Culto Mensal de Agradecimento – Sede Central – Dezembro 2015

PALESTRA DO PRESIDENTE DA IGREJA MESSIÂNICA MUNDIAL DE PORTUGAL

MIN. CARLOS EDUARDO LUCIOW

6 DE DEZEMBRO / 2015

O Culto Mensal da Sede Central coincidiu com o aniversário do Min. Carlos Eduardo Luciow que, ao entrar no Altar para fazer sua palestra, foi recebido de pé por todos os membros que, portando um bolo com velinhas, cantavam:

“Parabéns a você nesta data querida muitas felicidades muitos anos de vida, hoje é dia de festa cantam as nossas Almas para o Ministro Carlos uma salva de palmas!”

Muito obrigado!

Hoje vocês decidiram matar-me do coração, de tanta emoção! (Risos)

Aqui também existe o costume de quando se apaga a velinha pede-se um desejo? (Sim) Eu desejei que os todos senhores fossem muito felizes!

Muito obrigado! (Palmas)

Bom dia a todos!

(Bom dia!)

Os senhores estão a passar bem?

(Graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama!)

Graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama!

Como sempre, inicio minhas palavras agradecendo de coração a vossa sincera dedicação que nos permite expandir a Obra de Deus e Meishu-Sama aqui em Portugal. Muito obrigado!

Quem está a vir hoje pela primeira vez, pode levantar a mão? Sejam muito bem-vindos! (Palmas) É uma honra recebê-los na nossa Igreja, muito obrigado!

Estamos também a receber membros e frequentadores que vieram de vários Johrei Centers e Núcleos de Johrei de todo o país: Vila Real, Amarante, Porto, Gaia, Aveiro, Coimbra, Ribatejo, Venda do Pinheiro, Amadora, Sintra, Oeiras, Cascais, Margem Sul, Loulé e logicamente de Lisboa. Sejam todos muito bem-vindos! (Palmas)

Estamos a receber visitas do exterior, do Reino Unido o Ministro Eduardo de Souza Neto e mais dois membros. (Palmas)

Também membros de Itália e de Espanha. Sejam todos muito bem-vindos! (Palmas)

Temos uma apresentação especial a fazer, de três visitas importantes, que nos estão a visitar pela primeira vez, vêm do Brasil, são o Ministro Erisson Thompson de Lima Júnior, que é o responsável pelo Sanguetsu no Brasil, a Professora Dayse da Costa Vasconcellos e a esposa do Ministro Erisson, Professora Dione Mieko Tashiro de Lima. (Palmas)

O Ministro Erisson e a Professora Dayse vieram como representantes da Fundação Mokiti Okada e da Igreja Messiânica Mundial do Brasil para fazer o exame às novas candidatas a Professoras de Ikebana Sénior e Júnior, são no total 11 candidatas de 4 países, Portugal, Itália, Espanha e Reino Unido. Pedia às candidatas para se levantarem por favor! (Palmas)

Durante 7 dias, eles estudaram com muito afinco das 9h da manhã até no mínimo às 21h, houve dias que estudaram até as 22h ou até as 23h, deixando durante esta semana à parte famílias, maridos e filhos. Mas dedicavam com muito afinco, muito amor e muito empenho sob a brilhante orientação do Ministro Erisson e da Professora Dayse que, com muito amor, transmitiram a bagagem de quase 40 anos que eles têm de Sanguetsu. Elas tiveram provas escritas de: Ensinamentos, filosofia e técnica. Como as provas serão corrigidas no Brasil, ainda não sabemos se serão aprovadas ou não. Tenho a certeza que essa qualificação que eles trouxeram a estas candidatas, fez com que todas saíssem desta experiência de qualificação, muito mais preparadas e formadas e assim vão ser muito mais úteis à coluna da Salvação através do Belo nas suas unidades, nos seus países. Em nome de toda a coletividade Messiânica, a nossa profunda e sincera gratidão aos senhores. (Palmas)

O Ministro Erisson presenteou-nos com esta demostração, é linda a Ikebana, não é? (Sim) Emocionante! Foi um outro presente que eles nos trouxeram, foi a primeira vez que foi realizado aqui na nossa Igreja e que esperamos que se possa repetir por muito mais vezes. Sejam sempre muito bem-vindos!

