Culto Mensal de Agradecimento – Sede Central – Abril 2018

PALESTRA DO PRESIDENTE DA IGREJA MESSIÂNICA MUNDIAL DE PORTUGAL

REV. CARLOS EDUARDO LUCIOW – Abril 2018

Bom dia a todos!
(Bom dia!)
Os senhores estão a passar bem?
(Graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama!)
Graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama!

Quero começar a minha palestra por agradecer a todos os senhores a vossa sincera dedicação que nos permite, cada vez mais, expandir a Obra de Deus e do Messias Meishu-Sama aqui em Portugal. Muito obrigado!

Quem está a vir hoje pela primeira vez pode levantar a mão? Sejam muito bem-vindos! (Palmas)

Que esta seja a primeira de muitas outras visitas!

Estamos também a receber membros das seguintes Unidades Religiosas: Margem-Sul, Amadora e Sintra, Oeiras – Cascais, Lisboa, Amarante, Porto, Aveiro e naturalmente Coimbra. E ainda do Brasil. Sejam todos muito bem-vindos! (Palmas).

Estamos no domingo de Páscoa. Boa Páscoa a todos! (Obrigado)

É uma festa muito importante do nosso calendário, a festa de renascimento. Renascimento do amor, renascimento da fé, renascimento de todos os bons sentimentos do Homem. Não é? (Sim) É um período em que muitas pessoas viajam para a aldeia, visitar a família, e por isso sentimos a falta de muitas pessoas hoje.

Nos dias 24 e 25 de março realizámos aqui, um Seminário Nacional para missionários como preparação para o Culto do Paraíso Terrestre. Foram dois dias maravilhosos. Quem estava presente, pode levantar a mão? Gostaram? (Sim) Foi muito bom, não é? (Sim)

Do dia 26 ao dia 28 de março tive a permissão de visitar as Unidades Religiosas ligadas ao Johrei Center Coimbra, nomeadamente, o Núcleo da Batalha, no Distrito de Leiria; o Núcleo de Oliveira do Bairro no Distrito de Aveiro; casas de membros em severa purificação e também a casa de um missionário em Vale de Cambra, onde ele desenvolve um excelente trabalho de horta caseira, na escola onde trabalha. Agradeço a todos o carinho com que fui recebido e pude constatar que estão se esforçando para expandir a Obra Divina onde moram. Prova disto foram os inúmeros relatos de experiências de fé que ouvi em todas as visitas. Estarei orando para que Deus e o Messias Meishu-Sama os abençoem cada vez mais!

Durante o Seminário Nacional, pudemos aprofundar bastante a importância de como nos preparar para este Culto Especial, que marca a Transição da Era da Noite para a Era do Dia. Estudámos Ensinamentos, tivemos práticas das três Colunas da Salvação. Depois tivemos a limpeza espiritual da Sede Central, onde pude ver muitas pessoas emocionadas durante essa atividade.

Mas o que é que representa esse Culto do Paraíso?

Existe um fenómeno cósmico que é a Transição da Era da Noite para a Era do Dia. Assim como existe o dia e a noite de vinte e quatro horas, existem também grandes dias e grandes noites de milénios, onde numa predomina a energia do fogo e na outra a energia da água; numa prospera mais, a cultura espiritual e na outra, a cultura material. Foi assim que a humanidade veio evoluindo. Então, essa transição acontece fora de nós, quer nós queiramos ou não. Quer nós desejemos ou não, acontece! Quando dormimos de noite, na manhã seguinte, quer queiramos ou não, o Sol nasce. Não é assim? (Sim) E quando começa o dia, quer queiramos ou não, chega uma hora em que o Sol também se põe. Assim, existe esse ciclo. Espiritualmente também existem ciclos. Só que da mesma forma que no mundo material, há pessoas que de manhã quando surge o Sol levantam e vão trabalhar. E têm aqueles outros que viram para o lado e continuama dormir, preguiçosos. Não é? (Risos) Mas qual é a diferença entre quem levanta de manhã e vai trabalhar e o outro que fica a dormir sem fazer nada? É que um no final do mês um tem o salário e o outro não tem! Não é assim? (Sim) Espiritualmente é a mesma coisa! Já teve um alvorecer espiritual do dia 15 de junho de 1931 com o início de uma Nova Era. Teve quem recebesse a mensagem, acordou e está a trabalhar pela construção do Paraíso e tem quem continua a dormir num “berço esplendido” do próprio egoísmo e do próprio materialismo, indiferente a essa mudança dos tempos.

