Culto Mensal de Agradecimento – Sede Central – Fevereiro 2018

PALESTRA DO PRESIDENTE DA IGREJA MESSIÂNICA MUNDIAL DE PORTUGAL

REV. CARLOS EDUARDO LUCIOW – FEVEREIROO 2018

Bom dia a todos!
(Bom dia!)
Os senhores estão a passar bem?
(Graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama!)
Graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama!

É com muita emoção que quero agradecer a todos os senhores pela vossa sincera dedicação que nos permite expandir a Obra da Salvação de Deus e do Messias Meishu-Sama em Portugal.

Gostaria também de fazer um agradecimento especial a todos os ministros, missionários, membros e frequentadores que se dedicaram à obra de reforma, fazendo as casas de banho, pintando esta Nave, etc. Enfim, fizeram obras para que pudéssemos hoje, ser recebidos com todo o amor e carinho nestas instalações, que ainda não estão perfeitas mas estão bastante bonitas e agradáveis não acham? (Sim!)

Então, obrigado a quem dedicou! (Palmas)

Quem está a vir pela primeira vez, pode levantar a mão?

Sejam muito bem-vindos. (Palmas)

Que essa seja a primeira de muitas outras visitas à casa de Deus e Meishu-Sama!

Estamos a receber também membros das seguintes unidades religiosas: Algarve, Margem Sul, Lisboa, Amadora-Sintra, Oeiras-Cascais, Ribatejo, Vila Real, Amarante, Braga, Porto, Gaia e logicamente, de Aveiro e Coimbra. Do exterior estamos a receber membros do Reino Unido, do Brasil e de Angola. Sejam todos muito bem-vindos. (Palmas)

Gostaria de comunicar que este ano desejamos fazer uma caravana para o Solo Sagrado de Guarapiranga – Brasil. Fazemos sempre em turnos. Um ano para o Japão, um ano para África, um ano para o Brasil. Para dar oportunidade para que todos possam conhecer todos os Solos Sagrados e este ano é a vez do Brasil. Será para o Culto de agosto, que é o Culto da Agricultura Natural. Também é um mês de férias, o que facilita as pessoas a viajarem. A primeira coisa que perguntam quando se fala em caravana é: Quanto vai custar? (Risos) Então, é bom já se começarem a preparar. A parte terrestre, ainda estamos a fazer acertos mas, a grosso modo, vai ficar entre 500 e 700 euros; a parte aérea, como todos os anos fazemos, definimos um voo para cada país com horário de chegada juntos lá, para depois no mesmo autocarro irmos para o Solo Sagrado. Assim, por favor, procurem os voos com os vossos ministros e respeitem rigorosamente os voos indicados. Peçam aos vossos ministros todas as informações!

Também gostaria de comunicar que ontem realizámos a nossa Assembleia Ordinária da Igreja Messiânica Mundial de Portugal. Assembleia essa que teve a eleição dos órgãos sociais da Igreja. Também foi feita a prestação de contas de 2017 e o orçamento de 2018 com os delegados representantes de todas as unidades. Por unanimidade, foi eleita a nova Direção, da qual eu sou Presidente e por mais três anos vamos dedicarmo-nos à liderança da Igreja em Portugal.

Quero, em nome da nova Direção, agradecer esse voto de confiança que estamos a receber dos senhores e nos comprometemos a continuar a dedicar com amor, respeito, humildade e transparência, como foi a nossa gestão anterior. (Palmas)

E por favor, tudo aquilo que os senhores desejarem, tudo aquilo que os senhores não concordam, não gostam, acham que deve ser melhorado ou corrigido, não façam cerimónia, venham para a Direção e expressem livremente os vossos desejos, as vossas críticas construtivas. Porque o nosso desejo é corresponder aos ideais de Meishu-Sama e à vontade de todos os senhores. Obrigado! (Palmas)

