Culto Mensal de Agradecimento – Sede Central – Janeiro 2020

PALESTRA DO PRESIDENTE DA IGREJA MESSIÂNICA MUNDIAL DE PORTUGAL

REV. CARLOS EDUARDO LUCIOW – JANEIRO 2020

Bom dia a todos!

(Bom dia!)

Como os senhores estão a passar? Estão todos bem?

(Graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama!)

Graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama!

Feliz Ano Novo a todos! (Feliz Ano Novo!)

Quero iniciar o ano, agradecendo do fundo do coração, a vossa sincera dedicação que nos permite expandir, cada vez mais, a Obra Divina de Salvação de Deus e Meishu-Sama aqui em Portugal! É sempre uma alegria poder reencontrar com todos os senhores! Muito obrigado! (Palmas)

Quem está a vir hoje pela primeira vez, pode levantar a mão? Sejam muito bem-vindos e que esta seja a primeira de muitas outras visitas! (Palmas)

Estamos também a receber membros das seguintes Unidades Religiosas: Margem Sul, Amadora e Sintra, Oeiras-Cascais, Lisboa, Ribatejo, Vila Real, Amarante, Braga, Porto, Gaia, Aveiro, Figueira da Foz e Coimbra!

Do Brasil, estamos a receber a Profª Midori Oyama Yoshida, irmã do Min. Paulo Oyama.

Sejam todos muito bem-vindos! (Palmas)

Estamos no início não só de um novo ano, mas também de uma nova década, não verdade? (Sim) Muita gente não se tinha dado conta disso, que não é só um ano novo, mas é também uma nova década, e como Meishu-Sama nos ensina, o plano de Deus desenvolve-se em Ciclos Cósmicos e uma década, é um ciclo que não deve ser ignorado. Esta década em especial, não é um ciclo qualquer, é a última década antes de concluir o centenário de Transição da Era da Noite para a Era do Dia. Em 2031, fará 100 anos que Meishu-Sama recebeu esta importante Revelação. Acredito, pessoalmente, que esta década que antecede o fecho desse importante ciclo, terá um grande significado para a Obra Divina e para o mundo, em todos os sentidos. Temos de nos preparar, espiritual e materialmente, para receber essa grande transição cósmica, que está para acontecer.

Gostaria de comunicar também, que este mês estou a completar um ano como responsável pela difusão da Europa e durante esse tempo, visitei os vários países, conhecendo a realidade de cada lugar, os vários missionários, membros e pude assim avaliar as diversas situações. Entendendo um pouco melhor a necessidade de cada um, decidi dar a missão às Unidades Religiosas de Portugal, para cada uma apoiar a difusão em outros países da Europa.

O Min. Octávio já estava há um ano a dar apoio à difusão em Londres, mas por receber uma outra missão, não vai poder dar continuidade; entretanto, pedi ao Min. António Carlos, responsável do Johrei Center do Porto e à Min. Rosa Duarte, responsável do Núcleo de Gaia, para juntos com os seus missionários e membros darem apoio à missionária Lucia Murphy, responsável do Núcleo de Londres e à difusão no Reino Unido! (Palmas)

Ao longo do ano distribuirei as missões para os ministros e Unidades Religiosas, para que, apoiando uns aos outros, possamos cumprir a nossa missão. Sem o apoio e a ajuda recíproca, não é possível crescer em lugar nenhum!

O nosso Boletim Informativo, através do WhatsApp, chega a todo lado, e por isso, como neste último, tinha as fotografias do novo projeto da reforma da Sede Central, recebi de todo o mundo, a começar pelo Solo Sagrado do Japão, do Presidente Mundial, da Diretoria, dos países dos cinco continentes, as parabenizações a todos os senhores pela beleza, pela fineza, pelo bom gosto, e foi unânime o comentário: “Vemos Meishu-Sama no projeto”! (Palmas) De pessoas diferentes, o mesmo sentimento, “Sentimos Meishu-Sama aí!”, isso é maravilhoso, não é? (Sim) (Palmas)

