Culto Mensal de Agradecimento – Sede Central – Fevereiro 2016

PALESTRA DO PRESIDENTE DA IGREJA MESSIÂNICA MUNDIAL DE PORTUGAL

MIN. CARLOS EDUARDO LUCIOW

FEVEREIRO 2016

Bom dia a todos!

Os senhores estão a passar bem?
(Graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama!)

Graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama!

Como sempre, gostaria de iniciar as minhas palavras agradecendo, de todo o coração, a todos os senhores pela vossa sincera dedicação que nos permite expandir a Obra de Deus e Meishu-Sama em Portugal. Muito Obrigado!

Quem está a vir hoje pela primeira vez, pode levantar a mão?

Sejam muito bem-vindos! (Palmas) É uma honra estar recebendo os senhores na casa de Deus e Meishu-Sama!

Estamos também a receber membros de outras cidades, nomeadamente de Amarante, Porto, Viana do Castelo, Coimbra, Aveiro-Bustos e Venda do Pinheiro. Também membros de Angola e do Brasil, sejam todos bem-vindos! (Palmas)

Também gostaria de comunicar, que já estão abertas as inscrições para a caravana aos Solos Sagrados do Japão e da Tailândia. Já temos a programação, os custos da parte terrestre e do avião, os Ministros de cada unidade já estão com essas informações. As pessoas que desejem ir, procurem o mais rápido possível os seus Ministros, porque quanto mais tempo passa, mais as passagens aumentam e como é um período de estação alta, os aviões enchem rapidamente e as últimas passagens são mais caras que as primeiras. Hoje o preço é ainda bastante acessível. É uma oportunidade única, de poder numa só viagem, conhecer quatro Solos Sagrados, três no Japão e um na Tailândia, e participar de dois Cultos Especiais pela Salvação dos Antepassados, um no Solo Sagrado de Atami, no Japão, e outro no Solo Sagrado de Saraburi, na Tailândia. Eu próprio nunca participei em dois Cultos Especiais pela Salvação dos Antepassados em dois Solos Sagrados, no mesmo ano, mas desta vez, vai haver essa grande oportunidade e imagino a imensa alegria e felicidade dos antepassados de serem sufragados pelos seus descendentes em dois Solos Sagrados, no mesmo ano. Peço a todos o máximo esforço, que se empenhem para não perderem essa oportunidade, mesmo porque o grupo é limitado a 30 pessoas e dez já compraram a passagem, portanto existem só vinte lugares, os primeiros a comprarem a passagem, irão. Quem quer ir pode levantar a mão? Vai sobrar alguém… (Risos) Há mais de vinte a levantar a mão, só aqui! Depois existe ainda outras unidades religiosas de Portugal e Espanha. Vai começar uma corrida agora, mas só vai quem chegar primeiro! (Risos)

Por falar em Solo Sagrado, gostaria de comunicar a grande permissão que recebemos: o Seminarista Ricardo Azevedo vai retornar ao Solo Sagrado do Japão para a parte final dos seus estudos no Seminário de Formação Sacerdotal. Este mês ainda, assim que sair o visto, ele vai partir deixando saudades porque se dedicou aqui, por mais de um ano, com muito amor. (Palmas) Mas graças a Deus, é uma partida feliz, porque vai concluir a fase final da sua formação no Solo Sagrado, com estudos de Ensinamentos, idioma japonês, etc. Convido-o para dizer algumas palavras de despedida. (Palmas)

(Palavras do Seminarista Ricardo Azevedo)
“Em primeiro lugar gostaria de agradecer ao Supremo Deus, ao Messias Meishu-Sama, aos nossos antepassados, à Direção da Igreja no Japão, ao Rev. Masayoshi Kobayashi, à Direção da nossa Igreja em Portugal, ao Min. Carlos Eduardo Luciow e a todos os Ministros, que sem eles eu não teria tido esta permissão de retornar ao Solo Sagrado. Mas, além disso, gostaria de agradecer a todos os membros que me acompanharam nesta caminhada, porque sem eles, com certeza, eu não teria esta permissão. Gostaria de deixar o meu muito obrigado e de lá, com a Luz do Solo Sagrado, vou estar a orar por todos, lembrando de cada um e empenhando-me todos os dias para me tornar um instrumento melhor de Deus e Meishu-Sama, para que juntos possamos encaminhar muitas mais pessoas e tornar este mundo num Paraíso Terrestre. Muito obrigado!” (Palmas)

É uma emoção muito grande, ver jovens entregando a vida para a Obra Divina! Peço a todos que orem por ele!