Do dia 28 ao dia 31 de janeiro, estive a visitar o Algarve. Estive nas cidades de Faro, Tavira, São Brás de Alportel e Portimão, visitando núcleos e casas de membros. Também foram outorgados dois novos membros. No total encontrei com 26 membros e 1 frequentador. Está aqui hoje um grupo bonito, do Algarve. Gostaria de aproveitar a oportunidade para agradecer-lhes a forma carinhosa como fui recebido lá. Fiquei muito feliz de ver a forma como os senhores estão a esforçar-se para, num ambiente alegre, num ambiente harmonioso, fazerem atividades para a sociedade. Estão a fazer distribuição de Flores de Luz nas praças, dando Johrei às pessoas na rua, etc. Mas sobretudo, o que eu achei mais importante foi o ambiente que tinha nas casas e nos núcleos: um ambiente familiar, um ambiente alegre, um ambiente gostoso, onde qualquer pessoa que vem tem vontade de voltar. Aí, eu entendi porquê que outorgaram dois novos membros, coisa que há muito tempo não acontecia no Algarve e espero que continue. Vou estar a orar para que possa crescer cada vez mais essa importante região de Portugal. Apesar de ser talvez a mais distante da Sede Central mas dedicando dessa forma vão ter a Sede Central viva lá, nas vossas atividades. Parabéns! (Palmas)

Acredito que a maioria dos senhores, estão a vir aqui a esta nova Sede Central pela primeira vez. Não é? Gostaram? (Sim!) Está do agrado dos senhores?(Sim!)

Vão gostar ainda mais a partir de agora!

É importante entenderem que serão feitas obras em três fases. A primeira fase vai ser a entrada, deitando abaixo aquela escadaria, fazendo rampas de acesso, de modo a que qualquer pessoa consiga subir com tranquilidade. Um jardim bonito na entrada. Depois uma Nave grande de ponta a ponta, deitando todas as paredes abaixo. Com um Altar lindo. Com o Santuário dos antepassados, permanentemente. Nos Cultos Mensais, após o Culto, haverá o Culto de sufrágio aos Antepassados. Como no Solo Sagrado. Faremos também duas casas de banho e a Liturgia. Isso vai ser a primeira fase!

A segunda fase vai ser no último andar (não sei se subiram). (Não) Tem lá em cima um lugar comprido como este, onde vão ser os dormitórios. As casinhas que existem lá no fundo, depois do jardim, também serão dormitórios e refeitórios.

A última fase, será o jardim do fundo, junto com a Agricultura Natural.

Três fases distintas e cada uma será feita à medida que tivermos meios para fazer. Quando tivermos os fundos vamos fazer as obras. Quem estiver com pressa, participe bastante porque assim vai realizar-se rapidamente. Se não estão com pressa, não tem problema, em dez anos vai se fazendo. (Risos) A pressa é só nossa e dos nossos antepassados. Mas acredito que os nossos antepassados estão muito ansiosos com a participação na Obra Divina nesta nova Sede Central, através de nós.

Acredito que é o momento esperado por eles, junto com todos os membros pioneiros que já se encontram no Mundo Espiritual, porque sabem que, por ser uma Obra Divina, gera salvação. Não é uma obra humana. Não é a vontade do Homem. É uma Obra que é desejo de Deus e Meishu-Sama para a salvação da humanidade. Portanto, a participação numa Obra Divina, torna divino o espírito de quem participa. A participação numa obra infernal, inferniza o espírito de quem participa; como as guerras, invasões, etc. Aquilo em que nós participamos, reflete-se diretamente no nosso espírito.

Portanto, trabalhando para Deus e Meishu-Sama numa construção divina, o nosso espirito se diviniza. Na busca do belo, o nosso espirito torna-se belo. Na busca de fazer os outros felizes, é que o nosso espirito se torna feliz; esse é o princípio da felicidade.

