Culto Mensal de Agradecimento – Janeiro 2017

PALESTRA DO PRESIDENTE DA IGREJA MESSIÂNICA MUNDIAL DE PORTUGAL

REV. CARLOS EDUARDO LUCIOW – JANEIRO 2017

Bom dia a todos!

Os senhores estão a passar bem?
(Graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama!)

Graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama!

Como sempre, quero iniciar as minhas palavras, agradecendo a todos os senhores, pela vossa sincera dedicação, que nos permite expandir a Obra de Salvação de Deus e Meishu-Sama aqui em Portugal! Muito obrigado! (Palmas)

Gostaria de saber quem está a vir hoje pela primeira vez, pode levantar a mão? Sejam bem-vindos à casa de Meishu-Sama! Que essa seja a primeira de muitas outras visitas! (Palmas)

E para quem eu não vi ainda, quero desejar um bom ano! Como é que foram as festas? Foram boas? Comeram muito? (Risos) Depois das festas a gente briga com a balança, não é? (Sim) Ninguém quer conversa com ela! (Risos)

Estamos também a receber membros de outras unidades religiosas, como Lisboa, Amadora, Margem Sul, Aveiro, Coimbra, Vila Real, Amarante, Lixa e também Porto e Gaia. E do exterior temos de Cabo Verde e Brasil. Sejam todos muito bem-vindos! (Palmas)

Gostaria de dar um aviso importante. Está confirmada a nossa caravana para África com partida no dia 30 de junho para assistirmos ao Culto Mensal no dia 2 de julho, na Sede Central em Luanda, com a presença do Presidente Mundial Rev. Massayoshi Kobayashi! (Palmas) Vai ser um Culto bem internacional, pois estarão caravanistas de outros lugares do mundo e será uma oportunidade única, para conhecermos a difusão nesse país tão amigo, tão irmão, onde iremos também visitar o futuro Solo Sagrado de Cacuaco.

Depois vamos de Angola para África do Sul, conhecer a difusão em Joanesburgo. E por último, de Joanesburgo vamos para Maputo, conhecer a difusão de Moçambique. Será uma viagem que vai marcar três países importantes. De Moçambique, retornaremos para Portugal no dia 10 de julho.

Então, quem tiver que marcar desde já as suas férias, já sabe que mais ou menos, do dia 30 de junho ao dia 10 de julho, vai ser o período da viagem, um dia a mais, um dia a menos. Os custos ainda não estão definidos; estamos ainda estudando as melhores possibilidades, fazendo várias pesquisas de companhias, de hotéis, mas o período é esse e assim que tivermos os custos finais, serão divulgados.

Ouvimos, ainda há pouco, as maravilhosas saudações de Ano Novo do nosso querido Líder Espiritual Kyoshu-Sama e do nosso Presidente Mundial Rev. Kobayashi, saudações essas que serão publicadas no nosso Boletim de janeiro, que eu espero, que os senhores possam ler, estudar e praticar por favor, porque será a nossa Diretriz do Ano!

Parece ontem, que estávamos aqui reunidos para o Culto de Natalício de Meishu-Sama, fazendo os desejos de boas festas e já estamos no dia 8 de janeiro. Assustador a velocidade com que o tempo passa. Bater de olhos e passaram-se já oito dias desse ano e nos sobram só 357 dias para a frente, até ao final do ano. Cada dia que passa é um a menos. Então, temos que estudar profundamente como vamos aproveitar ao máximo, essas 357 oportunidades, que Deus, está nos dando ao longo do ano.

Este ano, é um ano muito importante para a difusão do nosso país, porque vamos comemorar os quarenta anos de difusão Messiânica em Portugal. Quarenta anos na idade de uma pessoa, é uma data importante porque a pessoa se torna adulta. Tem um ditado que diz que a vida começa aos quarenta anos, não é assim? (Risos) Com quarenta anos a pessoa está madura, está adulta, já fez as bobagens da juventude, já bateu um pouco a cabeça… tem gente que com setenta ainda não aprendeu! (Risos) Mas, normalmente, com quarenta já está mais sereno, mais tranquilo, mais maduro e com outra conceção para poder enfrentar a vida.

Neste ano, para comemorar os quarenta anos de difusão em Portugal, vamos ter a presença do nosso Presidente Mundial Rev. Kobayashi, exatamente 10 anos depois da última visita de um Presidente Mundial a Portugal, que foi o nosso saudoso Revmo. Tetsuo Watanabe em 2007.

