Culto Mensal de Agradecimento – Sede Central – Dezembro 2019

PALESTRA DO PRESIDENTE DA IGREJA MESSIÂNICA MUNDIAL DE PORTUGAL

REV. CARLOS EDUARDO LUCIOW – DEZEMBRO 2019

Bom dia a todos!

(Bom dia!)

Como os senhores estão a passar? Estão todos bem?

(Graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama!)

Graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama!

Gostaria de iniciar as minhas palavras agradecendo, do fundo do coração, a vossa sincera dedicação que nos permite expandir, cada vez mais, a Obra Divina de Salvação de Deus e Meishu-Sama aqui em Portugal! É sempre uma alegria poder reencontrar todos os senhores! Muito obrigado! (Palmas)

Quem está a vir hoje pela primeira vez, pode levantar a mão? Sejam muito bem-vindos e que esta seja a primeira de muitas outras visitas! (Palmas)

Estamos também a receber membros das seguintes Unidades Religiosas: Margem Sul, Amadora e Sintra, Oeiras-Cascais, Lisboa, Ribatejo, Amarante, Braga, Porto, Gaia, Aveiro, Figueira da Foz e Coimbra! Do exterior, estamos a receber uma membro da Irlanda. Sejam todos bem-vindos! (Palmas)

No mês passado, após o Culto Anual aos Antepassados, dando continuidade às minhas viagens missionárias, do dia 8 ao dia 11, fui aos Núcleos de Johrei da Suíça, seja na Suíça alemã, em Berna, seja na Suíça francesa, em Riddes. Nos dois Núcleos de Johrei, realizámos o Culto Mensal, o Culto Anual aos Antepassados e outorgas da Luz Divina – Ohikari. Também, do dia 15 ao dia 17, estive no Núcleo de Johrei de Londres, onde realizámos Dai Johrei Kai, o Culto Mensal, o Culto Anual aos Antepassados e pude visitar a casa de missionários. Do dia 22 ao dia 25, estive no Núcleo de Paris, onde realizámos Dai Johrei Kai, confeção de Flores de Luz, estudo de Ensinamentos de Deus revelados a Meishu-Sama, o Culto Mensal, o Culto Anual pelos Antepassados e outorga da Luz Divina – Ohikari.

Em todos os Núcleos de Johrei desses países, estudámos a experiência de Fé da Dª Leonor Mesquita, que está a ficar internacionalmente famosa! (Risos) Convidando, fazendo cafezinho e fazendo difusão está a servir de modelo, não só no oriente, no Japão, que já sabemos, mas também, em toda a Europa e África está a ser divulgada a sua experiência de Fé! Parabéns! (Palmas)

Porque os Núcleos de Johrei, são a coisa mais importante para a Expansão! O próprio Meishu-Sama, iniciou a Obra Divina na casa Dele! Quando olhamos essas imagens maravilhosas dos Solos Sagrados, temos uma tendência, uma ilusão, de achar que a Obra Divina já começou grande daquele jeito, mas não! Começou na casa de Meishu-Sama, Ele convidando as pessoas para receber Johrei, visitando os doentes nas suas casas, Ele trazendo os doentes que moravam longe para dormir e ficar na casa Dele para Ele poder dar assistência intensiva de Johrei. Foi no lar do próprio Meishu-Sama e depois também dos Reverendos e Reverendíssimos, que seguindo o Seu exemplo, cada um nas suas casas, faziam a difusão dessa forma.

Depois crescendo, naturalmente se construíram Igrejas e posteriormente os Solos Sagrados. Mas isso, só muitos e muitos anos mais tarde, depois de um grande trabalho pioneiro nas casas de cada um! Esse é o modelo que Meishu-Sama deixou e quem está a praticar com amor, querendo salvar o maior número de pessoas, está a ter resultados maravilhosos!

