A Flor de Luz puxou o meu mal e morreu para me salvar”.

Hoje, graças a este milagre maravilhoso, essa frutaria tornou-se núcleo de Johrei, porque a senhora da frutaria contou o milagre para todos os clientes. Hoje, essa diretora junto com outros membros, vão lá depois do almoço e depois do jantar para receber os clientes e ministrar Johrei. Estão todos encantados e maravilhados com o Johrei! Mas nada disso teria acontecido se ela não tivesse vencido a sua vergonha, insegurança e oferecido Johrei, se ela não tivesse dado a conotação de Flor de Luz como algo Sagrado, Divino. Foi o sentimento dela de querer salvar as pessoas através daquela Flor de Luz, que levou a Luz de Deus e Meishu-Sama até à senhora, que recebeu a graça.

Um outro caso, também muito interessante e engraçado, é o de uma senhora que queria fazer, em casa, uma vivência de Flor e foi pedir ao marido, mas ele disse que não queria “essas coisas” em casa. (ela é membro e ele não). Ela ficou muito chateada com o marido, aborrecida, pensando: “A casa também é minha, porque é que eu não posso?!” Mas ela lembrou-se da orientação do Culto, em que eu tinha orientado para fazer distribuição de Flores de Luz na vizinhança e oferecer Johrei de porta em porta. Racionalmente, ela sabia que aquilo era bom, mas no coração, tinha vergonha. Ela fez uma oração e entregou a Deus e Meishu-Sama: “Mostre-me o que eu tenho que fazer”. Daí a pouco toca a campainha (eram exatamente quatro da tarde, a hora em que ela queria ter feito a vivência!). Quem era? Um Padre, com uma senhora; ela viu o Padre e disse: “Não quero nada!”. E fechou a porta, estava zangada! E quando mulher está zangada é fogo! (Risos) O marido que ouviu baterem na porta, perguntou quem era. – “Era um Padre, com uma mulher…”. E o marido falou: “Agora está na época da Quaresma, ele veio para benzer a casa [aqui em Portugal também têm esse costume?] (Sim) Deixa-os entrar!”. E ela ficou mais brava ainda: “Da minha religião não pode! Mas da tua pode!” (Risos) “Não… mas é da Quaresma, é tradição…” Então ela foi atrás do Padre, chamou-o para contentar o marido, mesmo “brava”! Que boazinha! (Risos) O Padre veio junto com uma senhora, fizeram as bênçãos, a oração e foram embora. Nesse momento ela entendeu: “Puxa, eu pedi para Deus me dizer o que é que eu tinha que fazer e Ele me mandou o Padre, que está a bater de porta em porta, sem vergonha de levar a palavra de Deus para salvar os outros. É isso que Deus quer que eu faça!” Ela, de seguida, fez as Flores de Luz (umas trinta e poucas) e saiu batendo de porta em porta. Ela mora num condomínio que tem 48 casas. Foi batendo de porta em porta e todo mundo: “Não!” E nem abriam a porta… Disse que uma pessoa aceitou mas não quis receber Johrei e ela ficou muito triste. Quando ela estava a sair de uma casa para ir para outra, ela encontrou uma moça grávida na calçada e disse-lhe “Olhe, quer uma Flor de Luz?” – “Sim, obrigada” – “Eu também ministro Johrei”, e já levantou a mão porque não queria ouvir outro “não” (Risos). “Antes que ela dissesse “não”, eu já ofereci, levantei a mão e comecei a ministrar Johrei. A moça ficou ali, em silêncio. Eu ministrei Johrei na calçada e ela com a flor na mão. Depois ela agradeceu-me, foi para onde tinha que ir, e eu continuei. Fui recebendo “não”, “não”, “não”. E a cada “não” fui ficando mais triste, mas eu entregava a Deus e Meishu-Sama aqueles “não”. Uma das casas onde bati, a senhora gritou lá de dentro: “Não quero nada, estou cheia de problemas, não venha chatear aqui!” E ela pensou: “Você que está com problemas é que precisava do Johrei!”. Daí a pouco ela está a “tentar” distribuir flores mais adiante e quem é que ela vê vindo na rua, em direção a ela, chamando-a: “Venha cá, venha cá”? Aquela senhora que tinha ido à casa dela, junto com o Padre (a assistente do Padre). Aí ela pensou assim: “Puxa, agora estou lixada mesmo, a assistente do Padre ficou a saber que eu estou a fazer difusão de outra religião e vem para me bater!” (Risos) E ela com medo pensou: “Vou sair correndo” mas… “Não! Se tiver que apanhar, vou apanhar!” (Risos) Foi em direção à senhora e disse: “Pois não?” – “Eu quero pedir-lhe desculpa. A senhora bateu na minha casa, eu respondi mal, mas depois a senhora deu essa flor e levantou a mão, fez uma oração para a minha nora, que está grávida, e ela quando chegou a casa e disse que se sentiu muito bem, muita paz de espírito com o que a senhora fez. Eu quero pedir-lhe desculpa e convidá-la para vir a minha casa.” Pegou-a pela mão e levou-a para a casa dela e desabafou todos os seus problemas, que está a sofrer muito porque a filha quer engravidar e não consegue. Está a fazer inseminação artificial mas sempre que tenta, perde a criança, a nora está grávida e a filha está com ódio da cunhada, porque está grávida e ela não! A nora também está a sofrer com esta situação, mas ela não tem culpa de estar grávida e a outra não conseguir. Enfim, a família está a viver um drama e ela desabafou tudo isso para a membro que ministrou Johrei nela e na família (não na filha, que está numa outra casa, que ainda não aceitou a visita da membro e diz que não quer bruxaria na casa dela. Mas vai chegar lá…) Ela volta para casa toda feliz com esse resultado e conta para o marido.