Desde o dia 30 do mês passado, fiz uma viagem missionária pelo sul do país. No ano passado comecei as minhas viagens pelo norte, Vila Real, Amarante… e tive tanto frio que este ano comecei pelo sul! (Risos) Quando fiz a programação deste ano disse: “Não caio mais nessa!” (Risos) Vou começar pelo sul que é mais quente e, realmente, no Algarve estava maravilhoso o clima. Mas antes de ir para lá, passei primeiro pelo Ribatejo, nas localidades de Lamarosa e Santarém, onde reunimos membros de Almeirim, Torres Novas e Cartaxo. De lá, partimos para o Algarve; estivemos em Portimão, onde reunimos com os membros e depois, em Olhão, onde se reuniram membros de Faro, Loulé e São Braz de Alportel. Fui também à Fuzeta, onde me encontrei com membros pioneiros para ministrar Johrei e agradecer a dedicação deles.

Retornando, fui visitar membros da Malveira, Venda do Pinheiro, Setúbal e Carnaxide. Foi maravilhoso poder ter esta oportunidade, porque estando com membros que vivem tão distantes da Sede Central, podemos apercebermo-nos das dificuldades que eles têm. Mas, também podemos constatar que, quanto maior a dificuldade, a atuação de Deus e Meishu-Sama é proporcionalmente maior. Além disso, em todos esses lugares reforcei a orientação do mês passado de nos tornarmos a primeira pessoa na felicidade de 100 pessoas. Não foi essa a orientação do mês passado? (Sim)

Aproveitando a experiencia de Fé da Min. Filipa do mês passado, que juntamente com os seus membros começou a distribuir Flores de Luz e oferecer Johrei nas portas, também em cada local confirmei com eles a importância dessa atividade e também em vários lugares que começaram a fazer, começaram a ter resultados. Ao ouvir o relatório da Min. Rosa em Vila Nova de Gaia, Porto e Perafita, eles com poucas atividades de distribuição de Flores de Luz, oferecer Johrei e também distribuição de Boletins Informativos da IMMP antigos, que estavam parados no Johrei Center, conseguiram em poucas saídas ministrar Johrei a 15 pessoas pela primeira vez, não foi? (Sim)

Há outros lugares em que também estão a fazer. Liguei para o Núcleo de Johrei de Riddes, na Suíça, e orientei-os a também fazerem isso. Em uma única saída, no condomínio onde eles moram, bateram de porta em porta, ofereceram Flores de Luz e Johrei. Em poucas horas ministraram 11 Johrei de primeira vez!

Também em Itália, aconteceu uma coisa interessante com uma senhora de Turim. Ela é membro há mais de 15 anos, mora naquele prédio há mais de 20 e a casa dela sempre reunia membros para dar Johrei, mas só entre eles. Quando ela ouviu no Culto Mensal essa orientação e a experiência da Min. Filipa, decidiu distribuir Flores de Luz nos prédios perto de casa e começou pelo seu prédio, com uma amiga e a filha que também são membros. As três fizeram Flores de Luz e foram batendo nas portas do seu prédio. Todos receberam a Flor de Luz, mas não quiseram receber Johrei. Quando ela me relatou, lhe disse para não desanimar e continuar a fazer. Mesmo que recebesse 100 “nãos” se uma só pessoa recebesse Johrei, seria uma grande vitória! Teria que ter essa proporção de 100 para 1. Com certeza, serão mais, mas se você já pensa que pelo menos um vai receber, se 5 recebem você vai ficar mais feliz.

Na segunda vez que se reuniram para distribuir, essa amiga disse: “Já que nesse prédio ninguém quis, vamos bater no prédio da frente.” Quando estavam a sair do prédio, algo dentro dela disse: “Não! Vou bater de novo aqui!” e a amiga retorquiu: “Vai bater outra vez?! Já disseram que não querem, vai insistir?” Ela respondeu: “Vou! Não estou a fazer nada de ilegal, nem imoral, não estou a vender droga, não estou a vender prostituição, estou a oferecer a Luz de Deus para salvar as pessoas, o máximo que vou receber é um “não” e “não”, não tira pedaço!” E começou a bater de novo. Quando chegou na última porta, que era um rés-do-chão, a amiga disse: “Não bate, já disseram que são ateus, que não querem saber de religião!” A amiga parecia um “capeta” só para azarar, para desmotivar, não é? (Risos) Mas era Deus que utilizava o pessimismo da amiga para ver se ela queria mesmo salvar as pessoas! Ela falou: “Eles disseram que não quereriam, mas eu vou oferecer de novo!” Bateu na porta, veio o casal que se tinha declarado ateu da primeira vez, que não aceitavam Johrei, ofereceu a Flor de Luz e perguntou de novo: “Vocês querem receber Johrei?” e para surpresa da amiga, eles disseram: “Sim!”. Convidou-os para entrar, receberam Johrei, ministraram também nos dois filhos e agora semanalmente essas quatro pessoas, vizinhos da frente, estão a receber Johrei todas as semanas. Recebem em casa, oferecem cafezinho, recebem Johrei e pedem informação sobre a Igreja Messianica. Depois, foram também a outros prédios. Acho interessante, neste caso, a persistência dela de não desanimar no primeiro “não”; isso só se consegue quando se tem amor e desejo profundo de salvar alguém.

