Culto Mensal de Agradecimento – Sede Central – Maio 2018

PALESTRA DO PRESIDENTE DA IGREJA MESSIÂNICA MUNDIAL DE PORTUGAL

REV. CARLOS EDUARDO LUCIOW – Maio 2018

Bom dia a todos!

(Bom dia!)

Como os senhores estão a passar? Estão todos bem?

(Graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama!)

Graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama!

Gostaria de iniciar, agradecendo do fundo do coração a vossa sincera dedicação que nos permite expandir cada vez mais a Obra Divina de Salvação de Deus e Meishu-Sama aqui em Portugal.

Quem está a vir hoje pela primeira vez pode levantar a mão? Sejam muito bem-vindos! (Palmas)

Hoje também estamos a receber membros de outras unidades: Lisboa, Amadora e Sintra, Margem Sul, Vila Real, Amarante, Braga, Porto, Gaia, Aveiro, Coimbra e também do Brasil, da Angola, de Cabo Verde e da Suíça. Sejam todos muito bem-vindos! (Palmas)

Como todos sabem hoje é um dia muito especial, é o dia da Mãe. E como não existe nada melhor no mundo como a mãe, é o dia mais lindo do ano. Assim, representando todas as mães, eu gostaria de entregar para uma membro pioneira, a Sra. Isaura dos Anjos Roque Silva, uma flor, representando todas as mães. (Palmas)

Além disso, gostaria de convidar a nossa querida Ministra Maria Thereza Pinto da Costa Silva, para dizer um poema às mães. Por favor. (Palmas)

Ministra Thereza:

Bom dia a todos. (Bom dia) Bom dia a todas as mães.

Trouxe um poema de um poeta contemporâneo português, Almada Negreiros. Ele foi poeta, escritor, pintor, ceramista, concluindo, foi um homem do Belo e por esse motivo, lembrei-me de trazer um poema dele, chamado Mãe.

Mãe!
Vem ouvir a minha cabeça a contar histórias ricas que ainda não viajei.
Traze tinta encarnada para escrever estas coisas! Tinta cor de sangue, sangue! Verdadeiro, encarnado!
Mãe! Passa a tua mão pela minha cabeça!
Eu ainda não fiz viagens e a minha cabeça não se lembra senão de viagens! Tenho sede de viagens! Eu prometo saber viajar!
Quando voltar é para subir os degraus da tua casa, um por um. Eu vou aprender de cor os degraus da nossa casa. Depois venho sentar-me a teu lado. Tu a coseres e eu a contar-te as minhas viagens, aquelas que eu viajei, tão parecidas com as que não viajei, escritas ambas com as mesmas palavras.
Mãe! Ata as tuas mãos às minhas e dá um nó-cego muito apertado! Eu quero ser qualquer coisa da nossa casa. Como a mesa. Eu também quero ter um feitio, um feitio que sirva exactamente para a nossa casa, como a mesa.
Mãe! Oh mãe! passa a tua mão pela minha cabeça!
Quando passas a tua mão pela minha cabeça, oh mãe é tudo tão verdade!

Almada Negreiros, A Invenção do Dia Claro, 1921.

(Palmas)

O Rev. Carlos continua a sua palestra…

Conseguir falar depois desta emoção é difícil! Não tem lembranças melhores do que as da nossa infância, das nossas mães não é verdade? (Sim)

Mas porque é que existe esse amor tão grande nas mães? Eu imagino que não seja um facto carnal, porque têm muitas mães que nunca tiveram filhos naturais, mas dedicaram-se a alguém e amam-nos e por eles são amados, tanto quanto ou às vezes até mais do que mães que simplesmente deram à luz. Não é assim? (Sim) Esse amor, nasce da dedicação da mãe, que já começa dentro do útero. Todos aqueles meses, a carregar aquela criança, a alisar barriga, às vezes a sentir enjoos, por vezes até a vomitar, mas vai criando quele ser dentro e depois do parto, dá o seio, dá amor, educa, se sacrifica por ela, então na verdade, o amor materno nasce do espírito de dedicação por alguém. Não nasce de um fator biológico.