Esta obra que foi esperada por todos os nossos antepassados e pelos membros pioneiros há quarenta anos, chegou ao momento de se realizar. Já não é mais um sonho. É uma realidade e essa realidade só depende de nós! Porque nós somos o elo de ligação entre os nossos antepassados e os nossos descendentes. Participando, os nossos antepassados que estão vivos dentro de nós participam connosco. Os nossos descendentes, vendo o nosso exemplo, seguirão os nossos passos. Essa é que é a nossa maior responsabilidade. Nós somos o elo de ligação do passado com o futuro. Não podemos esperar que ninguém faça por nós o que nos falta fazer. Eu diria que somos muito privilegiados por podermos, em primeira pessoa, arregaçar as mangas e trabalhar neste momento divino. Quem assim sentir, assim fará e ninguém pode sentir por nós. Só nós mesmos, junto com os nossos antepassados.

Ouvimos o exemplo da experiência de fé do senhor Paulo Prado, que é uma experiência muito bonita, muito profunda, porque fala da união de uma família. O que nós mais vemos hoje na sociedade são famílias desagregadas: pais separados de filhos, irmãos que não se falam, brigas por causa de dinheiro, desentendimentos pessoais, ofensas… E isso leva um grande sofrimento aos antepassados, que veem a família desagregada. Teve um grande conflito com a filha e sabemos, conhecemos casos até de famílias que por desentendimentos deste tipo ficaram a vida inteira sem voltar a falar-se. Existem casos assim, não é? (Sim) Eu conheço vários…

Quando ele no dia 23 de dezembro, pegou o formulário dos 100 agradecimentos lembrou-se de agradecer a existência da filha. É uma coisa muito difícil, agradecermos a existência de alguém que nos está a fazer sofrer. Agradecer a existência de quem nos ama e nos dá carinho, de quem nos compreende, é fácil, é automático. Mas quando alguém nos faz sofrer, a nossa tendência é não pensar naquela pessoa ou até falar mal dela. Mas ele desenvolveu um sentimento de gratidão pela filha e a coisa misteriosa é que a milhares de quilómetros de distância, no Brasil, no dia seguinte, o genro liga para ele pedindo que entrasse em contacto. Isso demostra a existência do elo espiritual entre pais e filhos, marido e mulher. Mas geralmente nós queremos que o outro mude. O pai pensa: “a minha filha é ingrata”. A filha pensa: “o meu pai não entende nada.” Os irmãos pensam: “o meu irmão é mau”. Mas nos Ensinamentos de Meishu-Sama, Ele nos ensina que com a nossa mudança, nós mudamos o mundo.

Este é um ponto muito difícil de praticar. Na teoria é muito fácil de entender mas na hora da prática entra o ego, que é o nosso maior inimigo. E esse ego leva-nos a querer ter razão: “eu tenho razão! Ela está enganada! Ela é que tem que mudar!”. Mas espiritualmente não importa quem tem razão ou quem está errado. Espiritualmente importa quem ama, quem perdoa. A razão é uma coisa do intelecto. O amor, a piedade, é uma coisa do espirito. Por umas nações quererem ter razão sobre as outras, é que se chega à guerra. Mesmo que uma nação vença porque tem um poderio militar mais forte do que a outra, é só uma questão de tempo, pois esta quando se rearmar, vai procurar vingar-se. A história humana é cheia de exemplos assim. Só existe uma força capaz de destruir o mal, que é o amor e o perdão, é a capacidade de compreender. E quem compreende é o maior, o mais elevado. A criança quer ser compreendida. Só o maior pode pegar o menor no colo. A criança não pode pegar o adulto no colo. Só quem tem amor maior consegue, mudar e perdoar em primeiro lugar. Por reflexo, é que o outro também muda. Mas a gente sempre quer o quê? Que o outro mude primeiro. “Se ela não me pedir desculpas, eu não quero conversa com ela!”. Não é assim que nós somos? (Sim) O ser humano é mesmo “tortinho”. (Risos) Só que depois, na prática, o que é que acontece? Vive infeliz! Tem que decidir, optar: ou querer ter razão ou querer amar. Às vezes temos que abrir mão de querer ter razão para conseguir amar e perdoar. Por isso se chama fé e não é intelecto!