Assim, esta preparação, onde ela é feita? Dentro de nós! Existem duas coisas: uma fora de nós, que é o Culto, a cerimónia religiosa no dia 10 de junho, que é o dia de Portugal, quando nós tradicionalmente antecipamos o Culto do Paraíso Terrestre, para depois no dia 15 se fazer nas unidades. Então no dia 10, encontrar-nos-emos aqui para fazer uma cerimónia de comemoração de algo que vai acontecer dentro de nós. A Transição dentro de nós. Ela começa fora independentemente da nossa vontade, mas quem a promove dentro de nós, somos nós mesmos. Ninguém pode mudar o próprio interior sem desejar. Da mesma forma que, com o nascer do Sol, se não abrirem as janelas da vossa casa para que a luz entre. Se deixarem tudo fechado, mesmo que lá fora esteja um Sol maravilhoso, estarão no escuro. Assim, é necessário abrir as janelas, as portas da alma para que a Luz de Deus possa entrar. E o que é que faz o Homem deixar o coração fechado? É o culto do próprio ego, da própria vontade egoista, colocando o seu umbigo como o centro do Universo. Quando isso acontece, inevitavelmente, ele faz alguém sofrer e o sofrimento desse alguém, depois, torna-se a causa da sua infelicidade.

Meishu-Sama veio anunciar-nos a Transição, que Deus lhe revelou, para que o Homem fizesse essa Transição do egoísmo para o altruísmo. Isso é que é sair das Trevas e ir para a Luz. É sair do culto do próprio ego para o culto do “altrui”, do outro, que é o altruísmo. Então, durante esse Seminário Nacional estudámos como fazer essa Transição. Por exemplo: aqui na Sede Central fizemos vários trabalhos atá agora. Primeiro as casas de banho, depois o esgoto, depois o corrimão lá fora. Conforme apareceram os trabalhos, as necessidades, fomos fazendo as intervenções. Não é assim? Muitos aqui dedicaram valorosamente. Agradeço de coração pelo que já fizeram e pelo que vão continuar a fazer! Porque muita coisa ainda vai ser feita, pouco a pouco. Então, qual é o primeiro passo para melhorarmos? Detetar o problema! A segunda coisa é fazermos o quê? Estudamos a intervenção que tem que ser feita. Reunimos as condições e os elementos humanos que vão trabalhar. Depois, fazemos a obra e corrigimos os problemas. Porque é que eu estou a dizer isso? Porque é a mesma coisa com o nosso interior. Existe muita coisa a ser melhorada, a ser corrigida e a primeira coisa é detetar o que é que precisa ser melhorado dentro de nós. Na nossa personalidade, no nosso caráter, no nosso modo de ser, de pensar, de falar, de agir. E detetando, utilizarmos os Ensinamentos de Meishu-Sama como “ferramentas” para, praticando-os, nos corrigirmos. Muita gente acha que já está pronta. Acha que já está perfeita. Talvez ache até que já está divina. (Risos) Os outros é que estão errados. As coisas não vão bem porque os outros estão errados. Ele já está perfeitinho. (Risos) Mas nenhum de nós está perfeito. Nós estamos em obras! Não sei se vocês já chegaram num aeroporto, numa estação em que estão a fazer obras. Eles colocam uma placa assim: “Pedimos desculpas pelo inconveniente. Estamos a fazer obras para melhorar o serviço.” Já viram, não é? (Sim) Nós também devíamos andar com uma placa no peito a dizer: “Peço desculpa estou em obras. Sou imperfeito e estou a fazer um monte de coisas que não devo. Peço desculpas!” (Risos) Estamos todos em obras! O nosso ego é que nos faz acreditar que nós já somos perfeitos e os errados são os outros. É por isso que a vida não melhora. Passa o tempo, colocamos a culpa no governo, a culpa no pai, na mãe, na mulher, no vizinho, toda a gente tem culpa. No ministro, isso é uma maravilha: “Essa igreja não melhora porque o ministro…” (Risos) Lógico ele que não está perfeito, como toda a gente tem defeitos. A começar por mim, estamos todos em obras!!!

