Culto Mensal de Agradecimento – Março 2017

PALESTRA DO PRESIDENTE DA IGREJA MESSIÂNICA MUNDIAL DE PORTUGAL

REV. CARLOS EDUARDO LUCIOW – MARÇO 2017

Palestra do Presidente da Igreja Messiânica Mundial de Portugal - Reverendo Carlos Eduardo Luciow

Bom dia a todos!

Os senhores estão a passar bem?
(Graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama!)

Graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama!

Quero iniciar as minhas palavras, agradecendo a todos os senhores, pela vossa sincera dedicação, que nos permite expandir a Obra de Salvação de Deus e Meishu-Sama aqui em Portugal! Muito obrigado! (Palmas)

Gostaria de saber quem está a vir hoje pela primeira vez, pode levantar a mão? Puxa! Tanta gente! Sejam bem-vindos à casa de Deus e Meishu-Sama e esperamos que essa seja a primeira de muitas outras visitas! Sintam-se em casa! (Palmas)

Estamos também a receber membros das seguintes Unidades Religiosas: Amadora e Sintra, Margem Sul, Lisboa, Coimbra, Aveiro, Vila Real, Porto e Gaia, naturalmente, e também do Brasil! Sejam todos muito bem-vindos! (Palmas)

Gostaria de dizer, com muita satisfação, que a nossa Caravana para Angola está andando muito bem e já são quinze as pessoas que compraram a passagem! Aqui de Portugal sete, três da Itália, dois de Espanha, dois do Reino Unido e eu como responsável. Quem deseja ir não perca essa oportunidade de conhecer a maravilhosa difusão dos nossos irmãos angolanos! Muitas vezes, tivemos o privilégio de contatar com eles no Solo Sagrado do Brasil ou do Japão e nesses encontros, podemos perceber claramente, como eles conseguem transformar com sua alegria, a atmosfera espiritual onde quer se encontram. Quem teve essa permissão de estar com eles é contagiante, não é? (Sim) Imaginem participar de um Culto com 15, 20 mil pessoas… eu já tive esse privilégio e posso garantir a todos que é algo inesquecível!

Posso também garantir para os senhores uma coisa. Quem ainda estiver em dúvida, se vale a pena ou não, compre o seu bilhete, vá peregrinar e se não gostar, na volta, eu reembolso a despesa do meu bolso! (Risos) (Palmas) Tenho tanta certeza que vão gostar que eu assumo esse compromisso pessoal com todos os senhores! Quem voltar e disser: “Não gostei, foi uma caravana ruim!” Eu reembolso a passagem e a despesa terrestre! É um grande negócio, só não pode mentir na volta! (Risos) Tenho certeza que vão adorar, é algo maravilhoso que nos entra mesmo na alma!

Quem daqui já comprou o bilhete pode levantar a mão, por favor? Três pessoas, parabéns! Não vão aproveitar o “satisfeto ou reembolsado?” (Risos) Têm que aproveitar essa grande oportunidade! Parabéns a quem decidiu ir, procurem por favor os seus Ministros e comprem o mais cedo possível, reservando o seu lugar. Tenho a certeza que, quem não for, vai ouvir os testemunhos de quem foi e vai ficar arrependido… (Palmas)

E muita gente também pensa assim: “Eu não vou porque não tenho dinheiro…” Mas se criar objetivo e pedir permissão a Deus e a Meishu-Sama, os meios materiais vão chegar, tenho certeza disso! Porque não é uma viagem de turismo, é uma viagem espiritual, feita juntamente com os nossos Antepassados e quando temos a permissão de Deus, Meishu-Sama e dos Antepassados, os meios materiais, automaticamente chegam até nós, com a permissão Deles.

Entre o final do mês passado e o início desse mês, estive viajando pelas Unidades Religiosas de Lisboa, Oeiras-Cascais, Santarém, Margem Sul, Amadora e Sintra. Foram dias maravilhosos, em que tive a oportunidade de encontrar muitos membros, participei de três Cultos Mensais pela Salvação dos Antepassados, com a presença de mais de 150 pessoas, participei também de reunião com Professoras de Ikebana, reunião com jovens, de dois Dai Johrei Kai e fiz visitas a muitos lares de membros, onde tive ocasião de transmitir Johrei a 76 pessoas.