Sobre esta atividade, também gostaria de agradecer do fundo do coração ao nosso Presidente Mundial, Rev. Masayoshi Kobayashi, que autorizou essa prova, ao Diretor do Departamento Internacional Ministro Keizo Miura, ao Presidente da Igreja Messiânica Mundial do Brasil, Rev. Marco Resende Miyamichi, que os senhores conhecem muito bem, foi nosso Presidente muitos anos aqui em Portugal quando era também Diretor do Departamento Internacional e foi um desejo dele essa prova. Quando ele me chamou para o substituir aqui, em Janeiro do ano passado, foi uma das primeiras tarefas que ele me deu; me empenhar para a realização deste exame. Levámos quase dois anos para organizar, preparar, pois não é uma coisa fácil, envolvendo tantas pessoas de tantos países, preparações várias, mas em menos de 2 anos, obedientemente, com muito esforço, empenhei-me o máximo também para que isso se tornasse realidade. Agradeço ao Rev. Resende esta iniciativa e esse apoio. Agradeço também ao Reverendo Miguel Bonfim, Presidente da Fundação Mokiti Okada que apoiou e autorizou esta prova. A todos a nossa profunda gratidão. Foi uma união, uma sinergia de forças que possibilitou a organização de um evento tão grande e tão importante, com tantas pessoas de tantos países. Só tenho a parabenizar aos Professores e aos candidatos sucesso na missão! Muito Obrigado! (Palmas)

Também realizámos aqui em Lisboa, desde 6ª feira passada, um Seminário de Jovens com 39 jovens de Portugal, Espanha, Itália e Reino Unido. Durante esses dias, vieram aprimorando, recebendo aulas, dedicando, fazendo Flores de Luz, Limpeza Espiritual na Praça do Comércio, e acredito que esses 39 jovens estarão também retornando às suas atividades, nos seus países, com muito mais força. Existe alguém jovem aqui que participou? Muito obrigado por terem vindo. (Palmas)

Valeu a pena? (Sim!) Quando eu digo 39 jovens, são 39 que a nossa Igreja considera, somente para fins estatísticos, jovem até aos 35 anos. Mas estiveram presentes também outros jovens, os de espírito, que também participaram das atividades. (Risos) Eu não sei os senhores, mas para mim, o que diferencia uma pessoa jovem ou idosa são dois fatores. O jovem sabe sonhar, pensa no futuro, o idoso pensa no passado. Os jovens dizem assim: “Eu vou estudar, vou fazer, vou comprar, vou casar, vou ter filhos, etc…” O idoso é assim: “Eu casei, criei os filhos, trabalhei, me reformei, etc….” (Risos) Não faz frases no futuro. Esta é a primeira característica; para os jovens, o tempo do verbo é no futuro, para os idosos, é no passado. E a segunda diferença, não menos importante, é que o jovem verdadeiro quer aprender, quer estudar coisas novas, quer conhecer o mundo, está aberto para novas experiências, novos conhecimentos e está buscando aprender algo com alguém, com alguma coisa. O idoso de espírito acha que já sabe tudo e pior que isso, ele é o dono da verdade. Acha que só ele tem razão, ele está fossilizado nas suas experiências do passado e mede o mundo e os outros pelas suas convicções pessoais. Portanto, acredito que a idade não é uma questão cronológica, é sim uma questão de sonhar e querer sempre evoluir e aprender coisas novas. Pode até ter 99 anos, 100 anos, mas se tiver estas características vai ser sempre jovem, ao contrário pode ter 15 anos, se tiver as outras características já é velho. Espero que nós, como Meishu-Sama nos ensinou: “Sejam sempre homens do presente”, que sejamos eternamente jovens, nos esforçando para hoje sermos melhores do que ontem e amanhã melhores do que hoje. Meishu-Sama era assim e nós temos que seguir o Seu exemplo.