Querer ser um ser paradisíaco, é ser quem reconhece os próprios erros, faz uma autoanálise, faz um programa de “trabalhos” a realizar no seu pensamento, no seu sentimento, no seu comportamento e se esforça para melhorar. A quem? A si mesmo! Se quer criar uma confusão, tente mudar o outro. “Ahhh, conflito garantido!” (Risos) Porque na hora em que eu disser: “A senhora está errada nisso, tem que mudar nisso”, automaticamente, por autodefesa, ela vai apontar para mim e vai dizer: “Mas tu também isso, isso, isso e aquilo” e acaba por virar uma lista maior ainda. Já vivemos isso! Dentro de casa, no trabalho, o patrão com o empregado, o empregado com o patrão, um vizinho com outro vizinho, na assembleia de condomínio do prédio, Deus me livre! Não é? (Sim) Isso é a vida do Homem. Só que o egoísta, materialista, ele não muda, morre a dizer que tem razão e quem tem que mudar são os outros. O religioso, espiritualista reconhece isso e se esforça por mudar, a quem? A ele mesmo! Até mesmo porque, inteligentemente, não sendo possível mudar os outros, não adianta nada!

Deste modo, preparar-se para o Paraíso, Paraíso esse que conforme nos orienta o nosso querido Líder Espiritual Kyoshu-Sama já existe dentro de nós. Não é um lugar fora. É um lugar dentro. Podem ir para o lugar mais bonito que houver no mundo, para um hotel de dez estrelas, luxuosíssimo, com as melhores comidas, piscinas, mas se as pessoas que estiverem à sua volta forem conflituantes, mentirosas, falsas, agressivas, estará no paraíso? (Não) Não! Vai estar no inferno! Eu já estive em muitas casas luxuosíssimas, pareciam aquelas casas de Hollywood que se vê nos filmes. Fui visitar, e era um inferno! E pelo contrário, já estive em casas normais onde as pessoas se amavam umas às outras, se respeitavam, e eu não tinha nem vontade de ir embora, de tão bem que me sentia lá. Assim, o conceito de Paraíso tem a parte material que não pode ser esquecida, mas se não estiver nos nossos corações não adianta querermos construir fora.

Assim, esse ano temos o lema: “A reforma da sede é e reforma da nossa fé”. Para que a Sede seja um lugar paradisíaco são necessárias três condições. A primeira é a beleza natural, criada por Deus. Essa é a primeira beleza. A segunda é a beleza arquitetónica do projeto. Tem várias fotos por aí. Depois olhem. É um projeto muito bonito. Já mostrei até em outros países. Arquitetos de outros lugares admiraram a beleza do projeto. É a beleza arquitetónica e dos jardins. E a terceira, é a beleza humana, das pessoas que vão frequentar esse lugar. Porque se as pessoas que aqui vierem, olham a paisagem espetacular, olham as condições físicas do local, maravilhosas, uma Nave espetacular. Mas depois falam com um que não está a falar com o outro, falam com o outro que está em intriga com o outro, vão dizer: “Está tudo muito bonito, mas não volto aqui!”

Se nós queremos encontrar o Paraíso que Kyoshu-Sama nos orienta que já existe dentro de nós, a primeira coisa a fazer é dar amor aos outros. Não existe outra forma. Mas dar amor é dar o que a pessoa precisa para crescer, dar amor não é dar miminhos. Vamos entender o que é que é amor. Amor é o que faz crescer. Miminhos, beijinhos e concordar com quem está errado, isso não é amor. Se a pessoa está errada, você com educação, com gentileza, chama a pessoa à razão, raciocina junto com ela para melhorar o que tem que melhorar. De contrário, isso é um erro que muitos pais cometem, que confundem amor com carinho. No amor precisa também ter a rigorosidade, senão não crescem, estragam. Essa Sede Central, com essas três características de Paraíso, beleza natural, beleza arquitetónica das instalações e beleza humana, poderá tornar-se um lugar em que Deus se manifesta. Deus existe, está em qualquer lugar, mas vai manifestar-se onde Ele tiver condições de atuar. Num lugar onde prevalecem os egos, Deus nem chega perto. Ele diz assim: “Vocês estão assim… então façam vocês e pronto!” e vai para outro lugar. E vocês ficam ali batendo, brigando, briga de egos. Para que Deus possa manifestar-se precisamos, antes de mais nada, ter a capacidade de dialogarmos uns com os outros, educadamente. Porque muita gente não fala, não fala, não fala; engole, engole, engole, até que chega uma hora que explode, vomita tudo e fala até o que não deve. Aí passa da razão para o erro. O espiritualista tem de conseguir essa capacidade de, educadamente, com amor, expor o seu ponto de vista, ouvir a opinião do outro, dialogar, falando e ouvindo. E não que falar o que quer, porque acaba por ouvir o que não quer!