Chegamos a dezembro, último mês do ano! Os senhores sabem que dezembro é um mês no qual se faz um balanço do ano; o que foi feito, o que não foi feito; as próprias empresas fazem o balancete, não é assim? (Sim) Entradas, saídas, para ver se deu prejuízo, se deu lucro; na televisão, faz-se as retrospetivas do ano, dos factos mais importantes… e nós também, precisamos fazer esse balanço da nossa vida e também da nossa fé!

A Fé, pelo facto de ser algo abstrato, não quer dizer que não precise ser feito um balanço, aliás, mais do que tudo, precisamos estar sempre analisando, estudando, como melhor desenvolver a prática da Fé, porque a teoria todos nós conhecemos, o problema está sempre na prática.

No Ensinamento de hoje, Meishu-Sama nos orienta que:

“O ser humano, deve procurar desenvolver-se e aperfeiçoar-se constantemente, sobretudo aqueles que possuem Fé.”

E continua:

“Observemos a Grande Natureza. Esta renova-se e desenvolve-se ininterruptamente.”

Como é que a natureza se desenvolve? Através do crescimento. Mas para ter crescimento, precisa de se regenerar.

Lembro-me sempre, nesse sentido, da orientação do nosso amado Reverendíssimo Tetsuo Watanabe, que dizia que tínhamos que seguir o exemplo do caranguejo. Não sei se os senhores sabem, mas o caranguejo, durante a sua vida, troca de casca inúmeras vezes. Já repararam como a sua casca é dura e pontiaguda? Aquilo é a sua defesa. Só que conforme ele vai crescendo, chega a um ponto que aquela casca se torna um limite para o seu crescimento.

Nessa hora, o caranguejo vive um dilema. Se ele se liberta da casca dura para continuar a crescer, a casca nova de baixo é molinha e ele se torna vulnerável naquele momento e fica uma presa fácil para os seus predadores naturais. Assim, quando ele troca a casca, fica sempre se escondendo até que essa nova casca se endureça. Mas, vai chegar um ponto em que essa casca também vai endurecer e novamente se tornar um impedimento para o seu crescimento. Várias vezes na sua vida ele vai viver este dilema: tirar a casca velha e continuar a crescer, mesmo correndo riscos no início da troca, ou ficar com a casca dura, não correr riscos, mas morrer porque de dentro para fora não vai crescer.

Todos nós em qualquer campo da nossa vida, familiar, profissional, etc., vamos criando cascas. Para quê? Para a nossa própria “defesa”. Só que essas “cascas”, não nos permitem crescer. Deixam-nos num dilema: fico com as minhas convicções, com os meus pensamentos antigos, materialistas, egoístas ou tiro essa “casca”?

Agradeço muito a maravilhosa experiência de Fé da Dª Olga Santos, que mostrou como é que ela teve coragem para se libertar das velhas cascas, se enfrentar e se desafiar a mudar. Parabéns! (Palmas)

Meishu-Sama, mais adiante nesse Ensinamento, orienta-nos:

“Neste sentido, esforço-me ao máximo para não negligenciar o meu desenvolvimento e aperfeiçoamento: este mês, mais do que no mês anterior; este ano, mais do que no ano passado.”

Nós imaginamos Meishu-Sama como algo perfeito, já acabado, não é assim? (Sim) Mas não, porque isso foi escrito no dia 11 de outubro de 1950, quando Ele já era Meishu-Sama, já era o Senhor da Luz, mesmo assim, Ele não negligenciava o seu próprio desenvolvimento e aperfeiçoamento pessoal. Ele não se achava um produto acabado e já perfeito como nós imaginamos. Ele constantemente buscava aperfeiçoar-se; mais este mês do que no mês anterior, mais este ano do que no ano passado. Se Ele que era Ele, não negligenciava o Seu auto aprimoramento, o que Ele quereria ensinar? Que Eu sou o modelo da prática da Fé!