Por aqueles a quem nos dedicamos com amor, desinteressadamente, temos um amor materno. Que na nossa Igreja, é o amor Kannon. É o amor que não julga. O amor paterno é diferente. Ele é severo, é rigoroso, que também é necessário. Porque às vezes, só o materno também estraga. Tem que ter o equilíbrio. Assim, para crescermos é importante termos esses dois amores. Quem só tem um ou só tem o outro, às vezes tende a crescer carente. Por isso é que ambos são necessários. E nós temos, também de ter esses dois tipos de amor dentro de nós. Existem horas que mesmo sendo mães, temos de agir como pai e horas que mesmo sendo pai, devemos agir como mãe e perdoar, abraçar o filho. Portanto, é necessário ter essa sabedoria de saber quando agir de uma forma ou de outra. Mas hoje sendo o dia da mãe, vamos procurar desenvolver esse amor materno, que é o amor Kannon, que no Cristianismo é o Amor Mariano, da Nossa Senhora. É engraçado que em todas as religiões existem estes dois amores: paterno e materno. O ministro responsável da unidade religiosa onde recebi o Ohikari em Porto Alegre, no sul do Brasil, que hoje é um reverendo reformado, se chama Vitor Arthur Alves. Ele sempre dizia: “Não existe amor maior do que o amor de Mãe. Sempre que puderes, pede Johrei para a tua mãe!” Uma vez eu perguntei: “Porquê?” e ele respondeu: “Porque Johrei é amor e ninguém te ama mais do que a tua mãe. O Johrei mais potente é o dela para você, ou seja, é o Johrei de quem mais te ama.”

Portanto, se quisermos fazer muita difusão, precisamos ter esse “amor de mãe” pelas pessoas a quem nós damos assistência. Para com quem nós cuidamos, a quem damos assistência, a quem estamos ligados. Deste modo, esse amor materno, que na natureza, é o amor da terra, que é a nossa Mãe, pois todos nós da terra viemos e à terra voltamos. Por isso é que essa prática da Agricultura Natural, na nossa Igreja é muito importante, porque é o retorno à mãe terra. Todas as coisas importantes estão fundamentadas, principalmente no amor materno. Que infelizmente, por muitas vezes é colocado em segundo ou terceiro plano, conforme as circunstâncias do que estamos a viver.

Parabéns a todas as Mães! (Obrigado! Palmas)

Tenho a certeza que aquelas mães que já partiram para o Mundo Espiritual, hoje a ver os seus filhos, no dia delas, dentro de uma Igreja, orando por elas, estão muito felizes, por ver os filhos no caminho do bem. Não existe nada que dê mais satisfação a uma mãe do que ver um filho no caminho do bem e elas, do mundo espiritual, vendo os filhos rezando, estão felicíssimas. Não tem presente maior do que a oração sincera. Oração de gratidão por tudo o que elas fizeram por nós. E que, hás vezes, em vida nem reconhecemos. Por vezes até reclamávamos: “Para mãe! Para de ser chata!”, mas depois acabamos por reconhecer o seu amor e vamos ter essa imensa gratidão.

No mês passado, do dia 25 de abril ao dia 1 de maio, estive em Espanha, a visitar os membros daquele país. Cheguei em Madrid, onde visitei principalmente os lares dos membros, onde fizemos Dai Johrei Kai e foram outorgados 3 novos membros. Depois fui à região da Andaluzia onde visitei casas de membro em Sevilha e perto de Málaga, em Estepona, foi outorgado um novo membro e fizemos um Dai Johrei Kai. Em Barcelona, fizemos dois Dai Johrei Kai, que contaram com a presença de mais de 30 membros. Foi uma viagem, onde pude constatar como estão os nossos irmãos espanhóis cuja difusão está ligada à difusão de Portugal. Acabamos sempre por dizer que esta Sede Central, é de Portugal, mas na realidade é da Península Ibérica, pois a difusão de Espanha está ligada a Portugal. Além disso, nesta viagem, ficou decidido que agora, em função das necessidades da Sede Central e de uma melhor e mais intensa assistência aos membros de Coimbra, a partir deste mês, o Ministro Fernando Alambert, recebeu uma missão maior de só se ocupar de Coimbra e das obras da Sede Central. Então, desejamos ao Ministro Fernando, uma boa missão! (Palmas).