Nos dias 19 a 24 de Novembro, tive uma grande permissão de, pela primeira vez, ter visitado a nossa querida difusão de África; estive em Angola.

Porque que é que digo “essa grande permissão”? Porque pude ver com os meus olhos e sentir de perto aquilo que nós ouvimos falar, da maravilha, do crescimento, do entusiasmo, do amor que os membros de África têm pela Obra Divina. O esforço incansável que eles fazem para difundir os Ensinamentos de Meishu-Sama e o Johrei. Mas uma coisa é ouvir, outra coisa é ver e sentir. Digo sinceramente para os senhores que foi uma experiência emocionante, que me marcou profundamente. Todas as atividades que vivi lá, desde o encontro com os Ministros e Professores de Ikebana, em que estavam presentes mais de 80 pessoas, encontro com mais de 780 missionários e também participei no 58º Congresso da Rede de Salvação com mais de 8000 membros de 12 países de África. O continente Africano tem 54 países, 26 dos quais já têm membros e destes, em 17 a nossa Igreja já é registada como religião.

O trabalho que eles fazem é maravilhoso, é um trabalho de união. Isso foi uma coisa que me impressionou muito, o tipo de união que têm entre eles, centralizados nos Ensinamentos de Meishu-Sama, nas orientações de Kyoshu-Sama e do Presidente da Igreja Messiânica Mundial de Africa, Ministro Cláudio Pinheiro, que faz um trabalho maravilhoso de união de todos os países com atividades envolvendo as três Colunas da Salvação.

Tive também a permissão de conhecer o terreno onde vai ser o futuro Solo Sagrado de Cacuaco, em que já está em funcionamento a Escola Agrícola, que se chama Centro de Formação Mokiti Okada e é reconhecido pelo Ministério de Educação de Angola como formação profissional. São conquistas imensas, com esforços inimagináveis para nós em termos de locomoção e estrutura. Graças à Fé, eles vão superando cada dificuldade, cada obstáculo com alegria. Isso foi outra coisa que me emocionou muito, a alegria deles por dedicar. Onde você chega, a qualquer hora, eles estão a cantar. Cantam a toda a hora com alegria, dedicam a dançar, é impressionante! É uma coisa contagiante e não temos como ficar indiferentes àquela felicidade que eles transbordam sobre nós. Cada cultura, tem a sua forma de exteriorizar a sua felicidade e eles encontraram-na cantando. Não sei se nós vamos começar a cantar ou não, mas já pedi à Ministra Cecília para fazer um coro. (Risos) Ela é angolana tem o canto no sangue. Quem quer participar do coro pode levantar a mão? (Palmas) Metade da nave levantou a mão à Min. Cecília, para a apoiar.

Vamos até o Culto do Natalício de Meishu-Sama, centralizar na Ministra Cecília, a organização do grupo para cantar alegremente. Até eu que sou desafinado e estou meio rouco, vou cantar também! (Risos) Não vai ser um coro só com gente afinada, tem que ter gente alegre que vai cantar com o coração; vamos com amor e com alegria contagiar as pessoas com o sorriso! Meishu-Sama fundou a “Sociedade do Riso Feliz”. Na época mais difícil, o Japão destruído pela guerra, as pessoas desmoralizadas sem terem o que comer, Ele reunia as pessoas para alegremente sorrirem. Vamos cantar coisas alegres. As letras das nossas músicas são muito bonitas, mas cantadas desta maneira triste e desanimada, não vai projetar felicidade nunca. Vamos cantar coisas sábias, elevadas, mas com alegria, com vibração, com o coração radiante! Quero ver no dia 23, um Culto vibrante, vamos fazê-lo, para Meishu-Sama. Ele vai ficar muito feliz mesmo, porque dia 23 é o Seu aniversário, então temos de fazer uma festa! Por favor Ministra Cecília, estou a contar com a senhora e com todos os senhores!