Estamos a chegar ao final do ano, queremos que o próximo ano seja melhor do que este, não é assim? (Sim) Daqui a pouco começa a ouvir-se: “Feliz Ano Novo… Feliz Ano Novo!” Está bem, maravilhoso, mas se vamos desejar Feliz Ano Novo, continuando com os velhos hábitos, com a “casca” antiga, esse “Feliz Ano Novo” não se vai materializar. Para que esse Feliz Ano Novo se torne verdadeiramente feliz, precisa tirar a velha casca para começar um novo crescimento, um desafio de evolução interior.

Tendo esse princípio em mente, o ser humano deve procurar aperfeiçoar-se a si mesmo, um passo de cada vez. Muita gente, quando cria os seus objetivos de mudança, acaba por colocar tanta coisa, que no final não consegue mudar nada! (Risos) Por isso, o melhor é colocar uma coisa de cada vez.

No testemunho de Fé da Dª Olga Santos, ela falou assim: “Sendo obediente aos Ensinamentos de Meishu-Sama, desafiei o meu modo de pensar e os meus limites, confiando que estava a fazer o que era correto, dentro da Ordem e sem esperar nada em troca.” Isso é maravilhoso! Normalmente é muito difícil; você quando faz algo para Deus ou para alguém, instintivamente, tende a esperar algo. Mas quando o faz, esperando algo em troca, é comércio, não é prática de Fé. E não existe comércio com Deus, existe apenas o desinteressado servir por gratidão!

É interessante quando se começa a ler nas entrelinhas, como cada experiência de fé nos ensina coisas maravilhosas. Essa postura desinteressada, foi um fator determinante para ela conseguir tantos resultados significativos. Assumiu as obras do Jazigo da família, coisa difícil; porque justamente quando você faz algo, você se torna objeto de crítica. Imagina que está lá tudo bagunçado, feio e você começa a arrumar. Depois vem um parente e diz: “Porque você não fez isso assim, não fez assado…” (Risos)

Quem nunca fez nada, vem para dar opinião e criticar, não é assim? (Sim) Então, o que é que a pessoa diz? “Não me quero meter nisso, que façam os outros…” Mas, a Olga, colocou o quê na frente? O amor e a gratidão pelos seus Antepassados! Como o seu Makoto tocou os Antepassados, esses descendentes que normalmente criticariam, por gratidão, doaram o Jazigo da família, que é um património! Recebeu um património de presente! Se fosse ter que comprar era caríssimo, mas ganhou de presente, porque os Antepassados sentiram o seu Makoto!

Depois, chegou a hora do donativo de gratidão no Johrei Center, em que olhou para o envelope e pensou: “Será que eu coloco? Será que não coloco, depois vai fazer falta?!” (Risos) Vem aquele nó na garganta, um aperto no estômago, aí dá vontade de tirar um pouquinho! (Risos) Mas teve a coragem de se desafiar e por incrível que pareça, após fazer o donativo de gratidão, ao sair da nave, teve imediatamente a resposta! Não foi nem no dia seguinte, foi na hora! (Risos) (Palmas) Mais claro do que isso, é impossível! Só não entende quem não quer! Mas aí, o materialista, egoísta, apegado diz: “Ah, isso aí foi por acaso!” (Risos) Tanto acaso assim não é possível, meu Deus do Céu! (Risos) (Palmas)

Justamente sobre este ponto, ao ler esta experiência, lembrei-me de um Ensinamento de Meishu-Sama, em que nos orienta exatamente sobre isso e com a permissão dos senhores, gostaria de lê-lo:

“Um outro facto é que ouvimos diversas coisas de outras pessoas. Mas acreditar cegamente nelas também é perigoso. Por isso, mesmo que ouçamos algo e achemos que é bom, devemos analisar, primeiramente, se está em conformidade com os propósitos de Deus. No caso de encontrar pontos que acha que não estão de acordo, devem consultar os Ensinamentos; devem lê-los. A maioria dos assuntos estão escritos em alguma parte; portanto, devem discernir baseados neles. Isso porque é comum cometer erros com tais coisas.
Recentemente, aconteceu o seguinte: um membro disse que, como a Igreja Messiânica Mundial irá construir o Paraíso, é preciso fazer do lar um Paraíso também. E sendo assim, o dinheiro deve ser doado quando sobrar. Mesmo que faça doação, deve oferecer apenas a quantia que não prejudique financeiramente, pois assim fazendo, não haverá dificuldades e esse é o procedimento correto. O facto de doar dinheiro com dificuldade significa criar um certo tipo de sofrimento e isso não está de acordo com a Vontade de Deus. É como diz o antigo ditado: “A fé é a sobra da virtude”. Ao ouvir isso, certo membro ficou admirado. Isso foi se espalhando e começaram a dizer: “Pelo facto de doar dinheiro com dificuldade é que o lar não se torna um Paraíso.”
Então, um outro membro começou a dizer que, no momento, Deus está precisando muito de dinheiro, portanto, mesmo passando por um pouco de aperto, o homem precisa fazer-Lhe doações. E essas duas teorias se confrontavam. Mas não sei por que motivo, a segunda sempre perdia e a primeira ganhava. Como estava uma confusão, chamei as partes e expliquei-lhes bem. O que disse foi o seguinte:
A primeira tese de fazer com que o lar não passe por dificuldades está certa. De facto, é isso mesmo. E a tese de que, como Deus precisa de muito dinheiro, é preciso doá-lo por maior que seja o sofrimento, ofertando a todo o custo pois é necessário construir logo o Paraíso Terrestre e salvar pessoas, também está certa. Ambas estão corretas. A diferença está entre Daijo e Shojo. A primeira é um pensamento Shojo; a segunda, um pensamento Daijo. Então, será que as pessoas da segunda tese sofrerão doando dinheiro? Não, jamais sofrerão. Se é um Deus que faz sofrer tanto assim a quem Lhe doa dinheiro, é melhor deixar de adorá-Lo. Por isso, experimente doar. Ofereça de forma que irá passar por dificuldades. Retornará dez vezes mais. Ao invés de passar por aperto, receberá dinheiro em abundância. Disse-lhes assim e ambas as partes entenderam. A parte Shojo compreendeu perfeitamente e, outro dia, veio pedir-me desculpas. Essas coisas aconteceram. Por este motivo, referi-me a esse assunto porque achei que deveriam saber isso também.” (7 de junho de 1952)

Maravilhoso, não é? (Sim!) Este Ensinamento de Meishu-Sama elucida bem o que ela vivenciou na experiência. Como eu sempre digo, as experiências de Fé são um modelo (Kata) que servem de aprendizagem para todos nós, por isso faço questão de compartilhar e espero que todos entendam e pratiquem.

Outro ponto importante: ela colocou o seu ego em segundo lugar e foi acompanhar a mãe na visita ao cemitério, que é uma prática que muita gente não gosta: “é perda de tempo ir nas campas dos mortos”, “levar flor para os mortos é tempo perdido” e não faz. Mas ela colocou o sentimento da mãe em primeiro lugar e foi acompanhá-la.

Muita gente acha que porque os pais fazem, eles não precisam fazer. Uma coisa que eu escuto frequentemente, de filhos de pais que já são membros, perguntando-lhes se já fizeram o Sorei-Saishi, respondem-me:

– Mas, fazer Sorei-Saishi para quê? Os meus pais já têm!
– Como os seus pais já têm!? Os teus pais são teus pais, você é você!
– Ah, mas os meus pais já cultuam os pais deles!
– Lógico! Mas o teu pai cultua o pai dele como filho! Você vai cultuar o pai dele como neto! É um outro Culto! São coisas completamente diferentes! Você já recebeu o Altar do Lar e o Mitamaya?
– Não, os meus pais já têm Altar e Mitamaya, meu irmão também já tem!
– Mas o que tem a ver uma coisa com a outra?! Então, Deus não te vai dar o ar para respirar, porque os teus pais já estão respirando? (Risos) Deus não te vai dar saúde, porque os teus pais já têm saúde! Vai ter saúde para quê? Não é assim! (Risos)

Deus nos abençoa com todas as graças, em todos os níveis e precisamos corresponder e agradecer à altura!