No mês passado, recebemos a tarefa do preenchimento do formulário com 100 coisas para mudar. Todos receberam não é? Pelos sorrisos estou a ver que receberam. (Risos)

É interessante que ao ouvir os relatórios dos ministros, na reunião de ontem e antes de ontem, tiveram pontos muito curiosos que acredito que servem para todos.

O primeiro é que unanimemente, disseram que 100 pontos eram demais. Não era ninguém daqui, eu sei que eram outros, para os daqui 100 eram até poucos. (Risos) Mas depois, junto com os ministros, começaram a achar, um, dois, três, quatro, e conforme foram pensando, a “listinha” foi-se enchendo. E tem gente que já está com mais de 60 e ainda nem sequer chegou ao Culto.

Houve uma senhora, que dizia que não tinha nenhum e aí o Ministro disse: “Então peça ajuda ao seu marido”. E o marido, em 3 minutos, deu 12. (Risos) Ela ficou desesperada! “Como é que é possível ele achar isso de mim!?!?”. Em contrapartida, teve outra que, foi perguntar para o marido e ele respondeu: “Que é isso meu amor, tu não tens defeito nenhum!” (Risos) Eu disse que quero conhecer esse marido porque isso é um fenómeno. Um marido que diz para a mulher que ela não tem defeito, ou vice-versa, isso não existe! (Risos) É um ser divino que caiu do Céu e está vivendo naquela casa. Só pode ser! (Risos)

Outra muito interessante é de uma senhora que foi fazer com a filha, cada uma com o seu papel. Quando a filha começou a colocar os próprios defeitos, a mãe ficou assustada, dizendo que não imaginava que a filha tivesse aqueles defeitos. Talvez com os seus olhos de mãe, ela não via isso. Quando a filha falou tudo aquilo que tinha dentro dela, ela ficou assustada e disse: “Minha filha, não é possível que você seja assim!” – “É mãe, eu sou assim!” – “Mas tu tens certeza minha filha?” – “Tenho! E sabe porque é que eu sou assim?” – “Não!” – “Porque eu herdei isso da senhora!” (Risos) “A senhora também é assim!” – “Não!”. Aí elas começaram a conversar e ela viu que realmente, esses pontos tinham sido herdados. Transmitidos na convivência. E provavelmente, herdados já dos seus antepassados. Não é assim? Porque sempre pensamos nas virtudes que deixamos para os filhos, os lados bons, positivos. Sempre pensamos “Ah o meu filho é trabalhador como eu! O meu filho é honesto como eu…” Só as virtudes… “Agora o meu filho é…., ah não, isso é do pai!” (Risos) Mas é verdade e esse estudo é muito interessante. Porque vai remover, vai mexer naqueles “cantinhos” do nosso espírito que estão escondidinhos de nós mesmos.

Um ministro começou a fazer junto com os membros, até ajudando-os a refletir e pedindo-lhes que lhe dissessem o seu defeito. E começou a aprender, porque ele começou a ouvir dos membros coisas que ele não sabia que eles pensavam dele. E vice-versa, eles também começaram a ouvir, não as críticas, mas a compartilha de aprimoramentos, honestos e sinceros.

Outro ministro também falou algo muito importante: “Puxa como isso me está a ajudar! Porque eu a preencher o formulário junto com os membros, estou a conhecer coisas deles, sofrimentos, que nem imaginava. Mesmo convivendo com eles há bastante tempo, eu não sabia que eles eram assim.” Está a servir para um conhecimento reciproco e, logicamente, sabendo melhor a dificuldade de alguém, pode-se rezar mais pela pessoa, fazer a prática do Sonen, pode-se ajudá-la mais eficazmente.

Também já houve pessoas que disseram que não queriam escrever porque não queriam que ninguém saiba os seus defeitos. Está bem! Não precisa de colocar no envelope com medo que depois alguém lá na liturgia possa ler o que escreveram. Peguem a vossa lista, vão sozinhos ao Altar e relatem para Deus e Meishu-Sama. Isso é que é importante. Estão a entender? (Sim)

Só que há pessoas que acham que se colocarem no Altar, está abençoado e outras, por sua vez, não. O importante é colocar no seu próprio coração e entregar para Deus e Meishu-Sama. O importante é a sinceridade com que vai fazer.