Por isso é que “estamos em obras”, porque somos uns os “operários” dos outros. Nas obras não tem aquele que vem só para partir com a marreta “bum, bum”, arrebentado aquilo que tem de ser destruído. Depois vem o outro para reconstruir. No nosso interior também. Tem gente que só dá marretada para quebrar o nosso lado egoista. É o operário que vem para quebrar o que não serve. Depois tem aquele “operário”, mais qualificado, que vem para reconstruir o que precisa ser refeito. Precisamos dos dois a trabalhar dentro de nós. Mas aquele que vem com capacidade de reconstrução nós aceitamos. Mas o que vem para quebrar: “Ah! Aquela marreta está muito pesada, não aceito.” (Risos) É a mesma coisa no mundo de fora e no mundo de dentro. Só que no mundo de dentro não aceitamos isso. Ou pelo menos não aceitamos dentro de nós. Nos outros até aceitamos, quando acontece algo mau com os outros: “Ah! Bem feito, ele merece!” (Risos) Mas quando acontece connosco: “Ai meu Deus! Deus me abandonou. O que é que eu fiz?” (Risos) Deste modo, este 15 de junho é isso! Ir para a Luz é isso. É abrir o coração para Deus e mostrar os seus medos, as suas fraquezas, as suas inseguranças. Mas nós temos a mania de querer bancar o “bonitinho”, o “bonzinho” com Deus. Ele é Pai e já sabe tudo. Não é que vão dizer alguma coisa que Ele não saiba. Ele criou-nos e está vivo dentro de nós, como nos orienta Kyoshu-Sama. Ele já sabe de tudo só temos de deixar a hipocrisia de querer parecer para Deus e para os outros uma coisa que nós não somos. Muita gente cria essa máscara social de parecer “bonzinho”, “certinho”, “aprimoradinho”, “educadinho”. Mas por dentro é outra coisa. Essa máscara é que precisa cair. Primeiro perante Deus, depois perante a família, os amigos, os colegas de fé e se mostrar como é. Mas as pessoas têm medo de admitir as suas falhas. Mas mesmo que não admitam, depois nos seus comportamentos aparecem. Ninguém consegue mentir para toda a gente o tempo inteiro. Isso é uma grande verdade! Por um período consegue até alguma coisa para alguém. Mas como estamos na Era de Luz, quanto mais se intensifica a Luz, mais aparece a verdade. Imagina quando nasce o Sol, cinco e pouco da manhã, quase seis. Ainda está um pouco escuro. Não se tem a perceção clara. Conforme o Sol vai subindo, vai clareando, começam-se a ver coisas que não se viam antes. Quando chega o meio dia, que é quando o Sol está no zénite, aí tudo está claro porque não têm sombras. É isso que está a acontecer. Conforme a Luz vai aumentando, desaparece a sombra. Não havendo sombra, o mal não tem onde se esconder. Aí aparece! Por isso é que cada vez mais aparecem mais coisas. Não têm porque se surpreender. Quer o Homem queira ou não, em todos os sentidos. Já que não podemos mudar isso, só tem uma coisa a ser mudada: o nosso interior, indo para a Luz.

E como é que nós vamos para a Luz? Praticando as atividades de Luz. E qual é a atividade de mais Luz que existe? O Johrei. O próprio nome diz: purificação do espírito através da Luz de Deus. Mas que Johrei? Johrei curandeirismo? Johrei prática energética? Ou Johrei amor de Deus, Luz de Deus para a salvação? Que Johrei praticamos? Também funciona! Para o Reumatismo ministra Johrei no joelho, funciona e é uma maravilha. Mas não salva! Vai embora sem dor no joelho, mas egoísta como veio. Tem de ministrar Johrei na alma, para despertar a Partícula Divina. Este é que é o objetivo maior do Johrei. Despertar a alma para religá-la a Deus. Despertar a centelha divina que está escondida em baixo do ego. Quando você dá Luz na Alma, a Alma expande-se e de dentro para fora, a alma “puf”, rebenta o ego. Quando não acontece isso, para tirar essa casca tem de vir um fator externo, para quebrar essa casca. Como um martelo que vai quebrar a casca. Isso chama-se purificação: doença, miséria e conflito. É uma “martelada” que vem de fora para dentro para fazer aquilo que não quisemos fazer de dentro para fora. Em condições normais, justificamos, “empurramos com a barriga” até que Deus, com o seu amor infinito, pega o “martelinho” dele e “pim”, quebra a casca. “Ai meu Deus, quebrou a minha casca”. Aí chora, descabela, sofre, sente-se coitado, sente-se vítima, sente-se isso, sente-se aquilo, mas na verdade, a purificação fez aquilo que não quisemos fazer de dentro para fora e sabíamos que tínhamos de fazer. Ou ninguém sabe o que é que tem de mudar? Será que alguém não sabe? Pelo jeito não sabe! Eu não vou dizer nada porque se não tudo o que eu disser poderá ser usado contra mim. (Risos)

