Culto Mensal de Agradecimento – Sede Central – Fevereiro 2020

PALESTRA DO PRESIDENTE DA IGREJA MESSIÂNICA MUNDIAL DE PORTUGAL

REV. CARLOS EDUARDO LUCIOW – FEVEREIRO 2020

Bom dia a todos!

(Bom dia!)

Como os senhores estão a passar? Estão todos bem?

(Graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama!)

Graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama!

Como sempre, gostaria de iniciar as minhas palavras, agradecendo do fundo do coração a vossa sincera dedicação, que nos permite expandir cada vez mais a Obra Divina de Salvação de Deus e Meishu-Sama aqui em Portugal! É sempre uma alegria poder reencontrar com todos os senhores! Muito obrigado! (Palmas)

Quem está a vir hoje pela primeira vez, pode levantar a mão? Sejam muito bem-vindos e que seja a primeira de muitas outras visitas! (Palmas)

Estamos também a receber membros das seguintes Unidades Religiosas: Margem Sul, Amadora e Sintra, Oeiras-Cascais, Lisboa, Vila Real, Amarante-Lixa, Braga, Porto, Gaia, Aveiro, Figueira da Foz e Coimbra. Do exterior, estamos a receber membros do Brasil! Sejam todos muito bem-vindos! (Palmas)

Ontem, antes do Dai Johrei Kai, fizemos aqui na Sede Central, o Hatsuike, a primeira vivificação floral do ano, que é uma cerimónia feita no Altar e que, este ano, foi realizada pela Professora Harue. Muito obrigado! (Palmas) Foi uma cerimónia muito bonita, que muitos aqui tiveram a permissão de assistir, não foi? (Sim) Foi muito suave e emocionante. Durante a vivificação, quando vi a camélia, lembrei-me de um poema de Meishu-Sama em que Ele diz:

“Conheci a alegria do mundo, adornando a minha sala com a camélia que floresceu no jardim.”

Ele referia-se a uma camélia que tinha florido no jardim da casa Dele e esta camélia que aqui temos no Altar, também floriu no jardim da casa Dele em Portugal! (Palmas) Durante o Hatsuike, imaginei a alegria de Meishu-Sama ao estar vendo uma composição tão linda, com as camélias do jardim da casa Dele aqui em Portugal! (Palmas)

Já estamos em fevereiro, assustador, não é? (Sim) Eu sempre penso que os meses do ano passam como os postes da eletricidade pela janela do comboio! (Risos) Os meses do ano também passam com essa mesma rapidez! Como o ano é cadenciado pelos Cultos Mensais, quando reparo, já é outro Culto Mensal! Aí, corre, vem para lá, vem para cá! Outro Culto Mensal! (Risos) É uma coisa assustadora, por isso não podemos perder um segundo!

Os meses passam com uma velocidade assustadora, mas são divididos em dias, que também passam muito rápido. Estes, são divididos em horas que passam num bater de olhos, que são divididos em minutos que a gente nem sente.

Portanto, é importante viver construtivamente, em modo produtivo, cada minuto! Se cada minuto for centralizado no Servir a Deus e à Obra Divina, cada hora vai ser produtiva no servir a Deus, cada dia será abençoado e o mês vai-nos ligar cada vez mais à construção do Paraíso Terrestre. Por isso, devemos estar atentos a cada minuto, não deixar passar em branco.

Este mês, Meishu-Sama orienta-nos sobre o “Setsubun” e Ele mesmo inicia o Ensinamento a referir que, como é uma data importante para Deus, Ele não podia deixar de orientar.

Porque é que o Setsubun é uma data importante para Deus? Porque é um período de ajuste de contas no Mundo Espiritual, quando os pecados e as impurezas são purificados. São dois períodos do ano em que se intensifica a purificação.

O 4 de fevereiro, que é o Rishun, e o 15 de junho. Com a diferença de que, no 15 de junho, aumenta a Luz, portanto, aumenta a energia do Fogo e o Mundo Espiritual fica mais claro. No Setsubun, começa o período de queima das máculas.