Um outro ministro falou uma outra coisa muito interessante. Que ele sentiu que aqueles 100 agradecimentos que fizemos como preparação para o Culto do Natalício de Meishu-Sama, está intimamente ligado com esses 100 pontos que tenho de mudar agora. Que devemos estar sempre a agradecer e a mudar, melhorar, ao mesmo tempo. Como duas rodas de uma carroça. Ele fez até essa analogia. Essas duas rodas de estar sempre a procurar pontos para agradecer e pontos para melhorar, são as duas rodas que fazem a nossa evolução.

Um outro ponto que também achei fabuloso, foi que uma membro, ao preencher a folha, reconheceu que era coscuvilheira. (Risos) Para quem não sabe, esta palavra quer dizer fofoqueira. Quando ela começou a criar esse objetivo de mudar, de o deixar de ser, coisas que até então ela gostava, quando alguém ligava para ela contando alguma coscuvilhice, ela telefonava logo para a outra a dizer “já sabes da última?”. Até pouco antes desta prática, ela fazia isso com toda a naturalidade, pois fê-lo toda a vida. Quando ela reconheceu que era um erro e se propôs a mudar, quando ela começou a receber telefonemas de alguém, às vezes amigos ou familiares, a falar mal de alguém, os mesmos telefonemas de antes, passaram a incomodá-la. “Por que é que esta pessoa me está a telefonar a dizer estas coisas?!?!”. A simples consciência de que é um erro e a vontade de querer mudar, o que antes dava prazer, começou a incomodar. Isso quer dizer o quê? Que o seu espírito evoluiu, saiu daquela baixa vibração.

Vejam quanto crescimento está a ser gerado. Mas, quem não o desejar fazer, não tem problema. Podem continuar com os seus 100 defeitos, (Risos) pois é um problema individual. Mas quem desejar sinceramente e se esforçar para mudar, vai ter grandes resultados.

Já têm pessoas a perguntar, “Já tenho muitos, mas por onde começo?” Simples, comecem por aquele que mais perturba os outros, por aquele que mais prejudica os outros, por aquele que mais chateia os outros. Comecem por esse pois, não vão conseguir fazer todos juntos. Mas ao fazer um atrás do outro, mesmo que até há morte não mude os 60, ou 70 ou 100, se mudar 3 ou 4, já vai partir para o Mundo Espiritual num nível muito superior. Porque o objetivo da prática da fé é esse; purificar o nosso espírito, elevar a nossa Alma, identificar-nos com Deus e com o objetivo de Deus de construir o Paraíso sobre a Terra. Ficar apegado aos próprios defeitos, é o oposto disso. Não tem como evoluir sem serem liberados os defeitos. É como o Balão de ar quente, que tem um cesto em baixo, em que as pessoas viajam. Aquele balão tem alguns pesos, saquinhos de areia. Em que para que o balão suba, têm de ser atirados os sacos de areia e como fica mais leve, ele sobe. É assim que funciona. Comparando, aqueles saquinhos de areia são os nossos defeitos.

Se queremos que o nosso espírito se eleve a camadas superiores do Mundo Espiritual, temos que liberar os “saquinhos dos defeitos”, senão o balão fica sempre ali, baixinho, raspando nas árvores, quase batendo nos telhados das casas e nós em pânico.

Vamos liberando os “saquinhos de areia” e quanto mais subir, mais longe vamos ver o horizonte, veremos cada vez mais lindas paisagens e muito mais prazerosa será a nossa “viagem”.

O importante é entender que esta prática que estamos a começar agora, não acaba no dia do Culto. O dia do Culto é só o dia em que vamos entregar isso a Deus e Meishu-Sama. Isso é uma prática para a vida, não acaba no dia do Culto. “Fiz a minha lista bonitinha, pus tudo lá, cumpri o meu dever!” e um dia depois do Culto do Paraíso, volta tudo a ser como era antes. Assim não adianta nada!

