Culto Mensal de Agradecimento – Sede Central – Maio 2015

PALESTRA DO PRESIDENTE DA IGREJA MESSIÂNICA MUNDIAL DE PORTUGAL

MIN. CARLOS EDUARDO LUCIOW

Bom dia!
Os senhores encontram-se todos bem?
Graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama!

Quero agradecer a todos senhores, de coração, a vossa sincera dedicação que nos permite expandir a Obra Divina de Salvação de Deus e Meishu-Sama em Portugal. Muito obrigado!

Quem está aqui hoje pela primeira vez pode levantar a mão? Sejam muito bem-vindos! (palmas) É uma honra recebê-los na casa de Meishu-Sama e espero que esta seja a primeira de muitas outras visitas.

Estamos a receber também, membros que viajaram muitas horas para assistir ao Culto da Sede. Estão presentes membros de Vila Real, Porto, Gaia, Amarante, Bustos, Aveiro e Coimbra. Sejam todos muito bem-vindos! (palmas)

Hoje é um dia especial. É o Dia da Mãe. Fizemos uma oração especial a todas as mães: por aquelas que estão ainda no Mundo Material e por aquelas que já partiram para o Mundo Espiritual. Também para as mães que, apesar de nunca terem tido filhos biológicos, tiveram muitos filhos espirituais aos quais se dedicaram com muito amor. Para homenagear todas essas mães, escolhemos uma bisavó; que é mãe três vezes (mãe, avó e bisavó), para, representando todas as mães, receber uma afetuosa demonstração do nosso sentimento de gratidão por todas elas. Por favor, Sra. Maria Augusta Mota Matos Fernandes! (palmas) Parabéns a todas as mães!

Também gostaria de comunicar que nos dias 30 e 31 de maio, realizaremos no Porto, um Seminário Nacional para Missionários como preparação para o Culto do Paraíso Terrestre. Como as instalações têm um limite físico para receber as pessoas, determinámos uma quota de participação para cada Johrei Center e Núcleo de Johrei, proporcionalmente ao número de membros. Os Missionários interessados são convidados a contatarem os seus Ministros. Tenho certeza que, assim como nos seminários anteriores, realizaremos uma atividade maravilhosa e que vai nos proporcionar muita Luz, força e compreensão para nos prepararmos para o Culto do Paraíso Terrestre.

Meishu-Sama dava muita importância à preparação das coisas. Ele dizia que o sucesso de qualquer empreendimento depende 70% da preparação e 30% da execução, mas muitas vezes as pessoas normalmente preocupam-se mais com a execução do que com a preparação.

O Culto do Paraíso Terrestre será realizado na Sede Central, excecionalmente, no dia 10 de Junho (Feriado Nacional) e os cultos das Unidades Religiosas serão nos dias 13 e 14 de Junho conforme a programação de cada unidade religiosa. Serão colocados no Altar, o formulário com a lista de todas as pessoas que nós desejamos encaminhar durante este ano, dentro de um envelope próprio para o Culto do Paraíso Terrestre, com a nossa gratidão especial por estarmos a receber uma Luz mais forte com a chegada da Nova Era. Os senhores serão contatados pelos vossos Ministros para serem orientados como fazerem o correto preenchimento desse formulário, que serão colocados no Altar no dia do Culto do Paraíso Terrestre. Estão todos convidados!

Gostaria também de comunicar que o prazo para a compra do bilhete de avião para peregrinar ao Solo Sagrado de Guarapiranga, no Brasil, foi prorrogado até o dia 27 de Maio. Restam apenas 10 lugares e por isso, peço aos interessados que procurem os ministros responsáveis para efetuarem a inscrição através de uma entrada de 320,00€ (30% do valor total do bilhete). Esta é a última oportunidade para quem deseja peregrinar, este ano, ao Solo Sagrado!

