Culto Mensal de Agradecimento – Sede Central – Janeiro 2015

PALESTRA DO PRESIDENTE DA IGREJA MESSIÂNICA MUNDIAL DE PORTUGAL

MIN. CARLOS EDUARDO LUCIOW

Bom ano a todos!
(Obrigado e igualmente!)
Os senhores estão a passar bem?
(Graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama!)

Gostaria de saber quem está hoje a visitar-nos pela primeira vez. Podem levantar a mão? Quantos! Sejam bem vindos! É uma honra recebê-los na casa de Meishu-Sama e esperamos que esta seja a primeira de muitas outras visitas. Esperamos recebê-los sempre da melhor forma possível!

Há 80 anos, no dia 1 de Janeiro de 1935, Meishu-Sama instituiu a Igreja Messiânica Mundial. Por que será que Deus ordenou a Meishu-Sama, através de revelação Divina, que Ele instituísse a nossa Religião e com qual objetivo? Deus revelou a Meishu-Sama no Ensinamento: O que é a Igreja Messiânica Mundial, que ela: “Tem por finalidade construir o Paraíso Terrestre, criando e difundindo uma civilização religiosa que se desenvolva lado a lado com o progresso material”.
Anteriormente, Deus já havia mandado à Terra outros religiosos, outros fundadores de religiões, para anunciar a vinda do Paraíso, mas Meishu-Sama foi mandado para construí-lo. Essa é a missão de Meishu-Sama e dos messiânicos.

Quando falamos em “construção do Paraíso”, imaginamos algo muito sereno, muito tranquilo, mas Meishu-Sama nos orienta que: “Seria uma felicidade se o Paraíso Terrestre pudesse ser estabelecido sem que isso afetasse o homem. Antes, porém, é indispensável destruir o velho mundo a que pertencemos. Para a construção do novo edifício, faz-se necessária a demolição do prédio velho e a limpeza do terreno. Deus poupará o que for aproveitável e a seleção será feita por Ele. Eis a razão pela qual é importante que o homem se torne útil para o mundo vindouro.”

Portanto, estamos numa fase crucial que é a fase da destruição da velha cultura e a construção da nova cultura. A seleção será feita por Deus mas qual será o critério?
Fazendo uma auto-análise será que, como somos hoje, podemos ter a certeza de que somos úteis a Deus no novo mundo, na Nova Era? Podemos estar 100% tranquilos que temos o perfil de “homem paradisíaco”?

Vamos estudar quais são as características do homem paradisíaco:

  • Vive de acordo com a Verdade.

  • Pratica o Bem.

  • Expressa o Belo.

  • É verdadeiramente sadio (não só na aparência).

  • Libertou-se da pobreza.

  • Detesta o conflito e vive na paz.

  • É útil para o mundo vindouro.

Será que nós já somos assim? Acho que ainda falta um pouco! (risos)

– Vive de acordo com a Verdade.
O que é que é a Verdade? É o estado natural das coisas, é a Natureza. Vive respeitando as Leis da Natureza. No nosso caso, está perfeitamente transcrita nos Ensinamentos de Meishu-Sama. Quem quer conhecer a Verdade tem que conhece-los e pratica-los.

– Pratica o Bem.
Ele vive para fazer os outros felizes; é altruísta e universalista.

– Expressa o Belo.
Os seus pensamentos, sentimentos, palavras e ações são belos.