Essa lista tem de estar presente na nossa mente e no nosso coração. Tudo aquilo que fizermos, tem que ter esse objetivo: “Vou receber Johrei para ter Luz e força para ter a coragem de mudar estes pontos”, “Vou dedicar para receber Luz e força para mudar estes pontos”, “Vou cultuar antepassados, para junto com eles, mudar estes pontos”, porque se nós não os eliminarmos, isso vai passar para os nossos descendentes e quando nós no Mundo Espiritual, olharmos para os nossos descendentes e, com uma visão espiritual lúcida e transparente, virmos que eles estão a sofrer por defeitos herdados de nós, que por preguiça, covardia, por egoísmo, pelo ego, não quisemos mudar, vamos ficar com o coração muito triste e pesado, pois, não eliminámos nem mudámos o que podíamos. Logicamente tendo descendentes que estão a sofrer nesse nível, automaticamente nós também, como antepassados, vamos ser puxados para baixo por esses descendentes. A evolução de uns puxa os outros para cima, a involução ou negligência de uns, puxa os outros para baixo, esse é o rigor da evolução espiritual e a essa ninguém foge.

Podemos enganar muitas pessoas, mas a Deus ninguém engana, porque Ele olha no fundo da nossa alma. Assim, esta lista tem de vir de onde? Não é do intelecto, é do fundo da alma, porque é lá que estão, há milénios, escondidos esses defeitos. É uma coisa muito mais profunda do que nós imaginamos, muito mais pesado, mas por sorte, nós temos Meishu-Sama, que nos orienta e que nos trouxe o Johrei e os Ensinamentos.

O Ensinamento que ouvimos hoje é maravilhoso! Ouviram bem? É sobre as três calamidades maiores e as três calamidades menores.

Ele nos orienta em pontos chave para a nossa evolução. Diz que: “As nuvens espirituais se formam a partir do Sonen (Pensamento-Sentimento-Vontade) e do Espírito das Palavras do ser humano”; quando falamos, emitimos uma vibração, uma energia espiritual. Se é um espírito elevado, sai Luz e se é um espírito de baixo nível, sai trevas, fumo preto; só que as pessoas não vêm.

“Em outros termos, o Sonen que pertence ao mal, como insatisfação, ódio, insulto, inveja, ira, mentira, desejo de vingança, apego, etc., nublam o Mundo Espiritual.” Criam uma nuvem e qual é o problema dessa nuvem? Não deixa a Luz passar.

Num dia de chuva, tem Sol? (Não) Tem! Logicamente que tem, só que ele está acima das nuvens que não deixam passar os seus raios!

A mesma coisa acontece connosco. A Luz de Deus está sempre irradiando para nós, só que quando há nuvens no nosso espírito, a Luz não penetra e, automaticamente, ficamos nas trevas. Não estamos nas trevas porque não tem Luz, mas sim porque estamos obscurecidos pelas nuvens criadas pelo nosso Sonen e pelo mau uso do Espírito da Palavra.

“As queixas em relação à Natureza, críticas e ataques verbais às pessoas, gritos e vaias, coscuvilhices e intrigas, repreensões, lamúria e outras expressões desse tipo têm origem no mal e nublam o Mundo do Espírito das Palavras, que se posiciona logo após o Mundo do Sonen. Quando a quantidade acumulada desses diversos tipos de nuvens espirituais, ultrapassa certo limite, surge um tipo de toxina que causa distúrbio à vida humana.”

Nós achamos que as toxinas só vêm dos remédios ou dos agrotóxicos. Nem imaginamos que as nossas palavras, pensamentos e sentimentos, criam toxina, que se materializam.

Meishu-Sama ensina que até, que os sentimentos errados criam insetos, materializam-se, para vir purificar aqueles sentimentos e aquelas palavras erradas.

“Por esse motivo, ocorre a purificação natural. Esta é a Lei do Céu e da Terra.
Em qualquer agrupamento de indivíduos, sempre há lutas ininterruptas nos bastidores e as pessoas vivem a criticar-se e a descriminar-se. Observa-se assim o quanto o conflito está presente na vida humana. Vou explicar o motivo da natureza belicosa do ser humano. A causa fundamental do conflito é a indisposição ocasionada pela febre purificadora das toxinas da cabeça, bem como da região do pescoço e dos ombros.”

Assim, todo aquele estado mental cria toxinas; para dissolver as toxinas vem uma febre impercetível. As pessoas pensam que ter febre é só quando coloca o termómetro debaixo do braço e tem uma temperatura alta, mas 36,5/37º, mesmo que clinicamente não seja caso para internar, é um estado ligeiramente febril e quem tem toxinas no pescoço, e todos temos, basta apertar o pescoço para sentir que é duro, pois, até se recebem massagens para aliviar. Mas depois de passar o efeito da massagem, volta a endurecer.