Como sabem em 2016, vamos fazer uma caravana não só para visitar os Solos Sagrados do Japão, mas também o Solo Sagrado da Tailândia, que até hoje não teve nenhuma caravana daqui. Pela primeira vez, numa única viagem, vamos peregrinar a quatro Solos Sagrados!

Perguntei ao Ministro Cláudio se, em 2017, podíamos fazer uma caravana a Angola e ele disse que sim. Os senhores querem conhecer o futuro Solo Sagrado de Cacuaco? (Sim)

Quem quer ir para Cacuaco pode levantar a mão? Vamos encher um avião! Então, por favor, vamos no nosso Sonen preparar, sonhar, realizar esse desejo, que com certeza, vai enriquecer muito o nosso espírito, a nossa alma e vai-nos qualificar ainda mais, como instrumentos de Meishu-Sama, capazes de levar a Salvação ao maior número de pessoas.

Em Angola, ouvi muitas experiências de Fé, pois quase todo o trabalho missionário deles é alicerçado nas experiências de Fé. Uma marcou-me muito e acredito que tem a ver com esta fase de preparação para o Culto de Natalício de Meishu-Sama. Foi relatada pelo Ministro Aly de Moçambique uma experiência de uma criança de 8 anos chamada Jaime Daniel Banda, que todos os dias quando ia para a escola acompanhado pela empregada, passava na frente do Johrei Center, mas era uma criança muito problemática, na escola brigava, ofendia os coleguinhas, dizia mal do professor, fugia da escola e chegou ao ponto do Professor bater no menino. Os Pais foram várias vezes chamados à escola, e os professores até ameaçaram expulsar a criança da escola.

Um dia a criança estava a passar em frente ao Johrei Center e o Missionário convidou-a para entrar. Ele entrou e o Missionário falou de Meishu-Sama e ministrou-lhe Johrei. A criança começou a frequentar todos os dias o Johrei Center e mudou o seu comportamento. De agressiva, mal-educada e rebelde, passou a ir todos os dias para a escola, a respeitar os coleguinhas, a estudar e a tirar boas notas. Isso chamou à atenção do professor que lhe perguntou: “O que aconteceu contigo?” Ele respondeu: “Eu conheci o Messias Meishu-Sama e ele me orientou que eu tenho que me comportar bem”.

Professor: “Mas quem é esse Messias Meishu-Sama?”

Criança: “Se o senhor quiser, eu levo-o a casa dele e apresento-o”.

O professor foi junto com a criança até o Johrei Center e foram recebidos pelo missionário que o acompanhava.

O menino virou-se para o Professor e disse apontando para o missionário: “Este é o Messias Meishu-Sama!” (Risos)

O Missionário assustou-se e disse logo: “Eu não! Meishu-Sama é aquele ali da fotografia!”

O menino disse: “Não senhor, para mim, o Messias Meishu-sama é o senhor! Porque o senhor me recebeu, deu-me Johrei, orientou-me como me portar bem, então para mim o Messias Meishu-Sama não é aquele lá, é o senhor!” E até hoje por mais que explique ao menino, ele diz: “Não! Para mim, Meishu-Sama é ele!”