Verifica-se que em países diferentes, com culturas diferentes, pode ser português, suíço, italiano, africano, brasileiro… ouvimos centenas de experiências maravilhosas, é universal!

Quando nós, com amor, oferecemos a Luz de Deus, a Luz da Salvação e os Ensinamentos, através do Boletim Informativo da IMMP, essa Luz penetra e até os ateus não sabem porquê, mas algo dentro deles deseja que recebam, o antepassado se manifesta na hora e a pessoa aceita o oferecimento do Johrei. Portanto, vem confirmar mais uma vez, que o fazer difusão de porta em porta, não é um trabalho material, racional, é um trabalho puramente espiritual, onde os antepassados se manifestam, porque eles sobretudo, estão desejosos que os seus descendentes recebam aquela Luz salvadora; estão à espera e manifestam-se.

Gostaria de agradecer a interessante experiencia da senhora Karine Pereira Silva, que pela segunda vez tinha sido burlada. Na primeira vez em Espanha, perdeu o dinheiro e o burlão fugiu. Nesta segunda vez, ela dedicando, fazendo gratidão, teve a mesma purificação e não entendeu; “porque é que agora, que estou a dedicar, aconteceu de novo?! A primeira vez eu posso entender, estava inativa e meio afastada, e agora que estou a dedicar, porque é que isto me está a acontecer?!” O marido até perguntou: “Onde é que está Deus e Meishu-Sama agora?!” E ela defendeu-se: “Você vai ver, nós vamos recuperar o dinheiro”, mas interiormente ela estava preocupada e chateada.

Ligou para a Ministra e perguntou: “Porque é que isso me aconteceu? Estou a dedicar, estou a fazer gratidão?!” Porque que é que ela pensou assim? Porque tem o pensamento errado que purificação é castigo, que purificação é coisa ruim, é um erro muito grande pensar: “Porque sou membro, dedico, não pode acontecer nada fora da minha vontade.” Nós temos uma herança da nossa formação religiosa que, por milênios, pensamos que purificação é castigo, é coisa ruim, “estou a sofrer para pagar os meus pecados!” Meishu-Sama ensina o contrário: “Purificação é amor de Deus”, a purificação veio para nos salvar, para eliminar as nossas máculas, nos purificar e nos elevar. Depois, ela começou a fazer o “Mecanismo da Salvação”, orientado pelo Revmo. Watanabe. O “Mecanismo da Salvação” é agradecer a Deus e a Meishu-Sama pela purificação, agradecer o elemento purificador, que pode ser uma doença, um conflito, neste caso era o burlão; se ligar a Deus através da gratidão e ligar também o elemento purificador a Deus. Se ligando a Deus, através da gratidão, recebeu Luz e conforme começou a fazer mudou. O que mudou foi o espírito dela de lamúria, de se achar injustiçada, para se achar agraciada, pois foi graças ao telefonema que ela deu para o burlão que a polícia soube o seu numero de telefone e avisou que estava a ser burlada. Quando foi falar com o burlão, disse-lhe que sabia que ele a estava a enganar e acontece a coisa mais inesperada, ele não só devolveu o dinheiro, como ainda devolveu um pouco a mais. Já ouviram algo assim? (Não!) Um burlão que devolve mais do que roubou? (Risos)

Não existe, é Deus para dizer: “Sou Eu que estou me manifestando!”

Isso me faz lembrar a experiência de África, que o Min. Cláudio contou aqui, de uma senhora que a casa tinha sido roubada. Ela foi na Igreja fazer donativo de gratidão para agradecer o roubo e, no dia seguinte, os ladrões vieram pedir desculpas e devolver a televisão, bem como tudo o resto que tinham roubado, dizendo que tinham roubado a casa errada! (Risos)

Essas experiências de fé, mostram que Deus utilizou essas situações para crescimento delas. Só quando tivermos a visão correta de purificação, como amor de Deus, para nossa elevação, é que as coisas mudam. Mas nós queremos dedicar, receber Johrei, fazer donativo para resolver o problema e não para entender o que tem de ser entendido, mudar o nosso interior e crescer. Porque o problema vem para ensinar, o problema é só um instrumento que os antepassados estão a utilizar para nos despertar, no que nós precisamos mudar interiormente; quando mudamos nos ligamos a Deus, entra Luz e naturalmente tudo se resolve.