No aprimoramento do Seminário Nacional, seguindo o exemplo do que fizemos no Natalício, aquela folha com 100 coisas para agradecer, quando fizemos aquela folha 100 coisas para agradecer, quase que unanimemente as pessoas disseram: “Ah, eu não tenho 100 coisas para agradecer. Isso é coisas demais! Devo ter para aí uma meia dúzia… no máximo dez! Ah, eu não tenho 100 coisas para agradecer!”. Mas começámos a preencher a folha e em alguns lugares até fizeram em grupo. As pessoas ouvindo o que as outras tinham para agradecer, chegaram até a mais de 100 coisas para agradecer. Não foi assim? (Sim) Foi bom, não foi? (Sim) Então, agora no Culto do Paraíso, com bastante antecedência, em base ao Ensinamento de Meishu-Sama em que ele diz: “É necessário que o Homem aprenda a analisar-se objetivamente. Isto é, crie em si uma “segunda pessoa” que o veja e critique”. Nós vamos criar dentro de nós mesmos uma segunda pessoa que nos veja e critique e vamos enumerar para nós mesmos (e apresentar a Deus) 100 pensamentos, palavras e ações para mudar e assim tornarmo-nos seres humanos paradisíacos que têm Meishu-Sama como modelo.

– “Ah! Se eu já não tinha 100 coisas para agradecer, como vou ter 100 coisas para mudar? Eu sou quase perfeito…. 100 coisas? Se eu tiver de mudar, são no máximo 2 ou 3…” (Risos)

Então, a minha sugestão, é pedir para a mulher ou para o marido. O filho pede para o Pai, o Pai pede para o filho, pede para o patrão no emprego, peçam para um colega. “Ouve lá, o que achas que eu teria de mudar em mim?” Mas preparem-se, quando pedirem, depois não podem zangar-se. (Risos)

Nós também estamos pedindo sugestões sobre como melhorar aqui na Sede Central, para corresponder aos vossos desejos. Por falar nisso, depois antes de irmos embora, podemos ir ver lá no fundo, que já vamos começar a construir 4 alojamentos para 24 pessoas, com casas de banho, refeitório, etc.

Agora, se nós pedimos sugestões e não ouvirmos, nem fizermos nada, então para que pedimos sugestões? Se não ouvirmos, não vale a pena pedir.

Pedir corresponde ao desejo sincero e honesto de quem quer melhorar! Senão é tudo no “faz-de-conta” e quando morrermos chegamos ao Mundo Espiritual e vamos dar de caras com quem? Com Emadayo, a entidade que nos recebe e nos julga. Naquela hora vai aparecer tudo! Vamos atravessar aquele rio e as nossas vestes vão ficar com aquelas cores horrorosas (Risos) e você vai dizer: Essas roupas não são minhas! (Risos) só que já está no espírito, já não pode voltar atrás. A nossa cara vai ficar uma carranca, mas já vai ser tarde. Aí vão chorar: Porque não “acordei” antes, tantos anos messiânico e eu fiquei fazendo mexericos, a falar mal dos outros…

Assim, este é o momento do Paraíso, momento de reconhecer o que tem de mudar, com um projeto honesto!

“Sim, sim… Culto do Paraíso… vou-me esforçar para mudar… sim, sim”, Conversa fiada, me engana que eu gosto! Não tem sinceridade e o que não tem sinceridade não comunica com Deus! Não é assim que dizemos? (Sim!)

Chegou a hora de tirar as máscaras, tirar as falsidades, tirar as hipocrisias, de cada um, não dos outros!

Se não, acontece como eu costumo contar, muitas vezes no fim dos Cultos, vem uma senhora e diz: “Parabéns Reverendo, que palestra bonita, pena que o meu marido não veio hoje, o senhor falou tudo o que ele precisava de ouvir!” – O seu marido? E para si? – Não, eu estou bem, ele é que precisava de ouvir!” (Risos)

Então esse é o ponto! Nós é que temos de mudar e por isso esta preparação é nossa e só nossa, connosco mesmo e à medida que fazemos isso, os nossos antepassados que estão ligados connosco, no Mundo Espiritual, também vão receber essa Luz e vão começar a mudar. Está tudo ligado! Os nossos descendentes, também vão mudando. Nós queremos que o nosso filho mude; quem não quer um filho melhor? Toda a gente quer, mas nós queremos que o nosso filho seja melhor, mas continuamos como somos. E pelo contrário, até há gente que fala assim: “O meu filho só faz coisas erradas, porque não escuta o que eu digo!” (Risos) Não é assim? (Sim)

Tenho 3 filhos: Os dois puxaram a mim, o outro saiu à família da minha mulher. (Risos).