Então, 10 anos depois, parece que se concluiu um ciclo, “coincidentemente”, porque no Mundo Espiritual não tem coincidência nenhuma, e assim, estamos recebendo essa visita tão importante, que na verdade é a visita de Meishu-Sama a Portugal na pessoa do Presidente Mundial! (Palmas)

Como vamos nos preparar para receber Meishu-Sama em novembro deste ano? Acho que a melhor preparação que podemos fazer, é seguir a orientação de Kyoshu-Sama, que ele deu em junho de 2015, para os novos chefes de Igreja no Japão. Naquela ocasião ele disse assim:

“Quando pensamos na palavra ‘Igreja’, normalmente imaginamos uma construção imponente, talvez com uma bela ornamentação e pinturas. Contudo, para Deus, cada um de nós é uma ‘Igreja’. Nossa tarefa na Terra é acolher toda a humanidade e entregá-la nas mãos de Deus. Do ponto de vista de Deus, esse é o trabalho de uma Igreja. Deus construiu uma Igreja dentro de cada um de nós, na esperança de que ela venha a acolher toda a humanidade e trazer a salvação a ela. O chefe de nossas Igrejas é Meishu-Sama. Ele é o responsável por todas elas.”

Então, esse é o ponto de partida para recebermos Meishu-Sama na pessoa do Presidente Mundial. Reconhecer que o chefe da Igreja é Meishu-Sama! Não é o Ministro, não é o assistente de Ministro, não é o plantonista, não é o responsável de grupo, é Meishu-Sama! Quando nós reconhecemos isso, o que é que nós fazemos? Tiramos o nosso “ga”, o nosso ego da frente, tiramos a força humana da difusão e Meishu-Sama pode atuar, pode se manifestar e atuar. Isso parece fácil de dizer, mas na prática, tudo aquilo que fazemos, ou seja, temos uma tendência a fazer com a nossa vontade humana, com o nosso “ga”, das pequenas às grandes coisas. Então, é um retornar à difusão de Meishu-Sama, deixando Ele se manifestar, buscando o Ensinamento onde Ele ensina como fazer as coisas.

Depois de entendermos e colocarmos essa Igreja viva no nosso coração, onde Meishu-Sama é o chefe, precisamos seguir a orientação do Presidente Kobayashi, em que ele está ensinando: “encontrar, escutar e ministrar Johrei.” Essa orientação ele deu na nossa Igreja no Japão no mês de setembro de 2015. Naquela ocasião ele disse assim:

“(…) A origem dessa pratica está em Meishu-Sama. No início da Obra Divina, como missionário, ele ia, de casa em casa, ouvir os problemas das pessoas e ministrar-lhes Johrei, independentemente das condições do tempo ou da distância. Além disso, os reverendos pioneiros, seguindo a postura dele, tiveram a permissão de alcançar um grande crescimento, por meio do empenho nessa prática.
Assim sendo, com o início do novo sistema, a Igreja Izunome também seguiu o exemplo de difusão mostrado por Meishu-Sama e adotou a prática de “Encontrar – escutar – ministrar Johrei” como base da expansão.
O mais importante é saber que só Meishu-Sama é o protagonista desta prática. Nossa missão é segui-lo, por assim dizer. Se dedicarmos com esta consciência, certamente, teremos a permissão de sentir a atuação do Supremo Deus e de desenvolver uma sólida fé, centralizada em Meishu-Sama como Salvador.”

Quando falámos dessa atividade pela primeira vez, como preparação para a vida do Presidente Mundial, teve gente que disse assim: “Ah! Mas já fizemos essa atividade no passado, de visitar os membros, de escutar, ministrar Johrei… Isso já foi feito muitas vezes!” Foram feitas sim, mas não da forma como Kyoshu-Sama está orientando agora, e é pela primeira vez que ele está a falar dessa forma e foi assim que ele disse, no Culto do dia 4 de fevereiro de 2016.

“Os membros da Igreja Izunome estão a se empenhar em [encontrar, escutar, ministrar Johrei] e sobre esse tema há algo que estou a perceber. Ao dizer [encontrar, escutar, ministrar Johrei] pensamos que nós vamos nos encontrar com pessoas, que nós vamos escutar a conversa das pessoas e que nós vamos ministrar Johrei às pessoas, ou seja, que tudo está centralizado e será realizado por nós mesmos.
Entretanto, o que eu sinto é que [encontrar, escutar, ministrar Johrei] é algo realizado por Deus. Ele sempre está nos encontrando, escutando as nossas conversas e nos ministrando Johrei. Ele está a nos olhar com o Seu Amor e Perdão. Está a escutar os nossos pensamentos e a voz dos nossos sentimentos com o Seu Amor e Perdão.
Ele está a nos olhar e escutar a tudo e através da Grande Luz do Johrei está a iluminar, perdoar a tudo, salvar e nos fazer retornar ao Paraíso.
Acredito que a base da postura da prática [encontrar, escutar, ministrar Johrei] é no momento de realizar as atividades de difusão e na nossa vida quotidiana, quando vamos nos encontrar com as pessoas, escutar sua conversa e ministrar Johrei devemos primeiramente dizer a Deus: “O Senhor está, não somente a mim, mas encontrando, escutando e ministrando Johrei a todos não é mesmo?”

