Culto Mensal de Agradecimento – Sede Central – Dezembro 2017

PALESTRA DO PRESIDENTE DA IGREJA MESSIÂNICA MUNDIAL DE PORTUGAL

REV. CARLOS EDUARDO LUCIOW – DEZEMBRO 2017

Bom dia a todos!
(Bom dia!)
Os senhores estão a passar bem?
(Graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama!)
Graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama!

Em nome de Deus e Meishu-Sama, quero iniciar as minhas palavras por agradecer, de todo o coração, a todos os senhores pela vossa sincera dedicação que nos permite expandir cada vez mais a Obra Divina de Deus e Meishu-Sama aqui em Portugal. Muito obrigado!

Quem está a vir hoje pela primeira vez pode levantar a mão? Sejam bem-vindos! (Palmas)

É uma grande honra estar a recebê-los na casa de Deus e Meishu-Sama num dia tão importante como o de hoje, que é o Culto Mensal de Agradecimento e esperamos que esta seja a primeira de muitas outras visitas. Sejam bem-vindos e sintam-se em casa.

Também estamos a receber visitas do exterior. Do Brasil estamos a receber o Ministro Paulo Sampaio, que é pai do Ministro Rodrigo Sampaio, que os senhores conhecem. Pode levantar-se, por favor? (Palmas) E de França estamos a receber o Ministro Paulo Oyama e a sua esposa, a professora Sueli Oyama. (Palmas)

Das unidades religiosas de Portugal, estamos a receber membros de Lisboa, Amadora e Sintra, Margem Sul, Oeiras-Cascais, Coimbra, Aveiro, Vila Real, Amarante, Braga e naturalmente Porto e Gaia. Sejam todos muito bem-vindos! (Palmas)

No mês passado realizámos o nosso Culto de Antepassados acumulado com as comemorações dos 40 anos de Difusão Messiânica em Portugal. Quem estava presente, pode levantar a mão? Quase todos. Foi um dia maravilhoso, não foi? (Sim)

Foi muito emocionante! Estiveram presentes quase 500 pessoas. Naquele maravilhoso evento, ouvindo as maravilhosas experiências de fé dos pioneiros, podemos sentir a emoção que eles sentiram e podemos confirmar a nossa decisão de nos tornarmos pioneiros dessa nova fase da Obra Divina em Portugal.

Meishu-Sama ensina que o mundo evolui em ciclos. Ciclos são períodos de tempo nos quais astros celestes executam uma órbita. Ele diz que existem ciclos pequenos, médios e grandes. 40 anos foram 4 ciclos de 10 anos. Assim, demos agora entrada num novo ciclo de 10 anos, que vai até 2027, quando a nossa Igreja completará 50 anos em Portugal.

Neste evento também tivemos a maravilhosa permissão de Meishu-Sama de receber das Suas mãos o primeiro livro do Alicerce do Paraíso em português de Portugal, que era um sonho antigo de todos os portugueses, de poderem ler os Ensinamentos na sua língua. Apesar de agradecerem os Ensinamentos que vêm do Brasil, preferem ler em português de Portugal do que no português brasileiro, não é verdade? (Sim) Assim, tivemos um primeiro livro, com o esforço de muitas pessoas, algumas dessas até já estão no Mundo Espiritual, e pretendemos lançar todos os anos, pelo menos, um Alicerce do Paraíso em português de Portugal. Além disso, o alicerce foi revisto diretamente do original em japonês. Não é só a correção gramatical, é também uma correção conceitual, que se aproxima cada vez mais do original em japonês. É um trabalho muito difícil, mas contamos com pessoas altamente qualificadas que estão a fazer esse trabalho. Os senhores já compraram o seu Alicerce do Paraíso em português de Portugal? Quem comprou, levanta a mão? Ah, ainda quase ninguém comprou? Estão todos convidados a adquirir o seu Alicerce e a comprar mais um para dar como prenda, uma vez que estamos nas Festas de Natal, pois é uma prenda maravilhosa, não é? (Sim) De alto nível espiritual e também material, porque é uma encadernação muito bonita, muito bem feita, com muito bom gosto. (Risos) Ele dá uma belíssima prenda de Natal para os parentes, amigos, conhecidos, pois vai servir-lhes a vida inteira.