Tem uma história engraçada: “Um dia um filho pergunta à mãe: nós descendemos do macaco ou de Adão e Eva? Nós descendemos de Adão e Eva, porquê? Porque o papá disse que nós descendemos do macaco! Meu filho, a família do teu pai é uma coisa, a minha é outra coisa… (Risos).

Então vamos fazer a lista com honestidade e colocá-la no altar, ficando com uma cópia connosco. Mesmo depois de a entregar eu só cheguei na “99” (Risos), mas depois nessa folha que vai ficar connosco, depois do culto, nós podemos continuar a completar, isso é um trabalho que não acaba no Culto do Paraíso; isso é um trabalho para a vida. O Culto do Paraíso acorda-nos para isso, senão depois do dia 10 de junho, volta tudo ao mesmo, para um mar de egoísmo, nadando no materialismo e não adianta nada! Nós estamos a falar da vida e não de um Culto; isto são só oportunidades que o Mundo Espiritual usa para nos acordar.

Hoje vamos realizar três atividades, quem puder ficar, está convidado: Primeira, troca de Johrei na nave, Johrei paradisíaco, para salvar a alma.

A segunda, vamos almoçar e depois do almoço, um almoço paradisíaco, vamos fazer Flores de Luz, procurando refletir na flor o nosso amor do paradisíaco. Vamos fazer 3 flores que serão levadas com a Luz de Deus: Uma vai para a nossa casa, para a nossa família e as outras duas, para oferecer, ou no nosso trabalho, ou para algum vizinho, para oferecer a alguém que esteja purificando, levando a Luz do Paraíso.

E a terceira, vamos fazer Agricultura Natural, dois vasinhos: um que vai ser feito com uma mudinha que vai ser oferecida a alguém e outro com sementinhas de alface de Agricultura Natural que vieram do Brasil; cada um vai plantar 3 sementinhas e quando as estiverem a plantar, gostaria que olhassem para a sementinha, sentissem, apesar de ser uma coisa minúscula, até que se cair no chão temos dificuldade em achar, de tão pequenina que é, a força que tem dentro dela! Uma coisa que acho impressionante nas sementes é que se plantamos uma semente, essa semente dá uma planta. Que vai dar um fruto, que vai dar flores, e vai dar outras sementes que vamos plantar e assim, de quando mundo é mundo, já tem uma planta que traz outra semente. Isso toda a gente sabe. Mas se abrirmos uma semente e olharmos não vemos, dentro dela, uma semente da semente, da semente. Podemos até olhar por um microscópio eletrónico, mas não iremos conseguir ver.

Não tem microscópio eletrónico que mostre a sementinha da sementinha da sementinha. Porquê? Porque está no espírito da semente. Esse é o espírito de Deus. Essa força que tem dentro da semente, que reproduz, reproduz e reproduz. Como tem no Homem, nos animais, da natureza e tem em tudo. Essa semente, quando ela é plantada, vocês vão colocar debaixo da terra, essa semente tem um primeiro trabalho. E qual é o primeiro trabalho que a semente tem de fazer? Sair da casca! Nenhuma semente cresce se ficar dentro da casca. O primeiro trabalho da semente é sair da casca e algumas têm a casca dura! (Risos) Isso comparado ao Homem, o que é que é a casca? O ego! Para crescermos temos de quebrar o ego. Só que se não quebrarmos o ego de dentro para fora, vem uma “martelada” chamada purificação e quebra o ego de fora para dentro. E quanto mais dura é a casca, mais forte tem de ser a martelada.

Por isso é que tem Deus na sementinha, o mistério da vida, e a Agricultura Natural desperta-nos para a existência da força de Deus, nas plantas e na terra, que utilizando o elemento fogo do Sol e o elemento água da Lua, com a terra da Terra, dá a vida. Sinta que tem um pedaço de Deus na sua mão e agradeça esse Deus vivo naquela semente; Deus está vivo naquela semente, como está vivo dentro de nós, de toda a humanidade e de todas as coisas.