– É verdadeiramente sadio (não só na aparência).
Quem não conhece a Verdade contida nos Ensinamentos, quando se diz “sadio”, entende apenas o conceito materialista que é: “quem não tem doenças”. Mas o conceito messiânico de sadio é o de uma pessoa que tem força espiritual para queimar as nuvens espirituais e energia vital para eliminar as toxinas do físico. Essa eliminação das toxinas do físico vai ocorrer através de processos de purificação. Hoje estamos a ouvir aqui muitas tosses, inclusive a minha. Segundo Meishu-Sama, estamos num processo de eliminação das toxinas. Primeiro vem a febre (tive muita febre estes dias). É necessário o aumento da temperatura para dissolver as toxinas que estavam solidificadas. A febre provoca o aumento da temperatura para que as toxinas passem do estado sólido ao estado líquido, uma vez que neste estado a eliminação é mais fácil. A toxina que estava solidificada transforma-se em líquido e se torna catarro, muco, etc. Depois que se dá esse processo de transformação, vem a tosse que é o ato de “bombear” para fora do organismo as toxinas que serão eliminadas. Essa é a verdadeira saúde segundo Meishu-Sama. Isto porque uma pessoa que não tem esses processos naturais de eliminação vai acumulando toxinas ao longo de muitos anos e chega um dia em que, vai ter tanta toxina, que não vai suportar a eliminação. Vai surgir um severo processo de purificação e, às vezes, o corpo sem vitalidade, poderá não resistir. Essa é a chamada doença fatal. Se essa pessoa, ao longo de uma vida, tivesse, pouco a pouco, eliminado as toxinas com processos naturais, ela não chegaria àquele ponto crítico. Precisamos portanto conhecer a Verdade sobre a saúde.

– Libertou-se da pobreza.
No Ensinamento está escrito: “Um homem que se libertou da pobreza”. Alguém pode dizer: “Puxa! Eu estou desempregado, por isso já não vou para o Paraíso”. (risos) Mas esse é o conceito material de riqueza e de pobreza. Qual é o conceito messiânico? Até porque existem vários tipos de pobreza: económica, moral, espiritual, etc. Materialmente falando, a nossa primeira ideia de pobre é aquele que não tem dinheiro e rico é aquele que tem grande fortuna. Mas será que quem tem grande fortuna é verdadeiramente rico? Se ficar cego, existe dinheiro que compre um olho? Não! A saúde não tem preço! Portanto, a verdadeira riqueza é ter aquilo que o dinheiro não compra. Essa é a verdadeira riqueza! Quem tem aquilo que o dinheiro não compra é o ser mais rico que existe! A verdadeira riqueza é ter acumulado no Mundo Espiritual, no chamado “Banco de Deus”, um saldo de atos meritórios, de virtudes. No momento em que tiver alguma necessidade, vai aparecer alguém ou uma situação que vai permitir materializar aquilo que precisa, na hora que precisa, na quantidade que precisa. Não estou a fazer apologia da pobreza porque nela não existe Verdade, muito menos felicidade. Todo o ser humano deve criar o mérito para ter um trabalho digno e os meios de subsistência para, de um modo honrado, poder manter a sua família. O que estou a dizer é uma outra coisa: somente ter dinheiro não quer dizer “riqueza”. A riqueza verdadeira é aquela que acumulamos no Mundo Espiritual, através das nossas boas ações.

– Detesta o conflito e vive na paz.
Onde nasce a paz? Quando é que as relações são pacíficas? Quando existe amor, respeito e altruísmo entre as pessoas. Qual é a origem do conflito? O sentimento egoísta. Não existe o conflito em relações altruístas porque um pensa na felicidade do outro. Quando nasce o conflito? Quando um começa a esperar que o outro faça o que ele quer para ser feliz e vice-versa. Se um país pensa na felicidade do outro, não existe guerra. Há guerra quando existe a luta pela hegemonia, quando um quer prevaricar sobre o outro.

– É útil para o mundo vindouro.
Através do estudo dos Ensinamentos entenderemos com profundidade a razão pela qual Deus ordenou a Meishu-Sama fundar a Igreja Messiânica e também qual é a missão dos messiânicos. Sem esse entendimento, não conseguiremos, verdadeiramente, em nome de Deus, levar a Luz da Salvação para a sociedade em geral.