Neste novo ciclo, se os senhores se lembram, naquele dia eu convidei todos para se tornarem pioneiros desta nova fase da nossa Difusão. Ouvimos os relatos de Ministros e Membros que vieram de um outro país e trouxeram a Luz Messiânica para Portugal. É um tipo de pioneirismo, aquele internacional. Mas pioneiro é todo aquele que é o primeiro, o desbravador de algo. Se na nossa família nós somos o primeiro membro, então nós somos o pioneiro do messianismo na nossa família e o nosso trabalho de Difusão é conduzir os outros familiares. Se no prédio em que eu moro eu sou o único membro, então eu sou o pioneiro da Igreja naquele prédio. No trabalho, na escola, na universidade… se na minha classe eu sou o primeiro messiânico, sou o pioneiro para difundir com os meus colegas. Onde quer que eu vá, se eu sou o único messiânico, sou o pioneiro ali e vou fazer Difusão ali. Vou almoçar no domingo fora, sentei-me no restaurante, olho em torno, não tem nenhum messiânico: “Opá, eu sou pioneiro aqui!” (Risos). Vou fazer Difusão com a mesa do lado, com o garçon, com o dono do restaurante… não tem problema, ao contrário nós ficamos só a admirar, a bater palmas para o pioneirismo dos outros e nós estamos de braços cruzados. Isso não é ser pioneiro! Ser pioneiro é, seguindo os exemplos, os passos dos nossos percussores, na nossa realidade, na nossa vida pessoal, familiar, profissional, fazer a mesma coisa, onde quer que estejamos, 24 horas por dia. Não perder essa noção de ser desbravador da fé messiânica, onde quer que estejamos.

Neste novo ciclo que se vai concluir em 2027, daqui a 10 anos, não temos ideia de como estaremos. Ou alguém consegue imaginar? (Risos)

Como é que vamos estar daqui a 10 anos? É impossível imaginar! Como é que vamos estar daqui a 1 ano? Porque 10 anos são divididos em anos, cada ano é dividido em 12 meses, os meses são divididos em dias, os dias são divididos em horas e as horas em minutos. O que é que eu estou a querer dizer com isto? Que daqui a 10 anos, quando completarmos 50 anos de Difusão Messiânica em Portugal, vai depender de como vivermos cada minuto. Porque às vezes estamos a fazer planos, projetos a longuíssimo prazo ou a longo prazo, mas o minuto presente estamos a viver de uma forma desperdiçada, egoísta, acomodada ou desanimada. O segredo está em como vamos viver cada minuto. O que é que eu vou fazer agora, na próxima hora. O que é que vou fazer? Vou ao hospital dar assistência àquela pessoa que está a purificar, vou ler Ensinamentos, vou ministrar Johrei, vou à Igreja dedicar, vou fazer algo para fazer alguém feliz. Cada minuto. Estou em casa, o que é que eu vou fazer? Quem tem o marido, a esposa, o filho. Vou fazer o almoço para a família. De que forma é que eu vou fazer esse almoço? Com amor, pensando de forma messiânica, colocando uma mesa bonita para receber a família. Isso é fazer Difusão. Fazer a família feliz, fazer a esposa feliz a cada minuto. Estar sempre consciente de que cada minuto é o mais importante da nossa vida e como vou viver esse minuto seguinte. Porque a soma desses minutos vai ser a hora seguinte. A soma das horas de hoje vai dar um ciclo de 24 horas. Porque é que é um ciclo? Porque é uma rotação da Terra em torno de si mesma. Um ano é uma rotação inteira da Terra em torno do Sol. Por isso chamam-se ciclos.

Essa é a responsabilidade com cada minuto que vivemos. Muitas vezes sofremos com algo que está longe, algo que não aconteceu, ou algo que não sabemos que vai acontecer e vivemos em modo desanimado, sem responsabilidade por esse presente momento. Esse é que é o mais importante e é o segredo do sucesso; o objetivo e o modo com que vivemos cada segundo, cada minuto, cada hora do nosso dia. Por isso de manhã quando acordamos temos que ter a programação do dia: “a tal hora vou fazer isso, a tal hora vou fazer aquilo, a tal hora vou fazer aquilo lá”. Programar-se minuciosamente, rigorosamente: “de tal a tal hora vou ministrar Johrei, de tal a tal hora vou ler Ensinamento, de tal a tal hora vou fazer assistência religiosa”. Depois a semana, depois o mês: “tal dia haverá o Culto, tal dia existirá a dedicação”. Se vivermos assim, daqui a 10 anos, com certeza, nas comemorações dos 50 anos em Portugal vamos ter grandes resultados porque todos seremos pioneiros dessa nova década.