No final do mês passado fomos chocados por uma notícia muito triste sobre o terramoto que assolou o Nepal, provocando 3 milhões de desabrigados, com mais de 6600 vítimas e calcula-se que debaixo dos escombros ainda hajam mais de 4 mil mortos. São mais de 14 mil pessoas feridas. Dizem que choca muito, sobretudo as imagens das milhares de crianças abandonadas pelas ruas, a procura dos pais, que provavelmente estão mortos. Uma coisa inimaginável, uma visão apocalíptica. Colocando-nos na situação daquelas pessoas, não podemos imaginar o grande sofrimento pelo qual estão a passar. Por isso, estamos a orar por elas e o Solo Sagrado do Japão organizou uma arrecadação financeira de todas as igrejas messiânicas do mundo, para enviar ajuda as vítimas. Portanto, quem desejar participar dessa ajuda humanitária, contate os seus Ministros para fazerem a sua oferta para aqueles que estão a passar por um momento tão difícil.

Esse acontecimento faz parte da destruição do Velho Mundo para a reconstrução do Novo Mundo conforme Deus revelou a Meishu-Sama; através de uma visão de como seria o fim do mundo e Ele acordou a chorar dizendo que será terrível, muito pior do que poderíamos imaginar. Cataclismos naturais onde toda a crosta terrestre vai sofrer grandes modificações. E como nós não saberemos quando e onde isso vai acontecer, não há como prevenir.

As pessoas que não têm afinidade com esse tipo de purificação por terem elevado o seu nível espiritual, estarem sendo utilizadas na Obra da Nova Era e em sintonia com a Era da Luz, antes do cataclismo, vão viajar, vão sair e não se vão estar no lugar da calamidade. Outras pessoas que têm afinidade, porque têm que se purificar daquela forma, vão ser trazidas para ali. Não há, materialmente, forma de evitar. As pessoas gostam de seguros, não é? Mas o seguro que se recebe é depois que se morre. Então para que serve o seguro? Já morreu! O seguro é para os outros, não é para a própria pessoa. Então não serve fazer seguro. Isso porque, quando acontecer esse cataclismo natural, vão acabar os bancos, vai acabar todo o sistema material como o conhecemos hoje. Por isso é bom se tornar especialista na Agricultura Natural. Isso é que vai ser um tesouro pois não vai haver nem supermercados onde fazer compras, pois as pessoas desesperadas saquearão tudo. Mas quem tiver uma terra e plantar, essa pessoa vai comer. Isso também faz parte da preparação para a Nova Era.

Comecei as minhas viagens no final do mês passado, a partir da Suíça, onde temos um núcleo de portugueses que moram na cidade de Riddes, distante 150 Km de Genebra. Antes de eu vir dedicar em Portugal eles já frequentavam o Johrei Center de Milão, que é o mais perto da casa deles (300 Km). O casal Ana Paula e João Miguel Simões dos Santos foram encaminhados pela Sra. Maria de Jesus, responsável pelo Núcleo de Bustos, por quem eles têm muita gratidão, e receberam o Ohikari no JC Coimbra. Esse casal, juntamente com os membros por eles encaminhados, ministram Johrei e distribuem Flores de Luz por toda a cidade. Apesar da vida dura que têm, por serem imigrantes, é maravilhoso o amor e o carinho com que eles abrem as portas da própria casa, todas as noites, para receberem as pessoas. Muitas estão a ser encaminhadas e formadas; começam a dedicar e acabam recebendo o Ohikari. É maravilhoso ver os membros de Portugal dedicando, com tanto amor, também na Difusão Mundial.

Chegando a Lisboa fui visitar o lar de membros pioneiros e depois fui para o Concelho de Sintra e pude, nos Núcleos de Massamá e Mem Martins, encontrar-me com muitos membros. Muito obrigado pela vossa hospitalidade e carinho com que fui recebido. Fiquei muito feliz ao ver a alegria das pessoas e o mais contagiante é a felicidade dos donos das casas, pois são os mais felizes. As pessoas que vêm frequentar estão felizes porque têm um lugar para receber Johrei, mas os donos das casas estão radiantes e transbordantes de felicidade. Isto porque descobriram o sabor de fazerem os outros felizes, não é verdade? (Sim). Esse amor e dedicaçao está transformando estas casas em “Faróis da Luz Divina”, para a salvação de muitas pessoas.