No ano passado para a nossa Igreja, aqui em Portugal, foi um ano para limpar e preparar o terreno. Na agricultura é assim: limpa-se e prepara-se o terreno, depois vem a sementeira e por último temos a colheita. Este ano, é de sementeira. Mas semear onde? Na sociedade! No mês de Outubro do ano passado, o Diretor do Departamento Internacional, Rev. Marco Resende Miyamichi, orientou-nos aqui claramente sobre a necessidade de levarmos a fé messiânica para a sociedade através das nossas atividades: Johrei, Agricultura Natural (horta caseira), Ikebana (A flor de Meishu-Sama) e Limpeza Espiritual nas praças e nas casas dos membros. É na sociedade que estão as pessoas a sofrer. Orientou-nos a não ficarmos sentados na Igreja à espera que as pessoas venham até nós, mas sim irmos ao encontro delas. Este ano vamos desenvolver essas atividades buscando, através dos membros, contatos com parentes, amigos, etc, em diversas instituições, para propor as nossas atividades nos hospitais, escolas, prisões, quartéis, etc. Já desde o fim do ano passado que falo sobre isso e um membro que têm um parente na direção de um hospital de Lisboa irá, junto com os ministros, solicitar uma autorização oficial para praticarmos Johrei nas enfermarias.
Muitos membros pensam que serão apenas os Ministros que irão fazer isso, mas às vezes eles não conhecem as pessoas que devem procurar para propor essas atividades. Os senhores têm parentes, amigos, conhecidos; alguém que é professor, diretor de uma escola, que é médico ou diretor de algum hospital, comandante de algum quartel ou administrador de alguma prisão. Contatando essas pessoas, levando o nosso ideal e dando a conhecer a nobreza dos Ensinamentos de Meishu-Sama, vamos poder levar as nossas atividades até elas e, dessa forma, efetivamente cumprir a nossa missão de salvar um maior número de pessoas. Não podemos mais ficar sentados dentro da Igreja à espera que as pessoas venham bater na nossa porta pedindo salvação, até mesmo porque muitos nem sabem que nós existimos. Mas se começarmos a levar o Johrei para os hospitais, para quem realmente precisa; quando eles próprios e os seus familiares começarem a assistir os milagres do Johrei (que irão acontecer, com certeza!), eles vão começar a querer conhecer quem é esse Meishu-Sama que “salvou o meu pai”, que “salvou a minha mãe”, que “salvou o meu filho”. Quando nós começarmos a levar a Ikebana Sanguetsu (composições florais) e a fazer vivências nas escolas e os alunos chegarem a casa com aqueles belos arranjos, as mães vão interessar-se: “Quem é esse Meishu-Sama que está a ensinar coisas tão lindas ao meu filho?”. Em muitos países são realizadas atividades messiânicas dentro de presídios com belíssimos resultados, frutos dos maravilhosos milagres que acontecem. A Agricultura Natural pode ser feita numa escola que tenha um terreno dentro das próprias instalações envolvendo assim pais, alunos e professores no cultivo da horta caseira. Mas para que isso aconteça nós vamos precisar sair e levar Meishu-Sama à sociedade, tornando-nos úteis.

Meishu-Sama diz claramente neste Ensinamento que: Só será salvo aquele que se tornar útil para o mundo vindouro. Sair para a sociedade é ser útil! Ficando com os braços cruzados, pensando só em resolver os nossos próprios problemas, não estamos a ser úteis para o Plano de Deus. Quando nós nos tornarmos úteis, será do interesse de Deus resolver os nossos problemas, proporcionando a cada um de nós verdadeira saúde, prosperidade e paz.

Agradeço muito à senhora Elisabete Ferraresi pelo relato de sua experiência de fé. Acho muito importante o esforço que ela fez para conseguir parar de fumar, porque se deu conta que o tabaco incomodava outras pessoas. O princípio que a moveu a querer parar de fumar é o mais nobre, que é aquele de não querer criar danos, perturbar ou prejudicar outras pessoas. Não quis parar de fumar por ela, porque o tabaco lhe estava a fazer mal, quis parar de fumar porque se deu conta que o tabaco (ou do cheiro do tabaco) perturbava outras pessoas. Ela buscou qualificar-se como uma pessoa que perturba menos os outros. Por isso mereceu o maravilhoso processo de purificação.