Por falar em ciclos e de como os aproveitarmos, hoje nós ouvimos esta maravilhosa experiencia deste jovem, o Marcello. Que como fala no Ensinamento de hoje: Nós é que traçamos o nosso destino. Ele estava a viver uma situação familiar de conflito e tomou a decisão de vir dedicar. Ele também podia ter tido uma outra decisão: “vou-me juntar com más companhias ou ir-me drogar, ou ir-me alcoolizar, ir-me delinquir, roubar, etc.”. Muitos jovens, em momentos de indecisão, de fraqueza na sua vida, escolhem um caminho errado. Ele tomou a decisão de vir para a Igreja, começar a dedicar. E nessa sua decisão, começou a sentir o maior sabor que existe na vida, que é aquele de se fazer os outros felizes. Estava insatisfeito com a vida que fazia, com o trabalho que tinha, não tinha satisfação, não tinha autorrealização. Não tinha problemas materiais, porque graças a Deus a família economicamente está bem, mas tinha uma insatisfação de não ter uma vida que valia a pena ser vivida.

Esse é um ponto importante hoje em dia, ou seja, as pessoas vivem por viver ou para sobreviver. Não vivem uma vida de satisfação, gratificante, em que têm o prazer de estar vivos e fazer aquilo que querem e gostam de fazer. Com a prática da fé, esse sabor sente-se. Como ele sentiu esse sabor decidiu largar tudo o que estava a fazer, para apenas dedicar. Que foi o mesmo que, há um ano atrás, aconteceu também com o jovem Lopo. Os senhores lembram-se do relato de experiência de fé que ele fez quando voltou do Japão? Lembram? (Sim) Durante um ano ele esteve a dedicar como pré-seminarista e agora, que concluiu essa fase, esse ciclo de um ano, vai para um novo ciclo no Brasil. Um ciclo de três anos para estudar na Faculdade Messiânica, para se formar em Teologia Messiânica. Depois de lá vai para o Japão, dando continuidade aos seus estudos. Para um dia, com a permissão de Deus e Meishu-Sama, poder voltar como o jovem Ministro Ricardo Azevedo. Assim, pediria ao seminarista Lopo que dissesse as suas palavras de despedida.

(Saudação de despedida do Seminarista Lopo)

“Bom dia a todos. Quero agradecer em primeiro lugar a Deus e Meishu-Sama pela permissão de ter dedicado neste ciclo, que o Reverendo falou, em Coimbra junto com todos os membros e frequentadores. Agradeço também a todos os meus ancestrais e antepassados. Um agradecimento especial aos meus pais por todo o apoio incondicional. Quero agradecer ao nosso querido Presidente, Reverendo Carlos Eduardo Luciow e a toda a diretoria da Igreja por me terem aceite há um ano atrás e por me mandarem agora embora para o Brasil. (Risos) Agradecer também ao Ministro Fernando Alambert por todo o apoio e acima de tudo, toda a paciência que teve comigo em Coimbra este ano. E sem dúvida alguma agradecer a todos os senhores, porque é fruto da dedicação de todos os senhores, membros de Portugal, que nos permite, como o Reverendo sempre fala, expandir. Ter esta formação no Brasil e consequentemente no Japão é expandir. Ou seja, é formar-me, é tornar-me melhor qualificado para servir cada vez mais e melhor aos senhores. As minhas palavras são de sincero agradecimento. Obrigado por tudo!” (Palmas)

Puxa! Ele já está falando como Ministro! (Risos)

Por favor rezem bastante pelos dois, para que eles possam ter muita Proteção Divina, porque o que jovens missionários mais precisam é de muita proteção e força espiritual para resistir às tentações e não perderem o Caminho! (Risos) Só quem passou é que sabe! (Risos)

Mas gostaria de pedir a todos os senhores, ontem pedi na reunião de ministros mas gostaria de pedir a todos os membros que tivessem um Sonen grande, forte e constante na formação de futuros jovens elementos. Entre o ministro Ricardo e o seminarista Lopo, passaram-se quantos anos? Quatro ou cinco anos? Sete anos? Estava a ser otimista! (Risos)