Mas também me perguntaram: “Quando é que vai ficar pronto?” – “Queremos fazer uma caravana para ir à inauguração!” (Palmas)

Eu falei para eles, que o tempo vai depender da nossa gratidão a Deus e a Meishu-Sama e do nosso amor pela Obra Divina. Se a nossa gratidão e o nosso amor forem grandes, o tempo vai ser pequeno, breve! Se o nosso amor e a nossa gratidão forem pequenos, o tempo vai ficar grande, vai demorar! Portanto, precisamos crescer no nosso amor e na nossa gratidão, para encurtar o máximo possível esse tempo de modo que o mundo inteiro possa vir visitar-nos nessa data tão importante!

Teve quem me quis corrigir, dizendo, que as palavras “Sede Central” era uma redundância, porque “Sede” já era “Central”. Eu esclareci que elas não sabendo do meu Sonen de que, após a construção da Sede Central, já quero logo partir para a construção das Sedes Regionais, Sede Regional do Norte no Porto e Sede Regional do Sul em Lisboa! Comprando as Unidades, construindo, reformando, então as palavras “Sede Central” não têm nada de errada. Ela é central, porque existirão seguidamente as Sedes Regionais. Depois crescendo, Sedes Distritais, vários níveis de Sede, é por isso que esta é a Central! Portanto, já compartilho com os senhores esse meu desejo de, nem acabar uma construção e já estar construindo a próxima, tem de ser assim! (Palmas)

Eu sempre achei que pensar grande não custa nada. Se pensamos grande ou pequeno, “pagamos” a mesma coisa! (Risos) Temos de pensar em grande, sonhar grande, desejar grande, porque o Mundo Espiritual vai atuar de acordo com o tamanho, a força e a constância do nosso Sonen! Se fecharmos o Sonen, “Ah não dá, é difícil!” O Mundo Espiritual diz: “Ah, está bem, já que você acha que não dá, então não dá!” Mas se acreditarmos, se colocarmos a nossa determinação e Makoto no Servir, Deus, Meishu-Sama e os Antepassados, irão manifestar-se!

Este ano, agora em janeiro, estou a iniciar o meu sétimo ano de dedicação com os senhores e sete, como Meishu-Sama ensina, é terra. Ele orienta que cinco é fogo, seis é água e sete é terra. Muitas vezes, Ele até caligrafava Miroku (Deus) com os números: 5, 6 e 7. A união do espírito do fogo, com o espírito da água, com o espírito da terra, compõe a Luz de Deus que é transmitida no Johrei.

O Min. Paulo Oyama, que dedica a vida inteira na Agricultura Natural, sabe bem que, sem essas três energias, não existe agricultura! Não é? (Sim)

Portanto, este sétimo ano será o ano da materialização, da concretização. O ano cinco foi de fogo para queimar as máculas reduzindo-as a cinzas. O ano seis, foi de água para lavar as cinzas, deixando tudo limpo e cristalino. Agora, com tudo “limpinho”, poderemos construir! Por isso acredito, que este ano tem grande força de concretização, de materialização do desejo de Deus e Meishu-Sama! (Palmas)

Estudando o Ensinamento de Meishu-Sama sobre os Solos Sagrados, do livro “O Pão nosso de cada dia” da página 81 a 101, Ele relata muito do Seu sentimento, do Seu amor pelos Solos Sagrados e a sua importância. Aconselho os senhores a estudarem também. Meishu-Sama orienta sobre a importância da união da arte de Deus, que é a Natureza, com a arte do homem nas construções, nos templos, nos museus, e que a união dessas duas artes, desperta o sentimento artístico latente no espírito de todo o ser humano.

Justamente, o nosso objetivo é essa beleza arquitetónica, em harmonia com a beleza natural, das montanhas, do rio Mondego, criar um local onde as pessoas que vêm, com os pensamentos conturbados, as problemáticas da vida, do dia a dia, possam ser purificadas por essa beleza. Desde a entrada, durante a subida, passando pelo jardim, pelas flores, pela cascata, admirando a paisagem, até chegar ao Altar, já se estará a purificar por essa beleza!