Essa experiência tocou-me muito profundamente por dois motivos. Primeiro, por um missionário ter encaminhado na porta da Igreja uma criança de 8 anos. Normalmente um adulto pensaria: “Não vou falar com uma criança porque ela é muito pequena, não vai entender”. Nós temos esse mau hábito de julgar pela aparência, este não porque é muito pequeno, aquele não porque é velho, aquele não porque é de outra raça, o outro não porque não sei o quê. É assim que nós fazemos, julgamos pela raça pela aparência, mas são todas almas e Meishu-Sama quer salvar toda a humanidade. Primeiro ponto é esse, não ter preconceito no desejo de salvar, não colocar limite para a atuação do Salvador, Messias Meishu-Sama. Segundo ponto, da mesma forma que essa criança viu e vê Meishu-Sama vivo dentro do Missionário, que ele mesmo não via, será que nós estamos a ver Meishu-Sama vivo dentro de nós? Será que estamos a reconhecer através da nossa Obra Missionária a Força Salvadora do Messias Meishu-Sama vivo, ou achamos que Meishu-Sama está lá no quadro?

Esse é o conceito mais importante para quem vai levantar a mão em nome de Meishu-Sama. Cada coisa que fizer, que faça como Meishu-Sama fazia; quando for ministrar Johrei levante a mão e diga: “Meishu-Sama, por favor, coloque a Sua Divina mão sobre a minha, para salvar esta pessoa”. Vai fazer um arranjo de flores, pode ser grande ou pequeno, mas sempre diga:

“Meishu-Sama por favor esteja vivo nessa flor, irradie a Sua Luz para quem irá apreciá-la”, como Meishu-Sama fazia os arranjos de Sua casa.

Hoje existe uma escola de Ikebana, mas na época de Meishu-Sama, não tinha escola Sanguetsu. O Sanguetsu nasceu depois, com a Terceira Líder Espiritual, inspirada nas fotos das Ikebanas que Meishu-sama fazia em Sua casa.

A Agricultura Natural é a mesma coisa. Em cada atividade que fizermos Meishu-Sama tem de estar vivo dentro de nós. E porque é que digo? Porque se não vivificarmos Meishu-Sama plenamente dentro dos nossos corações o que se vai manifestar será o nosso ego. Aí a pessoa diz: “Estou a dedicar na Obra Divina”. Não! Está a dedicar na obra do seu ego! Quando tu queres fazer da tua vontade, do teu jeito do teu modo de pensar. E fazendo desse jeito, sabe o que vai acontecer? Não vai ter milagres, não vai ter a manifestação Divina. Então nós fazemos, fazemos, nos matamos a trabalhar e não vemos o resultado. “Ministro, eu dedico tanto, estou tantas horas lá sentada, mas não tem resultado, não encaminho ninguém, não acontece milagre, ministro Johrei em pessoa com gripe e ela fica com pneumonia! (Risos) Desanima! Os senhores às vezes, não se sentem desanimados, por se estarem a esforçar tanto para um resultado tão pequeno? (Sim) Isto acontece porque todos nós estamos a colocar o nosso ego e não Meishu-Sama vivo nos nossos pensamentos, nos nossos sentimentos, nas nossas palavras e nas nossas ações. Neste mês de preparação para a Natalício de Meishu-Sama, todos nós vamos refletir no que está vivo em primeiro lugar na nossa prática da Fé, Meishu-Sama ou o nosso ego? Essa é uma reflecção muito importante que essa criança de apenas 8 anos nos ensinou: Dentro do missionário está Meishu-Sama vivo.

Todos os anos preenchemos esse formulário que os senhores conhecem bem. Na parte de cima colocamos as graças recebidas, proteções, purificações, mas, como fazemos todos os anos, existe o risco de cairmos na rotina. Pegar a folha e escrever: Quero agradecer por todas as graças recebidas, muito obrigado! E pensamos, “Agradeci!” Mas será que apenas isso basta? Precisamos pensar profundamente, do mais profundo do nosso eu, tirar fora todas as nossas autodefesas e analisar profundamente o que seria da minha vida se eu não tivesse encontrado o Messias Meishu-Sama? O que seria da minha vida se eu não tivesse encontrado o Johrei? O que seria da minha vida se não tivesse sido orientado pelos Ensinamentos de Meishu-Sama, de tão alto nível dando-me a compreensão sobre a Lei da Purificação, sobre o Belo, sobre a Agricultura e Alimentação Natural?