Também visitei o lar de alguns membros pioneiros. A cada vinda a Portugal, sempre procuro visitar, ao menos, duas ou três casas de membros pioneiros. Oro no Altar e no Mitamaya (Oratório de Assentamento dos Antepassados) e, na falta deste, vou à sepultura do marido ou da esposa para agradecer a dedicação deles e comunicar-lhes que, apesar de terem partido para o Mundo Espiritual ainda estamos a contar com a dedicação deles, em união de forças connosco. Essa gratidão aos pioneiros tem que ser muito grande, não só pelos Reverendos e Ministros, mas também por todos os missionários e membros. Eles sacrificaram-se, dedicaram-se com tanto amor, para hoje estarmos aqui; que possam receber a nossa eterna gratidão.

Por falar em pessoa feliz, agradeço por esta maravilhosa experiência de fé do senhor José Vicente Silva, que nos ensina muito. Ele estava afastado há 14 anos e os antepassados “sopraram” no ouvido dele que: “Agora existe uma Igreja perto da tua casa!”. Assim, “como estava perto”, começou a frequentá-la e como ele mesmo diz: “sem compromissos”. Vinha, recebia Johrei, assinava a lista de presenças e ia embora. Egoisticamente passou a frequentar a Igreja. Depois de seis meses ele faz um exame que acusa uma mancha numa parte da coluna dorsal e o médico diagnosticou essa mancha como, provavelmente, um cancro ósseo. Isso assustou-o muito, especialmente pela severidade do tratamento. Então, assustado, fez o que muita gente faz quando está assim: vai falar com o Ministro. “O que é que o senhor me aconselha?” O Ministro falou o que todos diriam: “Comece a dedicar, assuma um plantão, reconsagre o Ohikari, faça a sua gratidão e pratique a fé! Foi para isso que o senhor recebeu o Ohikari há 31 anos atrás”. E então, como ele mesmo diz, assumiu um compromisso de começar a dedicar e assumiu até a horta do Johrei Center.

É mesmo interessante! Voltou, frequentando sem compromisso, apanhou um susto e assumiu um compromisso. Então o que é que o salvou? Foi o susto! Isso faz-me lembrar o meu pai que, pela manhã, vinha ao meu quarto, batia na porta e dizia: “Está na hora, levanta-te para ires a escola!”. Muitas vezes eu tinha saído à noite com os amigos, estava com sono e não levantava. A segunda vez que ele vinha dizia: “Se eu tiver que voltar aqui novamente, vou deitar-te um balde de água fria na cara”. Como eu sabia que ele era rigoroso e fazia o que dizia, eu levantava na hora, porque ele me assustava com o balde de água (risos).

Na fé também é assim, há aqueles que recebem o Ohikari (“acordam”), começam logo a se dedicar pela felicidade do próximo e não param mais. Porém, há também aqueles que “acordam” mas ficam na cama com preguiça, virando de um lado para o outro e continuam a dormir. (risos)

Na verdade o susto é para acordar e levantar; não é castigo! Mas a pessoa pensa logo: “O que é que fiz para merecer este castigo?” O motivo é ter um antepassado de nível elevado, com muito amor, que assusta o descendente para ele acordar e se levantar para trabalhar pela felicidade dos outros. Não é castigo, é susto!

O senhor José continuou a dedicar e, para surpresa dele e provavelmente dos médicos, a mancha que já tinha descido para a bacia, com apenas 3 meses de dedicação, ao refazer os exames, haviam desaparecido totalmente. O Min. João Lima, que é médico, ficou admirado quando ouviu e disse: “Traga-me esses exames que eu quero publicar. Se for comprovado mesmo que os dois exames tinham a mancha e que sumiu, eu quero publicar um trabalho científico sobre isso porque, cancro ósseo, não desaparece em três meses sem tratamento nenhum”. O tratamento era muito severo e ia fazê-lo sofrer por isso não o realizou e somente se empenhou na dedicação.

O que é que isso demonstra? Que o espírito precede a matéria! Quando nós mudamos o espírito, muda a matéria. Nós queremos mudar a matéria sem mudar o espírito e esse é o nosso mal.