Hoje ouvimos um Ensinamento maravilhoso de Nidai-Sama. Ela foi a segunda Líder Espiritual da nossa Igreja, após a ascensão de Meishu-Sama ao Mundo Divino, por mais ou menos sete anos e nos deixou Ensinamentos maravilhosos que estão publicados. Aconselho todos a lerem, pois Ela nos orientou muito sobre a prática da fé.

No Ensinamento de hoje, Ela nos orienta exatamente sobre aquilo que estamos a procurar fazer.

“Através da ministração do Johrei, podemos fazer com que as pessoas da vizinhança, que estão a passar por dificuldades e a sofrer, compreendam o Poder e a Luz de Deus. Não há coisa mais fácil! Até mesmo uma criança, se tiver essa intenção, conseguirá realizar perfeitamente o encaminhamento. A distribuição do “Jornal Eiko” (era o jornal editado naquela época pela nossa Igreja no Japão. Equivale ao nosso atual Boletim Informativo da IMMP) é um grande servir porque através dele um grande número de pessoas foi salvo.”

Ela afirma que até uma criança, se tiver intenção, pode fazer encaminhamento, do contrário, não vai acontecer. Se desejar e fizer como estão a fazer em vários lugares, em vários países, vão ter resultados maravilhosos. Concluímos que a nossa intenção vai definir a salvação, ou não, das pessoas que nos rodeiam. Muitas vezes admiramos quem está a fazer, aplaudimos o resultado de quem fez e faz ainda, mas pensamos que não conseguimos, não temos coragem de bater na porta do vizinho, pois pensamos: “O que eles vão dizer de mim, o que vão pensar de mim!?”, aqui ninguém pensa assim… (Risos) Mas existem pessoas que pensam assim!

Porque que é que nós pensamos assim? Porque vemos as coisas materialmente e não espiritualmente. Não nos vemos como instrumentos para a salvação dos outros, nem vemos os outros como sofredores que estão à espera de salvação.

No final, Nidai-Sama conclui:

“Além do mais, todos nós somos agraciados por Deus com a força do Johrei que pode ser utilizada por qualquer pessoa. Por isso, já que ingressaram na nossa Igreja, gostaria que adquirissem tal sentimento, o quanto antes, e que encaminhassem as pessoas.”

Este Ensinamento, como sempre, será publicado no Boletim Informativo deste mês e peço que, juntamente com a Experiência de Fé, sejam estudados, aprofundados e praticados. Como o caso da Sra. Karine que fez 27 Flores de Luz, distribuiu na sua vizinhança e está a ministrar Johrei a 5 pessoas, em 4 casas diferentes. Na Experiência de Fé, ela coloca: “Agora, eu entendi porque é que eu não tinha mudado de casa, porque tinha pessoas para salvar ainda naquele lugar.”

Por vezes na nossa vida, queremos que certas situações se resolvam, mas como não as vemos como salvação de quem está em torno, não se resolve. Quer mudar de emprego, mas já salvou as pessoas com quem convive naquele emprego? Cada lugar onde nós estamos, pode ser o trabalho, pode ser vizinhança pode ser na rua, pode ser o bar onde toma café, todos os lugares que frequentamos, por estar perto de nós, têm afinidade com a salvação.

Essa situação, fez-me lembrar uma história, que ouvi há muitos anos atrás. Um dia, Buda estava a atravessar um rio, dentro de um pequeno barco, com alguns discípulos e, no meio da travessia, eles assistiram a um naufrágio de um barco grande com muitas pessoas e muitas delas estavam a afogar-se. Enquanto eles passavam com um barco pequeno, um dos discípulos disse: “Mestre, todas as pessoas não vão poder entrar no nosso barco, pois se todos subirem vai afundar, inclusive nós! Não vamos conseguir salvar todas as pessoas, qual o critério que usamos? Salvamos as senhoras? Salvamos as crianças? Os idosos? Como escolhemos quem salvar, ou não?” Buda simplesmente respondeu: “Salve quem está aqui perto do barco, esses têm afinidade com a salvação!”

Nós também vivemos a mesma situação, salva o vizinho, o familiar, o colega de trabalho, não precisa ir longe, como o caso desta senhora de Itália, mais de 20 anos a morar no prédio, 15 anos como membro, não tinha salvado o vizinho da frente e hoje está muito feliz e falou para mim: “Ministro, em todos estes anos de membro, eu nunca me senti tão feliz como hoje, agora sinto-me realizada como Messiânica, entendi qual é a minha missão!”.

Quando nós entendemos e cumprimos a nossa missão, Deus manifesta-se e quando Deus se manifesta nós tornamo-nos felizes!

Agradeço a atenção de todos, desejo um bom mês e boa prática!

Muito obrigado!