Levaram sete anos para formar mais um ministro de Portugal. Graças a Deus, tivemos a permissão e a confiança do Mundo Espiritual de receber um jovem já no ano a seguir. Porque agora no Brasil serão dois três anos, talvez depois dois, três anos no Japão, levarão cinco, seis anos para chegar onde o Ricardo está. Se nós conseguirmos todos os anos um ou dois jovens seminaristas, chegará uma hora em que todos os anos voltarão também um ou dois jovens ministros do Japão. Não pode levar cinco, seis anos para voltar um. Não pode! Precisamos de jovens elementos qualificados, formados, bem instruídos dentro da doutrina messiânica, com grande amor para servir os membros e assim poderem ir assumindo novas missões. Como hoje o jovem ministro Ricardo está se encarregando de todo o Alentejo e Algarve, de forma muito esforçada, já com bons resultados de encaminhamento. Em janeiro estou indo lá para ver de perto o seu trabalho de difusão e outorgar os novos membros que ele encaminhou e preparou. Peço a todos os senhores que, nas suas orações diárias rezem, pedindo a Deus e a Meishu-Sama essa permissão para que mais jovens possam ingressar na carreira missionária desejando entregar as suas vidas a Deus e Meishu-Sama para servir integralmente, incondicionalmente à Obra Divina. Por favor, façamos um Sonen forte, grande e constante para que isto se realize.

Daqui a vinte dias, aqui neste Altar, realizaremos o importantíssimo Culto do Natalício de Meishu-Sama. Todos os anos realizamos esse importante Culto para festejar o Natalício, o nascimento de Meishu-Sama. E como é fim de ano, todos os fins de ano, inclusive na sociedade, nas firmas, é feito um balanço de fim de ano. Não é feito um balanco de fim de ano? (Sim) Onde se vê as entradas, as saídas, o que é que tem no stock e ver se a firma deu prejuízo, se valeu a pena, o que é que precisa ser corrigido no próximo ano. Nas nossas vidas também é época de balanço, sobre tudo na nossa fé! Numa Firma têm-se os números, as vendas, as despesas, na fé como é que você faz o balanço das entradas e saídas? Só tem um parâmetro mais seguro: é medirmos o número de pessoas que agradecem a Deus a nossa existência porque graças à nossa dedicação, à assistência que demos, ao Johrei, ao encaminhamento, elas se tornaram mais felizes. Esse é objetivamente o nosso valor, não são só as atividades que fizermos, é o resultado concreto na salvação de alguém… Portanto é só começarmos a contar quantas pessoas, neste momento, estão a agradecer a Deus a nossa existência! Estão a agradecer a Deus o termos encaminhando para a igreja, como este jovem seminarista, Marcello. Porque é que ele hoje tomou esta decisão? Porque há uns anos atrás, teve o pai de uma namorada que um dia o chamou para vir fazer uma dedicação de limpeza na igreja; o pai da namorada podia ter pensado: “Não o vou chamar para fazer a dedicação na Igreja, ele namora a minha filha, não vai entender essas coisas, logo não vai gostar de limpar a Igreja!” Mas convidou! E ele chegou lá, viu a imagem, adorou e começou a frequentar. Agora está aqui! Onde começou? Quem é a pessoa mais importante na vida dele? É essa pessoa. Se ele não tivesse convidado o rapaz, ele não estaria aqui, nem saberia que a Igreja existia. Onde quer que ele vá, o que quer que seja que ele faça, vai sempre agradecer a Deus a existência dessa pessoa na vida dele, que foi quem abriu a porta da fé para ele entrar.

Onde nós vivemos, na nossa vizinhança, no nosso trabalho, no bar onde tomamos café, no talho onde compramos carne, há muitas pessoas que estão à espera desse primeiro convite. Algumas aceitarão, outras talvez não, mas quem aceitar e vier, nunca mais vai esquecer a nossa existência e vai agradecer-nos eternamente. Esse é o nosso valor essencial!

Vamos fazer as contas: Como é que estou a fechar o ano? Em positivo, em negativo ou em neutro? E com base no que semeámos este ano, assim vai ser a colheita do próximo ano; as colheitas são sempre assim. Na agricultura é assim que funciona, se não semearmos, há colheita? Nem é preciso perguntar. Não há!