No final ele se compromete a dedicar cada vez mais na Obra Divina e agradece a Deus e aos seus queridos antepassados esse milagre.

Será que nas nossas vidas não estamos a levar alguns sustos de vez em quando? Sustos familiares, sustos no emprego, sustos de conflito, susto de quase ter um acidente ou ter um acidente que poderia ser grave. Todos já tiveram esses sustos. O que são esses acontecimentos? São alertas do Mundo Espiritual. Não são castigos. São alertas para mudarmos. Mudarmos o quê? O nosso sentimento egoísta para altruísta.

No Ensinamento de hoje, Meishu-Sama fala muito claramente qual é o segredo da felicidade. O interessante é que ele começa por dizer que: “O segredo da felicidade é muito simples. Tão simples, que poucas pessoas conseguem descobri-lo. Quantas pessoas felizes conhecemos? Talvez nenhuma!”.

Se é simples, todos deviam saber e praticar, mas não existe ninguém feliz, por quê? Parece uma contradição!

Meishu-Sama explica qual é o segredo: “Como venho afirmando, há muito tempo, nossa felicidade depende de fazermos os outros felizes”. Quando falamos isso pra alguém e perguntamos: “Entendeu?”, “Entendi”, “Vamos fazer?”, “Ah não! Não tenho tempo para isso”. É bem possível que tire tempo para os outros o fazerem feliz, mas para fazer os outros felizes não tem tempo. É muito difícil! Arranja todas as desculpas para não conseguir: Um dia é porque está frio, no outro é porque está quente; num dia doem os pés, no outro é porque está cansado do trabalho, etc. Mas se o convidarem “vamos a uma festa”, “vamos passear”, “vamos beber uma cerveja”, “vamos comer uma sardinha assada”, passa tudo, arruma tempo e vai! Ou não é assim? (risos) Essa é a natureza humana e por isso não consegue ser feliz!

Além de nos ensinar o conceito, Meishu-Sama exemplifica como praticar no dia-a-dia: “Simplificando o conselho, pratiquemos o maior número possível de boas ações, pensemos em dar alegria às outras pessoas. Que a esposa estimule o marido a trabalhar para o bem-estar da sociedade e que o marido lhe dê alegria, mostrando-se gentil com ela e inspirando-lhe confiança”. O segredo da felicidade começa pelo casal, talvez por ser o mais importante e consequentemente, onde é mais difícil de praticar! Chegar a casa de uma pessoa que não se conhece bem e ser educado, gentil e cortês é fácil, mas o mesmo não acontece no próprio lar, com que convivemos diariamente. É muito difícil fazer felizes as pessoas com quem se mora junto e por este motivo devemos nos empenhar, de corpo e alma, para fazer em primeiro lugar o nosso cônjuge feliz.

Depois, Meishu-Sama dá o segundo exemplo: “É natural que os pais amem os filhos. Mas devem fazer mais do que isso: devem cuidar do seu futuro com a máxima inteligência”. O que muitos pais pensam? “Eu sou infeliz (ou, não sou tão feliz) porque não pude estudar, não me formei, por isso quero dar um diploma para o meu filho. Quero que o meu filho seja doutor e tenha um bom trabalho para ter um bom salário e assim não precisar viver numa casa tão pequena como a minha”. Todos os pais, normalmente, pensam que para os filhos serem felizes, têm que ter uma casa bonita, um carro bonito e ser doutor. Esforçam-se, sacrificam-se e formam os filhos, academicamente, até com mais de uma universidade. E esses filhos tornam-se doutores, ganham dinheiro, compram casas e carros bonitos mas isso garante que o filho será feliz? Não! O mundo está cheio de casas bonitas mas com pessoas infelizes dentro. O mundo está repleto de médicos, advogados, engenheiros, diplomados e ricos mas infelizes. Qual é o maior tesouro que um pai pode deixar para um filho? É o seu exemplo, como uma pessoa religiosa e altruísta. Se além dos estudos, da herança e do dinheiro lhe deixar o valor do altruísmo e da fé, esse filho vai ser rico e feliz, formado e feliz, médico e feliz, advogado e feliz. Se lhe deixar somente bens materiais o filho vai ser rico e formado mas infeliz. Pensar no futuro dos filhos é isso: é formá-los espiritualmente, religiosamente, altruisticamente. Infelizmente não pensam neste assunto muitas vezes e pelo contrário, valorizam os méritos materiais alcançados pelos filhos e não valorizam o lado espiritual. “Tiraste boas notas na universidade? Muito bem, o pai está orgulhoso de ti”. Mas nunca perguntam: “Quantas pessoas fizeste feliz esta semana? A quem te estás a dedicar para fazeres feliz?” Não está a perguntar isso ao filho. Não está a dizer “Vem junto comigo, vamos dedicar na igreja, vamos fazer um plantão de Johrei, juntos, na igreja”. Não lhe está a ensinar isso. Muitas vezes o filho diz assim: “Não tenho tempo para isso porque eu tenho que estudar”. “Não, meu filho, há tempo para tudo: para estudar e para dedicar. Até há tempo para se divertir. Se dividires o horário, vais ver que dá para fazer várias coisas”. Assim vai criando e formando um filho completo: material e espiritualmente.