Depois, purifica-se através do Johrei, através dos Ensinamentos, através da Agricultura Natural, através do Sanguetsu, fazendo daqui um local de efetiva beleza purificadora.

Só que a beleza sozinha não basta, ou seja, a beleza é uma terça parte. A outra parte é a Verdade, que é o estado natural das coisas, conforme Meishu-Sama nos revela nos Seus Ensinamentos. Por isso, um local também que, além da beleza, as suas atividades sejam profundamente alicerçadas, na prática dos Seus Ensinamentos.

Como essa Verdade irá manifestar-se? Na prática do Bem, no altruísmo, no fazer as pessoas felizes! Quando juntar essa trilogia, Verdade, Bem e Belo no mesmo local, então Meishu-Sama poderá manifestar-se na sua plenitude! (Palmas)

Com essa concepção, de sempre caminhar com as três “pernas” juntas: a Verdade, o Bem e o Belo; logicamente que, com uma delas, já é muito bom e já traz Luz, mas com as três, a força é total! Dentro de um local assim tão Belo, que pratica a Verdade e se faz o Bem, naturalmente as pessoas sofredoras da sociedade serão atraídas, pois se tornará um oásis de espiritualidade e altruísmo no meio de um “deserto” de materialismo e egoísmo.

Esse é que é o objetivo, com que nós temos de nos preparar espiritualmente e materialmente para receber todas as pessoas. Isso é o mais importante. Se as pessoas chegam num lugar tão maravilhoso desses e encontram pessoas de sentimentos feios, de sentimentos egoístas, sentimentos mesquinhos, não vale nada! Por sua vez, se além da beleza natural e arquitectónica, encontrarem pessoas bondosas, amigas, solidárias aos seus problemas, que lhes dão conforto, esperança e amor, certamente desejarão voltar.

É o Belo do sentimento e esse somente nós podemos cultivar dentro nós mesmos, por isso é que, onde o Mal mais trabalha, é tentando sujar os nossos sentimentos, criando desentendimentos, falatórios, fofocas, intrigas, desconfianças que sujam o sentimento. Quando suja o sentimento, o Mundo Espiritual de alto nível, não consegue manifestar-se, aí manifesta-se o de baixo nível e num Mundo Espiritual de baixo nível ninguém se sente atraído. Esse é o maior cuidado que temos de ter porque está dentro de nós. É um trabalho que ninguém pode fazer por nós, ninguém! Só nós mesmos! Ter atenção, cuidado de quando alguém chegar perto e dizer: “Olha, ficas-te a saber… contaram-te…”, Você dizer para si mesmo: “Opa, sai para lá capeta” (Risos)

Temos de estar atentos, porque ele trabalha sorrateiramente, muitas vezes até através daquele amigo, daquela amiga que você gosta e que confia e porque você gosta e confia, dá ouvidos àquela fofoca, àquela maledicência, àquela calúnia e às vezes você até acaba passando adiante. Temos de ter esse policiamento constante, para com a pureza dos nossos pensamentos, dos nossos sentimentos, das nossas palavras e das nossas ações.

É por isso também, que a leitura e a prática dos Ensinamentos, é muito importante, porque quando estamos alinhados com os Ensinamentos, esse tipo de influência negativa não tem força para chegar nem perto! Espírito negativo que está a utilizar aquela pessoa diz: “Não adianta eu falar com aquela pessoa. Aquele está “blindado” em Meishu-Sama. Ali não vou conseguir nada!” (Risos) E vai para um outro que está enfraquecido. Muita atenção, todos nós, em todos os níveis!

Hoje no Ensinamento, ouvimos Meishu-Sama orientar muito claramente sobre a relação que existe entre a expansão e as construções da Obra Divina, que é uma coisa que normalmente não pensamos, não é assim? (Sim) Pensamos geralmente que a expansão se dá, se eu sair falando, convidando todo mundo. Isso é fundamental, mas Ele está aqui também, a fazer uma relação diretamente proporcional ao crescimento da Igreja com a construção.