Agora é a fase de determinarmos o que cada um quer semear no ano que vem, para termos o que colher em 2019; o que vamos colher em 2018, já foi plantado em 2017. Se bem que ainda faltam alguns dias e ainda podemos melhorar um pouco a colheita de 2018, mas podemos mudar muito a de 2019 em função do que vamos plantar em 2018.

Por isso é importante acabar o ano, fazendo este sincero balanço consigo mesmo. Não é preciso fazer o balanço de ninguém, criticar ou apontar: “Olha, o teu balanço está mau, está no vermelho”. Ninguém tem o direito de fazer isso, só Deus; mas nós, com a nossa consciência, se queremos mesmo melhorar, é um dever para connosco mesmo, fazê-lo. Um balanço e uma reflexão profunda, de como seria a minha vida, se eu não tivesse conhecido Meishu-Sama. Como eu vou ao seu aniversário, tal como quando vamos ao aniversário do nosso pai, da nossa mãe ou de um amigo, vamos pensando n’Ele, na nossa relação com Ele, no nosso amor, respeito e gratidão por Ele. No dia da festa de Meishu-Sama, quando Ele estava no Mundo Material, os membros reuniam-se, traziam de presente as ofertas para Ele comprar as obras de arte para o Museu, comprar terrenos, construir Igrejas, etc; traziam presentes através das ofertas; liam as Experiências de Fé pelas graças recebidas, que Ele ao ouvir, se emocionava até às lágrimas. Após a sua ascensão ao Mundo Divino, passámos a fazer o culto do dia 23, que vai ser a cerimónia que teremos.

Nesse dia vamos agradecer-Lhe a Sua importância nas nossas vidas. Ele trouxe-nos o Johrei; se não fosse o Johrei como estaria hoje? Talvez nem vivo eu estivesse! Se não fossem os Ensinamentos, como estaria? Com certeza muito mais conflituoso. Se não fosse a Igreja, como estaria vivendo hoje? E as dedicações? Assim, com base na importância que Ele tem para cada um, vamos agradecer a existência d’Ele; ninguém chega a lugar nenhum sem que o orientem e o apoiem. E quem mais nos orienta, mais nos dá Luz, mais nos guia, é o nosso salvador Messias Meishu-Sama, o Senhor da Luz.

Para o próximo ano, todos desejam um ano melhor, ou há alguém que deseje um ano de 2018 pior que o ano de 2017? (Não) Obviamente! Todos desejam ser abençoados e protegidos por Deus e Meishu-Sama ou alguém não quer?

Toda a gente quer contar com Deus e Meishu-Sama ou não quer? (Sim) Não queremos dormir tranquilos e pensar que num momento de necessidade podemos contar com Deus e Meishu-Sama? (Sim) Quero dormir tranquilo e pensar que num momento de necessidade Ele não me vai faltar. É bom ter essa fé, essa confiança! Por isso é bom também perguntarmo-nos: “Já que eu quero poder contar com Ele incondicionalmente, será que Ele pode contar comigo incondicionalmente na salvação da humanidade?” Digo isso porque existe uma reciprocidade na fé, não é só pedir, é também dar.

“Eu quero que Ele me proteja e me abençoe incondicionalmente, mas eu vou servi-Lo na medida do possível…” Será que funciona assim? Não, não é assim! Para que possamos contar com Ele a qualquer hora, em qualquer circunstância, em qualquer necessidade, da mesma forma precisamos estar à disposição d’Ele; a qualquer hora do dia ou da noite que Ele precisar, eu levanto-me e vou dar assistência religiosa, vou dedicar, vou servir.

Só um servir incondicional, proporciona uma proteção incondicional! Ao contrário, existe uma “ilusão” de que, fazendo o mínimo indispensável para estar com a minha consciência tranquila, eu vou a algum lugar. Pura ilusão! E não é bom iludirmo-nos, porque os resultados não serão conforme os desejados.

Ser sinceros connosco mesmos é a primeira condição para chegarmos a algum lugar.

Assim, para este ano e com este objetivo de termos um Meishu-Sama vivo dentro de nós, é que é importante que Ele se torne um modelo vivo, pragmático. Ele nunca quis ser idolatrado e nunca se comportou desse modo; era uma pessoa extremamente simples, que vivia de um modo muito acessível a todos, nunca se deu ares de importante, nunca ficou sentado no Altar como se fosse Deus, estava sempre no meio dos membros, no meio das dedicações, no meio das obras da construção do Museu e dos Solos Sagrados, com muito amor, com muito Makoto, correndo a dar assistência a quem estava a sofrer, mesmo a pé nas noites frias de Hakone, com neve. Assim é como nós devemos ser, um modelo de prática de fé altruísta, como Ele era!