Todos os meses temos aqui no Culto da Sede, testemunhos de Fé, uns mais ricos de graças e milagres que os outros e ficamos maravilhados com as experiências. Hoje fiquei muito emocionado com experiência de Fé de um jovem de apenas 22 anos, o Valson Vila Nova, que passando por tantas dificuldades, num país estrangeiro, sem apoio, sem dinheiro e longe dos pais. Pergunto, se esse jovem se não tivesse Meishu-Sama o que seria dele? Se ele, ao invés de se ter encontrado com um jovem messiânico, que o encaminhou para a prática da Fé, se se tivesse encontrado com um bandido, um traficante, um drogado, será que em vez de vir para a Igreja dedicar, ministrar 50 Johrei, fazer donativo, será que não estaria com uma pistola na mão assaltando, roubando, vendendo droga ou a se prostituir? Quantas vidas se perderam e se perdem porque não encontram a força salvadora que precisam? Qual é o valor do Messias Meishu-Sama na vida desse jovem? Incalculável! Porque mudou o seu destino de infeliz para feliz. Ou será que não tinha de tudo e mais um pouco para cair na má vida? Não tinha dinheiro e podia se justificar dizendo que não tinha dinheiro para ir dedicar na Igreja. Mas desafiou o seu limite, desafiou as suas dificuldades. Buscou fazer o que foi orientado pelo seminarista Ricardo que também merece uma salva de palmas. (Palmas)

São essas coisas que transformam a nossa Obra em Divina, porque uma obra se não tem isso não é Divina. Ai vira clube, onde as pessoas se encontram, batem papo, fumam um cigarrinho, tomam cafezinho. A Obra da Igreja sem isso não é Divina, não é Igreja, é clube e como sempre digo, é um clube vagabundo, porque não tem piscina, não tem golf, não tem nada, um clube sem piscina não vale a pena frequentar. (Risos) Não venham como clube porque não tem nada, só tem fofoca, o que não vale a pena. Mas se é para vir salvar os outros e se salvar, praticar a fé, então venha e transforme o seu destino infeliz em feliz.

Que maravilha esse jovem, com apenas 22 anos, dizer: “Quando entregamos os nossos problemas a Meishu-Sama e nos esforçamos para servir ao próximo, o impossível torna-se possível.” O que ele descobriu? Uma coisa simples, a prática do Ensinamento que diz: “Quem quer ser feliz, deve fazer os outros felizes.” Praticou o quê? As práticas básicas da Fé: Johrei, dedicação, encaminhamento, distribuição do boletim, nada do outro mundo, fez as práticas básicas. E o resultado foi maravilhoso, conseguiu um emprego e com certeza vai crescer muito.

Também vai ser publicado no Boletim Especial, uma outra experiência maravilhosa de um jovem de moçambique de 24 anos. Este mês vão sair dois boletins, um sobre o Culto Mensal e outro sobre as atividades da minha visita a Angola, atividades do Sanguetsu e sobre o Seminário de Jovens. Dois materiais maravilhosos, estudem bastante!

Voltando ao nosso formulário, tem a primeira parte que são os nossos agradecimentos e a segunda parte que é o meu compromisso na Construção do Paraíso através das práticas da Fé. Aqui eu vou enumerar quais as práticas que vou fazer no ano que vem. Da mesma forma que não podemos ser genéricos na primeira parte, também não podemos ser nesta segunda parte, dos compromissos para 2016. O que é que vai fazer? “Vou dar o máximo de Johrei possível”. Isso aí é conversa de quem não quer fazer nada! Deverá colocar: vou ministrar um ou dois Johrei por dia, vou encaminhar uma ou duas pessoas por mês. Definir um número! Como o Valson, por orientação do seminarista Ricardo, estabeleceu 50 Johrei até ao Culto dos Antepassados. Tinha uma meta, tinha um objetivo, se nós não traçamos metas claras e definidas, fica uma coisa abstrata e nos perdemos na vida diária.