Aí depois, plante no seu vasinho, o Sr. Hernâni vai orientar como plantar. De que forma, a profundidade, etc. E vão levar para casa. Aí observem o que vai acontecer com essa semente, que é uma coisa maravilhosa. De dentro para fora, ela vai furar a sua casca e depois vai perfurar a terra até aparecer na superfície e vai nascer o primeiro rebentinho, depois uma folhinha, duas folhinhas, até aparecerem as folhas grandes e maravilhosas, gostosas, das alfaces.

Então aí já tem um grande Ensinamento de Deus: Para crescermos, temos de sair da casca do ego e buscar a Luz. Porque é que a semente quando quebra a sua casca, ela cresce para cima? Ela busca a luz!

Podem fazer uma experiência: Se vocês meterem uma plantinha dentro duma caixa ela vai ficar no escuro; se fizerem um furo de lado, ela vai crescer procurando esse furo, para buscar luz. Essa é a natureza da nossa alma, buscar Deus. Só que a espessura do nosso ego não permite que saia para procura-Lo.

O estudo dessa plantinha, observá-la dentro de casa, colocando junto à janela, vai-nos dar essa compreensão que, rompendo a casca do nosso ego e procurando a Luz, ela vai crescer, e depois de colocada fora de casa, vai estar ao vento, à chuva e vai ficar forte.

As intempéries da natureza existem para deixar as plantas fortes. Se repararem, as árvores que crescem em lugares ventosos, têm raízes profundas e as plantas que crescem em lugares sem vento, as raízes são superficiais, porque o vento quando sacode as plantas, mexe com o tronco e mexe com a raiz e ao mexer na terra, cria espaço para as raízes aprofundarem.

A pessoa que não é sacudida pela vida também não aprofunda nada, é uma pessoa superficial; não foi abanada pelos ventos da vida. E voltando à questão da educação dos filhos, também os pais que protegem muito os filhos, é como se os criassem dentro de uma estufa. Regulam a temperatura, regulam a humidade, não deixam apanhar chuva, vento, nada. Mas na hora que a tirar da estufa e puser ao ar livre, o que acontece? Murcha e até morre!

Quando vão à florista, compram flores, chegam a casa e as flores murcham rapidamente, porquê? Porque elas estavam numa situação “artificial”. Se tiverem amor pelos vossos filhos, eles podem aguentar uma situação difícil, para se fortalecer. “Ai, coitadinho, vai sofrer!” Graças a Deus! Porque esse sofrimento vai fortalecê-lo. Isso é um erro que esta geração cometeu muito: “Eu não quero que o meu filho passe pelo que eu passei!” Esquecendo que aquilo que passaram é que vos tornou naquilo que são hoje. Não é? (Sim) Porque é que se tornou num Homem valente, capaz, independente, inteligente? Porque teve de lutar contra as adversidades, porque se não tivesse lutado contra as adversidades, seria um tótó, a que qualquer um passaria a perna.

Assim como na vida, na nossa missão também! As pessoas que nós queremos formar religiosamente, para se tornarem grandes instrumentos de Deus para salvarem muitas pessoas, não podemos ficar mimando! Temos que, com amor, mostrar a verdade e deixar enfrentar as dificuldades, para superarem os próprios limites! Vai-se fazendo todo um treino até ver qual o limite! Precisa ter sabedoria para formar.

Tudo o que passamos na vida, as dificuldades, as purificações, etc, é o amor de Deus; por isso é que Meishu-Sama fala que purificação é o amor de Deus, não porque Deus nos quer mal! Porque nos quer bem, possibilita-nos passar por tudo o que passamos e viver tudo o que vivemos.

Então reconhecer e agradecer isso, existe como uma Lei da Natureza e as plantinhas nos mostram isso. A mesma natureza que rege as plantinhas e as sementinhas, rege-nos também, só que nas sementinhas aceitamos muito bem. (Palmas)

Agora, quando chega a nossa hora de quebrar a nossa casca, procurar o Sol, não! Eu não sou plantinha! (Risos)

Desta forma, nestas 3 atividades de hoje, vamo-nos educar a buscar o Paraíso, nestas atividades que geram Luz, seguindo o exemplo da nossa querida Bete, que superou um momento muito difícil; qualquer um colocando-se nesse papel, talvez aqui até alguém viveu situações do género, eu também quando a minha mãe morreu, estava na Itália, vê que são fortalecimentos para a nossa alma.

Meishu-Sama nos ensinou assim: “A Religião deve levar o Homem à despreocupação, que é o estado ideal. Se ele enfrenta um problema, que aprenda a deixá-lo nas mãos de Deus, tão logo sejam aplicados os recursos humanos para a sua solução.”