Se disser para a pessoa que ela está nesse estado febril, ela não reconhece, mas qualquer pessoa de fora percebe que a pessoa está completamente perturbada, pelo modo como se comporta, age, conduz no trânsito, etc. Basta uma palavra e reagem mal. Às vezes até crimes horríveis acontecem por causa do estacionamento no supermercado.

Mas o que é que origina isso? Esse estado belicoso provocado pelo distúrbio mental, proveniente do acúmulo de toxinas. E como essas pessoas estão na sociedade convivendo umas com as outras, dentro da família, no trabalho, na Igreja, fica uma perturbação geral que, no fim até quem não é perturbado, convivendo com os perturbados, também o fica. É verdade! A pessoa fica o dia inteiro no teu ouvido, blá, blá, blá. Daqui a pouco até nós queremos matá-lo também. (Risos) É verdade, em todo o lugar é assim!

Meishu-Sama nos ensinou: “A causa fundamental do conflito é essa indisposição ocasionada pela febre purificadora das toxinas da cabeça, bem como da região do pescoço e dos ombros. Por conseguinte, o único meio de acabar com o conflito é curar por completo essa indisposição. Então, não será exagero afirmar que, no mundo inteiro, o Johrei da nossa religião é o único, inigualável e radical método de eliminação do conflito.”

Depois Ele afirma: “Consequentemente, para se estabelecer a paz eterna na Terra, antes de mais nada, deve-se erradicar a indisposição e aumentar o vigor e a disposição de cada indivíduo. Não há dúvida de que assim, o ser humano abominará o conflito e amará a paz.”

Dias atrás, a ver televisão, vi os presidentes da Coreia do Norte e do Sul a apertar as mãos lá na fronteira. Quando vi aquilo perguntei-me: Será que eles estão a receber Johrei? (Risos) Sumiu a febre deles!?!

Até o presidente dos Estados Unidos, o Trump, disse que está aberto ao diálogo, quando, há uns meses dizia que tinha uma bomba maior do que o outro. O Trump também estará recebendo Johrei!?! (Risos)

Que mudança maravilhosa, não é? Isso deixa-nos tranquilos. Porque vá que um doido desses aperta o botão, manda um míssil, começa uma guerra nuclear, mata milhares ou milhões de pessoas. Que desastre na humanidade! Só porque um tem febre na cabeça e no pescoço… (Risos) Uma febrezita a que ninguém dá valor, pode matar milhares de pessoas. E num aperto de mão, resolveu. Ufa! Graças a Deus! Até a economia melhora, porque as pessoas sentem-se mais seguras, as bolsas sobem e o mundo relaxa, por um aperto de mão, de duas pessoas que estavam a fazer um braço de ferro, de qual era o mais forte, de quem tinha a bomba mais potente, etc. Nos dias de hoje, se sabe, basta analisar a história da humanidade, nunca nenhum conflito levou à solução definitiva de nada.

Por este motivo, vamos nós, que temos essa maravilhosa arma contra o conflito, que é o Johrei, praticá-lo!

Não basta saber que as pessoas têm toxinas, que provocam a febre e que o Johrei as elimina, se não praticar o Johrei. Mesmo sabendo isso, se não praticar diariamente o Johrei, vai continuar conflituoso.

E este maravilhoso testemunho de fé, da D. Ana Maria Ribeiro Pires de Andrade, que é mãe da Cláudia, uma moça que fez, exatamente no dia da mãe do ano passado, lá no Porto, um testemunho muito emocionante, em que ela tinha tudo para ter uma vida infeliz, ter fugido de casa, etc… Com o Johrei e graças ao amor da mãe, que colocou as malas no corredor e disse: “Ou você começa a receber Johrei ou vai embora!”. Quando foi lida esta experiência em Itália, as pessoas ficaram escandalizadas: “Como pode uma mãe ameaçar pôr a filha fora de casa?” Porque mãe italiana é um negócio sério. (Risos)

Isso é amor! Continuar a passar a mão na cabeça da filha quando está errada, é mimo e mimo só estraga; esta mãe agiu com amor! E ela entendeu o amor da mãe, começou a receber Johrei, mudou a sua vida e hoje, passado um ano, ouvimos a experiência da mãe. Já mudou a vida do pai, que estava deprimido, recebendo Johrei todos os dias, fazendo Ikebana dentro de casa, Luz através da Flor do Messias, fazendo Agricultura Natural, participando na horta caseira com vasos na varanda da sua casa; com as três colunas, hoje é uma família feliz que estão até a comer juntos.