Meishu-Sama orienta assim:

“À medida em que o Templo Messiânico avança gradativamente rumo à conclusão, a sua influência se manifestará mundialmente.”
“Todas as coisas relacionadas a Deus realizam-se através de uma forma.”

São conceitos que normalmente a gente não pensa. Achamos que Deus é abstrato, que Deus é só espírito, mas Ele manifesta-se através da forma. Deus não nos deu apenas uma alma e um espírito, Ele deu-nos também um corpo físico e os meios físicos para mantê-lo, que é a alimentação, o ar, a água, etc. Tudo isso tem forma!

“Quando ocorre, por exemplo, a ampliação ou a criação de um lugar, a Obra Divina também cresce e amplia-se proporcionalmente.”

Proporcionalmente, quer dizer, quanto mais cresce a construção, mais se expande a salvação.

“Até hoje tinha-se o princípio da salvação de todos os seres vivos, mas na Igreja Messiânica Mundial, o essencial é a construção do Paraíso Terrestre.”

Não é de um Paraíso no Céu, que vamos viver depois da nossa morte. Não! É o Paraíso Terrestre. Essa é a grande diferença!

Paraíso no Céu, muitas religiões prometeram, mas Paraíso na Terra foi Meishu-Sama, que veio para anunciar e construir.

Depois Ele conclui:

“Como a essência da nossa Igreja está estabelecida desta maneira, devemos também desenvolver a construção material.”

Ouvimos hoje, a Experiência de Fé da Maria Júlia que, assim como a Liliana, no mês passado, voltou depois de um ano, a Maria Júlia voltou seis meses depois, com o relato de uma outra experiência maravilhosa, em vários aspetos.

Primeiro, porque ela, uma pessoa altamente qualificada profissionalmente e muito segura de si mesma, estava convicta de que logo iria encontrar emprego e por mais que mandasse currículos, não era chamada nem para fazer entrevista. Chegou até a procurar empregos com qualificações profissionais muito abaixo da sua formação e nem isso ela conseguia. Mas, aí vemos o Amor de Deus que, quando quer formar, Ele “aperta”. Como não tinha trabalho, estava a gastar as poupanças e quando estas acabassem, como é que ela iria fazer?

Nessa hora, a insegurança e o medo começam a aterrorizar. Esse é o Amor de Deus para levar a pessoa ao crescimento. Não deixava nem arrumar emprego muito abaixo da sua qualificação, para “estrangular” o seu materialismo e levá-la ao crescimento.

Deus é um pai que, além de amoroso, quer que nós cresçamos. Não é um pai que passa a mão na cabeça, que cria filhos mimados, dependentes dele. Ele quer que cresçamos, é por isso que Ele é Pai Celestial. Tenham a certeza que Ele não é “padrasto” que judia sem motivo. Quando Ele aperta, tem um motivo bem específico para nos fazer crescer e amadurecer.

A Maria Júlia, em base às suas experiências anteriores, sabia que tinha de aprender algo com a purificação, só que não sabia o quê… e o dinheiro a acabar… ela continuava buscando. O sofrimento nos faz buscar. Quando está tudo bem, ninguém busca nada, só pensa em usufruir, divertir, sair, passear, jantar fora, viajar, etc. Quando falta alguma coisa: saúde, dinheiro ou paz, aí começamos a refletir, não é assim? (Sim) Ela ao pensar que tinha de aprender com essa purificação, percebeu uma coisa fundamental para quem quer crescer.

Ela entendeu que estava a errar ao buscar um emprego para ter um salário, para se manter, para viver, para comprar as suas coisas, pagar aluguer, comida, etc., como todo mundo pensa. “Quer um trabalho para quê?” “Para viver, para ter as minhas coisas, pagar os meus compromissos, etc.” Ela entendeu que estava buscando um emprego com um objetivo errado, porque algo dentro dela dizia que a solução do seu problema estava na reforma da Sede Central. Era o seu Espírito Guardião que dizia no ouvido dela: “A solução está na reforma da Sede Central!” Mas ela não sabia de que modo.