Meishu-Sama orienta-nos que esse período em que estamos a entrar e que se inicia hoje chama-se Rishun. É um período muito importante para Deus. Porque é um período em que se inicia, no Mundo espiritual, com reflexo no mundo material, a purificação das máculas espirituais. O nosso calendário ocidental, que é um calendário só solar, tem doze meses. No antigo calendário oriental, ao invés dos doze períodos, são vinte e quatro. Porque é um calendário lunissolar. Não respeita só as fases do Sol, como o nosso, mas também respeita as da Lua. E esse período que está iniciando no dia de hoje, que se chama Rishun, que é precedido pelo dia de ontem, que se chama Setsubun, Meishu-Sama disse que é um período muito importante porque é um período que tem ligação com uma Divindade que se chama Kunitokotati-no-Mikoto. Essa divindade era um Deus muito justo, mas muito severo e por este motivo, quando os deuses viviam sobre a Terra, ele com a sua severidade e rigorosidade, não os deixava fazer o que eles queriam. Assim eles rebelaram-se contra ele, chefiados por um outro Deus chamado Amanowahiko-no-Mikoto, conhecido também pelo nome de Amanojaku, que era sempre do contra. Tudo o que ele dizia, tudo o que ele determinava, o Amanojaku era contra. Nós também temos na nossa vida um “Amanojako”, não é? (Risos) Mas nós também somos “Amanojako” de alguém… (Risos) Nós temos o nosso “Amanojako”, mas também somos o “Amanojako” de alguém! Atenção!!! (Risos)

Aí, eles fizeram uma rebelião, usaram um estratagema e prenderam o Deus Kunitokotati-no-Mikoto numa caverna, empurrando uma rocha grande… E como ele era descendente de Amaterasu, o deus do Sol, quando ele foi aprisionado, o mundo entrou na era das trevas; não que ele tivesse sido enganado, ele permitiu, pois sabia que, deixando eles fazer o que quisessem, eles iam acumular máculas, iriam sofrer e sofrendo, iriam lá soltá-lo. Assim, teve paciência para esperar durante três mil anos… (Risos) É esse período que nós estamos a viver agora. A partir de 1931 foi o início da remoção dessa rocha e cada um tem que fazer força para retirar a rocha, na mesma proporção que fez para a colocar lá… Eu acho que devo ter-me matado para empurrar essa rocha, porque hoje para tirar essa rocha fora, não está fácil!!! (Risos)

Nesse período, Kunitokotati-no-Mikoto se transformou em Enma Daio.

(falta de luz)

Peço desculpa por estes pequenos probleminhas técnicos, queda de luz, casa de banho alagada, etc… é a nossa permissão de melhorar… se não aparecem os problemas como vamos saber o que devemos melhorar? (Risos)

Enma Daio veio para julgar o bem e o mal, para separar o bem do mal; mas onde ocorre essa separação? Dentro do ser humano; essa separação ocorre dentro de nós!

A cada dia 4 de fevereiro inicia-se um período de queima das máculas, que vai até ao dia 15 de junho, quando a Luz aumenta porque limpou! Não se pode pretender ter o aumento da Luz, aumento da energia do fogo, com a mesma quantidade de impurezas. Seja no mundo, seja no nosso espírito!

Só que a limpeza se faz através das formas de purificação, que são: doenças, misérias e conflitos. É um período de ajuste de contas! Se não fizerem nada e quiserem purificar, é só ficar sentado e esperar, que virá a doença, a miséria e o conflito… Não precisam fazer nada, que vem tudo sozinho. (Risos) Mas se você por acaso disser: “Eu preferia não ter doenças, se puder não ter problemas económicos, melhor ainda e se puder viver em paz, então seria o Paraíso. Como hei de fazer para não precisar sofrer, visto que vou entrar num período de queima de máculas que vai naturalmente transformar-se em sofrimento?”