Ela conclui muito bem a experiência de Fé, dizendo que: “Através da prática, nós nos tornamos responsáveis e maduros.” Exatamente! A teoria nos leva a uma Fé infantil, que é só pedir ou só fazer o que quer. Na Fé adulta fazemos o que precisa ser feito! A criança por exemplo: “Ah, hoje está a chover, não quero ir para a escola, quero ficar em casa”, inventa que está com febre, etc. O adulto, mesmo quando está a chover, ele se levanta e vai para o emprego, porque sabe que tem que trabalhar, que no final do mês ele precisa do salário. Responsabilidade, porque faz o que precisa ser feito!

No mundo da Fé é a mesma coisa! Quem só faz o que quer não tem resultado. A pessoa que acha que só com a teoria, vai evoluir na Fé, é uma pessoa iludida, pois só através da prática é que poderemos evoluir! Podemos comparar a teoria e a prática no seguinte exemplo: é como alguém que vai a um restaurante; só de ler o cardápio, a ementa, já consegue matar a fome?! (Risos) Senta num restaurante, lê tudo, fecha e está feito! (Risos) Não! Se você não comer, não mastigar e não engolir, não se saciará e nem ficará nutrido.

Na Fé, é a mesma coisa. Não basta ler os Ensinamentos, tem que praticar… Eu acho muito engraçado quando participo e faço estudos sobre Ensinamentos, a pessoa lê e no fim eu pergunto:

– O que achou?
– Eu acho que Meishu-Sama tem razão! (Risos)
– Como Meishu-Sama tem razão?! Claro que Ele tem razão, foi Deus que falou tudo isso para Ele, só faltava Ele agora não ter razão! Aqui não estamos estudando Ensinamentos para ver se Meishu-Sama tem ou não razão; estamos a estudar para ver como vamos praticar os Ensinamentos!

O que está em estudo é se estamos praticando ou não; caso estejamos a praticar, verificar se estamos a fazer da forma certa; esse é que é o estudo, para levar à prática e não ao julgamento se Ele tem razão ou não; claro que tem! (Palmas)

Para nos ajudar nessa preparação para o Culto do Natalício de Meishu-Sama, que vamos realizar aqui na Sede Central no dia 22 de dezembro em dois horários, de manhã às 11h e à tarde às 15h, vamos fazer uma grande festa para Meishu-Sama! (Palmas)

Como quando Ele estava no Mundo Material, os membros vinham de todos os lugares do Japão para o encontrar, traziam como prenda as suas ofertas de gratidão para Meishu-Sama desenvolver a Obra Divina, construir os Solos Sagrados, comprar as obras de arte para o museu, etc. Além disso, relatavam as graças recebidas; Meishu-Sama ficava sentado a ouvir as experiências de Fé e emocionava-se até às lagrimas pelas graças que os membros recebiam!

Portanto, nesse dia, vamos reproduzir o mesmo encontro, através do nosso formulário, que na primeira parte tem um poema de Meishu-Sama:

“A nobreza do Homem está em sentir gratidão
pelas graças recebidas e gravá-las no seu coração.”

Depois diz assim:

“Meishu-Sama, neste dia do Seu aniversário, venho agradecer-Lhe por estas maravilhosas graças e purificações recebidas:” A seguir tem o espaço para escrever e se não chegar uma folha, pode utilizar outra, mas o importante é escrever tudo. Não deixem para escrever 5 minutos antes do Culto! (Risos) A partir de agora, já podem começar a escrever, porque nós temos pouca memória, já para não dizer que o mal trabalha para esquecermos as graças recebidas, e também as purificações.

Na reunião de ministros, quando falaram “maravilhosas graças recebidas”, eu pedi: “Por favor, vamos colocar também “purificações”! Houve quem dissesse então, para tirar a palavra “maravilhosas” (Risos) Não! As purificações também são maravilhosas! Porque sem elas, nós não crescemos nem evoluímos.