Então, essa é uma forma nova de praticar essa orientação, ou não? (Sim!) É completamente nova e é dessa forma que nós vamos praticar essa orientação.

Gostaria de agradecer a experiência de Fé do Sr. João Carlos, pois é uma experiência muito importante, que mostra a humildade que ele teve para reconhecer, que tinha-se distanciado do caminho. A mulher vinha falando, aconselhando, vamos voltar… mas ele não dava ouvidos, como os homens costumam fazer com as suas mulheres… (Risos) Nós somos teimosos, não escutamos … até fico a suar só de falar nisso… (Risos) Se ele tivesse ouvido antes… mas, lá chegou uma hora que ele teve a “luz” de dar ouvidos à esposa e entrou em contato novamente com a pessoa que o tinha encaminhado, também com a Ministra, que lhe falou o que ele devia fazer: Retornar às suas práticas iniciais… Ele assim fez e tudo ficou bem novamente!

O nosso querido Revmo. Watanabe sempre dizia: “Quando você se sentir perdido, retorne ao início, retorne ao ponto de partida!” Qual é o ponto de partida da Fé? É a pureza! Ou alguém quando entrou na Fé entrou com o coração fechado? (Não!) Entrou porque estava desarmado, com o coração aberto… Depois, com a prática da Fé, o que acontece? Entramos na rotina e quando se entra na rotina, impede o sentimento; qualquer coisa é assim, isso acontece no casamento, isso acontece no trabalho, em qualquer actividade nova, a rotina leva ao enfraquecimento do sentimento puro e quando perde o sentimento, perde a vontade de fazer as coisas, desanima… Ele voltou ao sentimento inicial, recomeçou a fazer!

Existe no Japão uma arte que se chama “cerimónia do chá”, não sei se já conhecem ou se já participaram, é uma arte muito apreciada e praticada por Meishu-Sama, que tem um lema que diz assim: “Iti go, iti e” = “um encontro, uma vida”; Cada cerimónia é única e para aquela cerimónia, o praticante escolhe os apetrechos próprios, escolhe uma caligrafia própria, faz uma Ikebana própria para aquela ocasião, tudo em função de quem ele vai receber, uma coisa única, não se repete, por isso: “Iti go, itch e” = “um encontro, uma vida”; assim não entra na rotina, mesmo uma pessoa fazendo 500 cerimónias, cada uma delas é única, é uma obra de arte única que não se repete.

Eu acho que podemos praticar esse lema na Fé e podemos dizer: “Iti Johrei, iti e” = “um Johrei, uma vida”; não existem dois Johreis iguais, vamos fazer do Johrei uma obra de arte de Deus. uma determinada dedicação, a mesma coisa: “Uma dedicação, uma vida”; vamos fazer uma Ikebana? “Uma Ikebana, uma vida”, Se amanhã você pegar o mesmo material e o mesmo vaso, não vai sair a mesma Ikebana, as professoras podem confirmar isso… Porque você está vivendo um outro momento; mudou o teu sentimento, mudou tudo!

A nossa tendência é, com a rotina, massificar as coisas, perder o sentimento; isso pode-se levar para a arte culinária, quando se faz os alimentos para a família, pode-se levar para os relacionamentos pessoais, familiares, profissionais, porque a nossa tendência é pensar: “Hoje eu vou de novo para aquele mesmo trabalho, vou de novo aguentar aquele mesmo chefe chato, vou de novo suportar aquele colega, não-sei-quê…, vou de novo lá na Igreja encontrar aquele Ministro antipático…” (Risos)

Se você fôr com o mesmo sentimento, vai encontrar a mesma coisa, mas, se você fôr pensando, sentindo que é um novo encontro, uma nova vida, uma nova dedicação, uma nova Igreja, você vai encontrar tudo novo e você vai renovar, renascer o seu sentimento, vai nascer um sentimento puro.