Entretanto, veio a inspiração: “Eu tenho de parar de procurar emprego para me manter, mas sim procurar emprego para fazer dedicação monetária para a reforma da Sede Central!” Quando ela entendeu isso e aceitou; porque às vezes a gente entende, mas não aceita! De um lado, a inspiração do Espírito Guardião e do outro lado, o Espírito Secundário que perturba, desvia e aí fica essa luta, não é assim? (Sim) Um “assopra” dum lado e outro “assopra” do outro. Quando ela entendeu a inspiração do Espírito Guardião disse: “É isso mesmo que eu vou fazer, buscar emprego com esse objetivo, de participar ativamente, construtivamente com todo amor, com todo esforço na reforma da nossa Sede Central!”.

Logo de seguida, foi chamada para duas entrevistas. Antes não era chamada para nenhuma! (Risos) As duas em grandes multinacionais e foi aprovada em ambas! Aí, passou a ter um outro problema: “Qual das duas é que escolho?” (Risos) Passou do problema de não ter emprego para qual iria escolher, pois todos dois eram excelentes! (Risos) Só com o quê? Com a mudança do seu Sonen, do seu objetivo! As empresas eram as mesmas, os currículos que ela distribuía eram os mesmos, foi tudo igual. O que é que mudou? O seu propósito em buscar um emprego, para si ou para servir a Deus! É aqui que se encerra o grande significado dessa experiência. O Mundo Material, o materialismo, cria-nos uma ilusão de que: a minha vida é minha, o meu corpo é meu; a minha casa é minha; a minha família é minha, os meus filhos são meus, o meu carro é meu, o meu trabalho é meu, o meu salário é meu, tudo é meu! Não é assim que as pessoas pensam? (Sim) Mas se formos analisar, se fosse realmente nosso, não perderíamos nada. No entanto, podemos perder o corpo, a saúde, a família, o carro, o trabalho, perder tudo!

Chegamos a este mundo sem nada e vamos embora sem nada! Mas vivemos como se fossemos levar tudo connosco quando formos embora… Não vamos levar nada! A única coisa que levaremos, é o mérito das boas Obras aqui construídas e aqui deixadas. Isso é que vai imortalizar a nossa existência, o resto vai aqui ficar, as vezes até como motivo de briga e ódio entre os descendentes.

Quando ela entendeu isso, que não era dela, mas que era para servir a Deus, a situação mudou radicalmente!

Mas como é que a gente normalmente faz? A cabeça e os pensamentos são meus, então, eu só uso a minha cabeça e os meus pensamentos para pensar nos meus problemas, nas coisas, no que eu tenho para fazer; não uso a cabeça para servir a Deus, às vezes sim, um bocadinho, mas quantos por cento do nosso estado mental usamos para servir a Deus e quantos por cento do nosso estado mental usamos para servir a nós próprios? O nosso tempo? Quantas horas dos nossos dias usamos para servir os nossos interesses e quantas horas dos nossos dias usamos para servir a Deus, para fazer as pessoas felizes?

Falando com uma pessoa que está purificando das pernas, ele perguntou-me: “Já estou a receber Johrei. O que posso fazer a mais para melhorar rapidamente?” É simples! Basta você caminhar para servir os outros! Quer ficar bom das pernas? Use as suas pernas para fazer os outros felizes!

Mesmo a mancar, caminhe para dar assistência religiosa para quem precisa!

Aquilo que nos falta, é aquilo que temos de dar! Este princípio serve para tudo!

Deus dá-nos 100% de tudo! Ele não nos deu uma parte de uma casa, deu-nos uma casa inteira! Nós temos que deixar esta casa inteira à disposição d’Ele. “Ah, mas eu preciso da casa de banho, preciso da cozinha, preciso de uma sala para receber pessoas…” Deixe à Sua disposição uma parte, a melhor, a sala mais nobre, tudo o que Ele nos dá, é para Lhe devolvermos 100%. Mas como não conseguimos devolver 100%, ela falou que vai dar 100% no primeiro mês, isso é muito admirável, mas se ela der 100% no segundo mês, 100% no terceiro mês, não vai funcionar. Então, como vai fazer? Dar 90%, mas mesmo assim não vai ser possível para pagar todas as despesas; não, vou dar 80%. Não, 80% também não é possível e vai baixando até chegar onde dá com esforço.