Foi realmente muito bom e pude ouvir várias experiências, encontrar com as realidades locais, que me deram uma noção de como está o “campo da difusão”. Porque se ficamos fechados dentro da Igreja, perdemos o contato com o campo de ação, desconhecemos a realidade individual e dos grupos. Pude assim ouvir as dificuldades, as alegrias, as tristezas, as graças recebidas e conhecer a situação de cada um; até mesmo para depois nas minhas Orações e Prática do Sonen, poder rezar e entregar a Deus e Meishu-Sama.

Quero agradecer todo o amor e o carinho com que eu fui recebido nesses locais, nessas unidades e nessas casas, por todos os membros e frequentadores, muito obrigado! (Palmas)

Como aprendemos com Meishu-Sama no mês passado, iniciou o período de purificação (Rishun) e acredito que todos os senhores sabem, fomos apanhados de surpresa por muitas notícias de purificações, seja a nível internacional, institucional e também pessoal. Algumas dessas notícias, inclusive, nos deixaram muito surpresos e chocados, porque não esperávamos, mas entendendo que a purificação é o amor de Deus, vamos aproveitar para, como foi dito no Culto passado, nos purificarmos através da Prática da Fé o máximo possível, sem ter necessidade de sofrer. Quando chegar o sofrimento, mesmo que não desejado, que ao menos possamos sentir gratidão, por mais difícil que possa ser, especialmente, quando é um sofrimento muito severo, acompanhado de dor e de perda, mas é a gratidão que nos liga a Deus.

Vamos também, sem julgar as pessoas que estejam a purificar, agradece-las por estarem purificando por nós como nos ensina Kyoshu-Sama, que quem purifica, não purifica só por si, mas também por toda a humanidade. Com muito amor e gratidão, vamos rezar por eles e suas famílias, que estão enfrentado esses momentos difíceis.

Gostaria de agradecer à Cátia Sumalgy, pela sua maravilhosa Experiência de Fé! Uma jovem de apenas 22 anos, que está tendo a permissão de ter experiências maravilhosas, que servem de exemplo para todos nós. Ela estava com dificuldade económica, esperando que o pai e a mãe ajudassem, mas Deus no seu infinito amor, querendo que ela crescesse, não permitiu que os pais dessem dinheiro para ela. Não foram os pais que não quiseram dar! Deus é que disse para ela que estava na hora de crescer, amadurecer na sua própria fé!

Enquanto a criança é pequena, ela precisa receber alimento, proteção, carinho, escola, roupa, mas quando a criança cresce e se torna um adulto sadio, precisa aprender a enfrentar a vida para crescer de forma madura, porque senão fica fraco. Dar dinheiro é carinho, deixar enfrentar a dificuldade económica é amor. E muitos pais confundem amor com carinho e criam filhos fracos e inseguros. No dia em que esses pais morrerem, esses filhos não vão saber enfrentar a vida. Deixando enfrentar como ela teve que enfrentar, conseguiu crescer e amadurecer, coisa que não teria acontecido se os pais tivessem dado o dinheiro. Mesmo porque se dá um “x”, daqui a pouco ela quer “2 x” e quando ganhar “2 x” quer “3 x” e vai chegar uma hora que não vai ter o que chegue; conheço muitos casos assim. Até o dia em que esse jovem, vai encontrar um limite e vai perder a vontade de viver ou vai pensar em tirar a vida dos pais, para ficar com a herança. Tem casos extremos que chegam a este ponto, não tem? (Sim) Infelizmente!

Graças ao grande amor de Deus ela encontrou essa dificuldade e foi conversar com o Ministro e ele falou: “O teu Sonen está errado, tu estás a administrar o dinheiro como teu, mas ele não é teu, pertence a Deus! Não estás a colocar Deus em primeiro lugar!”

Nós pensamos que quando abrimos a carteira: “Esse dinheiro é meu!” A gente abre o armário: “Vou vestir essa roupa, porque essa roupa é minha!” A gente entra no carro: “Vou conduzir esse carro porque é meu, está no meu nome, fui eu que comprei!” Vim nessa Igreja: “Essa Igreja é minha!” Acreditamos que tudo o que pensamos seja nosso: o tempo, o emprego, a mulher, os filhos… até quando não perdemos e descobrimos que nada é nosso! Tudo nos é emprestado por Deus para cumprir aquela missão.