Para o ocidental é difícil de entender estas separações, porque não fazem parte da nossa cultura.

No Antigo Oriente, diferente da nossa divisão em doze meses solares, o calendário chinês, que depois regia todo o Oriente, era dividido em 24 estações. A primeira delas é o Rishun, que começa no dia 4 de fevereiro, e naquela altura, comemorava-se o Ano Novo. O Setsubun é o dia anterior ao Rishun. “Setsubun”, literalmente, quer dizer “separação das estações”. Esse Rishun, sendo a primeira estação do calendário lunissolar, começava queimando as máculas para o Ano começar próspero, sem impurezas.

Porque é que esse “Setsubun” é importante? Porque conta que, quando os Deuses ainda viviam na Terra, junto com os homens, eram comandados pelo Deus da Justiça, chamado Kunitokotatchi-no-Mikoto, que era muito bom, mas também era muito severo; bastava que um Deus saísse fora da linha, que ele já punia com rigorosidade. Em consequência disso, os Deuses começaram a ficar insatisfeitos com tanta rigorosidade. Até que um deles, chamado Amanowakahiko-no-Kami, também conhecido como Amanojaku, começou uma manifestação para aprisionar o Kunitokotatchi-no-Mikoto, dizendo: “Isso não é possível! Esse deus é muito intransigente, muito rigoroso. É impossível viver com ele! Vamos tirá-lo de circulação e fazer o que a gente quer!” Claro, evidentemente, todos gostaram da ideia do Amanojaku! (Risos)

Fizeram lá uma conspiração e prenderam o Kunitokotatchi-no-Mikoto numa caverna.

Assim, a humanidade entrou na chamada “Era das Trevas”, onde passaram a fazer o que bem entendiam e, logicamente, uns a fazerem os outros infelizes, indiferentes ao sofrimento provocado. Naquela época, por ironia, atiraram soja torrada na porta da caverna dizendo que só o dia em que essa soja germinasse é que ele poderia sair.

Ainda hoje no Japão, no dia 3 de fevereiro, as famílias reúnem-se, torram a soja e as crianças jogam pela janela dizendo: “Diabo para fora, felicidade para dentro”. Mas esse “diabo”, na verdade, estão a referir-se ao Kunitokotatchi-no-Mikoto, o Deus da Justiça. E “felicidade para dentro”, o que estão a querer dizer? Que nós podemos fazer o que bem entendermos, sem se prestar contas do que se faz.

Por isso, segundo a orientação de Meishu-Sama, na verdade, deveriam dizer: “Felicidade para fora e diabo para dentro”. É uma tradição popular que ainda hoje existe no Japão.

Esse período de purificação, é um período que assusta muita gente. Quem já vem purificando pensa assim: “Ih, a coisa já está feia, e se agora a purificação ainda vai aumentar, não vou aguentar…” (Risos) Vai intensificar sim, mas como Meishu-Sama orienta, não precisa de purificar apenas com o sofrimento. Podemos purificar recebendo e ministrando Johrei, praticando a virtude e apreciando o Belo de alto nível.

Portanto, sendo um período de intensificação da purificação, temos de intensificar essas práticas de purificação suave, porque, pelo contrário, se estivermos de braços cruzados, não vai ter jeito. Vamos ter de purificar da forma menos agradável, que é através do sofrimento.

Quando se fala do Amanojaku, este é a personificação do espírito de contrariedade, de não aceitação da Lei, de não aceitação da Justiça e de querer fazer tudo conforme a sua própria vontade. O Kunitokotatchi-no-Mikoto, por seu lado, é a personificação do viver de acordo com a Vontade de Deus e com as Leis Divinas.

Porém, quando se fala nessa lenda ou nessa mitologia, dá a impressão de que isso aconteceu há muitos anos, há milénios e acabou por lá. Não! Ainda hoje continua!

Atualmente, ainda existem muitos Kunitokotatchi-no-Mikoto e também “Amanojakinhos” por aí soltos a infernizar os outros! (Risos) Começam a reclamar, a insuflar contra a instituição, contra o chefe, contra as normas e por isso, temos de estar muito atentos neste período de grande luta entre essas duas forças.