Ah! Engraçado também… Quando ela saiu de casa para fazer difusão, disse ao marido: “Vou sair” e o marido perguntou: “Vais onde?”, ela falou zangada: “Eu vou salvar o mundo!” (Risos) Ela saiu de casa, brava, para salvar o mundo com as Flores de Luz e o Johrei. O marido deve ter pensado: “Essa mulher ficou doida, com certeza…” (Risos) Aí, volta para casa e quem estava em casa? A filha do primeiro casamento do marido (enteada), uma moça que também está a passar por problemas. “O meu pai falou que você saiu para salvar o mundo, explique-me como é essa coisa de salvar o mundo?” E essa moça, acho que já tinha recebido um ou dois Johrei. Ela senta a moça e fala tudo da Igreja Messiânica, qual o objetivo da divulgação através da Flor de Luz, ministra-lhe Johrei e ela diz: “E essas flores aí?” – “É que eu fiz demais, achando que todos fossem aceitar e sobrou”. E a moça disse: “Se você me der, amanhã eu quero distribuir para todas as lojas perto do meu negócio (ela é cabeleireira) porque eu também quero salvar o mundo como você! Acho muito bonito o que está a fazer.” Olhem bem a resposta da moça: “Eu também quero salvar o mundo que nem você!”

Estas são “pequenas” grandes experiências, que demonstram que, quando nós abrimos o nosso coração para querer salvar os outros, com amor, deixando Meishu-Sama manifestar-se através do nosso sentimento, o Mundo Espiritual atua. Atuou na senhora Irene, atuou com estas senhoras na Itália, está a atuar em todos os lugares do mundo onde as pessoas praticam a fé para fazer os outros felizes.

Quem está praticando egoisticamente pensando só em si, nos seus problemas, não está a conseguir, está infeliz e infeliz coloca a culpa dos seus problemas nos outros e sem dedicar fica inventando coisas e fazendo só “fofoquinha”. Quem está preocupado em dedicar para salvar os outros, nem tem tempo de pensar em fazer outras coisas, ou tem? (Não) Passa pela cabeça Sra. Irene? (Não, não passa!) A limpeza espiritual que ela fez na casa da senhora, desde de manhã cedo até às duas horas da manhã… puxa! Que sentimento maravilhoso! Aí, a senhora que não gostava dela, nem queria abrir a porta, passou a tratá-la como filha. Mas o normal o que é? Querer que a patroa mude, que o vizinho mude, que o marido mude, que o ministro mude, não vão mudar por que a gente quer! Ou nós, com amor, sinceridade e dedicação, mudamos, e a nossa mudança interior vai-se refletir nos outros, ou vamos ficar mais egoístas, mais deprimidos, mais negativos e pessimistas, colocando a culpa dos nossos problemas nos outros, não há outra saída! Acredito que essa prática da difusão através da Flor de Luz, do Boletim Informativo da IMMP e do Johrei, batendo de porta em porta, pode mudar qualquer situação.

Uma outra experiência que me emocionou foi a do Min. Araújo, no Núcleo da Lixa. Antes do Culto de Amarante, como faço todos os meses, com todos os Ministros, eu liguei-lhe para desejar um bom Culto e, entre outras coisas, falei: “Antes de você mandar os membros fazer, você tem que fazer, se você como Ministro não fizer difusão de porta em porta, os teus membros também não vão fazer. Vais ensinar somente através do exemplo! Faça você, tá bom?” – “Sim senhor, vou fazer!”

Então ele criou coragem e começou a bater nos apartamentos lá perto do Núcleo da Lixa e conseguiu que duas senhoras do prédio do lado, viessem receber Johrei. Eram duas senhoras que não sabiam do Johrei e vieram pela primeira vez. Naquele dia, quando ele chegou a casa, à noite, a esposa, o que é que disse?

Palavras do Ministro Araújo
“Que eu estava diferente dos outros dias, quando cheguei a casa.” (Palmas)

Porque é que ele chegou em casa diferente? Porque ele saiu do ostracismo de estar fechado dentro do Núcleo, saiu e levou a Luz da Salvação para duas pessoas que vieram de primeira vez. Essa é a nossa alegria, esse é o sabor da fé; quando conseguimos aproximar alguém de Deus e cumprimos a nossa missão.

Então, a esposa que o vê todos os dias, a voltar para casa dos vários Núcleos a que ele dá assistência… volta triste, desmoralizado… (Risos) o núcleo não cresceu, até houve alguém que se afastou este mês… não encaminha ninguém e ainda afasta alguém! (Risos) Vocês riem porque sabem que é verdade, não é? (Risos) Conseguiu ministrar dois Johrei de primeira vez, duas pessoas novas que agradeceram… Voltou para casa radiante, feliz! Quando ele contou isso na reunião de Ministros ele chorou, fez-me chorar de felicidade e todos presentes ficaram muito emocionados. Isso é que é milagre, é que é fé, isso é que precisamos ter no nosso coração, esse calor da fé, que provém do amor de Meishu-Sama por toda a humanidade. Que possamos sentir o sabor de estar a salvar muitas pessoas que sofrem.

Desejo a todos um bom mês.

Muito obrigado!