Quando se coloca Deus em primeiro lugar, todo o resto passa a se encaixar. Podemos comparar com os botões da camisa: quando apertamos o primeiro botão com a primeira casa, o segundo botão vai para o lugar certo, o terceiro vai para o lugar certo e a camisa fica toda abotoada certinha. Se colocarmos o primeiro o botão na segunda casa, o que é que vai acontecer? Lá em baixo vai sobrar um pedaço de camisa, não é? (Sim) Se colocarmos o primeiro botão na terceira casa, como é que vai ficar? Vai faltar um pedação aqui em cima e a camisa fica toda torta! (Risos)

Isso é o que acontece na vida das pessoas… “Ah! Não sei porquê na minha vida dá tudo errado! Nada dá certo! Nada combina!” Porque sua vida está fora da ordem. Deus não está em primeiro lugar e por isso, tudo o resto não vai dar certo, não vai encaixar e não entende o porquê.

Na hora em que ela começou a colocar Deus em primeiro lugar, entendendo que o dinheiro é de Deus, o tempo é de Deus, a casa é de Deus, tudo pertence a Deus, ela teve a permissão de receber o Ministro na sua casa, para fazer a visita: “Encontrar – escutar – ministrar Johrei”. É uma visita que muita gente não está querendo receber. Dizem: “Não, não posso receber o senhor na minha casa porque é pequena, é feia e está suja.” Começa a criar desculpas, para não receber a visita do Ministro. Eu sei que não é ninguém daqui, aqui todos querem… (Risos)

Na verdade, quem fecha a casa, está fechando o próprio espírito; na nossa casa está impregnado o nosso espírito. Quem acha que a casa é pequena é porque está com o espírito pequeno, quem acha que a casa está suja é porque acha que o espírito está sujo. Quem esconde a própria casa, está escondendo o próprio espírito, os próprios defeitos. Quando o nosso espiríto está bonito, limpo e aberto, mesmo que a casa seja pequenininha, humilde, quem vem visitar, se sente bem, à vontade e até quer voltar! Uma casa pode ser luxuosa, cheia de obras de arte, de tapeçarias, de quadros caros, mas se o espírito do dono da casa é frio, quem entra alí não se sente bem. A casa transmite o espírito de quem vive.

Entretanto, ela recebeu o Ministro e ao abrir a casa, abriu o espírito e confessou o seu sentimento negativo para com os pais, que estava revoltada, porque eles não lhe davam dinheiro. Quando nós temos sentimentos negativos para com os nossos pais, estejam eles vivos ou mortos, esse sentimento faz mal principalmente para nós! É como se o galho tivesse sentimento negativo pelo tronco, mas é do tronco que vem a seiva da raiz que chega até ao galho. Ou seja, é como se o galho rejeitasse o tronco e aí o galho seca. A primeira coisa que temos de fazer para sermos felizes é limparmos o nosso espírito em relação aos nossos pais, avós e antepassados, porque é através deles que recebemos a Luz e a força proveniente de Deus.

Infelizmente, neste mundo, muitas pessoas têm mágoas, ressentimentos dos seus pais, muitas vezes por causa de problemas de herança: “Minha mãe, meu pai, deu mais para o meu irmão, do que para mim na divisão dos bens…” Essas mágoas precisam ser purificadas! Como? Entregando-as, com sinceridade, a Deus! Quando nós entregamos a Deus as nossas mágoas, o nosso espírito se purifica. Mas porque é que a pessoa não consegue entregar as mágoas? Porque ela tem apego àquela mágoa, conserva-a alí guardadinha, fechadinha dentro de uma caixinha… (Risos) Não consegue se libertar e aquela mágoa vai-se refletir negativamente na sua vida.

Quando ela conseguiu entregar aquela mágoa e teve a coragem de começar a fazer a difusão de porta a porta, entregando Flores de Luz, a sua vida começou a mudar! A sua primeira tentação foi: “Vou colocaras as Flores de Luz num cestinho com um cartaz, ‘Quem quiser pegue’… (Risos) Éh! Nosso ego é terrível! Acham que ego é brincadeira? (Não) O ego é das coisas mais assustadoras que existem!