Elas não atuam só fora de nós, mas principalmente dentro de nós, onde temos esse combate de uma voz que nos estimula e nos impulsiona à prática do bem, da virtude, à obediência aos Ensinamentos, às normas, etc., e outra voz rebelde que diz: “Não, deixa isso para lá, faz o que queres…” e impulsiona para o egoísmo.

É muito fácil identificar o “Amanojaku” que está nos outros, mas o fundamental é identificá-lo dentro de nós. Por isso, como é que vamos fortalecer o “Kunitokotatchi-no-Mikoto” que está dentro de nós? Através das práticas básicas da Fé: Johrei, Cultos, leitura e prática dos Ensinamentos, Dedicações, Encaminhamento de pessoas à Fé, oferta de Gratidão, etc. Quanto mais estivermos centralizados nisso, mais o nosso “Amanojaku” se vai enfraquecendo.

Se não fortalecer o “Kunitokotatchi-no-Mikoto”, naturalmente, o “Amanojaku” ganha força! Quando ele ganha força, junta-se com os outros iguais e aí, começa a criar conflito, discórdia, mal-entendido, calúnias, fofocas, enfim, o mal não acaba mais.

O período que vai do dia 4 de fevereiro até ao dia 15 de junho, é um período de purificação intensa, não só coletivamente para a humanidade: calamidades, epidemias e já se está a ver várias coisas, mas talvez, poderá até intensificar; como também institucionalmente, todas as grandes purificações que a nossa Igreja passou, foram em fevereiro, ou seja, na época do Rishun.

Portanto, é muito importante estar preparado, não só universalmente, socialmente, mas individualmente também. A purificação, se tiver causa, não podemos evitá-la, podemos sim preparar-nos para melhor enfrentar e superar, crescendo com ela. O que podemos fazer é da maneira correta, com base no conhecimento e prática dos Ensinamentos, enfrentá-la e do modo justo, crescer, como todos os meses as experiências de Fé demonstram isso.

Por falar em experiência de fé, maravilhosa como todas, a experiência de fé do Aguinaldo, que desde já, agradeço muito pela sua sinceridade de vir abrir a sua privacidade compartilhando connosco um ponto muito sensível e delicado da sua vida.

Após ter vivido alguns anos em Portugal, regressou ao Brasil, mas depois lá, nem sabia bem o porquê, sentiu vontade de voltar. Foi falar com o seu Ministro, foram ao Altar, fizeram oração e entregaram aquele desejo que ele sentia nas mãos de Deus e Meishu-Sama. Mas não é que entregou, virou as costas e foi assistir televisão! Ele entregou e decidiu passar a dedicar 4 horas, todos os dias, e assumiu a dedicação de limpeza do Johrei Center. Isso é uma coisa importantíssima na fé. Entregar para Deus e Meishu-Sama, não é passar uma “batata quente” e dizer: “Está aí, agora o Senhor resolve…” Não é querer livrar-se de um problema. Entregar, é confiar que, servindo e dedicando, Deus e Meishu-Sama vão fazer o que é melhor para mim.

No momento em que estamos a servir e a dedicar, entramos em sintonia com Deus e Meishu-Sama; na hora em que entregamos e não fazemos nada, pensamos que Deus é que vai resolver o nosso problema, independentemente do nosso comportamento, o que é completamente diferente.

É no servir a Deus com Makoto, que nos voltamos para Ele; é como um copo que, para encher de água, tem de estar com a boca virada para cima, debaixo da torneira… Então, esse servir, o que é? É virar a boca do copo para cima, para que a Luz possa entrar.