É muito simples, é só fazer como Meishu-Sama ensina, para promover a purificação subtil:

– O primeiro é o Johrei, que é a canalização da Luz de Deus diretamente para o espírito, para purificar! Joh-purificar, rei-espírito; o próprio nome diz que Johrei é para purificar. Podem passar as dores de cabeça, as dores de barriga, um monte de coisas, mas o objetivo do Johrei não é terapêutico, o objetivo é de purificação, de elevação espiritual. As melhoras físicas são uma consequência.

– A segunda forma de purificação é a prática de virtudes. E o que é a prática de virtudes? Dedicação: A primeira e mais importante, segundo Meishu-Sama nos ensina, encaminhamento de novos membros, levar pessoas à fé; porque a pessoa graças à apresentação, a conhecer o caminho da salvação, ela vai agradecer eternamente a Deus, que graças ao seu encaminhamento é uma outra pessoa e é feliz! Inclusive vou ensinar à minha família e aos meus filhos a ter gratidão por aquela pessoa, porque se não fosse ela, talvez eu não estivesse até vivo, e não estando vivo, eles não poderiam nascer. Ela recebe a gratidão e de todo o trabalho de expansão que eu faço, ela recebe os dividendos, como uma acionista do meu trabalho de expansão.

Primeiro, encaminhamento, segundo: a Gratidão! Oferta de gratidão monetária, que é uma forma de, através do meu trabalho, participar da construção da obra; existe muita gente que tem dificuldade em entender a gratidão, mas é muito fácil: Como você tem que trabalhar, Deus está a dar-lhe tudo, a começar pela saúde para trabalhar. Quando você faz a sua gratidão você está a agradecer a saúde que tem para trabalhar e ter um trabalho! Porque se faltar uma dessas duas coisas, você passa fome; então você agradece a Deus, para que através daquela participação, Deus utilizando aquilo, purifique a sua parte económica… Quando você tira o seu dízimo e oferece a Deus para Ele salvar pessoas, os 90% que ficam para vocês são purificados!

“Ai, eu quero ficar com 100%, porque é tudo meu!” Pode ficar, mas vai ficar com máculas também! Porque naqueles 100% vêm máculas. Vem o apego de quem te pagou, vem a mácula do dinheiro que rodou na droga, na prostituição, rodou em muito lugar, o dinheiro vem sujo. Não tem coisa material mais impregnada de negatividade que o dinheiro. De quem perdeu no jogo, etc.

Quando você oferece 10% a Deus, Ele purifica o resto! Então é uma bênção poder purificar. Quero purificar mais ainda? Então faço 20%, sou livre, 10% é o mínimo para agradecer aquilo que estou a receber. Mas porquê 10%? Porque na natureza, quando você tem uma colheita e você quer no ano que vem, colher a mesma quantidade, você tem que tirar 10% das sementes para semear no ano que vem. Se no ano que vem eu quiser colher o dobro, então tem que tirar 20% das sementes. Mas se eu colho 100% e como 100%, no ano que vem não tenho o que semear e vou morrer de fome. É uma forma de semear o que Deus está-lhe a dar para ter mais para o ano que vem, é muito simples.

A esse propósito, para as obras de reforma da nova Sede Central, estamos a receber de Deus, Meishu Sama e dos nossos antepassados, a permissão especial de participar nessa obra através de uma oferta especial, que não tem nada a ver com o nosso dízimo. Não é pegar no dinheiro que pegámos para a oferta mensal do dízimo e colocar agora neste novo envelope. Não é trocar de envelope! (Risos) Isto é uma oferta extra para a salvação dos antepassados, porque vai-nos servir para construir o altar deles e para a salvação dos descendentes que participaram nesta obra. Quando os nossos filhos e netos chegarem nesta Igreja que vai estar maravilhosa, divina e se sentir bem aqui, vão dizer uns para os outros: “A minha mãe, o meu pai, o meu avô, participou disto aqui; isto está tão bonito, porque eles participaram. Esta escada está tão maravilhosa, porque eles participaram. Hoje posso rezar no altar dos antepassados, porque eles participaram na construção!”.