Mas ela falou com a professora de Ikebana que lhe disse: “Não, não! Desafia o teu limite!” Aí ela começou, com coragem, a oferecer para os vizinhos e a ministrar Johrei também. Mudou inclusive o sentimento de um vizinho que era chato, muito intransigente, que nem gostava. E no momento que ela se esforçou e começou a se dedicar para fazer outras pessoas felizes, os seus problemas materiais de falta de dinheiro, de mobília de casa, se resolveram. A vizinha mudou de casa e deu a mobília para ela, a amiga da mãe ofereceu dinheiro para ela não precisar trabalhar… Um grande milagre! (Palmas) Quando nós mudamos o nosso espírito, muda a matéria! Mas a gente quer mudar a matéria continuando com o mesmo espírito. Esse é que é o problema e por isso não melhora.

Meishu-Sama, no Ensinamento de hoje diz algo maravilhoso: “A fé só tem realmente valor quando somos felizes. Se a praticamos, mas não alcançamos a felicidade, é porque o motivo, infalivelmente, encontra-se no nosso próprio espírito.”

Agora vou fazer uma pergunta de um “milhão de euros”: “O que é o espírito?” Quem sabe-me explicar o que é o espírito? Será aquilo que a gente pensa? Não… Isso é o raciocínio, é a mente… É aquilo que a gente sente? Não… Isso é o sentimento…Quando se fala no espírito dos mortos, a gente lembra daquele fantasma dos filmes de assombração… (Risos)

Para entender o que é o espírito, há um exemplo muito válido: Imagina uma fruta; qualquer fruta tem do lado de fora a casca, dentro a polpa e no núcleo o caroço. A casca é o pensamento, a polpa é o sentimento e o caroço é o espírito. O problema é que a gente fica praticando a fé com a “casca” e com a “polpa”, mas não chega ao “caroço”. A gente quer mudar a “casca”, o nosso modo de pensar; quer mudar a “polpa”, que é o sentimento; mas não quer mudar o “caroço” que é o espírito.

Devemos receber Johrei no espírito, mas recebemos Johrei com a mente e com o sentimento, não com o espírito; buscar o que é o espírito, porque se o espírito estiver forte, o pensamento e o sentimento serão fortes; se o espírito estiver fraco, o pensamento e o sentimento serão fracos; se o espírito está elevado, o pensamento e o sentimento serão elevados. Mas a gente quer mudar ao contrário, atráves do pensamento e do sentimento, queremos mudar o espírito; mas é pelo espírito que se muda o sentimento e o pensamento, é justamenteo contrário!

Nós, na verdade, porque não o vemos e não o sentimos, não acreditamos na existência do espírito… Acreditamos na existência do pensamento, porque pensamos; acreditamos na existência do sentimento, porque sentimos. Mas o espírito só ouvimos falar que existe!

Kyoshu-Sama nos ensinou uma coisa maravilhosa; que temos dentro de nós, da nossa alma, do nosso espírito, um Paraíso; mas a grande maioria das pessoas que a gente conversa, não acredita nisso, que tem um Paraíso dentro. Porque é que não acredita nisso? Porque têm o pensamento conturbado ou disturbado; um sentimento sofredor, com mágoa, com ressentimento; não acredita na existência do Paraíso dentro dele, porque os seus pensamentos e os seus sentimentos não são paradisíacos, não chegam ao espírito; esse paraíso interior não está no centro do pensamento, nem no centro do sentimento, está no centro do espírito.

Nós relacionámo-nos com os nossos pensamentos e com os nossos sentimentos, mas não nos relacionamos com o nosso espírito. Nós relacionámo-nos com a mente dos outros e com os sentimentos dos outros, mas não com o espírito dos outros e é por isso que não vemos o Paraíso dentro das outras pessoas.

“Está nervoso, está irritado, está num inferno…” Você mesmo Cátia, quando estava deprimida, angustiada, cheia de dívidas na faculdade, etc. Como é que você se sentia naquele período em que precisava de dinheiro e não tinha? Sentia o inferno, certo? (Sim) Mas era o inferno do espírito? Não! Era o inferno da sua mente perturbada com o pensamento: “Como é que vou pagar as dívidas?”