Infelizmente, várias vezes presenciei situações em que os pais se sacrificam para dar estudo, formação académica, dinheiro, casa aos filhos mas quando eles casam, tiram os pais de casa e colocam num lar de idosos. Ao prestar assistência religiosa a esses pais, eles choravam e diziam-me: “Dei tudo ao meu filho mas não sei porque é que ele me trata assim”. Deu tudo menos as coisas mais importantes que todo o ser humano precisa ter: fé, amor e espírito altruísta. Criou um monstro materialista e egoísta que o devorou. Isso é uma coisa que se vê diariamente e acho até que alguns dos senhores conhecem alguns casos assim. Conhecem? (sim) Nós, que somos messiânicos, que temos filhos, que temos amigos que têm filhos, não podemos nos eximir do dever de orientar aos nossos filhos, aos nossos parentes, aos nossos amigos para, desde pequenos, formar a criança para ela já aprender a servir; o jovem para aprender a servir; o adolescente para aprender a servir. Porque se não aprende de pequeno, depois que crescer, fica muito difícil… sofre muito depois de crescido, para mudar. Assim, se ensinar desde pequeno, já fica natural para a criança. Todo filho ingrato não tem um destino feliz e quando os seus filhos crescerem vao fazer a mesma coisa, ou pior, com ele!

Existe um ponto comum a todas as que pessoas sofrem: acham que o problema é a causa da sua infelicidade. O doente pensa da seguinte maneira: “Eu estou infeliz porque sou doente; se eu tivesse saúde seria feliz”. O pobre pensa assim: “Eu sou infeliz porque sou pobre; se fosse rico seria feliz”. “Eu sou infeliz porque moro numa casa pequena e longe; se eu morasse numa casa bonita, no centro, seria feliz”. Mas existem pessoas sadias que são infelizes e pessoas ricas que moram numa casa grande que são infelizes. Por isso, o facto de não ter nenhum problema não quer dizer que é uma pessoa feliz e também, por mais que eu considere a vida do outro melhor não quer dizer que serei feliz como ele.