Quem acha maravilhosas só as graças, recebe apenas 50% do amor de Deus; quem não acha maravilhoso também as purificações, não recebe os outros 50% da Luz de Deus! Só recebemos 100% do Amor de Deus, quando temos gratidão pelas graças e pelas purificações! São como as duas rodas de uma carroça, que fazem ela andar; se tirarmos uma dessas “rodas”, a carroça não anda para a frente, ela fica a rodar em círculo.

No verso do formulário, temos os objetivos para 2020:

“É indispensável o progresso do espírito, isto é, a elevação da individualidade. Portanto, devemos prosseguir passo a passo, pacientemente, visando à perfeição, principalmente no que se refere à espiritualidade. Com a elevação gradual do espírito, a personalidade também florescerá e, sem dúvida alguma, essa atitude de contínuo progresso conquistará a confiança do próximo, facilitará os empreendimentos e tornará a pessoa feliz. O ideal seria que todos os fiéis da nossa Igreja se interessassem em progredir e elevar-se cada vez mais.”

Depois diz assim:

“A melhor prenda que podemos oferecer a Meishu-Sama é a nossa qualificação para podermos ser utilizados como Seus instrumentos. Para isso me empenharei com regularidade, em realizar as seguintes práticas:”

A primeira, é na família. Práticas em relação à mãe, em relação ao pai, em relação aos irmãos, à mulher, ao marido, aos filhos, etc. Enumerar essas práticas.

A segunda, é no trabalho e/ou no estudo: que práticas farei?

A terceira, é na Unidade Religiosa que frequento: Pode ser um Núcleo de Johrei, pode ser um Johrei Center; na minha Unidade que práticas poderei fazer?

A quarta, é na reforma da Sede Central: que práticas vou fazer? Porque é importante a minha prática em relação à Sede Central? Porque a Sede Central é o ponto, como o próprio nome diz, central, é o eixo da difusão e se o eixo não estiver bem no centro e não estiver posicionado corretamente, a roda gira mal e se desgasta.

Estamos num projeto de estudo de como será a reforma da Sede Central! Ontem tivemos reunião com o grupo de arquitetura e o projeto inicial já sofreu uma grande melhoria (não vou dizer qual é, para não estragar a surpresa…) mas esperamos que dia 22, já estejam prontos os desenhos 3D (foto realistas) para podermos visualizar e tenho a certeza de que ficarão muito entusiasmados com o que vão ver! (Palmas)

A Sede Central de Portugal, deverá ser um lugar onde, antes de mais nada, o Supremo Deus poderá se assentar no Altar, no Seu nível, sendo esse lugar o de mais Alto Nível do País! Será para nós, o nosso Taka Amahara, que é o lugar mais elevado onde é o assento do Supremo Deus; depois do assentamento de Deus, o assentamento dos Antepassados, no oratório onde serão permanentemente cultuados. Como é que eu vou praticar? De que forma?

E, por último, e não por isto menos importante, na sociedade. Em todos estes pontos, como é que eu vou praticar este Ensinamento no próximo ano?

Preparando-nos dessa forma, este formulário, logicamente irá para o Altar juntamente com o nosso donativo de gratidão especial, que é a nossa prenda para Meishu-Sama; quando há um aniversário, é habitual oferecer uma prenda; e que prenda oferecemos? Algo que simbolize a nossa gratidão à altura da pessoa que queremos homenagear.

Tem uma correspondência: “Ah, como eu te amo, como eu te adoro… e compra um presentinho baratinho…” (Risos) Vamos dar uma “prenda” a Meishu-Sama, à altura do nosso sentimento de gratidão, como a Dª Olga disse, “sem medir esforços e sem apegos”, com amor e gratidão, nos desafiando. Se ela teve resultados, tenho a certeza de que todos nós, se prepararmos desinteressadamente essa prenda, com amor, gratidão e desapego, vamos ter também, muitas experiências de Fé!

Desejo a todos, de coração, um bom mês de preparação e nos revemos aqui no dia 22 de dezembro!

Muito obrigado a todos!

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