Quando entregou as suas mágoas e começou a fazer os outros felizes, mudou o espírito, chegou no “caroço”, no núcleo… Aí, misteriosamente, o irmão se ofereceu para pagar… a vizinha deu as mobílias, a amiga da mãe deu o dinheiro, etc. Isso não é um milagre? (Sim) Mas um milagre de quê? Da sua mudança!

Nós queremos praticar a fé para que os nossos problemas se resolvam, sem que nós tenhamos que mudar o nosso espírito; aí a pessoa diz: “Eu não sei porquê, dedico tanto, faço tanto, faço donativo, etc e os meus problemas não se resolvem…” Porque o objectivo da fé, não é para resolver problemas; o objectivo da fé é praticar a fé para purificar e elevar o espírito; a solução do problema vai ser uma consequência natural disso.

Parece simples, mas o nosso ego leva-nos para essa armadilha de querer resolver os problemas, sem mudar o espírito; parece a mesma coisa mas, na prática, é completamente diferente. Ela tinha até aumentado o donativo de 15 para 30% e não resolveu o problema… Porque, aumentar donativo, não é para resolver problema económico; aumentar donativo é para restituir a Deus o que Ele nos dá… Donativo não é dar dinheiro para Deus, é devolver o que Ele nos dá, para Ele utilizar para salvar o mundo!

Quem acha que faz donativo para ajudar a Igreja, está ofendendo Deus, como se Deus precisasse da ajuda dele, como se Deus fosse um mendigo, um sem abrigo que vou dar para ajudá-lo; não dêem dinheiro para ajudar Deus, porque Deus não está com um chapeuzinho esticado para pedir esmola…

Dos 100% que Ele me dá, vou retirar 10, 20, 30% e vou devolver para Ele, dos 100% que Ele me dá.

O dia tem 24 horas, então Deus dá-me 24 horas, dessas 24 horas eu vou devolver a Deus 2, 3 horas que Ele me dá, dedicando, para fazer as outras pessoas felizes; vou devolver porque Ele me dá.

Porque 100% é d’Ele, mas como eu não consigo devolver a Ele os 100%, porque eu vou precisar de alguma coisa para viver, então eu restituo a Ele o máximo que eu puder para Ele construir o Paraíso na Terra.

Deus me dá 100% da minha casa, toda ela é de Deus! Então, um dia ou dois por semana, vou abrir a casa que é de Deus, que Ele está-me emprestando para eu viver dentro dela, abrirei algumas horas por semana para fazer um Núcleo de Johrei, para receber as pessoas que Ele vai mandar, para que elas sejam felizes!

Tudo é de Deus! Nada nos pertence! “Vou receber um Johrei com fulana”? Não! “Vou receber um Johrei com Deus, que vai utilizar fulana para me transmitir aquele Johrei”; se dissermos: “Vou receber um Johrei dela, então vamos receber a energia dela; mas eu vou receber um Johrei de Deus, então vou receber a Luz de Deus; não é a luz dela, mas sim a Luz de Deus! “Fulano, vem cá que eu vou-te dar Johrei”; eu não te vou dar nada, não é meu, “Eu vou-te transmitir a Luz de Deus”.

São aparentemente pequenos pontos, mas de profunda importância, que ao longo do tempo a gente veio se distanciando e depois, no final, não se consegue sentir o Paraíso no nosso espírito, porque nem pensa no espírito… Às vezes nem acredita que ele existe; sabe que existe a mente, sabe que existe o sentimento, mas não sabe que existe o espírito porque não o vê e não o sente.

Um dia perguntei para um Reverendo: “O que é a alma, pode-me explicar, por favor?” Ele respondeu assim: “Tudo aquilo que souberes como explicar, não é a alma! Porque tudo aquilo que tem uma explicação é sentimental ou racional e existe na consciência humana”. O espírito não é consciência humana e nós estamos presos nessa consciência humana.

O nosso líder espiritual Kyoshu-Sama está sempre, de uma forma maravilhosa, nos levando a essa profunda reflexão; portanto, vamos estudar e aprofundar muito as suas Orientações.