Existe uma lenda da Índia que explica bem isso. Um homem trabalhava numa pedreira. Com o cinzel e o martelo ele fazia colunas e objetos de ornamento para templos e castelos. Só que era um trabalho pesado, tinha que arrastar grandes blocos de pedra, ficava sujo e havia muita poeira. Todos os meses ele via passar pela pedreira, um homem sentado em cima de um elefante; era um inspetor do governo que passava para controlar as obras públicas. Ao comparar o seu trabalho pesado, que esculpia pedra o dia todo ao Sol com o daquele homem montado em seu elefante, ficou com inveja e fez um pedido a Deus: “Meu Deus, por favor, deixe-me fazer aquele trabalho. É mais leve que o meu”. Deus respondeu: “Está bem meu filho!” Assim, ele começou a trabalhar em cima do elefante. Só que esse inspetor andava por muitas províncias e passava o dia todo em cima do elefante, andando para lá e para cá, com aquele Sol quente na cabeça, parado, o que fez com que o homem começasse a sentir-se infeliz e a fazer novo pedido a Deus: “Ah não! Parado e com este Sol quente na cabeça! Meu Deus, eu quero ser o Sol, que fica só a aquecer os outros.” Então Deus respondeu: “Está bem meu filho!” Assim, ele transformou-se no Sol e começou a aquecer todas as pessoas. Quando ele estava bem feliz e contente como Sol, apareceu uma nuvem e escondeu-o. Ele não conseguia passar pela nuvem e ficou chateado; resultando em outro pedido: “Ah, meu Deus! Ser Sol não é bom porque a nuvem esconde-me! Eu quero mesmo é ser nuvem!” Então Deus respondeu: “Está bem meu filho” e o transformou numa nuvem que logo foi esconder o Sol. Pouco tempo depois veio um vento assoprou e o levou para o outro lado do mundo o que fez com que ele pensasse: “Ah! Ser nuvem não é bom pois o vento leva-me de um lado para o outro e eu não posso evitar. Meu Deus, eu quero ser vento! Então, Deus disse: “Quer ser vento? Então está bem meu filho, torna-te vento” e assim, feliz, foi transformado em vento e logo começou a arrancar os telhados das casas, a quebrar os galhos das árvores; assoprava pra cá e pra lá, feliz da vida, até ao dia assoprou uma montanha que não se mexeu. Assoprou, assoprou, assoprou, gastou todo o fôlego dele e a montanha nem se mexeu. “Ah, meu Deus! Eu não quero ser vento. Não consigo mover esta montanha. Eu quero é ser montanha”. Assim Deus respondeu mais uma vez: “Então torna-te numa montanha meu filho”. Estava contente por se tornar numa imensa montanha até que, pouco tempo depois, ele viu que na sua base estava um homenzinho com uma ferramenta batendo no seu pé: Pim…pim…pim… (risos). Andava pra lá e pra cá e fazia umas coisas muito bonitas. Sempre ia para casa a noite encontrar-se com a família. “Ah! Ser montanha é muito chato; fica-se aqui parado sem fazer nada. Bom é ser aquele homem que faz aquelas coisas bonitas e é livre para ir onde deseja. Deus, eu quero ser aquele homem!”. Assim Deus respondeu: “Mas aquele homem eras tu!” “Pois é! Eu era feliz e não sabia!” (risos). Teve que fazer uma enorme volta para descobrir que era feliz e não sabia. Mas porque é que ele era infeliz? Porque ele só via as coisas ruins do trabalho dele: a força que tinha que fazer, a poeira do trabalho, o cansaço físico. Mas em cada uma das coisas em que ele foi se transformando, ele foi percebendo que havia coisas boas mas também coisas ruins. Mesmo porque, na vida, nunca haverá apenas coisas boas ou apenas coisas más ou uma pessoa só com virtudes ou outra só com defeitos, um trabalho só com prazeres e satisfações mas sem os “ossos do ofício”. Às vezes inveja-se ou deseja-se o que o outro está a passar, o que outro está a viver, a casa onde ele mora, a mulher ou o marido que tem mas, quando for viver aquela situação às vezes não vai aguentar porque vai ter alguma coisa que ele não vai suportar. Então fica a vida inteira infeliz, desejando ser o que não é, em vez de agradecer o que é.