Nesse formulário, que vai dentro do envelope do Natalício, vamos colocar o agradecimento e o objetivo. E junto, também, vamos colocar a nossa gratidão a Meishu-Sama, materializada através de uma oferta de gratidão. Sendo o Seu aniversário, que presente gostaria de dar para Meishu-Sama? Esse presente, não podemos confundir com a Gratidão Mensal, que é o nosso dízimo. Isto é à parte, é uma gratidão extra que eu vou dar para Meishu-Sama no dia do Seu aniversário, para que Ele, utilizando essa gratidão, possa desenvolver a Sua Obra, expandir a Igreja e salvar pessoas. Isso acontecia quando Ele estava ainda no Mundo Material. As pessoas vinham e ofereciam, depois Ele comprava terrenos, comprava obras de arte para o Museu, Ele utilizava conforme Orientação Divina. Isso não mudou, o nosso presente tem de ser o mesmo. Tem de ser um presente de acordo com o nosso sentimento. Quando nós vamos comemorar o aniversário de uma pessoa amada, querida, por quem temos gratidão, damos qualquer porcaria? O que nós damos? O nosso melhor. Não é verdade? (Sim) Nós amamos aquela pessoa e dentro da tua condição fazer o máximo. Não podemos pegar no envelope da gratidão a Meishu-Sama e colocar qualquer coisa insignificante. Vamos imaginar se eu fosse oferecer uma camisa bonita, uma gravata fina, uma caneta, um relógio, quanto custaria? Pego na quantia, coloco no envelope, ofereço para Meishu-Sama utilizar na salvação das pessoas. Posso dar um carro, posso dar uma casa. Cada um dá aquilo que é o melhor de si. O importante é essa sinceridade, essa honestidade e esse equilíbrio entre o sentir e o fazer.

Depois dessa reflexão profunda e do nosso objetivo para o ano que vem, precisamos durante este mês, esforçarmo-nos ao máximo nas práticas diárias. Não sei o que fizemos o ano inteiro, não sei qual foi o esforço de cada um, mas como o jovem Valson foi orientado pelo seminarista, para até o Culto dos Antepassados praticar 50 Johrei, isso deu força para ele. Aumentou a gratidão, já fazia o dízimo, aumentou para 11%, é esse fazer a mais que nos vai qualificar para servir Meishu-Sama. Cada um vai definir para si um objetivo concreto. Se até hoje eu tenho ministrado um Johrei por dia até ao 23 de dezembro vou-me esforçar e ministrar dois Johrei por dia. Estava a dedicar duas a três horas por semana? Uma tarde por semana? Até ao dia 23 de dezembro, vou dedicar duas tardes por semana. Vou aumentar o meu esforço, aumentar a minha dedicação. Se durante o ano não encaminhei ninguém para a Igreja, até o 23 dezembro vou trazer pelo menos uma pessoa. Mas uma só? Sim, uma só porque é a primeira. Depois traz outro, outro e outro. Mas as vezes, as pessoas fazem objetivos muito além das suas capacidades e depois não conseguem fazer e desanimam. Eu prefiro que a pessoa coloque uma prática pequena e consiga fazer! Porque o fazer aquela prática pequena vai dar força para aumentar, se colocar uma prática muito grande, vai fazer zero. É melhor fazer um que fazer zero. E aquele um, vai-se tornar dois.

Vamos durante este mês, nos esforçar ao máximo para preparar os nossos corações para receber o Natalício de Meishu-Sama da melhor forma possível com a nossa melhor prática.

Muito obrigado pela vossa atenção e um bom mês a todos!