Cada momento é um momento único, mas as pessoas não vivem “o momento”; elas vivem ou o passado, revivendo nas más lembranças das coisas negativas que viveram, ou o futuro, com as preocupações das coisas que não sabem como vão acontecer; não vivem o presente… Vivem o passado, desenterrando os mortos, os sentimentos negativos, “Aquele me fez aquilo, aquela me fez aquilo…” ou o futuro “ai, não sei o que vai ser de mim com esta crise que está acontecendo…” Ou seja, não vivem o presente, mesmo em relação à Igreja, vivem às vezes lembrando acontecimentos negativos do passado “Aquele Ministro fez aquilo assim, aquele membro fez assado…” lembrando coisas negativas que aconteceram no passado ou preocupações do futuro “ai, isto aqui vai acabar fechando…” (Risos) Não vivem o presente! Está aí um corpo abandonado às más lembranças do passado ou às preocupações do futuro.

E o presente que é o Johrei que vou transmitir agora, a dedicação que tenho para fazer agora, o encontro que vou ter agora, a reunião que vou ter agora, não está com amor, não está centralizado em Meishu-Sama vivo dentro de nós, na prática da Fé que está orientando Kyoshu-Sama. A nossa maior dificuldade é vivermos o presente com amor, com sentimento, com pureza de alma, deixando o passado no passado e o futuro no futuro; que são duas coisas que não podemos mudar, um porque já passou e outro porque ainda não aconteceu… É uma burrice… (Risos)

A única coisa inteligente é vivermos o presente, este minuto; eu vou transmitir este Johrei, vou receber este Johrei, como se fosse único! Pensem assim: “Este é o último Johrei da minha vida” como é que iria receber esse Johrei? “Ai, deixa-me comportar bem aqui, receber bastante Luz, porque é o último, eu vou morrer… E eu quero partir com muita Luz!” (Risos) Mas, como a gente acha que amanhã vai receber outro, depois de amanhã outro, toda a hora recebendo outro, está conversando, batendo papo furado, falando da novela, trocando receitas de bolos… (Risos) Se amanhã vou receber outro, posso fazer isso de qualquer jeito, amanhã tem outro; mas se fôr o último… estaremos com uma fé danada… “Daqui a pouco vou encontrar com o Criador, é melhor estar limpinho…” (Risos)

Dedicação é a mesma coisa, minha última dedicação, o meu último plantão… Se fôr o meu último plantão, como é que vou fazer? Com todo o amor! Agora vai ter o almoço, o jantar com a família; todo o dia estou almoçando ou jantando com eles… Como são as nossas refeições? Às vezes até discutimos à mesa, não é? (Sim) Há pessoas que, parece que escolhem a hora da refeição para discutir… (Risos) Mas se fôr a última refeição com a família, como é que vai ser? Vai servir a água para os outros, vai agradecer o jantar que a mãe fez ou que a mulher fez, porque é a última!

Então, vamos viver este ano, fazer cada Johrei, cada dedicação, cada convívio familiar, cada reunião nas nossas casas, cada visita, como se fosse a última, a única; mesmo que esteja encontrando sempre com as mesmas pessoas; os Ministros estão encontrando sempre os mesmos membros da sua unidade; já ouviram cinquenta vezes aquele mesmo problema… (Risos) já falaram cinquenta vezes o que têm que fazer e eles não fizeram… então, não tem mais vontade de repetir, parece que está falando com um muro e não escutam… (Risos)

Como é que fica? Esfriam-se os sentimentos… Este não tem mais vontade de encontrar com aquele, aquele não tem mais vontade de receber este… é quando esfria, é como casamento! Acaba aí… Casamento não é assim? (Sim) De início é tudo amor, beijinhos, abraços, toda a ocasião é boa para namorar, depois vai esfriando os sentimentos e chega uma hora que só de ouvir a voz, já fica irritado… (Risos) É verdade! Ouvi dizer que é assim… (Risos) Só de ouvir a voz, lá vem de novo essa mulher para me irritar, me deixa em paz… e o marido também… Porque é a mesma coisa, vai entrando na rotina… Seja da parte dos responsáveis, seja da parte dos membros, seja dos membros com os membros, no trabalho, na sociedade também é a mesma coisa.

Então, vamos viver este ano praticando essas orientações, buscando viver a prática da Fé, a leitura e a prática dos Ensinamentos; só assim no dia 1 de novembro, quando recebermos Meishu-Sama na pessoa do nosso Presidente Mundial Rev. Kobayashi, vamos receber uma grande Luz, um grande reinício da nossa Fé, para um outro ciclo de mais 10 anos, quando completaremos 50 anos, de 10 em 10 anos, são ciclos muito importantes! Vamos fechar bem este ciclo, para começarmos bem o novo!

Desejo a todos um bom ano e boa missão a todos!

Muito obrigado!

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