É esse Meishu-Sama vivo, que tem que estar dentro de nós e não uma foto na parede, de um ser inatingível. Ele é atingível através da prática do que Ele fazia.

Deste modo esse é que tem que ser o objetivo para o próximo ano, medirmos qual a distância que há entre o que Ele fazia e o que nós fazemos; o modelo de ser paradisíaco, porque nós dizemos: “Estamos a trabalhar para a construção do Paraíso”, mas isso é uma coisa tão abstrata, que não dá para imaginar onde é isso!

A construção do Paraíso, na verdade, o que é? É a construção do “Ser Paradisíaco”; só vai existir o Paraíso quando houver a união de seres paradisíacos!

Mas qual é o único ser paradisíaco que podemos construir? Nós mesmos! Se alguém quiser transformar a sua mulher numa esposa paradisíaca, o que é que vai acontecer? Vai conseguir uma tremenda confusão, porque a primeira coisa que vai ouvir da esposa é que você não é um marido paradisíaco! (Risos)

E se o ministro quiser transformar um membro num missionário paradisíaco, acabou! Ele vai ouvir tantas críticas, porque ele não é um ministro paradisíaco. (Risos)

Nós não podemos fazer ninguém paradisíaco, senão nós mesmos!

Trabalhar para a construção do Paraíso, o que é? É trabalharmos para a construção de nós mesmos como seres paradisíacos. Aí sim, com muito esforço, muito sacrifício, muita luta, pouco a pouco, vamos conseguir fazer alguma coisa.

Este fim de ano, é isso: é o estudo pessoal, íntimo, honesto e sincero para connosco mesmos, do que vamos fazer no ano que vem, para nos tornar num ser mais próximo de Meishu-Sama, como modelo de ser paradisíaco. Aí sim, vale a pena; ao contrário, é “ilusão”.

Nos formulários dos anos anteriores, estava escrito assim: “Venho agradecer as graças recebidas e objetivos para o ano que vem”; nas graças recebidas a pessoa escrevia “Agradeço todas as graças recebidas…” (Risos) (que já estava escrito em cima, só repetiam…); depois em baixo, objetivos para o ano que vem, escrevia: “Quero ser uma pessoa mais altruísta, quero fazer o meu próximo feliz e encaminhar muitas pessoas felizes…” Muito vago…

Este ano, mudou! Fizemos um formulário diferente, que começa com um poema de Meishu-Sama que diz:

“A nobreza do Homem está em sentir gratidão pelas graças recebidas e gravá-las no seu coração”.

Há uns tempos atrás, uma membro antiga da Itália veio falar comigo, porque havia uma coisa que ela achava mal, quando ouvia as experiências de fé nos Cultos Mensais.

– “Nesta Igreja, toda a gente recebe graças, menos eu!”

– “A senhora não recebe graças?”

– “Não!”

– “Mas a senhora está a falar comigo por gestos?”

– “Não, eu estou falando!”

– “Então já tem uma graça: A senhora fala!” (Risos)

– “A senhora hoje veio em cadeira de rodas?”

– “Não, eu vim caminhando!”

– “Então já tem uma segunda graça!” (Risos)

– “A senhora está a ouvir o que eu digo?”

– “Sim, eu ouço!”

– “Então já tem uma terceira graça!” (Risos)

Conforme fui falando, ela foi ficando vermelha! (Risos)

– “Estou constatando que a senhora não tem falta de graças, o que a senhora tem é falta de gratidão pelas maravilhosas graças que tem recebido e não reconhece! Vamos fazer o seguinte: A senhora vai pegar numa folha de papel e quando voltar na Igreja, a senhora vai-me trazer uma lista com 100 coisas que tem para agradecer.”

– “Não tenho 100 coisas para agradecer!”

– “Tem sim, tem muito mais, mas para começar, vai trazer só 100; coloca os números e começa: 1- Falo, 2- Caminho, 3- Como, 4- Bebo, 5- Faço xixi…”

– “Xixi também?” (Risos)

– “Claro, que xixi também! Há muita gente que faz hemodiálise; poder fazer xixi, é uma bênção que não tem tamanho… Vai escrevendo tudo lá.”