Muitos pais vivem preocupados só em deixar dinheiro no Banco para os filhos, comprar casas para deixar aos filhos, bens materiais e não está errado, só que se você deixa só os bens materiais e não deixa o “saldo” espiritual para poder usufruir daquele bem material, aquele bem material, queima, a enchente leva, o ladrão rouba. Quantas famílias ricas, milionárias, hoje estão na miséria? Acumularam fortunas inimagináveis e hoje estão na miséria, porque só deixaram a parte material e não deixaram o “saldo” espiritual para poder usufruir daquela parte material.

Hoje estamos a ter essa permissão de criar um “saldo” espiritual e deixar, através do nosso exemplo de fé e da obra que estamos a construir, deixar aos nossos descendentes uma herança que “o fogo não queima, a enchente não leva e o ladrão não rouba”. Através dessa herança espiritual que nós estamos a ter a oportunidade de construir, eles receberão o maior tesouro que um ser humano pode receber dos seus pais ou antepassados, que se chama Fé!

Não existe tesouro maior do que o que lhes podemos deixar através dessa prática e do nosso amor pela Obra Divina; depois da oferta de gratidão, a dedicação física: Limpar, servir, arrumar, pintar.

Outra forma de purificação: O Belo, através das flores, através das obras de arte de alto nível, através do “belo” dos sentimentos.

E por último, mas não menos importante: A agricultura e a alimentação natural!

Portanto, o Johrei, as várias formas de dedicação, o belo e a agricultura natural, são quatro formas de purificar sem sofrer.

Assim, daqui até ao 15 de junho, poderá acontecer algum sofrimento, mas quanto mais nos dedicarmos a essas formas suaves de purificação, menos teremos que sofrer de doença, miséria e conflito.

Aí, vem um ponto chave e muitos poderão dizer: “Johrei, eu já faço, dedicação também, vou lá uma vez por semana, já faço dedicação. Belo também, faço Ikebanas de vez em quando. Agricultura Natural também, vou ao mercado, compro umas coisitas naturais, devo estar bem!

A grande pergunta neste momento é: “Estou fazendo Johrei? Sim! Mas que Johrei?”

Que tipo de Johrei? O Johrei que Meishu-Sama ensinou e como ele fazia? Ou o Johrei que eu, ao longo dos anos, vim desenvolvendo segundo a minha ideia? Será que não fomos construindo a nossa ideia de Johrei? Ah, já dedico sim. Bem, vai ao Johrei Center, fica lá sentado no seu plantão. Mas que tipo de dedicação é? É a mesma forma com que Meishu-Sama se dedicava às pessoas? Ah, sim a gratidão já faço, mas com que tipo de sentimento faz? Com sentimento correto de querer salvar a humanidade, ou estamos a fazer porque dando vou receber (por interesse) ou estamos dando para ajudar a Igreja a pagar a luz, o gás, como se Deus precisasse de minha ajuda para pagar as despesas dele!

Portanto é o momento para refletirmos sobre todas as nossas práticas de fé. Todas!