As pessoas quando começam a pensar em oferecer algo, começam de baixo para cima e não de cima para baixo, esse é que é o erro do egoísmo e do materialismo. “Vou dar meu tempo, então, vou dar o meu tempo inteiro! Mas 24 horas não dá, pelo menos preciso de 7/8 horas para dormir, de 24 já passa para 1/3, depois o tempo que gastamos sentados para comer, depois o tempo que se gasta para tomar banho, para trabalhar, etc. Quanto tempo sobra para oferecer a Deus? Temos de fazer essa análise em todos os aspetos da nossa vida!

Aqui estamos a tratar da gratidão, porque foi a experiência que ela teve; se fosse a saúde seria a saúde, se fosse conflito, seria conflito…

O nosso objetivo teria de ser, devolver para Deus todos os 100% da nossa existência! Em tudo! E a partir daí irmos tirando da nossa dedicação a Deus, o mínimo que precisamos para a nossa vida! É importante não perder esse parâmetro de não dar o que sobra. Ao contrário, dar o primeiro, o melhor. Quem dá o que sobra, ofende a Deus, está dando esmola e Deus não é mendigo, para precisar de esmola. Nós é que temos de ter essa permissão de O servir, colocando-O em primeiro lugar, porque damos o melhor e não as sobras.

Quando convidamos alguém para comer na nossa casa, alguém que gostamos, amamos, que respeitamos, o que é que se faz, oferecemos o quê? O melhor! Alguém importante para nós e damos para jantar os restos do bacalhau do dia anterior? (Risos) Qualquer um ficaria ofendido; se nós, que somos humanos, ficamos ofendidos com isso, no nosso aniversário, vêm com um embrulho e o que é? Um par de sapatos usados… “Ele está usado, mas ainda está “bonzinho”, estou a dá-los porque tenho quatro pares novos, já não preciso destes…” (Risos) Que presente de aniversário é esse? Quem não se ofenderia com isso? Não damos sobras e restos para um ser humano que amamos e logicamente não podemos colocar Deus abaixo disso, temos de colocar Deus muito acima disso. Temos de ter lógica na prática da Fé.

Antigamente, às vezes, acontecia uma coisa bem desagradável. A pessoa tinha em casa um frigorífico velho, aí comprava um novo, todo moderno, bonito e pegava no velho e trazia para a Igreja: “Ministro, comprei um frigorífico novo e trouxe este, que está “bonzinho” e ainda funciona…” A gente abria a porta e esta caía! (Risos) A Igreja não é ferro velho para lá descarregarmos a nossa sucata; ou o fogão que tem quatro bocas e só duas ainda funcionam; para que queremos isso? Isso não é gratidão, estamos ofendendo a Deus. Gratidão é: Estão precisando de um fogão na Igreja, então, comprei o melhor que tinha na loja para Meishu-Sama. Quando se coloca o servir em primeiro lugar, a nossa vida inteira se alinha!

Eu sempre dou este exemplo do botão da camisa: Deus é o 1º botão e deve estar na primeira casa; depois o 2º botão que é a família, deve estar na 2º casa; etc. Se você não apertar o primeiro botão na casa certa, consequentemente todos os outros ficarão nas casas erradas e nunca vamos conseguir alinhar a camisa. No fim vai sobrar pano de um lado e a camisa vai ficar torta no corpo. Nós só vemos o defeito cá em baixo, mas a causa está no primeiro, lá em cima, que é Deus que ficou fora da ordem. Então, se não reconhecermos este erro e começamos a puxar a camisa, poderemos até rasgá-la e não resolver o problema. Se a nossa vida está “torta”, não está combinando, não está fluindo, é porque o 1º botão não está na primeira casa, Deus não está em 1º lugar; se colocarmos Deus na 1ª casa, que é servi-Lo em 1º lugar, tudo na nossa vida vai para o lugar certo e naturalmente vai começar a correr bem!