– “A senhora dorme debaixo da ponte?”

– “Não, tenho uma casa.”

– “Na sua casa tem luz?”

– “Tem!”

– “Então ponha lá…”

– “Tem água?”

– “Tem!”

– “Quente e fria?”

– “Sim”!

– “Então ponha, já são mais duas graças…”

Na semana seguinte ela voltou à Igreja e disse-me:

– “Reverendo, estou muito envergonhada, já vou quase em duzentas coisas para agradecer!”

– “Pois é! E a senhora vem-me dizer que não recebe graças? Que grande mal-agradecida! (Risos) A senhora recebe muitas graças!!!”

Deste modo, este ano, no nosso formulário, para facilitar, já pusemos até ao número 100 (Risos)>/em>, mas se tiverem mais, podem acrescentar mais folhas (Risos), para fixar na nossa mente, no nosso coração, bem fundo no nosso espírito, o quanto nós somos abençoados e protegidos. Vivemos num país que tem paz. Muitos países do mundo estão em guerra, as pessoas vivem no meio de bombardeios. Num país que tem pouquíssima ou quase nenhuma criminalidade. Há países em que as pessoas saem de manhã para trabalhar e não sabem se voltam por causa de balas perdidas, assaltos, etc… Nós aqui vivemos muito próximo do Paraíso e não agradecemos. Reclamamos! Têm mais de 100 coisas para agradecer e há uma coisinha que não está tão bem e isso torna-se objeto daquela reclamação. Como só reclama daquilo, perde a noção das mais de 100 coisas que tem para agradecer. Assim, vamos acabar o ano a agradecer!!! Profundamente!!!

E na última página, depois de já terem enchido o coração de gratidão, escrever os objetivos para 2018, mas não objetivos vagos “encaminhar muitas pessoas…”, não! (Risos)

Vão escrever quantas pessoas, definir! (“Não, não vou definir, porque não sei quantas pessoas vou conseguir encaminhar…”), porque na hora em que vocês definem, vocês estão a comunicar a Deus, a Meishu-Sama e ao Mundo Espiritual, criam um Sonen e o Universo começa logo a conspirar a vosso favor, do que desejam, seja de bom ou de mau, têm que ter cuidado para não pensar coisas erradas; sentimentos e pensamentos não materializam só coisas boas, as más também!

Vamos aqui enumerar, quantificar toda a nossa dedicação, encaminhamento, leitura de Ensinamento, tudo! Aqui estão, todas as práticas básicas da fé!

Depois de preencher tudo isto, o meu conselho é fazerem uma fotocópia, porque nós temos memória curta e convém lembrar. O original dobra, coloca no envelope da gratidão pelo Natalício de Meishu Sama, que não é o envelope mensal, mas um especial, próprio para o presente de Meishu Sama; e faço uma cópia para quê? Para durante o ano poderem ler e lembrar todos os dias. Colem no armário, na cozinha, num sítio que se veja todos os dias e leiam todos os dias, senão esquecem! Não há nada que se esqueça tão depressa como os bons propósitos; (Risos) tanto assim é, que “o inferno está cheio de boas intenções”, como diz o velho ditado. Vamos criar as boas intenções, quantificá-las e trabalhar concretamente para a sua realização. Aí sim, o ano que vem, vai ser espetacular como desejamos!

Sem ilusões, mas com um trabalho sério e honesto para a expansão da Obra Divina; por isso quero concluir, lendo o que Meishu-Sama nos ensina sobre isso:

“Enquanto houver máculas no espírito, a ação purificadora persistirá; diminuí-las, é condição essencial para melhorar o destino.”

Todas essas práticas que vamos fazer é para purificar, só assim irá melhorar o destino. Querer melhorar o destino sem fazer isto é “ilusão”, é enganar-se a si próprio.

“O ato purificador é dispensado quando atingimos certo grau de purificação; então a desgraça transforma-se em felicidade. Sendo esta a verdade, a boa sorte não se espera de braços cruzados, mas purificando.”

No final Ele conclui:

“Existem diversas espécies de crenças, mas para se obter a verdadeira felicidade é preciso seguir uma fé verdadeira e de poder elevado. Daí a necessidade de se reconhecer a Igreja Messiânica Mundial como uma religião que corresponde a essa condição.”

Muito obrigado e uma boa preparação!

Comentários não disponíveis.