Quando uma família se desagrega, cada um come numa hora diferente, um pega no prato e vai para a frente da televisão, outro vai para o quarto, etc. Um dos primeiros sintomas de conflito familiar é deixarem de comer juntos, porque se comerem juntos brigam. Aí, param de comer juntos. para não haver bate-boca. Voltaram a comer juntos e estão a agradecer a Deus e a Meishu-Sama o alimento diário. Estão a dedicar e a dar assistência religiosa todos os dias a uma vizinha perto de casa. Fiquei muito emocionado quando, no final da experiência, ela disse uma coisa espetacular: “Como estamos em período de preparação para o culto do Paraíso Terrestre, partilho a minha experiência e convido todos a desafiarem-se a mudar uma situação que considerem impossível na vossa vida, através das práticas básicas da Fé, diariamente em casa, com a vizinhança e na Igreja.”

Vejam como, uma membro que praticou, viu resultados e desafia todos os que vivem situações impossíveis na sua vida, que pode ser: económica, de conflito ou de saúde. Quantas situações nós passamos hoje e julgamos que não tem solução, que não vamos conseguir mudar. As pessoas desistem, resignam-se e vivem amarguradas dentro das situações. Toda as pessoas têm situações que julgam ser impossíveis de resolver e ela lança um desafio. Quando li isto, fiquei emocionado, porque para lançar o desafio é porque está muito certa e convicta, senão não lançaria desafios. E ela é membro só há um ano, mas um ano de prática, de dedicação, de constância. Muita gente diz que é membro há 10, 20, 30 anos. Isso são os anos de membro, mas quantas horas dedicou nesses anos? Quantas pessoas encaminhou? De que forma manifestou a sua gratidão? Quantos Ensinamentos leu por dia? Como os colocou em prática? “Ah, sou agricultor há 20, 30 anos!” Mas quantos canteiros fez? Quantas sementes plantou? É agricultor, mas se fica sentado debaixo da árvore, a beber um refresco, acha que vai ter colheita? (Risos) Ilusão! Não vai colher nada! Na fé é a mesma coisa!

Então ela só num ano, teve este resultado maravilhoso. É como eu sempre digo: As experiências de fé são “Katas”, são formas, são modelos que Deus manda para nos orientar; se ela conseguiu esse resultado a fazer isso, se nós fizermos a mesma coisa, vamos ter igual ou melhor resultado, porque ela não é superior a nós em nada, é igual a nós. É um ser humano, não é super-humano.

Por favor, leiam bem, estudem esta experiência, tomem como exemplo, para praticar; daqui até ao Culto do Paraíso, vamos nos esforçar nessas práticas, não na teoria da salvação, mas na prática.

Para finalizar, gostaria de dizer que hoje, acabando agora o Culto, vamos subir para a troca de Johrei, aproveitar para receber o máximo de Johrei na Luz da Sede Central, depois vamos ter aquele almoço gostoso, que também é muito importante. E depois do almoço, vamos então ter a Flor de Luz, que hoje é uma Flor de Luz especial, que não vou contar como é, porque não quero estragar a surpresa, mas é em relação à mãe e tenho a certeza que todos vão ficar muito emocionados. Ontem só de ouvir, emocionei-me.

Depois vamos ter a vivência da horta caseira, que vai ser diferente. Não nos vasinhos como das outras vezes, mas no campo, lá fora, aproveitando este dia maravilhoso.

E quem não visitou ainda os alojamentos, por favor vá visitar. Quem já visitou, gostou? (Sim) Cada quarto para 6 pessoas, com a sua casa de banho, ar condicionado, etc. Não vai ter luxo, mas vai ter todo o conforto, para virem, dedicarem e receberem a Luz da Sede Central com todo o conforto.

Desejo a todos um bom mês. Muito obrigado!

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