Estamos a aproximar-nos do Culto do Paraíso Terrestre que se realizará no dia 10 de Junho. Durante estes dias que antecedem ao Culto, vamos nos preparar realizando uma prática altruísta em casa com a família, uma prática altruísta no trabalho, na escola, na sociedade e na Igreja. Que o marido encontre uma prática que faça feliz a esposa; se é muito desorganizado e deixa as coisas fora do lugar, que passe a ser mais organizado para que a esposa não fique o dia todo a reclamar arrumando as coisas espalhadas. Se a esposa fala muito no ouvido dele, que fale um pouquinho menos ou que não fique repetindo a mesma coisa diversas vezes. Deixar de fazer certas coisas que atrapalham e incomodam os outros, diminuir o nosso ego também é prática altruísta. Ouvir a televisão muito alto, demorar no banho, deixar louça suja na mesa, sempre há alguma coisa que atrapalha ou chateia os outros e que mesmo assim continuamos a fazer. Não é preciso a pessoa esperar tornar-se altruísta fazendo algum grande ato heroico como salvar vidas. Meishu-Sama ensina que é a soma de pequenas virtudes, do dia-a-dia, que nos transforma em virtuosos. São essas atitudes altruístas que nos salvarão e construirão o Paraíso ao nosso redor, onde quer que estejamos.

No trabalho faça a diferença pensando em melhorar e alegrar o ambiente profissional. Eu conheci um membro que é advogado e que partilhava o escritório com outros advogados. Os cestos do lixo estavam quase sempre cheios pois a limpeza era feita apenas a noite pelas senhoras da limpeza. Desejando melhorar o ambiente de trabalho e alegrar os colegas, começou a esvaziar os cestos na pausa para o almoço como pratica altruísta. Os colegas ficaram muito surpresos e o questionaram porque sendo ele advogado estava a esvaziar os cestos. “Isso é trabalho da mulher das limpezas” diziam os colegas. Ele respondeu convicto: “A minha religião ensina a fazer os outros felizes e com estes cestos cheios de lixo o ambiente de trabalho não fica harmonioso, nem bonito. Eu estou a esvaziá-los para fazer-vos felizes”. Os colegas, muito presunçosos, admiraram essa postura e pediram explicações sobre a religião. Com isso, alguns colegas passaram a receber Johrei no escritório e até se tornaram membros. E a única coisa que ele fez foi esvaziar os cestos de lixo no local de trabalho. Era uma coisa que ninguém fazia e nem pensava em fazer porque “Era trabalho da mulher da limpeza “ mas como ele fazia com amor, para harmonizar o ambiente de trabalho, teve grande resultado.

Na sociedade, por exemplo, na rua, num parque público, se estiver a caminhar e encontrar uma garrafa, uma lata ou algum lixo que possa apanhar, vou até ao contentor e coloco lá dentro. É um ato de civismo. Meishu-Sama ensina que fé, em outras palavras, é civismo, ou seja, respeito pela coletividade.

Na Igreja, além da dedicação habitual que realizamos, façamos algo a mais pensando na felicidade das pessoas que a frequentam.

Até o dia do Culto do Paraíso Terrestre, vamos nos consciencializar de “onde quer que eu esteja” posso praticar algo que me qualifique como homem paradisíaco. Se no dia 10 de Junho nos reunirmos para realizar o Culto do Paraíso Terrestre mas não tivermos no nosso coração a Luz e a força de uma prática de homem paradisíaco, será um Culto vazio; um Culto formal. Neste Culto vamos relatar a Meishu-Sama a mudança que conseguimos em nosso sentimento e sobretudo o que praticamos: “Meishu-Sama, neste último mês fiz “isto” em casa para fazer a minha mulher, meu marido feliz, ou meus pais felizes, na escola, no meu condomínio, no trabalho, etc. Em cada lugar destes eu fiz uma prática e vim oferecê-las ao senhor para que me utilize na construção do Paraíso Terrestre.” Se o nosso coração estiver nesse estado paradisíaco e altruísta, podem ter a certeza que, onde quer que estejamos, seremos protegidos e abençoados por Deus e Meishu-Sama. E não vai haver calamidade natural que nos possa fazer mal porque vamos estar envolvidos pela aura de Meishu-Sama para sermos utilizados como preciosos instrumentos na construção do Paraíso sobre a Terra que está para surgir. Esse é o ponto vital. A oração é no dia 10 mas o Culto começa com essa prática diária, a partir de agora. Portanto, boa preparação e boa prática a todos nós.

Muito obrigado!

Comentário (1)

  1. Responder
    Jaime L. Ribeiro

    Obrigado….muito obrigado MIN. CARLOS EDUARDO LUCIOW, um abraço