Mas 1º tem de acertar o 1º botão… que é o mais importante, mas o apego e o egoísmo, não deixa. A Maria Júlia teve essa coragem, de colocar Deus em 1º lugar na vida dela, com o seu salário.

Vou dedicar com o meu melhor tempo, com a minha melhor roupa no plantão, tudo do melhor, aí sim! Tudo o resto se acerta!

E é esse o Ensinamento desta experiência, “colocar Deus em primeiro lugar em toda a nossa vida!” E aí tudo o resto, pouco a pouco, vai-se acertando e o nosso Sonen vai estar alinhado com Deus e Meishu-Sama.

Isso é muito difícil, porque o egoísmo, o apego e o materialismo trabalham diariamente sem parar! Por exemplo, as pessoas que estão à nossa volta, muitas vezes vão criticar-nos por tomar essas decisões, tenham a certeza disso; mas se persistirem, vão ter resultados e esses resultados é que vão mudar a opinião errada delas. Não vamos discutir com essas pessoas, vamos praticar, como esse resultado que a Júlia teve; ninguém pode discutir isto com ela, porque ela tem a prova concreta, de que o seu pensamento, o seu sentimento e a sua ação, foram corretas e o resultado foi milagroso, maravilhoso!

Na verdade, aquilo a que chamamos milagre, é o estado natural das coisas, de quem vive alinhado com Deus. Esse é o estado de graça, tal como quando Meishu-Sama dizia que a sua vida era um contínuo milagre. Porquê? Porque Ele vivia continuamente assim com o servir a Deus em primeiro na Sua vida. Nós vivemos continuamente fora do Servir a Deus em primeiro lugar, mas as poucas vezes que nos alinhamos, recebemos graças, o que julgamos ser a exceção; mas não tem de ser exceção, tem de ser o normal do messiânico, viver no estado de graça. É isso que Meishu-Sama quer de nós. É isso que os nossos Antepassados estão esperando… é essa a grande chance que estamos a ter com a reforma da Sede Central!

E ela conclui de uma forma maravilhosa, quando diz que “depois da Sede Central estar pronta, já não teremos mais esta oportunidade”; talvez vamos ter outras, mas com a Sede Central não vai haver outra oportunidade.

Como quem participou na construção do Templo Messiânico de Atami, só houve aquela oportunidade, foi só aquela… foi aquela geração que teve aquela chance de ouro de fazer aquilo. Mesmo no Mundo Espiritual e os descendentes deles ainda hoje estão a receber a gratidão, não só dos Antepassados, como do mundo inteiro, quando lá vão. Construíram, estão recebendo e eternamente receberão.

A este propósito, a partir deste mês, acumulado ao Culto pelos Antepassados que já realizamos mensalmente nas Unidades Religiosas, passaremos a celebrar também o Culto Especial pela Reforma da Sede Central! (Palmas) Nesta oportunidade poderemos, juntamente aos nossos Antepassados rezar e materializar a nossa gratidão com este sublime objetivo!

Por isso, nós temos esta oportunidade agora que não podemos desperdiçar. Eu espero, que junto com todos os senhores, possamos aproveitar ao máximo esta permissão que estamos recebendo de Deus, Meishu-Sama e dos nossos Antepassados.

Falando da caravana que íamos fazer a Moçambique e decidimos fazer a “caravana” para construir a nossa Sede Central, (Palmas) no fim do Culto passado, quando fui cumprimentar as pessoas, encontrei uma missionária que disse assim: “Reverendo, que maravilha esta “caravana” para construir a Sede Central, porque na caravana a África eu não ia poderia participar por problemas familiares, mas nesta eu posso participar sem criar problemas em casa!” Parabéns, vamos todos participar nesta “caravana” e ficar na história!

Muito obrigado, um bom mês, um bom ano e uma boa década a todos!

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