A sua experiência será distribuída, leiam, estudem; mas eu gostaria de aprofundar esse conceito. Do mesmo jeito que ela quis parar de fumar para não perturbar os outros (porque reconheceu que o tabaco era um defeito seu), será que não existem defeitos nossos que estão igualmente a prejudicar os outros e não estamos dando importância? Existem pessoas que têm o vício de nunca respeitar os horários e assim atrapalham os outros; que prometem coisas e não cumprem; pessoas preguiçosas que gostam de ficar o dia inteiro sem fazer nada; que contraem dívidas e não pagam; que têm o vício de não fazer as coisas com zelo, fazem as coisas de qualquer maneira, usam as coisas e depois deixam tudo sujo para os outros limparem. Não respeitam o ambiente comum da família, da casa e do trabalho. São vários tipos de vícios. Cada um conhece os seus e se não conhecerem basta perguntar ao marido, à esposa e vem uma lista grande! (risos)

Devemos ter o objetivo que a senhora Elisabete teve. Não vamos conseguir mudar todos os vícios de uma vez! Façam como ela fez; peguem num vício, numa mania, num mau hábito e façam a Prática do Sonen como ela, reconhecendo que haviam vários antepassados com aquela característica: “eu e os meus antepassados fumadores”. Muitos partiram com o vício do tabaco, da bebida, do jogo, etc, que se manifestam nos descendentes. E o descendente não sabe porque sente aquela vontade ou tem aquela tendência, teimosia, raiva, ira, etc. Todos conhecem os seus próprios “vícios” e por isso vamos estabelecer, já que está a começar o ano, de querer eliminar um defeito nosso. “Um só?” Se conseguir já é um milagre! “Um só”, não! Um já é muito!”. Porque se conseguir um por ano, depois de 10 anos eliminou 10 defeitos, já se tornou “meio santo”! (risos) Em 20 anos vai eliminar 20! É uma coisa maravilhosa!!! O problema é que vamos vivendo e empurrando os defeitos para o ano seguinte e vivendo da mesma forma egoista e acomodada. Queremos que a vida melhore, mas para isso temos que melhorar a nós próprios. Por isso que é importante, neste início de ano, criar estes objetivos concretos e praticar: “eu vou contatar aquela pessoa”, “conheço a professora da escola da minha filha, vou contatá-la para levar lá os dedicantes da Ikebana da Igreja para fazer composições florais com as crianças”. Não fiquem só no objetivo. Corram atrás! “Conheço tal polícia. Vou lá na cadeia perguntar se podemos ir lá” Levar para a sociedade! Propor as nossas atividades, sem medo! E quando conseguirem esses contactos, falem para os ministros. “Ministro, falei com a professora, venha lá comigo”. O Ministro vai, vocês apresentam-no, expliquem, levem material didático, marquem atividades e através disso iremos saindo para a sociedade. Esse é o nosso maior objetivo para este ano: levar a Luz da Salvação de Deus e Meishu-Sama para a sociedade.

Para complementar, recebemos do Solo Sagrado do Japão, a autorização para outorgarmos, na casa de todos os membros ativos, a imagem consagrada de Meishu-Sama (foto de Meishu-Sama a sorrir). Por que senão, quem vem à igreja uma ou duas vezes por semana, acaba por só rezar uma ou duas vezes por semana. Tendo a imagem consagrada em casa pode rezar tantas vezes quantas desejar, todos os dias. Pode fazer como um pequeno altar na sua casa. Vamos começar nas casas dos Auxiliares de Família e depois nas casas de todos os membros ativos. Os membros que desejarem receber a Imagem da Luz Divina (o Altar propriamente) e o Altar dos Antepassados (Mitamaya), já podem receber diretamente mas, aqueles que ainda por qualquer motivo não podem, recebam o mais cedo possivel a Imagem consagrada de Meishu-Sama, para começar o ano com a prática de fé e a Luz de Deus e Meishu-Sama, dentro do seu lar.

Agradeço a todos os senhores pela vossa presença e vos desejo um bom ano de prática dos Ensinamentos de Meishu-Sama.

Muito obrigado!

Comentário (1)

  1. Responder
    jorge azevedo

    Muito bom, mas o do mes de fevereiro?
    Acho que ficamos todos mais ric s se todos pudermos fazer comentários – muito bom!