Um destes dias uma pessoa disse-me uma coisa interessante: “Eu gostava de saber porque antigamente na Igreja havia tantos milagres e agora já não há tantos?” Acredito que são dois fatores:

1º – Dantes praticava-se muito Johrei, passavam-se tardes inteiras transmitindo Johrei. Os membros pioneiros presentes aqui hoje confirmam isso. Às vezes até de noite. E se havia alguém a purificar, era 24 horas a transmitir Johrei; hoje em dia, todas as pessoas têm mil compromissos, sempre a correr com pressa, chegam ao Johrei Center e em 15 minutos transmitem Johrei, às vezes a conversar, e vão embora. “Já transmiti Johrei hoje”; mas qual Johrei? O Johrei de Meishu-Sama ou o Johrei de cada um? Só nós podemos analisar, refletir e não é só o tempo, é também com que sentimento?

Talvez os membros pioneiros tivessem menos entendimento da parte racional do Johrei, tinham poucas explicações, nem havia sequer livros traduzidos. Portanto, a componente principal era o amor; hoje toda a gente virou “doutor” de Johrei. (Risos) Vai à internet, tem aula do ministro “fulano de tal”, do professor “beltrano”, ficou todo o mundo letrado. Na teoria! Mas Johrei não é só técnica, é amor principalmente!

Assim, são tudo coisas que precisamos refletir, analisar; ninguém tem nada que criticar ninguém. Todos têm que se auto analisar e exatamente no momento que estamos a passar, de reforma da nova Sede Central, fazer essa reforma da fé, verificando ponto por ponto, como nesta casa.

Esta noite, desligou-se um interruptor, arrefeceu a água e de manhã todos os ministros tomaram banho gelado; gostoso, nem imaginam que alegria! (Risos) Depois na casa de banho, uma fuga de água. Porque é que acontece? Para mostrar o que tem que ser corrigido e melhorado. Já falei com o empreiteiro: “amanhã troquem estes fios, rebentem o chão para arranjar a fuga de água. Tudo novo, as coisas têm que funcionar em condições!”.

A maior irracionalidade do ser humano, sabem qual é? É continuar a fazer sempre as mesmas coisas, pretendendo obter resultados melhores! Se até ao mês que vem não forem feitas as obras para as correções das anomalias que constatámos hoje, para o mês que vem, novamente a luz vai cair, vamos, outra vez, tomar banho de água fria, haverá outra inundação na nave, etc. E vão perguntar: mas porquê que isto continua assim? Porque não foi feito o que tinha que ser feito!!!

A mesma coisa com a nossa fé! Com a nossa vida! Tem parte elétrica da nossa vida que está em “curto circuito”, não funciona bem! Tem parte hidráulica da nossa fé que está “inundada”. E nós não fazemos nada para corrigir e mudar isso! O ego não deixa!

Mas agora chegou o momento divino, com esta reforma, de cada um de nós fazer uma autoanálise da própria vida e da própria fé, para estabelecer um programa de mudança interior, tendo o Ensinamento de Meishu-Sama como parâmetro de “onde eu quero chegar”.

Meishu-Sama diz isto assim, assim, assim… então devo perguntar a mim mesmo: “eu faço isto, como Ele ensina, ou não faço? Se não faço, é uma coisa que tenho que corrigir!”

Acho engraçado que muita gente lê os Ensinamentos de Meishu-Sama e diz assim: “Ah, eu concordo, Meishu-Sama tem razão…” Olha que coisa! Claro que Ele tem razão! (Risos) Mas Ensinamento não é para se concordar ou dar razão a Meishu-Sama, é para se perguntar se estou a praticar o que Ele ensina ou não! É essa a questão!

Nesta Obra Divina o engenheiro é Deus, Meishu-Sama é o Mestre de obras, como Ele mesmo diz, e nós somos os operários. Se não conhecermos bem o caderno de encargos com o desenvolvimento da Obra, vamos ser maus operários, que não vamos saber qual o nosso trabalho; temos que estar unidos, em sintonia, amando-nos uns aos outros, amando quem Meishu-Sama mandar e com esse ideal de salvação, juntos, construirmos esta grande Obra Divina que o Mundo Espiritual e os nossos antepassados desejam e os nossos descendentes merecem.

Muito obrigado e um bom mês a todos!

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