Quando Ele fala em recursos humanos para a sua solução o que é que a pessoa pensa? Em recursos materiais: Se tem um problema com um vizinho, o recurso humano é um bom advogado; quando tem problema de saúde, o recurso humano é procurar um bom médico. Mas o maior recurso humano para a solução do problema é a transformação do egoísmo em altruísmo, porque no altruísmo vamos receber Luz.

Quando ela veio falar comigo, como eu já tinha passado por aquilo eu perguntei: Mas tu consegues ir lá visitar? Não! Então esquece, dedica para quem está perto, porque se não consegues fazer feliz quem está longe, faz feliz quem está perto. Porque se ficares muito apegada no sofrimento de não conseguir fazer feliz quem está longe, ficas obscurecida por não conseguir fazer feliz quem está longe e depois, não faz feliz nem quem está longe e nem quem está perto.

Quando conseguires fazer feliz quem está perto, entra Luz, porque recebes a gratidão de quem estás a fazer feliz, aí resolveu-se tudo, apareceu a passagem, vocês ouviram a experiência. (Sim!)

Se querem orientar um filho que está a viver uma situação de conflito, mas que não te quer escutar, ajuda o filho dos outros. Se queres ajudar o teu pai que está alcoolizado e não consegues, ajuda o pai dos outros. Se queres ajudar a tua mulher e não consegues, ajuda a mulher dos outros! O mundo está cheio de pessoas que estão a sofrer.

Isso eu aprendi com um Reverendo do Brasil, o Rev. Yamamoto, que foi durante muito tempo o vice-presidente da Igreja do Brasil, talvez alguém aqui conheça. Um dia estava triste, não conseguia encaminhar o meu Pai. Na época era seminarista, e tinham dado como tarefa, para ir para o Japão, que toda a família fosse membro. Então aquilo era um sofrimento, porque eu não conseguia. Um dia ele viu-me e perguntou-me porque é que estás triste? Ah, estou triste porque não consigo salvar o meu pai. Foi aí que ele falou, salva o pai dos outros quando salvares muitos pais dos outros, Deus vai mandar alguém para salvar o teu pai. E foi o que aconteceu! (Palmas)

Vivi muitas experiências nesse sentido, algumas até incríveis. Vou contar uma, pois uma experiência vale mais que mil palavras:

Eu tinha uma assistente de ministro no Brasil, muito dedicada, muito esforçada, tinha dois filhos, uma filha exemplar e um filho problemático, fumava maconha, metia-se onde não devia, só queria surfar, etc. E isso era um grande sofrimento para ela. Um dia veio desabafar comigo: Porquê dedico tanto e não consigo salvar o meu filho? Porque a senhora está muito apegada ao seu filho (o que é natural como mãe…). Esqueça um pouco o seu filho e dedique por outros jovens, pela felicidade deles; dê aos jovens que estão aqui o amor que a senhora gostaria que o seu filho recebesse.

Ela foi obediente e começou a fazer isso. O tempo passou e um dia ele queria fazer uma prancha de surf sob medida e o melhor construtor de pranchas, na época, estava em São Paulo. Ele juntou dinheiro e foi a São Paulo para poder comprar a tal prancha, na loja desse campeão de surf.

O campeão mostrou várias pranchas e vira-se para ele e diz: Esta aqui é a minha preferida! Quando ele olhou a prancha, reparou que esta tinha o Izunome, símbolo da Igreja Messiânica, no topo. Ficou muito admirado e perguntou o que estava aquele símbolo a fazer na prancha, pois era o símbolo da Igreja da mãe dele, ao que o dono da loja respondeu, que ele era messiânico e que tudo o que ele era e o que tinha, a fábrica das pranchas, o sucesso como campeão no surf, o devia a Deus e Meishu-Sama! Imaginem só, a cabeça dele deve ter desmoronado. (Risos) A mãe dele que quando tentava doutriná-lo, ele dizia que ela não entendia nada, que ela era burra em acreditar nessas coisas, etc. O ídolo dele era messiânico e durante todo o tempo que ele esteve em São Paulo, à espera da prancha, começou a ter aulas de preparação e quando chegou a casa estava pronto para receber o Ohikari. A mãe, como devem imaginar, entrou na Igreja, maravilhada, chorando e gritando “Milagre”! E contou a história.

É assim! Porque ela dedicou pela salvação dos jovens da Igreja, Deus salvou o filho dela!

Com este espírito, vamo-nos preparar para o Culto do Paraíso e para a vida, servindo a Deus e Meishu-Sama na salvação de muitas pessoas.

Muito obrigado e desejo um bom mês a todos!

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