Vamos abrir o nosso espírito, onde está o Paraíso, a Luz, onde está Meishu-Sama! Kyoshu-Sama diz que já está lá dentro, uma Luz infinita, mas como esta está soterrada pelo ego, pelos pensamentos e pelos sentimentos, nós vemos dentro de nós só trevas, ou alguém vê Luz dentro de si? (Não) Vê escuro, vê dúvida, vê sentimento negativo, mágoa, raiva, inveja; e isso pertence a quê? Ao mundo do pensamento, ao mundo do sentimento e não ao mundo do espírito que foi criado por Deus no Paraíso.

Assim, quando recebemos Johrei, vamos receber Luz, mas como Kyoshu-Sama está orientando, essa Luz já está lá dentro; o acto de receber a Luz é só para reconhecer que a Luz que já está lá dentro de nós; quando vamos rezar na frente do Altar, já tem o Altar lá dentro de nós; vamos no Solo Sagrado, para encontrar o Solo Sagrado que já tem dentro de nós; vamos fazer a flor, a Ikebana, para encontrar a beleza que já tem dentro de nós… Porque se fazemos tudo isso fora, Johrei fora, oração fora, Igreja fora, Solo Sagrado fora, Ikebana fora e o espírito está nas trevas, não encontraremos a felicidade. No momento em que entra no espírito, abre o espírito e encontraremos finalmente o Paraíso!

Todas as dedicações, são ferramentas para abrir o espírito e encontrar o Paraíso; não são o objectivo, são meios para chegar ao Paraíso; nós praticamos Johrei como se fosse um fim, dedicamos como se fosse um fim, vamos ao Solo Sagrado como se fosse um fim, mas não são, são meios de encontrar o Paraíso dentro de nós; porque se não estivermos fazendo tudo isso, com este objetivo, vamos ficar cansados de fazer e não vamos encontrar nem Luz nem Paraíso, vamos encontrar só infelicidade, dúvidas, inseguranças, mágoas e ressentimentos amargurando e entristecendo a nossa existência.

Quando muda, tudo muda, de um momento para o outro. Tudo aquilo que não tinha solução, aparece a solução; o problema era permitido por Deus, para que tu chegasse ao teu espírito e não à tua mente, ao teu sentimento… Religião não é intelecto, não é filosofia, é espírito, é alma!

Os grandes religiosos, a começar por Meishu-Sama, e alguns grandes Reverendos e Reverendíssimos da nossa Igreja, tinham grande força espiritual; não era grande força intelectual, nem grande força sentimental; acabavam por ter também, mas como consequência natural da força espiritual. Quem encontrava com eles, não ficava indiferente à força espiritual que tinham, que provinha do espírito e não do intelecto. É essa força que nós precisamos buscar! Mesmo tentando encaminhar outras pessoas, se não tivermos esta força espiritual, elas não se sentirão tocadas e atraidas por nós.

O vizinho da Cátia disse assim para ela: “Porque é que ninguém me escuta como a menina me escuta?” Porque será que ele sentiu a diferença dela em relação aos outros vizinhos? Porque ela estava a escutá-lo com o ouvido de Meishu-Sama!

Quando nós começarmos a praticar o Meishu-Sama vivo na nossa vida, tudo vai começar automaticamente a mudar; essa é que é a prática espiritual! Não mental e muito menos sentimental. O espírito precede a matéria, não a mente nem o sentimento.

Portanto, este período do Rishun, que é um período de grande purificação, é também a purificação e elevação do nosso entendimento, da prática da fé.

Da mesma forma que não são mais toleráveis neste período determinadas quantidades de máculas, também não serão mais toleradas certas ignorâncias ou incompreensões; é exigido um nível superior da prática da fé.

Até hoje dedicando intelectualmente ou sentimentalmente, talvez andava bem. A partir de agora, cada vez mais, tem que ser espiritualmente, com o espírito, com a alma.

Vamos juntos aprofundar, a partir desta semana, nas nossas unidades religiosas, com os nossos Ministros, essa prática e tornarmo-nos pessoas capazes de verdadeiramente praticar, na sua essência, o que Meishu-Sama nos ensinou.

Muito obrigado e um bom mês para todos!

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