O egoísmo, é o copo virado com a boca para baixo; pode estar uma hora debaixo da torneira aberta, que não vai entrar uma só gota! Às vezes ouço: “Não sei por que não recebo graças!?” Respondo: “É porque está com o “copo” virado para baixo… Vire-o para cima! Quando o fizer, qualquer gotinha que caia, vai entrar, vai enchê-lo e vai transbordar…”

Essa postura da fé, do servir, do dedicar para fazer os outros felizes, como a limpeza da Igreja por exemplo, para que todas as pessoas que lá entrem, encontrem um lugar bonito, asseado, perfumado, se sintam bem e felizes! Instintivamente, a gratidão delas, vai para quem lhes proporcionou aquele lugar agradável; ou será que alguém gosta de chegar num lugar sujo, cheio de pó, ou numa casa de banho malcheirosa? (Não!) Ninguém! Pelo contrário, quando chegam a uma casa de banho bem cheirosa, perfumada, limpinha, agradecem… a quem? A quem limpou… Esta gratidão vai para o dedicante! Por isso é importante, assim como todos os setores de dedicação; porque você recebe a gratidão das pessoas!

Entretanto, ele dedicou, conseguiu vender as coisas que antes não conseguia e um amigo ofereceu-lhe a passagem para Portugal. Isso é milagre! Quem dá uma passagem de avião para um amigo? É graça que não acontece todos os dias!

Veio sem entender muito bem o que tinha vindo fazer, mas chegou, começou a trabalhar, as coisas foram melhorando, foi dedicando no Johrei Center conforme os seus horários de trabalho permitiam e passou a vir todos os meses dedicar na Sede Central!

Durante essa dedicação na Sede Central, teve a ideia de fazer refeições prontas. Na venda de uma dessas refeições, uma cliente que conhecia alguém da cidade natal dele, colocou-o no caminho certo da pessoa que lhe iria apresentar o seu pai. Se isto não é trabalho do Mundo Espiritual, dos Antepassados, não sei o que é… tanta coincidência junta, não existe! Temos de nos render à evidência dos factos que provam a atuação do Mundo Espiritual e dos Antepassados.

Depois, um outro milagre: Conheceu o pai e a família dele, que o aceitou muito bem! Os irmãos estão mesmo a chamá-lo de irmão! (Palmas) Conheci casos em que pessoas foram procurar a família e que esta nem os quis conhecer, porque provavelmente achavam que eles estavam apenas à procura da herança! Com o Aguinaldo foi diferente, foi aceite e está a ser bem tratado! É outra graça que o deixa muito feliz e contente!

Isso demonstra a força da Luz das dedicações na Sede Central! Toda e qualquer dedicação: nos jardins, nas casas de banho, na horta, na limpeza, na arrumação, gera Luz! Porque é o lugar onde há mais Luz em Portugal! Por isso toda a dedicação aqui na Sede Central, é amplificada! Mais do que aqui, só nos Solos Sagrados! Aí, é o expoente máximo! Por isso, de vez em quando, fazemos caravanas e vamos lá dedicar. Na Sede Central, recebe-se a Luz maior de Meishu-Sama em Portugal!

Não sei se repararam, foi colocado por toda a casa, inclusive no refeitório, as imagens 3D do projeto da nova Sede Central, viram? (Sim) É muito importante, porque quanto mais nós as vemos, mais as vamos interiorizando e as projetamos na nossa mente e no nosso coração; eu até tenho no meu quarto, é a última imagem que vejo antes de adormecer e a primeira a ver, quando acordo! (Risos) Isso é importantíssimo, se quiserem, façam cópias, levem e coloquem nas vossas casas… Nem que seja em ponto pequeno, mas para verem todos os dias, para as irem projetando no vosso espírito e depois as materializar juntamente com o sentimento de todos nós. Quanto mais pessoas estiverem a vibrar na mesma intensidade, mais força terá o nosso Sonen coletivo. Isso é o mais importante: Estarmos juntos, unidos no mesmo ideal, pois só a união traz a força!

Justamente porque o Mal sabe disso, onde é que ele mais trabalha? Na desunião, na separação, colocando uns contra os outros… Se nós fizéssemos tão bem o nosso trabalho, como eles fazem o deles, o Paraíso já estaria construído! (Risos)

Mas nós sabemos que, unidos, fortalecidos através das práticas básicas da Fé e com o mesmo ideal, nos esforçaremos na concretização da Sede Central de Portugal, como um lugar de Luz mais intensa, onde se vai manifestar a Salvação para o maior número de pessoas!

Muito obrigado e um bom mês a todos!

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